25 de agosto de 2010 por Luiz Erthal

A Editora Nitpress lança neste sábado, dia 28 de agosto, das 10 à s 13h, no Calçadão da Cultura - Livraria Ideal (Rua Visconde de ItaboraÃ, 222, Centro, Niterói), o livro Viagem literária através do Estado do Rio, de Luiz Antonio Barros. Trata-se de uma antologia pioneira, focalizando apenas escritores fluminenses de todas as regiões do estado, cuja essência procurei exprimir no texto da orelha, que reproduzo a seguir:
Quem trafega pelas estradas fluminenses tem a oportunidade de apreciar um rico mosaico de paisagens formado pela diversidade geográfica do Estado do Rio. O conjunto de microrregiões bastante distintas produz um contraste de efeitos panorâmicos e climáticos, separados apenas por alguns poucos quilômetros de percurso. Praias quentes de um lado, montanhas frÃgidas de outro; planÃcies ao Norte, pÃncaros ao Sul; areais e brejos; lagos e rios; ilhas e baÃas; florestas tropicais, plantações e gados coexistindo em harmonia.
A mesma sÃntese imposta à geografia também predomina no panorama cultural do estado. Aqui prosperaram todas as correntes literárias, com volume e intensidade incomparavelmente superiores a quaisquer outras regiões do paÃs. Em seu livro Formação literária brasileira - momentos decisivos, o crÃtico Antônio Cândido relaciona os nomes mais relevantes no processo de construção de uma identidade literária nacional, que se deu basicamente entre o perÃodo Barroco e o Romantismo. De todos os escritores citados na alentada obra, mais de 30% eram filhos da Velha ProvÃncia; outro tanto, nascidos na cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, a região fluminense respondia por mais de 60% dos maiores nomes da literatura brasileira à quela época.
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Tags: antologia, Literatura Fluminense, Luiz Antonio Barros, Nitpress
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19 de agosto de 2010 por Luiz Erthal

José Cândido de Carvalho
No último dia 05 de agosto, o professor de filosofia Roberto S. Kahlmeyer-Mertens (da Academia Niteroiense de Letras - ANL e Cenáculo Fluminense de História e Letras) e a escritora Edel Costa receberam a Medalha José Cândido de Carvalho no Plenário BrÃgido Tinoco, da Câmara Municipal de Niterói. Presentes o pintor Israel Pedrosa, o poeta LuÃs Antônio Pimentel, Monsenhor ElÃdio Robaina, os acadêmicos Edmo Rodrigues Lutterbach (presidente da Academia Fluminense de Letras), Waldenir de Bragança, Wanderlino Teixeira Leite Netto e José Alfredo de Andrade; os educadores Antônio Puhl, Márcia Pessanha, Marcio de Oliveira Ramos, Eneida Fortuna e Neide Barros Rego.
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Tags: José Cândido de Carvalho, Roberto Kahlmeyer-Mertens
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11 de junho de 2010 por Luiz Erthal

