youPode

Arquivo para a categoria ‘Sem categoria’

Sucesso em Ipanema

3 de agosto de 2010

  Na esquina da rua Joana Angélica com Nascimento Silva, onde alguns restaurantes já deram super certo e outros nem tanto, abriga hoje um dos grandes sucessos de Ipanema.
Trata-se do Restõ, bem arejado, ambiente delicioso, serviço ótimo, comida impecável, despretensioso e bem em conta para os bolsos ipanemenses.
O chef Tande Bittencourt que tem no currículo diversos restaurantes de sucesso, inclusive o Dom João, no Horto, definitivamente caprichou!
Um cardápio que começa com drinks exclusivos, passa pelos aperrôs-bruschettas,capuccino de funghi e outros, sanduiches-Wrap montecristo e etc…vai até as saladas-crepe, saladas baby e outras, é quando damos de encontro com as comidinhas, pequenas porções de prazer, com o tesouro do mar: nhoquinho de batata barôa e muito mais coisa que sonha a vã filosofia degustativa.
Neste momento, pra quem ainda tiver desesperado de fome, surge como uma deliciosa miragem real os principais. Sou louco pelo pato loh, mas as escolhas são muitíssimo difíceis e variadas a ponto de confundir até mesmo o maior Brillat-Savarin do bairro.
Tem ainda as sobremesas e o almoço que compõe com dois ou três itens do menu aos preços que variam de 22 a 28 pratas.
A receita abaixo é a minha leitura de um prato, mas vale ir lá conferir.

Bruschetta de figo fresco com queijo de cabra

2 fatias de 1 dedo de largura de pão italiano
2 figos frescos
3 colheres de sopa de azeite
4 colheradas (queneles) de queijo de cabra molinho (tipo boursin)
Saladinha para acompanhar

Corte os figos ao meio no sentido longitudinal e doure levemente num pouco do azeite. Em seguida faça o mesmo com as fatias de pão. Monte cada fatia dividida na transversal e, por cima de cada uma, coloque uma banda do figo com uma colherada farta do queijo frio. Sirva com uma pequena salada de folhas temperadinha.
É de comer ajoelhado. Beijos.

Marcas e Cicatrizes

28 de junho de 2010

  Essa manhã acordei triste, melancólico, chorando… uma saudade da minha mãe que se foi há pouco tempo…
Na verdade uma saudade de ligar pra ela e contar que eu tive de sair de quatro, engatinhando do metrô. E ouvir sua gargalhada. Minhas lágrimas eram saudades de sua alegria e deboche… Ela  fatalmente iria ficar me sacaneando.
Depois me senti aliviado, pensando que ela não viveu sem rir… Foi embora quando “la cosa se quedou peluda”. E ela ia parar de achar graça.
Já não havia mais nenhuma lágrima e comecei a pensar nas minhas tristezas, marcas cicatrizes… Não encontrei nenhuma mágoa com a minha vida. Dei de cara com muitas cicatrizes, marcas… Comecei a olhar o meu corpo e vi tantas cicatrizes na pele, algumas mais sérias, outras quase nada. Nào eram feridas já que estavam cicatrizadas e não doíam e me davam orgulho de eu ser quem sou, carregado de histórias-cicatrizadas lembradas sem nenhum sofrimento…
Comecei a investigar e, dentro de mim, lá no fundo tinha muita coisa marcada, perdas, amores, dores de paixões, guerras que não posso resolver, a criança faminta que não posso alimentar, era tanta coisa…
E mais uma vez me senti bem. Os problemas que não pude e não posso resolver, não há o que fazer… As marcas que nasceram boas continuam, o que me fez sofrer como um cão já tinham virado cicatrizes sem seqüelas …como as queimaduras e cortes na cozinha…
Voltei a chorar, desta vez sem duvidas, dividas e mágoas com minha vida até agora… Me senti homem, pleno, pronto pra recomeçar todos os dias e tratar das próximas feridas…
Eu tava adulto, mais maduro e não senti medo…  

ARROZ DE BRAGA
Esse prato me traz recordações. Ele é um bom exemplo dessas marcas e cicatrizes.
Certa vez, estava ensinando como fazê-lo, no sul do país, quando  tive uma queimadura horrível na mão, com o vapor de outros dois pratos. Eu vivia, na época, uma paixão inacreditável.

