Rio Sustentável
26 de novembro de 2009O Programa Rio Sustentável traz consigo metas de redução de gases-estufa no Rio para 2012 - algo em torno de 8% em relação às emissões de gases com base no ano de 2005. Para tanto, é necessário que se faça um inventário sobre o volume de poluentes emitidos neste ano, já que o último estudo de fato realizado nesse sentido ocorreu em 1998.
Para acelerar a tramitação da matéria no Legislativo Municipal, a prefeitura deverá tomar como base o Projeto de Lei 263/2009, de minha autoria, que estabelece metas mais rígidas no controle de emissão de gases na cidade. Com base no inventário de 1998, o PL propõe a redução de 10% no volume de dióxido de carbono equivalente, sugerindo que a prefeitura adote medidas setoriais precisas para alcançar este índice.
Ao contrário de lei ambiental recentemente aprovada na Câmara, que se limita a atuar no âmbito do Executivo, e a estabelecer a renovação de 70% da frota de veículos oficiais movidos a gasolina no prazo de 4 anos, o projeto da vereadora Aspásia Camargo, que está sendo negociado com a prefeitura, exige metas e inventários para todo o município, incluindo a participação da sociedade no processo. O projeto se adapta às exigências e prazos determinados pela Convenção de Mudanças Climáticas.
A lei exige especial atenção ao sistema de transportes, responsável por 36,5% das emissões, além de uma “política de adaptação”- termo adotado pelo IPCC, grupo de cientistas mobilizado pela Convenção de Mudanças Climáticas- para proteger as áreas de risco e garantir justiça ambiental às camadas sociais mais vulneráveis. A lei prevê ainda instrumentos econômicos e compromissos empresariais para construir um Rio Sustentável. Educação ambiental, justiça ambiental e desenvolvimento sustentável formam o tripé do Rio que queremos para os próximos anos. As ações precisam ocorrer de forma setorizada e integrada para que possam dar resultados. Precisamos ser mais ambiciosos para ir além do curto prazo, estabelecendo uma agenda de compromissos para 2020.
