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Sampa, cheguei!

16 de julho de 2009 por Rodolfo Bottino

Qualquer mudança na vida da gente complica. Mas sempre fui feliz em São Paulo, bem acolhido, cheio de amigos, enfim tudo pra ser feliz!
Desta vez estou chegando pra estrear meu espetáculo “Risoto”, no restaurante “OGGI”, na Faria Lima. Escrevo hoje muito nervoso pois teatro a gente nunca sabe, né?
Resolvi desta vez não morar em hotel e estou dividindo um super apê com minha produtora e amiga Silvia Rezende. Acho melhor ter a minha cozinha e minhas coisas bagunçadas. Mas não chegar do trabalho num quarto impessoal, por mais confortável que seja.
Depois de tantas brabeiras por que passei não pensei que voltaria a fazer temporada nesta cidade que tanto gosto.
A estréia foi dia 11 deJulho e estou esperando os leitores da Paulicéia pra me prestigiarem. Pois é galera…
Mais um recomeço cheio de saúde e garra –tirando, é claro, esta gripe que não é suína, mas um misto de felina e canina, já que durmo com um gato miando no peito e acordo tossindo como o latido de um cão-de-guarda. Mas chega de papo e vamos a mais receitas cheias de esperança e superação.
Beijos!

RISOTO DE CAMARÃO
Para quatro pessoas
2 xícaras de arroz arbório
½ kg de camarão (limpo sem casca)
1 litro de caldo de casca de camarão
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de cebola bem picada
½ xícara de vinho branco
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Numa frigideira aberta aqueça uma colher de sopa de manteiga com azeite. Doure os camarões. Retire-os. Doure as cebolas. Acrescente o arroz e frite por 2 minutos. Acrescente o vinho. Conforme for secando vá colocando o caldo por aproximadamente 15 minutos. Junte os camarões com  o caldo. Deixe secar um pouquinho. Acrescente uma colher de sopa de manteiga. Mexa bem e sirva imediatamente.
TORTINHA DE ROBALO RECHEADA COM BERINJELA, MOLHO DE AÇAFRÃO
600 gramas de robalo
60 ml de azeite extra virgem
10 gramas de sal e pimenta
Recheio:
400 gramas de beringela
50 gramas de aipo – salsão
50 gramas de cebola
5 gramas de manjericão
20ml de azeite extra virgem
10 gramas de sal e pimenta
20ml de vinagre
Para o molho:
200ml de caldo de peixe
1 unidade de açafrão
50ml de azeite extra virgem
0,5 unidade de açafrão em stigma
10 gramas de cebolinha
Preparo do robalo:
Limpar o robalo. Cortar em fatias finas e temperar com sal e pimenta. Deixar marinar por duas horas.
Preparo da berinjela:
Cortar berinjela, cebola e aipo em cubinhos. Refogar com azeite temperando com sal e pimenta. Regar com o vinagre e deixar cozinhas por 10 minutos. Tirar do fogo, deixar esfriar um pouco até ficar morna e acrescentar manjericão.
Preparo do molho:
Ferver o caldo de peixe deixando reduzir um pouco. Acrescentar os açafrão e engrossar com azeite e para a última adicionar a cebolinha picada.
Montagem do prato:
Forrar a forma com as fatias de robalo, encher com a berinjela e fechar com mais fatias de robalo. Colocar o molho no meio do prato e pôr em cima da tortinha. Enfeitar com um galho de aneto.
SASSAME COM MAÇÃS DOURADAS E CREME DE MILHO
Sassame é a parte do peito que fica junto ao osso, é a parte mais macia do peito do frango.
Ingredientes:
600 gramas de sassame ou 4 filés de peito
Alecrim ( de preferência fresco)
Suco de limão
Sal
Modo de preparo:
Lave bem o sassame  (se for o filé  parta em iscas longas), escorra bem  e tempere a gosto com sal, alecrim e limão. Numa frigideira unte ligeiramente com manteiga e doure.
4 maçãs grandes ou 6 pequenas
Suco de ½ limão
1 cálice de calvados ou conhaque
1 colher de sopa de manteiga
Descasque as maçãs e corte em cubos grandes. Coloque numa frigideira a manteiga e as maçãs (em fogo médio, não pode ser muito fraco senão cozinha a maçã em vez de dourar) e vá mexendo ligeiramente. Quando as maçãs estiverem douradas acrescente o calvado e flambe. Logo depois acrescente o suco de limão e retire do fogo.
CREME DE MILHO
1 lata de milho
1 colher de manteiga
1 cebola pequena
1 colher de sopa de fe farinha de trigo
1 colher de sopa de salsa bem picadinha
1 copo grande de leite
Modo de preparo:
Bata no liquidificador ½ lata de milho com o leite e a farinha e reserve. Pique bem a cebola e refogue numa panela junto com a manteiga, acrescente a salsa, o restante do milho e refogue por um instante. Acrescente o milho batido, mexa até engrossar e salgue. Arrume o prato e decore a seu gosto.
LAGOSTIN COM SABAYON DE VINHO
6 lagostins
10ml de óleo de girassol
10 unidades de aspargos
6 batatinhas
Vinagrete para a batatinha:
10 gramas de mostarda à l’ancienne
2ml de vinagre de cereja
2 gramas de extrato de tomate
20ml de azeite extra virgem
Sabayon:
2 gemas de ovo (temperatura ambiente)
100ml de vinho branco
Azeite de trufas
Sal de guérande
Modo de preparo:
Cozinhe os aspargos al dente, no vapor. Cozinhe em água e sal as batatinhas e coloque-as ainda quentes, no vinagrete. Retire as cabeças dos lagostins e salteie numa frigideira com óleo de girassol. Deixe esfriar com a casca e então retire a casca, com muito cuidado. Limpe bem o lagostin.
Montagem do prato:
Faça uma rosácea com as batatinhas cortadas ao meio. Disponha os aspargos. No último momento, prepare o sabayon. Misture as gemas com o vinho e bata em banho-maria até que fique uma consistência espumosa e firme. Coloque sal de guérande sobre os lagostins e pingue algumas gotas de azeite de trufas.