O livro tem lançamento dia 14/06, na ABI
Episódios inéditos sobre o perÃodo da ditadura militar – antes e depois do golpe de 1964 – são revelados no livro “Lacerda na Era da Insanidadeâ€, do jornalista Francisco José Guimarães Padilha, com orelha assinada por Zuenir Ventura, a ser lançado dia 14 de junho em todo o paÃs pela editora Nitpress. Entre eles, e pela primeira vez, o atentado a dinamite que por pouco não explodiu um túnel ferroviário da Central do Brasil, quase ocasionando a morte de Carlos Lacerda e sua comitiva de mais de 200 pessoas em campanha presidencial. No Rio de Janeiro, o lançamento será realizado no dia 14, à s 18 horas, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
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Tags: Carlos Lacerda, Guimarães Padilha, Nitpress, Zuenir Ventura
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21 de maio de 2010 por Luiz Erthal
A última edição do Jornal da ABI dedica duas páginas à cobertura da série de debates realizada na Livraria da Travessa sobre o apoio e a colaboração direta de jornais ao movimento que levou à implantação da ditadura militar. O tema foi pautado pelo lançamento do livro Rede da Democracia: O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na queda do governo Goulart (1961-64), do professor e doutor em História Social Aloysio Castelo de Carvalho (UFF), uma coedição da Nitpress e da Editora da UFF.
O livro mostra, em 238 páginas e um CD contendo os fac-sÃmiles de 100 matérias veiculadas pela Rede da Democracia entre 1963 e 1964, como essa articulação, pela pelos grupos de mÃdia dos Diários Associados, de O Globo e do Jornal do Brasil, abriu caminho para a deflagração do golpe militar. O lançamento aconteceu do no terceiro e último dia de debate, que contou com a participação do presidente da ABI, MaurÃcio Azedo, prefaciador do livro, e do autor da obra.
Clique aqui para ler a matéria do Jornal da ABI na Ãntegra.
Tags: Golpe de 64, Jornal do Brasil, MaurÃcio Azedo, Nitpress, O Globo, O Jornal
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24 de março de 2010 por Luiz Erthal

Capa do livro A Rede da Democracia
Inspirada na iniciativa de Leonel Brizola quando governador do Rio Grande do Sul, que garantiu a posse do presidente João Goulart, parte da imprensa do Rio de Janeiro montou, em outubro de 1963, uma versão conservadora da Cadeia da Legalidade, que frustrou a tentativa golpista de 1961 graças a uma mobilização nacional, organizada a partir das ondas de uma cadeia de rádios. Três anos depois, os grupos de comunicação dos Diários Associados (O Jornal), de O Globo e do Jornal do Brasil também uniram suas emissoras (Tupi, Globo e JB) e as páginas de seus jornais no que batizaram de Rede da Democracia, com o objetivo de deter o governo de Jango e as suas reformas de base.
Ao se completarem 46 anos do golpe de 64, o papel da imprensa na articulação do movimento que lançou o Brasil numa ditadura militar de mais de 20 anos vem à tona no livro Rede da Democracia: O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na queda do governo Goulart (1961-64), do professor e doutor em História Social Aloysio Castelo de Carvalho (UFF), em coedição da Nitpress e da Editora da UFF. O livro mostra, em 238 páginas e um CD contendo os fac-sÃmiles de 100 matérias veiculadas pela Rede da Democracia, o caráter estratégico dessa participação, que foi muito além dos famosos editoriais do Correio da Manhã - “Chega” e “Basta” -, publicados à s vésperas do 31 de março.
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Tags: Aloysio Castelo de Carvalho, Eduff, Golpe de 64, Imprensa, João Calmon, Jornal do Brasil, José Silveira, MaurÃcio Azedo, Nascimento Silva, Nitpress, O Globo, O Jornal, Roberto Marinho
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19 de março de 2010 por Luiz Erthal

Pimentel em foto de Carlos A. Pilotto
Os 98 anos de vida, poesia e dignidade de LuÃs Antônio Pimentel serão comemorados no próximo dia 29 com uma festa, à s 19 horas, na Associação Fluminense de Jornalistas (Rua Maestro FelÃcio Toledo, 551, 1º andar, Centro, Niterói). As comemorações incluirão uma exposição de fotos de autoria do próprio Pimentel, único fundador vivo da Sociedade Fluminense de Fotografia; um recital de algumas de suas melhores poesias, organizado por Neide Barros Rego; e o lançamento do livro Fenomenologia do haicai, segundo ensaio de filosofia de R. S. Kahlmeyer-Mertens sobre a obra poética de Pimentel, publicado pela Nitpress.
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Tags: LuÃs Antônio Pimentel, R. S. Kahlmeyer-Mertens
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18 de março de 2010 por Luiz Erthal
Fazia tempo que eu não via a Avenida Rio Branco fechada por uma causa cÃvica. Confesso que fui hoje lá movido mais por uma utopia nostálgica do que pelo apelo do ato em si. De um lado havia a evocação em minha memória das grandes manifestações polÃticas de que ali participei, desde a luta pela anistia e o fim da ditadura, até as últimas tentativas de ver reatada a nossa História, após a longa noite que, infelizmente, logrou mergulhar o Brasil em estado de coma profundo e aparentemente irreversÃvel.
Era a minha religião, no exato sentido grego que dá origem ao termo: o de religação; não a do homem a Deus, cuja conotação define hoje para mim essa palavra, mas a do brasileiro com o seu destino interrompido aqui nesta terra. E a Rio Branco, ao longo de manifestações memoráveis, representou, por vários anos, desde a Candelária até a Cinelândia, o templo vivo de uma crença já morta.
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4 de março de 2010 por Luiz Erthal

