Quem tem direito ao cartão alimentação do Bolsa Família?

Nos últimos tempos, muita gente tem se perguntado sobre o tal cartão alimentação do Bolsa Família. Afinal, o benefício existe mesmo? Quem pode receber? Como funciona essa ajuda extra? A verdade é que há bastante confusão sobre o tema, principalmente porque surgiram boatos, informações desencontradas e até golpes envolvendo o assunto.

Se você quer entender de forma clara e sem enrolação quem realmente tem direito ao cartão alimentação do Bolsa Família, como ele funciona e como se cadastrar, continue lendo este artigo. Vamos explicar de forma simples e objetiva tudo o que você precisa saber, inclusive os critérios atualizados em 2025.

A verdade sobre o cartão alimentação do Bolsa Família

Primeiro, é importante esclarecer: não existe oficialmente um “cartão alimentação” separado dentro do Bolsa Família. O que acontece é que algumas famílias recebem um valor extra dentro do próprio benefício, com foco na segurança alimentar, ou seja, para ajudar a garantir comida na mesa.

Esse valor extra muitas vezes é chamado popularmente de “cartão alimentação”, mas na prática ele já está dentro do repasse mensal do Bolsa Família, depositado no mesmo cartão que a pessoa já usa.

Em alguns estados ou municípios, porém, existem programas complementares com cartões extras, e é aí que a confusão começa. Vamos detalhar isso melhor abaixo.

Quem tem direito ao benefício alimentação dentro do Bolsa Família?

O novo Bolsa Família, atualizado com as regras de 2023 e mantido em 2025, passou a incluir valores adicionais para famílias com perfil de maior vulnerabilidade. Esses valores extras têm como principal objetivo melhorar a alimentação e a nutrição dos membros da família, principalmente das crianças.

Veja quem recebe esse valor extra focado na alimentação:

1. Famílias com crianças de até 6 anos

  • Recebem R$ 150 por criança dentro desse grupo.
  • O valor é depositado automaticamente, não precisa de solicitação extra.
  • É parte da estratégia de combate à fome e à desnutrição infantil.

2. Famílias com gestantes ou lactantes

  • Recebem um acréscimo de R$ 50 por gestante registrada no Cadastro Único.
  • O mesmo vale para mães que estão amamentando (lactantes).
  • A gestação precisa estar registrada e atualizada no CadÚnico.

3. Famílias com crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos

  • Também recebem R$ 50 adicionais por pessoa nessa faixa etária.
  • O valor extra visa incentivar a permanência na escola e a alimentação adequada.

4. Famílias extremamente pobres

  • Mesmo sem crianças, recebem o valor mínimo de R$ 600 por família.
  • Isso já considera uma base de auxílio para a alimentação básica da família.

Cartão extra de alimentação existe em algum estado?

Sim. Alguns estados e prefeituras criaram programas próprios com foco em alimentação, que funcionam paralelamente ao Bolsa Família. Nesses casos, o beneficiário pode, sim, receber um cartão alimentação separado, que não vem do Governo Federal, mas sim do governo estadual ou municipal.

Exemplos:

  • São Paulo já teve programas como o Cartão Merenda durante a pandemia, que foi substituído por outras iniciativas.
  • Bahia, Pernambuco e Pará também ofereceram benefícios extras, principalmente em épocas de crise ou para famílias em situação extrema.
  • Capitais como Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre possuem auxílios municipais com foco alimentar.

Esses programas têm critérios próprios e variam de acordo com a gestão local. Por isso, é importante consultar a prefeitura da sua cidade ou o site do governo do seu estado para ver se há algum programa extra de alimentação ativo.

Como saber se você tem direito ao Bolsa Família com os valores extras?

Para receber o Bolsa Família com os acréscimos que ajudam na alimentação, é necessário estar cadastrado e com o Cadastro Único atualizado.

Requisitos principais:

  • Renda per capita de até R$ 218 por mês por pessoa da família
  • Cadastro ativo no CadÚnico

  • Estar com as informações atualizadas nos últimos 24 meses

  • Cumprir as condicionalidades, como frequência escolar, acompanhamento de saúde e vacinação

Se a família atender esses critérios e tiver crianças ou gestantes, os valores extras são incluídos automaticamente, sem necessidade de solicitação.

Como é feito o pagamento?

Todos os valores do Bolsa Família, incluindo os extras de alimentação, são pagos pelo mesmo cartão utilizado no programa: o Cartão do Bolsa Família (que antes era o do Auxílio Brasil).

O calendário segue o final do NIS (Número de Identificação Social), e os pagamentos são realizados pela Caixa Econômica Federal.

Você pode consultar o saldo e os depósitos:

  • Pelo aplicativo Bolsa Família CAIXA

  • Pelo Caixa Tem

  • Em agências da Caixa ou casas lotéricas

Cuidado com golpes: “Cartão alimentação extra”

Nos últimos meses, tem circulado nas redes sociais e grupos de WhatsApp promessas de um tal “novo cartão alimentação”, onde a pessoa supostamente pode se cadastrar para receber R$ 500 ou R$ 900.

Isso é golpe.

O Governo Federal não lançou nenhum cartão novo separado para alimentação, e não há link oficial para cadastro fora do CadÚnico.

Se você receber alguma mensagem pedindo seus dados, CPF, ou solicitando que clique em um link para “garantir o cartão”, não caia. Procure sempre informações nos canais oficiais: gov.br, aplicativo Bolsa Família ou Caixa Econômica Federal.

Como se cadastrar para receber o Bolsa Família?

Se você ainda não recebe o Bolsa Família e acredita que tem direito, o primeiro passo é:

  1. Ir até o CRAS mais próximo da sua residência.
  2. Levar seus documentos e os de todas as pessoas da família: RG, CPF, comprovante de residência e, se tiver, certidão de nascimento das crianças.
  3. Pedir o cadastro no CadÚnico.
  4. Após o cadastro, a equipe do Governo Federal avalia se sua família atende os critérios para o Bolsa Família e começa a liberar os pagamentos.

Não existe taxa, não existe cadastro online e ninguém pode “te colocar na lista” por fora.

Dúvidas frequentes sobre o “cartão alimentação”

O valor do Bolsa Família inclui alimentação?

Sim. Os valores adicionais para crianças, gestantes e adolescentes foram criados exatamente para ajudar com os custos de alimentação e nutrição.

Posso sacar o valor em dinheiro?

Sim. O valor fica disponível no seu cartão do Bolsa Família e pode ser sacado em dinheiro ou usado com o cartão de débito, inclusive em mercados, farmácias e outros estabelecimentos.

Tem como escolher receber só o “cartão alimentação”?

Não. Como o nome sugere, essa ideia de “cartão alimentação” é apenas uma forma popular de falar do valor extra dentro do programa. Tudo é unificado dentro do Bolsa Família.

Muita gente escuta falar no tal cartão alimentação do Bolsa Família e pensa que é algo separado, novo, ou que precisa correr pra se cadastrar. Na realidade, o benefício voltado para alimentação já está incluído no valor do Bolsa Família, principalmente para famílias com crianças, gestantes e adolescentes.

Além disso, alguns estados ou prefeituras podem, sim, oferecer um cartão separado, mas isso é local e varia muito. Por isso, o ideal é manter seus dados sempre atualizados no CadÚnico, acompanhar os comunicados no app do Bolsa Família e nunca cair em links suspeitos.

Se você cumpre os critérios e sua família está em situação de vulnerabilidade, o governo fará o depósito automaticamente no seu cartão do Bolsa Família. E, com isso, ajuda direta para colocar comida na mesa — sem enrolação.