Sobre todas as coisas

15 de julho de 2009 por Rodolfo Bottino

Desculpem o atraso desta atualização, mas tem acontecido tanta coisa na minha vida, que parece que não estou vivo e, sim, vendo um filme distante… Esquisitíssimo.
Li recentemente o blog da minha querida amiga Luciana Fróes, no site de ‘O Globo’ e fiquei super emocionado. Era sobre mim e o gancho foi uma viagem inesquecível a Espanha, junto com um grupo convidado pelo governo daquele país.
Estava também presente no grupo um amigo querido, o grande jornalista da ‘Folha de S. Paulo’, Josimar Mello, que fez um jantar em sua casa em Sampa para poucos amigos que gostavam de comer bem. Alguma coisa que não lembro deu errado no jantar, mas a sobremesa inesquecível era uma compota de Uvaia - fruta difícil de se manipular pela sua delicadeza. Nunca mais comi nada parecido. Mas o assunto principal do jantar não foi comida absolutamente. Foi remédio.
Todos experts em bulas. O papo ia de anti-alérgicos a tarjas pretíssimas, Rivotril, Lexotan, Dormonid, Stilnox, Valium, etc, etc, etc…
Neste momento fico aqui lutando com uma gripe horrorosa para conseguir fazer meu espetáculo “Risoto” e sonhando com uma bula que me ajude a entender um pouquinho a minha vida. Enquanto isso vamos cozinhando…

CEVICHE
3 limões sicilianos (suco)
2 limões verdes(suco)
1 laranja (suco)
2 tangerinas (suco)
300 gramas de filé de atum em cubos de 2cm
300 gramas de cherne em cubos de 2cm
300 gramas de camarão já sem casca picados
1 pimenta dedo de moca fatiada bem fininha
1 cebola roxa fatiada bem fininha
1 cebola branca bem fininha
1 colher de chá de páprica
Sal a gosto
Acompanhamento:
500 gramas de batata doce amassada com mel, creme de leite, manteiga e gengibre ralado.
Folhas de alface americana
Azeite para regar o ceviche
Modo de preparar: 
Numa tigela de vidro ou porcelana, colocar os sucos de limão, dissolver a páprica e acrescentar as cebolas mexendo bem. Acrescentar os peixes e camarões sem deixar eles se misturarem, virando sempre na geladeira durante 2 horas. Acrescentar a laranja e a tangerina deixar mais alguns minutos na geladeira e servir dentro de uma folha de alface, regado com azeite e batata-doce ao lado. 