Ingredientes:
1 frango cortado em pedaços
1 colher de sobremesa de sal
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de estrato de tomate
1 tomate sem pele
1 cebola
1 pimentão cortado em cubinhos
2 dentes de alho
1 colherinha de café de pimenta-do-reino
Cominho a gosto
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite extra virgem
100 gramas de toucinho defumado cortado em pedacinhos
1/2 quilo de paio cortado em rodelas
1/2 quilo de arroz lavado e escorrido
1 repolho médio partido em folhas
1 cebola
1 tomate cortados em pétalas
1 pimentão cortado em pedaços
1 pacote de ervilhas congelada
Azeitonas e cheiro verde a gosto

Preparo:

Tempere o frango com os ingredientes indicados e leve ao fogo para refogar com a manteiga, o azeite, o toucinho e a paio. Deixe cozinhar. Quando o molho estiver apurado, acrescente o arroz. Refogue mais um pouco para perder a goma. Acrescente o repolho, o tomate e a cebola partidos em pétalas, mais as ervilhas, o pimentão cortado em pedaços e as azeitonas.
Por cima de tudo, polvilhe o cheiro verde, sem mexer, para não desarrumar. Cubra com água quente e deixe cozinhar.
Quando o arroz estiver quase cozido, mas ainda duro, desligue o fogo. Feche bem a panela e deixe cozinhar no vapor. Cuide para que fique com um pouco de caldo. Mantenha a panela sempre bem tampada. Abra-a somente na mesa. Sirva na própria panela, usando dois guardanapos grandes para envolvê-lo e dando o seu toque pessoal.

PUDIM DE BACALHAU
120 gramas de farinha de trigo
300 gramas de bacalhai dessalgado e desfiado
150 gramas de manteiga
50 gramas de passas
2 colheres de sopa de cheiro verde
3 copos de leite
1 cebola grande
1 dente de alho
½ copo de tomate pelati peneirado
3 colheres de sopa de azeite
4 ovos
Noz moscada
Farinha de rosca para povilhar

Refogar o bacalhau com a cebola, alho, azeite, cheiro-verde  e o tomate.Preparar o molho branco com a farinha, manteiga e o leite. Misturar as gemas, o bacalhau e, por fim, as claras em neve. Assar em banho-maria, em forminhas untadas com manteiga e polvilhadas com farinha de rosca. Servir com molho golf.

MOLHO GOLF
150 gramas de maionese
2 colheres de sopa de catchup feiro em casa (tomate pelati, mel, açúcar mascavo e vinagre)
3 colheres de sopa de conhaque
2 coleheres de sopa de mostarda de Dijon
1 colher de sopa de molho inglês

Misturar tudo e servir sobre os pudins de bacalhau.

SOUFLÊ DE DAMASCO COM CRÈME ANGLAISE
1 ½ xícara de damascos secos
1 ½ xícara de água
1 xícara de açucar
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de conhaque
1 fava de baunilha
4 ovos
½ litro de leite

Ferva os damascos com a água e meia xícara de alúcar em panela tapada por 15 minutos.
Misture com o limão e o conhaque (uma colher de sopa). Bata as claras em neve e a incorpore suavemente ao purê de damasco. Coloque em ramequins untados de manteiga e povilhados com açúcar. Asse em forno médio.
Ferva o leite com a fava de baunilha.Bata as gemas com a açúcar (meia xícara) e o conhaque (uma colher de sopa)
Sirva o creme sobre o suflê.

Solar do Carmo, milagre de Minas

26 de maio de 2010
Este desenho foi feito pelo Zé, irmão do dono da casa, e o nome Ione está riscado de sacanagem, já que o banquete libanês foi executado por ela. E o Reinaldo só servia a minha birita. Aí estamos eu e a Márcia cozinhando.

