Reflexões da Bienal
20 de setembro de 2011Portões fechados antes mesmo do entardecer; o maior estacionamento do Rio de Janeiro completamente lotado; mais de 100 mil pessoas concentradas nos três pavilhões do Riocentro. Afinal, em um país reconhecidamente com um dos piores índices de leitura do mundo, o que atraiu tanta gente à Bienal do Livro, como se viu no feriado de 7 de setembro? O recorde absoluto de público registrado aquele dia no maior evento literário do país teria, enfim, selado o momento de uma mudança para melhor na relação do brasileiro com os livros?
Tanta gente interessada em participar de uma feira literária é um fato para ser realmente comemorado. Mas será que essa atração implicaria no cumprimento automático da máxima líterodesenvolvimentista de Monteiro Lobato ou, talvez, a assertiva de que “um país se constrói com homens e livros” dependa tanto da qualidade e do conteúdo desses livros quanto do caráter dos homens?