 
BANANA D’AGUA COM PARMESÃO E SORVETE DE CREME
Mais ou menos 12 bananas
1 xícara de queijo ralado
Manteiga
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
Canela em pó 
Monte numa assadeira as bananas, inteiras ou partidas, lambuzadas de manteiga com açúcar e água polvilhadas de queijo e canela. Deixe dourar e sirva quente com sorvete.
BRODO DE CARNE COM CINCHIGLIETTE
400 gramas de massa
1 quilo mais ou menos de músculo bovino
1 cebola espetada com cravos
1 talo de aipo
1 alho-poro
1 dente de alho inteiro
Alecrim fresco
Tomilho fresco
Salsa e cebolinha
1 cenoura
Grãos de pimenta-do-reino
2 folhas de louro
3 claras em neve
1 coador de café 
Cozinhe todos os ingredientes, menos a massa, até quase dissolver o músculo (algumas horas). Depois de coar, acrescente as claras em neve.Volte a ferver. Retire com uma escumadeira as claras e passe o caldo num coador de café. Cozinhe a massa neste brodo que vem a ser caldo em italiano.
Com capeletti e de se rasgar de bom!
Sirva polvilha de queijo ralado e regado de azeite.
BOLO DE CHUCHU
3 chuchus
2 ovos
2 colheres de sopa de farinha de trigo
Salsa picada
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
Sal, pimenta
Leite, muito pouco
Modo de preparo
Misture tudo no liquidificador e leve ao forno num pirex untado.
DICA: Pode substituir o chuchu por cenoura, abobrinha, polpa de berinjela ou espinafre.
CREME PARMENTIÉRE DE SALMÃO DEFUMADO E PRESUNTO CRU
100 gramas de batata inglesa (com pele marrom)
20 gramas de farinha de trigo
1 ovo inteiro
1 ovo (só a clara)
20 ml de creme de leite
10 gramas de ciboulette
10 gramas de manteiga clarificada
100 gramas de salmão defumado
Sal e pimenta à gosto 
CREME DE ERVAS
50 ml de creme de leite
10 gramas de ciboulette
10 gramas de salsa
10 galhinhos de cerofólio (para a decoração)
Modo de preparo do Creme Parmentiére:
Descascar as batatas, cozinhá-las na água com sal. Depois de cozidas, elas devem ser passadas na peneira. Deixar esfriar. Juntar ao purê a farinha de trigo, o ovo, a clara e um pouco de creme de leite. Temperar com sal e pimenta. Bater bem até obter uma massa lisa. Guardar na geladeira.
Modo de preparo do Creme de Ervas:
Bater o creme de leite em chantilly. Cortar as ervas finas e colocar no chantilly. Temperar e colocar na geladeira.
Colocar na geladeira os pedaços de salmão. 
Fritar os crepes de batata com manteiga clarificada e colocar os pedaços de salmão em cada crepe com uma quenelle de creme de ervas e decorar com galhinhos de cerofólio

Harry’s Bar

14 de maio de 2009 por Rodolfo Bottino

Estou com saudades da Itália, mais ainda de Veneza e, mais ainda, do Harry’s Bar.
Estava na Bienal de Veneza e, no setor do Brasil, vi as obras e instalações do Ernesto Neto e do Vic Muniz, sensacional!
E fui no setor alemão que era reprodução de uma casa dominada pelos nazistas, que tinha vários esconderijos de judeus nos anos de guerra. Só entrávamos assinando um documento se responsabilizado eu não sabia pelo que! Entendi quando fiquei preso num buraco abaixo da privada onde um cidadão viveu 4 anos. Eu fui tendo um ataque de claustrofobia gritando socorro nos idiomas que sabia esta palavra, que não incluíam o alemão. Um mico total: fui retirado pelos pés por duas alemãezonas. Enfim só me acalmei quando entrei no Harry’s. Neste bar e restaurante comandado pelo grande Arrigo Cipriani, a gente entende o que é chique. Decoração discreta , um lindo bar entalhado em mogno, suas paredes são claras, as luminárias rosa-choque do Segusi, e as toalhas e guardanapos imensos, amarelo gema, de linho 120(o melhor linho do mundo) - não sei como tiram as manchas de batom. Será que jogam fora???
O fato e que lá foram inventados grandes drinks e pratos, que foram degustados por algumas pessoas que já ouvimos falar como Hemingway, Charles Chaplin, Toscanini, Truman Capote, Lauren Bacall, Mastroianni, Humphrey Bogart, eu, minha amiga Bombom, etc.
Bellini
Alguns pêssegos frescos – só servem os brancos.
Espumante ou um bom Prosecco
Não pode ser usado nenhum tipo de centrífuga, nada. Pique os pêssegos e os esmague num chinois (espécie de coador em formato de cone. Num copo longo, fino não muito alto, coloque metade do copo de suco dos pêssegos e complete com o Prosecco estupidamente gelado. E sirva.
 