Este desenho foi feito pelo Zé Pinheiro, irmão do dono da casa. O nome Ione está riscado de sacanagem, já que o banquete libanês foi executado por ela. E o Reinaldo só servia a minha birita. Aí estamos eu e a Márcia cozinhando.

No último final de semana minha querida amiga, Márcia Osório, me convidou para dividir uma aula de risoto em Ouro Preto, cidade que faz parte da minha vida toda. Inclusive já  vivi lá o traidor Silvério dos Reis, no filme ‘Tiradentes’ do meu querido diretor Oswaldo Caldeira.
Mas a genial Márcia O. tem uma pousada - Solar do Carmo - de um bom gosto de causar inveja aos maiores decors do mundo. Uma Lady de verdade. Ela foi casada com Lord Litchfield e o nome do seu primeiro filho (já que ela é vascaína) é Lord Vasco Litchfield. Isso é um pouquinho dessa dama de Ouro Preto, Londres e Avenida Atlântica.
Nossa aula na casa do simpatiquérrimo casal Yone e Reinaldo, ao ar livre, foi bem bacana. Marcia realizou com maestria um riso, camarão e açafrão, e eu um de quiabo - não faz cara feia não, hein - com limão siciliano e gengibre. De entrada, um banquete libanês e pra terminar rosbife england com chutneys variados e batatas com alecrim e manteiga no forno.
Durou umas nove horas a aula. As sobremesas não lembro bem, pois já estava cantando Porgy and Bess.
Estava presente minha adorada Cida Zurlo, criadora da melhor cachaça do Brasil, a ‘Milagre de Minas’, que está completando 35 anos.
E essa é apenas uma de suas produções. Fora o humor.
Segue a receitas do risoto.
Outra coisa: a Cida é cachacista, não cachaceira como o resto da turma. Aliás só um pouquinho…

Risoto de quiabo:
3 xícaras de arroz carnaroli (ou arbório)
1 quilo de quiabo
3 limões sicilianos
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa de raspas da casca dos limões
1 copo de vinho branco sêco
1 xícarade azeite extra virgem
2 dentes de alho socados
2 colheres de sopa de cebola
2 colheres de sopa de manteiga
1,5 litro de caldo de galinha (receita no blog dos caldos)
Sal e pimenta à gosto
2colheres de sopa de vinagre de vinho

Pique os quiabos e coloque no vinagre. Numa frigideira funda, ou panela aberta e rasa, coloque o azeite, o alho e o quiabo. Deixe dourar o quiabo, sem queimar e sem mexer muito, ponha sal. Retire o quiabo e reserve. No resto de azeite acrescente 1 das colheres de sopa de manteiga e a cebola até ficar transparente.Junte o arroz sem lavar e deixe alguns minutos mexendo,coloque sal e o vinho.Em seguida vá pondo conchas de caldo. Coloque o suco dos limões, as raspas e o gengibre. Depois de uns 10 minutos coloque o quiabo e sempre regando com o caldo quente. Quando o arroz estiver no ponto ponha mais uma concha do caldo e a manteiga, e  mexa vigorosamente. Sirva imediatamente.

Primeira aula na Ong do Frade

26 de abril de 2010

Em Angra dos Reis, ao lado do Hotel do Frade, tem uma pequena vila que deu nome ao hotel, cujo nome é  Frade.
Ninguém chama de vila.
Tipo: onde você mora?
No Frade.
E lá a Bia Borges começou, há alguns anos, um trabalho com os moradores em vários segmentos, reciclagem, aulas, treinamentos para vários trabalhos. A turma leva super a sério.
Fiquei muito encantedo com a idéia e cheguei a ir numa reunião com a Bia,a garotada e um possível patrocinador.
Mas isso tem tempo, agora como não tinha ainda o segmento de gastronomia, me ofereci para várias operações dentro deste tema.
E, no último dia 19, dei um pontapezinho inicial com uma aula de peixe com banana - que é o prato típico ali da área.
Dia 29 de Maio haverá um festival desse prato.
Fiquei tão feliz, com a pequena contribuição, que não podia deixar de dividir com meus queridos leitores estas receitas e experiência tão significativas para mim.


