O surfe polui. É verdade.
6 de março de 2010 por verdeclaroVocê sabia que o surfe polui ? Pois é. Mas é  verdade mesmo. As pranchas são feitas com um tipo de espuma chamada diisocianato de tolueno, ou TDI. Um material perigoso para a saúde e de dificil descarte seguro.
A velha constatação acabou virando um negócio. Uma empresa recém-fundada na Califórnia, a Green Foam, está produzindo pranchas com poliuretano reciclado, ao invés da espuma TDI. Como funciona ? Os fundadores Joey Santley e Steven Cox coletam resÃduos de poliuretano das fábricas de pranchas, transformam-nas em poliuretano reciclado,misturando as aparas com espuma virgem criando um bloco com 65% de material reciclado, através de  processo desenvolvido por eles, patenteado e mantido em segredo. Assim, eles anulam os efeitos danosos - cancerÃgenos, inclusive - provocados pelo TDI.
De acordo com o jornal New York Times, que levantou a história, uma única empresa, a Clark Foam, que fechou em 2007 exatamente por sofrer pressões de ambientalistas por causa do uso do TDI, fabricava sozinha mais de 80% dos blocos de espuma utilizados para fazer pranchas no mundo todo, Brasil inclusive.
Quando ela fechou as portas, empreendedores saÃram atrás de alternativas. A China, por exemplo, passou a exportar blocos de espuma de poliestireno, considerado menos agressivo que o poliuretano. Mas foram os dois californianos que conseguiram primeiro produzir uma espuma digamos ecológica - 650 pranchas novas são produzidas diariamente na Califórnia e uns 40% de aparas desses blocos vão para os aterros e lixões. Isso dá, mais ou menos, três toneladas por dia de um resÃduo perigoso.
Outra empresa de lá já está desenvolvendo uma quilha de prancha com material reciclado, feita parcialmente com tapetes velhos e derretidos que viram uma resina. Um novo nicho de mercado se abre para quem aposta em caminhos alternativos para produzir.
A questão é bem definida por Frank Scura, diretor executivo da Ambiental Coalition for Action Sports e surfista em tempo integral: “a coisa mais suja do surfe está debaixo dos nossos pés: uma prancha convencional é 100% tóxica”.
Alô produtores de pranchas  brasileiros ! Mãos à obra ! Sujem as mãos de verde…