Pasta e Fagioli (Esse é meu prato predileto)
300 gramas de feijão branco ou vermelho
40 gr de talharim picado na mão antes de cozinhar
6 colheres de sopa de azeite
2 cebolas pequenas bem picadinhas
2 tomates sem pele, e sem sementes, picados
Pimenta moída na hora (opcional)
Sal a gosto
1 colher de chá de tomilho
1 colher de chá de alecrim
1 dente de alho bem picado
Coloque o feijão de molho da noite para o dia. No dia seguinte descasque o maior numero de grãos possível e coloque para cozi nhar com a cebola e os tomates em 1litro de água. Doure o alho sem queimar no azeite tomilho e alecrim. Misture a sopa e tempere com sal e pimenta.Coloque o talharim cru para cozinhar nesta sopa e sirva polvilhada com um ótimo parmesão ralado na hora. É de matar de bom!
 
Tagliolini gratinati al prosciuto
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 xícara de presunto cru em tirinhas (Julienne)
400 gramas de talharim cozido em água e sal
1 xícara de Bechamel - receita abaixo, 3/4 de xícara de parmesão ralado na hora
Cozinhe por 1 minuto o presunto na manteiga, misture com o talharim, cubra com o bechamel, polvilhe o queijo e gratine no forno. Sirva imediatamente.
 
Bechamel (molho branco)
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 xícaras de leite
1 pitada de pimenta branca ou noz-moscada
Doure a farinha na manteiga. Quando estiver com uma tonalidade morena, acrescente o leite frio, o sal e a pimenta.
Bom apetit!

Com vocês, Mme. Pomme De Terre

5 de maio de 2009 por Rodolfo Bottino

  A batata nasceu no Peru, descoberta por Pizzarro, em 1527.
Levada para Europa, ela se tornou a base da alimentação no Velho Continente, tirando a França -  sempre um pouco mais fresca.
Em1532, ela apareceu na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Mas aí a história já era outra.
Na França, ela foi introduzida por Parmentier que, dentro de suas onze profissões e ofícios, era agricultor e cozinheiro. Ela apresentou a pomme de terre a nobreza francesa através de umas panquequinhas de batata, cobertas com creme azedo e caviar.
Segue para os queridos e pacientes leitores, algumas receitas de batata.
Quanto ao Peru tenho ainda muito o que falar dele (do país, é claro).
E também dos Incas – grandes agricultores.

BRANDADE

½ kg de bacalhau dessalgado
½ kg de batatas cozidas
2 colheres de sopa de manteiga
½ xícara de leite
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de alho picado
2 colher de sopa cebola picada
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

Esprema as batatas mornas, junte o leite e a manteiga. Doure a cebola e o alho no azeite, acrescente o bacalhau, deixe refogar um pouco e sirva em cima do purê de batatas.

BATATA ASSADA 

2 batatas grandes
2 colheres de sopa de requeijão
2 colheres de sopa de mussarela ralada

Modo de preparo:

Lave bem as batatas, seque-as e faça vários furos com um garfo. Distribuí-las na borda de um prato refratário para cozinhá-las. Retire e espere cinco minutos.
Faça um corte em cruz em cima das batatas e no centro, coloque o requeijão e a mussarela.