PEIXE COM BANANA
1. No forno já com a banana

Um peixe de aproximadamente 3 quilos, inteiro e limpo (robalo, namorado, enchova, etc.)
2 xícaras de salsa
2 xícaras de cebolinha
2 xícaras de coentro(opcional)
2 cebolas
2 dentes de alho
Uma pimenta dedo-de-moça sem as sementes
Um tomate
3 ou 4 bananas prata maduras
Uma e meia xícara de azeite
Sal
Uma xícara vinho branco seco

Num tabuleiro, ou refratário que vá à mesa, coloque o peixe com sal à gosto e o vinho. Num liquidificador bata a salsa, cebolinha, cebola, alho, coentro, pimenta, tomate e azeite até obter um creme sem pedaços.Passe este creme em baixo do peixe,na barriginha, e por cima. Leve ao forno com as bananas cortadas em 2 ou 3 pedaços cada sem as pontas. Coloque no forno pré-aquecido por uns 20 minutos. Sirva em seguida. A banana é o acompanhamento do peixe.

2. Na panela com dois acompanhamentos de banana

Um quilo e meio de filé de peixe, da sua escolha, temperados com sal e vinho como na primeira receita.
E os mesmos ingredientes.

Coloque numa panela larga ou em uma frigideira grande, e funda, o creme da receita. Deixe ferver por 3 minutos e coloque o peixe e a banana. Tampe e deixe cozinhar por 10 minutos aproximadamente. Caso queira servir com um dos acompanhamentos abaixo não coloque a banana.

Purê de banana:
4 bananas cozidas na água
1 colher de sopa de manteiga
1 pitada de sal
Amasse bem as bananas e junte a manteiga e o sal. Sirva quente acompanhando o peixe.

Bananas crocantes:
4 bananas descascadas e cordadas em 3 cada uma
1 tigela com farinha de trigo
1 tigela com sucrilho sem açúcar processado
2 ovos batidos com um garfo
Óleo para fritar
Passe os pedaços de banana na farinha de trigo, nos ovos e no sucrilho apertando para aderir. Frite em óleo quente até ficarem dourados. Sirva de acompanhamento com o peixe.

                      * * *
A aula de gastronomia de Rodolfo Bottino, na Ong do Frade – foi realizada no Restaurante Chez Dominique e teve 31 participantes, incluindo três marinheiros, que pagaram R$ 10 pelo ingresso.
O II Festival de Peixe com Banana sera no dia 29 de maio, na Praia do Frade.

Pratos típicos

17 de abril de 2010

Essa história de pratos típicos, no Brasil, é coisa muito relativa.
As pessoas vão se mudando e levando consigo sua cultura gastronômica.
Alguns lugares permanecem como em Salvador.
E o que nos vendem como comida baiana, na verdade, vem da África- dos paises de onde vieram nossos escravos,ou seja, não nasceu lá.
E pasmem: a melhor comida baiana que já degustei, até hoje, não foi na Bahia, mas em Maceió, no restaurante ‘Akuaba’, de uma delicadeza, tudo deslumbrante, até o acarajé.
Entre outras delícias, a moqueca de lagosta.
Voltarei a falar deste restaurante em outro texto. A história deles é muito bacana.
Também lá nas Alagoas, tive a oportunidade de comer o melhor lombo de bacalhau, por indicação do dono do restaurante ‘Portugalia’. Deleite-me com um à lagareira, coberto com alho torrado e servido com batatas cozidas em sua casca, com fatias de pimentão sem pele – técnica usada na península ibérica- que os torna completamente digestivo.
Pra tirar a pele? É só passar no fogo direto.
Já em Angra dos Reis, o prato típico é o peixe com banana -  pouquíssimo servido, pois é muito banal pros caiçaras destas regiões.
As vezes fica muito difícil explicar que, na banalidade e na simplicidade, é que se esconde o que há de mais sofisticado.
Aliás, em Maceió, tirando a tapioca na praia, não consegui conhecer nenhum prato da região.