Geremias Fontes
A morte do penúltimo governador vivo do velho Estado do Rio revela, ao passar em brancas nuvens na capital, o quanto a imprensa carioca e o Palácio Guanabara desdenham da memória e das tradições fluminenses. Geremias de Mattos Fontes morreu na última terça-feira, aos 79 anos, sem merecer ao menos um obituário dos jornais do Rio de Janeiro e - o que é pior - as homenagens de praxe do atual governador. De todos os governantes que dirigiram o Estado a partir do Palácio do Ingá, em Niterói, o único sobrevivente, agora, é Celso Peçanha, que sucedeu a Roberto Silveira depois de sua morte trágica, em 1961.
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13 de fevereiro de 2010 por Luiz Erthal
A morte de Armando Falcão vem trazer à lembrança o restolho do entulho autoritário ainda presente em nossas vidas. Se a Lei Falcão, assim como o AI 5 e vários outros instrumentos criados pela ditadura militar foram varridos pelos ventos da redemocratização, há pelo menos um texto legal, da lavra do ex-ministro da Justiça, que permanece como uma sombra remanescente daqueles tempos de trevas sobre o Estado do Rio: a Emenda Constitucional nº 20, que uniu, em 1975, os territórios dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro à revelia de seus habitantes.
Além de um atentado ao federalismo e à própria República, a chamada fusão, praticada ao arrepio da Constituição brasileira – que impõe a consulta popular como condição para qualquer tipo de alteração na base territorial dos estados –, permanece até hoje ilegitimada pela falta de um plebiscito, sistematicamente negado a fluminenses e cariocas ao longo desses 35 anos. Do ponto de vista cultural, o ato, ao juntar os corpos, mas não as almas, criou um estado em permanente crise de identidade.
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Tags: Armando Falcão, Benjamin Constant, Célio Borja, CIRJ, Ernesto Geisel, Estado do Rio de Janeiro, FIEGA, Fusão, Guanabara, Helio de Araujo Evangelista, José do PatrocÃnio, Roberto Silveira
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9 de fevereiro de 2010 por Luiz Erthal
Nesses dias tórridos do verão tropical, em que muitas vezes nos sentimos tentados a murmurar contra Deus pela boa terra que recebemos, vale relembrar um poema em que Alberto de Oliveira exalta essa fonte de calor e inspiração que nos cobre - o céu fluminense:
Céu fluminense
Alberto de Oliveira
Chamas-me a ver os céus de outros paÃses,
Também claros, azuis ou de Ãgneas cores,
Mas não violentos, não abrasadores
Como este, bárbaro e implacável - dizes.
O céu que ofendes e de que maldizes,
Basta-me no entanto; amo-o com os seus fulgores,
Amam-no poetas, amam-no pintores,
Os que vivem do sonho, e os infelizes.
Desde a infância, as mãos postas, ajoelhado,
Rezando ao pé de minha mãe, que o vejo.
Segue-me sempre… E ora da vida ao fim,
Em vindo o último sono, é o meu desejo
Tê-lo sereno assim, todo estrelado,
Ou todo sol, aberto sobre mim.
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Tags: Academia Fluminense de Letras, Alberto de Oliveira, Céu fluminense, Edmo Lutterbach
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