BATATA NAPOLITANA 

1/2 kg de batatas cozidas e cortadas em rodelas
2 tomates em rodelas
Azeite
1 xícara de parmesão
Orégano e manjericão

Modo de Preparo:

Arrume numa travessa as rodelas de batata e de tomate. Salpique o orégano e o manjericão. Polvilhe o parmesão e regue com azeite. Leve ao forno por 15 minutos. Sirva em seguida.
BATATAS ASSADAS COM ALHO 

500 gr de batatas novas
8 a 10 dentes de alho grandes
2 ovos batidos
6 a 8 colheres de sopa de fubá
Salsa para guarnecer

Modo de preparo

Lave bem as batatas. Descasque o alho, deixando os dentes inteiros. Cozinhe as batatas juntamente com o alho em água salgada de 12 a 15 minutos. Escorra e reserve os dentes de alho. Descasque as batatas assim que elas estiverem frias o bastante para serem manuseadas. Pique o alho e com um pequeno espeto, introduza pedacinhos nas batatas. Mergulhe as batatas primeiramente no ovo batido e em seguida passe-as no fubá. Pressione com uma faca de ponta arredondada e depois mergulhe as batatas novamente no ovo batido. Asse em grelha bem untada com óleo, em temperatura alta, durante 10 a 15 minutos, até que as batatas fiquem douradas e crocantes. Sirva em uma cestinha, forrada com guardanapo. Guarneça com raminhos de salsa.
BATATAS ASSADAS COM MANTEIGA DE ERVAS 

5 batatas grandes
5 folhas de papel alumínio

Modo de preparo

Embrulhar cada batata numa folha de alumínio e colocar no forno quente por 1 hora e 30 minutos numa travessa.

Ingredientes para a manteiga de ervas:

200 gramas de manteiga
1 colher de chá de salsa
1 colher de chá de tomilho
1 colher de chá de alecrim

Modo de preparo

Derreter numa panela e processar. Continue lendo »

Tchau,Brasília. Obrigado!

5 de maio de 2009 por Rodolfo Bottino

Acabei de terminar a temporada de ‘Medida por Medida’ com um sucesso imenso.
E como nada meu fica por isso mesmo, tive um convite para ficar mais um pouco na Capital e fazer o espetáculo ‘Risoto’, para mais de mil pessoas no Terraço Shopping.
Despedida que, na verdade, estava abrindo o festival de gastronomia de Brasília. Para quem não sabe, a cidade já é o terceiro pólo gastronômico do país. O que vem comigo, lá do fundo do meu ser, é o carinho com que fui recebido naquela cidade.
Apesar de abrigar o maior número de corruptos por metro quadrado, Brasília tem hoje mais de dois de milhões e meio de habitantes trabalhadores e gentis.
E eu sou fã dos gênios que construíram aquele monumento da Humanidade, além de uma urbanização ímpar, a jardinagem e um paisagismo quase que inacreditável, já que ali é cerrado.
Voltei pro Rio com os olhos cheios d’agua e completamente emocionado com a candagada.
O restaurante Oliver adotou um risoto meu em seu cardápio que carrega minha humilde assinatura. É bom lembrar que, há uma semana, ele foi eleito o melhor restaurante do Distrito Federal.
E  por mais essa,  mais thanks a todos que me raceberam com um carinho indiscriíivel.
Estou com saudades. Snif,snif, snif…

Chifres no Planalto Central

15 de abril de 2009 por Rodolfo Bottino

Este mês de abril estou em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, com ‘Medida por Medida’, de Shakespeare. Eu e mais todo o elenco, e equipe, estamos morando na Academia de Tênis, uma espécie de resort onde algumas pessoas tem aqui residência fixa. Em cima de mim mora o Gabeira, por exemplo. É um lugar bem arborizado e o meu quarto tem uma varanda na parte traseira. De longe, por entre as arvores, vejo uma tenda azul, muito simples, que é uma espécie de delivery. Eu peço um cachorro quente, aos gritos, e ele entra por entre as grades da varanda.
Tudo começou numa noite em que fui até a tendinha, e conheci a figura que acabou ficando meu  amigo:Pedro Corno. Quando o conheci perguntei se Corno era sobrenome. Mas não, não era. Com uma sinceridade de espantar, Corno me contou que todas as mulheres que teve puseram chifres nele. Por isso Pedro Corno, como é conhecido por todos.
Mas disse que não liga. Afinal a culpa não foi dele, mas sim delas.
Outro dia conheci uma namorada dele ajudando-o nas vendas. Brinquei e perguntei se ela também tinha o hábito das anteriores.
- É claro que tem - disse um conformado Corno.
Ficamos amigos. Seu pai, baixinho, ”parece um pneu preto”. Já a mãe, linda de olhos claros como os dele, é puta. E tudo isso é dito da forma mais natural do mundo.
Aproveitando a churrasqueira de carvão, além do fogareiro, fiz uns pratos que encantaram o meu amigo Pedro Corno. Amigo com muita honra.