Peixe com banana:
1 peixe de mais ou menos 4 kg – robalo, namorado vermelho ou badejo.
2 xícaras de salsa
2 xícaras de cebolinha
1 xícara de coentro (para quem gosta)
2 cebolas médias
2 dentes de alho
1 tomate bem maduro
1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes
Sal
2 xícaras de azeite de oliva
6 bananas prata com as pontas cortadas,e divididas em dois pedaços com casca.

Fora o peixe e as bananas, bata todos os ingredientes no liquidificador. Use parte desse creme no tabuleiro, e use-o também para recheiar o peixe. No final, regue o peixe com o resto desse tempero.
Cubra com papel laminado e leve ao forno quente por aproximadamente 10 minutos.Tire o laminado, distribua as bananas em volta do peixe no caldo que se forma e deixe no forno por mais uns 10 minutos.
Sirva e coma o peixe com a banana, que deve ter a casca retirada no prato.

Frade

18 de março de 2010

Meu carnaval foi trabalhando no hotel do Frade, famoso resort em Angra dos Reis.
O espetáculo ‘Risoto’ era uma das atrações para os hóspedes, que devo fazer algumas vezes durante este ano.
Os donos do resort são amigos e fãs da minha comida, portanto durante a Semana-Santa estarei cozinhando em frente ao Frade, no Morro do Côco, restaurante deslumbrante com um visual indescritível.
Durante aminha estada, que não era a primeira vez que eu ia, fiquei muito amigo da diretora de lazer – a querida Cris - e da gerente geral Fabiana, não menos querida.
E aconteceram coisas inacreditáveis ao longo dos dias convivendo, a miúde, com pessoas que, mesmo sem querer, a gente passa a compartilhar intimidades.
Assisti a uma cena da Cris querendo ser gentil com uma velhinha muito bonitinha, educada e muito elegante, que se encontrava sozinha no salão de convívio dos hóspedes.
A minha amiga se aproximou e perguntou:
- A senhora ficou só?
- É minha filha, saiu todo mundo de barco e minha perna não está muito boa. Dá muito trabalho entrar na lancha…
- E a senhora não quer ver uma tv ou passear um pouquinho?… Sei lá, se distrair um pouco…
- Nào gosto de televisão e tá muito calor pra passear.
- E um joguinho de cartas?
- Ah, um joguinho de buraco eu já gosto.
Foram pra sala de jogos, a Cristina deu as cartas e a doce velhinha disse:
- Puta que o pariu, que mão de merda você me deu, filha da puta. Vou comprar outra merda. Toma esse três de paus pra você enfiar no cú!
O jogo foi muito abreviado, e a Cris, toda fina, vira e diz suando frio:
- Por isso que não levam essa vaca velha no barco! Trabalhar em hotel não é bolinho não.
Seguem umas receitas lá do Frade.
BEIJOS!

ARROZ DE CAMARÃO
Rendimento: 4 porções

Ingredientes:
2 ½ xícaras de arroz
½ quilo de camarão limpo temperado com sal e alho
1 lata de tomate pelati peneirado
½ litro de água ou caldo de peixe
Salsa e cebolinha a gosto
Sal e pimenta
½ xícara de azeite de oliva extra virgem
1 cebola grande picada

Modo de preparo:
Doure a cebola no azeite, junte o camarão, o arroz e a água ou o caldo. Deixe cozinhar um pouco e acrescente a salsa e cebolinha. Sirva bem molhadinho.