Lingüiça frita na água 

Ingredientes:

2 linguiças grandes fatiadas
1 copo pequeno de água
1 cebola fatiada

Modo de Fazer:

Coloque as fatias de lingüiça numa frigideira tampada e deixe em fogo baixo. Quando a água evaporar, a gordura que derreteu da liguica vai começar a fritá-la. Depois é só juntar a cebola e deixar dourar. Servir com a farofa que segue a receita.

Farofa na manteiga

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de mandioca muito fina
½ cebola ralada
4 colheres de sopa de manteiga (não serve margarina)

Modo de Fazer:

Coloque a manteiga e a cebola numa frigideira, em fogo baixo. Não deixe a cebola torrar. Acrescente à farinha um pouquinho de sal, e vá mexendo bem devagar até a farofa pegar uma cor legal.

Farofa bem feita e tostadinha é fácil de fazer. Mas paciência é fundamental.
A mesma que vocês tem de me ler.
E a mesma que Pedro Corno tem com suas namoradas.
Beijos.

É Páscoa

8 de abril de 2009 por Rodolfo Bottino

A Páscoa na minha família  - a Bottino - sempre foi muito comemorada. A Ressurreição de Cristo era mais importante pro vovô Pascoal do que o Natal. Ao ponto dele ter ficado muito tempo sem falar com um dos meus tios mais velhos, tio Alfredo, que marcou seu noivado nesta data, na casa da noiva, e não ao lado de meu avô.
Já na família Valente, parte de mãe, tinha um prato que não faltava: o bacalhau com leite de coco.
Anotem que é uma delícia. Pode-se comer com arroz, mas o ideal é com fatias de pão.
Feliz Páscoa!

Ingredientes:
½ kg de bacalhau limpo e dessalgado (nunca fervido)
1 xícara de azeite
1 xícara de leite de coco
1 xícara de vinho branco seco
1kg de batatas descascadas e fatiadas com 1cm mais ou menos de espessura
1 xícara de azeitonas verdes fatiadas
4 cebolas fatiadas
5 ovos cozidos divididos ao meio.
 
Como fazer:
Arrume num refratário (pirex) as fatias de batatas cruas. Em seguida as lascas de bacalhau e, por cima, distribua as cebolas,sempre espalhando as azeitonas. Regue com a mistura de azeite, leite de coco e vinho. Cubra com papel laminado e deixe no forno até a batata estar cozida. Retire o laminado e deixe mais 5 minutinhos. Cubra com as metades dos ovos já cozidos e sirva. Este prato também cai super bem na Sexta-Feira da Paixão quando não se come carne. Mais uma vez uma Páscoa abençoada que representa, acima de tudo, recomeço !
Um beijo e até mais.

Aceito Curitiba como ela é…

4 de abril de 2009 por Rodolfo Bottino

Estou escrevendo direto de Curitiba para vocês, leitores do nosso youPode.

Vim para apresentar, na mostra oficial, o espetáculo ‘Medida por Medida’.

Nunca havia estado neste festival, que é muito pouco divulgado no Rio de Janeiro. Em aqui chegando, tive algumas surpresas, tais como: a mostra oficial abriga 360 produções do mundo inteiro. Além disso, um
outro festival, chamado ‘Fringe’, abriga mais 80 produções independentes que vieram aqui fazer contatos e ser vistos.

A maior surpresa foi a primeira edição de um festival de gastronomia chamado ‘Gastronomix’, um luxo. Dez dos maiores chefes do Brasil, em estandes, servindo suas iguarias, assim como uma grande feira.

Isto no Museu Oscar Niemeyer, que emociona a gente. No momento, eles estão exposndo telas de Rembrant, Portinari, Picasso e nem uma linha nos jornais cariocas, tá?

O melhor de tudo é que quem encerrava o evento era euzinho, fazendo meu outro espetáculo ‘Risoto’, para +ou- 900 pessoas. Todo mundo provava. Não esquecendo que a noite faziamos o Shakespeare para 2000 pessoas no Teatro Guaíra. Um grande barato.

Ah! ’O Risoto’ está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio,  as terças e quartas, às 19horas.

Uma grande amiga, Simone, tem um restaurante peruano em Maceió, que infelizmente tem um nome inca que eu não consigo lembrar.

Segue a receita de ceviche, prato peruano com origem espanhola, bem ácido, que se degusta com milho ou batata doce:

300 gr de peixe branco cortado em cubos

2 limões inteiros

2 cebolas roxas,  picadas ou em fatias transparentes

2 colhers de sopa de alcaparras

Fatias de batata-doce cozida

Sal a gosto

Azeite a gosto
Misturar os ingredientes e deixar na geladeira por meia hora. Servir em cima da batata-doce. É bom lembrar que este prato não vai ao fogo. Até mais!

Fábrica de massas

23 de março de 2009 por Rodolfo Bottino

Realmente o povo italiano é muito louco, o romano é pior ainda.
Quem me ensinou a entender um pouquinho dessa loucura foi o Fellini.
Quando adolescente entrei no cinema Lido para assistir o filme “Amarcord”, e acabei assistindo três sessões seguidas. É incrível como os italianos ignoram o fato de que o Império Romano acabou. O ranço continua! É como o carioca que pensa que ainda mora na capital do país.
Eu estava andando em Roma e vi umas placas indicando o Museu da Massa. Então as segui. Tive a impressão de que só eu tinha visitado aquele museu, pois vieram na mesma hora três empregados com uma cortesia não muito comum naquela cidade.
A primeira placa do museu dizia o seguinte:
100 ANOS ANTES DE MARCO POLLO IR A CHINA O MACARRÃO JÁ ESTAVA INVENTADO NA SICÍLIA.
Pô, a Itália não era unificada, a Sicília era outro país, mas o macarrão não é chinês, é italiano.
A segunda placa dizia que se a farinha era a prata, a sêmola era o ouro. 
Segue uma receitinha show de bola!

Penne Rigatti com tomate e vodka

Ingredientes:

500g. de penne
2 latas de tomate pelatti peneirado
1 colher de chá de pimenta calabresa
½ xícara de azeite extra virgem
1 xicara de creme de leite fresco
4 dentes de alho
1 xícara de salsinha muito picada
3 colheres de sopa de vodka

Modo de fazer:

Doure os dentes de alho socados no azeite, acrescente a pimenta, junte o suco de tomate e deixe 2 minutos em fogo baixo. Em seguida adicione a vodka, deixe mais 2 minutos, acrescente o creme de leite e conserte o sal. Misture na massa cozida ao dente e sirva polvilhada com a salsinha. Tradicionalmente não se come este prato com queijo ralado.

Beijo e até a próxima.

Coisas da Vida

10 de março de 2009 por Rodolfo Bottino

 Tem coisas na vida da gente que acontecem de repente sem mais nem menos e inusitadamente.
Estava com uma amiga passando uns dias num paraíso brasileiro, Lençóis Baianos na Chapada Diamantina. E neste lugar batendo papo com uma menina chamada Dora Lima, na falta de uma mesa no bar, nos conhecemos. Surgiu do papo um programa de televisão que ficou no ar mais de 8 anos, show de bola. Mas isto foi uma das coisas que aconteceu em pouquíssimos dias de férias.
O mais inusitado foi um prato que aprendi com a dona da pousada que - pasmem - do Suriname, gente isto em Lençóis! Simples de fazer e cozido no shoyo-molho de soja japonês. Degustação tradicional daquele país. Pô, o shoyo é japonês!Como é que pôde ir parar no Suriname? Fui pesquisar e descobri que em vários países vizinhos este ingrediente chega a ser comum.
No descobrimento da América os portugueses já conheciam a cultura japonesa - estiveram naquele país em 1200 para as missões (Shogum) - passando para os espanhóis que o levavam em viagens pela longa conservação. Fiquei louco pelo prato e gostaria de dividir com vocês:

Frango do Suriname

Ingredientes:
1 frango cortado em pedaços sem pele e muito bem lavado
½ tablete de manteiga sem sal1/4 xícara de farinha para polvilhar o frango
2 colheres de sopa de cardamomo – pode fazer sem este ingrediente
700 gr de cebola bem ralada
2 xícara de shoyo (de preferencia light)
1 xícara de água
Côco ralado fresco para servir
Ervilhas frescas passadas num pouco de azeite para acompanhar

Modo de fazer:
Doure o frango polvilhado na farinha com a manteiga, junte o cardamomo e a cebola em seguida. Acrescente o shoyo, a água e deixe cozinhar até ficar bem macio. Sirva decorado com ervilhas e acompanhado de arroz branco. Povilhar com o côco. BOM APETITE!