FLANS DE COGUMELOS PARIS

70 gramas de manteiga
150 gramas de cogumelos frescos
4 ovos
400 gramas de creme de leite fresco
120 gramas de grana padano ralado
6 brioches pequenos
2 colheres de sopa de salsa e cebolinha picadas
Pimenta do reino

Para a salada:
Mix de folhas
100 ml de azeite
1 colher de aceto balsâmico
1 colher de sopa de mostarda dijon
1 colher de sopa de mel
Sal
Bater tudo com fouet e servir envolvendo as folhas

Para o flan:
Pique os cogumelos e passe na manteiga num bowl. Coloque o creme de leite, um pouco de sal e os brioches esfarelados. Misture os ovos a parte e acrescente a mistura de creme de leite, o queijo, a salsa e a cebolinha. Unte as forminhas ou ramequins coloque a massa e coloque no forno pré-aquecido.sirva o flan com a salada.
MUSSARELLA IN CAROZA

1 pacote de mussarelas
1 vidro de aliche
3 ovos batidos
Farinha de rosca
Óleo para fritar
Deixe as mussarelas escorrer bastante, recheie com um aliche, passe nos ovos e na farinha de rosca.Frite e sirva.

Wanchako

22 de janeiro de 2010

esta é a vovó Simone

El cebiches es para
los peruanos mucho mas
que una palabra o un origen.
Es sobre todo,
Un modo de ser y de vivir.

Era uma vez, há uns 30 anos mais ou menos, que eles se encontraram. Ele um gato (ainda o é) peruano, surfista cheio de sonhos como todos nós que acreditamos nos sonhos. Ela uma gatíssima (ainda a é) alagoana, pescava com o pai e desde pequerrucha já preparava os pescados.
Passaram-se muitos anos e, hoje, além dos três filhos - Bruna, Nanda e Rick - já estão no pedaço 2 netos.
E os nossos heróis sempre jovens, generosos e agradabilérrimos.
Daquelas pessoas que dá vontade de conviver todo dia.
Lá por 1996, depois de sete anos de convívio com a sogra, Simone dominou a cozinha peruana - para quem não sabe, uma das mais sofisticadas do mundo.
Os incas, antes de serem dizimados pelos espanhóis, eram os maiores agricultores do mundo, e nos deu vários alimentos que consumimos quase que diariamente como a batata, o milho e o tomate, entre outros.
Mas voltando a 96: eles abriram o restaurante ‘Wanchako’, em Maceió. Logo fui lá fazer uma reportagem com eles pro meu programa ‘Gema Brasil’. Me encantei com tudo, a gastronomia, a decoração e, principalmente, com eles que hoje moram aqui comigo no meu coração.
O cardápio é vasto, mas tudo é perfeito.
Um dia o cliente, sem saber o que pedir, pediu uma sugestão ao garçon, que prontamente respondeu: “Fecha os olhos e põe o dedo, tudo é bom!”
O cliente cumpriu e, no dia seguinte estava lá repetindo o prato. Pra mim, hoje, o ‘Wanchako’ está entre um dos cinco melhores restaurantes do Brasil.
Então, tendo oportunidade, não deixe de ir a este recanto dos prazeres da boa mesa,talvez acompanhado de um bom Pisco-sauer.
Se deixar invadir do prazer que os pratos, mas principalmente do carinho e do amor que esses seres incríveis nos emanam.
Ah! Wanchako é uma praia ao norte do Peru, onde o surf surgiu pela primeira vez.

Seguem 2 receitas da Simone pra vocês:

POLVO EM SALSA AGRIDOCE
2 quilos de tentáculos de polvo cozidos e cortados em 2cm.Deixar reservado.
Gergelim branco torrado
Alho picado
Shoyo e limão pra temperar
1 xicara de farinha de trigo
Oleo para fritar
Tempere os pedaços do polvo com shoyo,limão e alho.Passe na farinha e frite em óleo quente até dourar.Servir com o seguinte molho:
2 pacotinhos de polpa de pitanga
20 gramas de manteiga com sal
5 grama de ajinomoto
20 gramas de mel
Cebolinha picada pra decorar
Doure a manteiga,acrescente o mel e a polpa de pitanga,o ajinomoto e deixe reduzir por 5 minutos.Sirva por cima do polvo com cebolinha picada.

BATATAS A LA HUANCAINA
(Batatas com creme de queijo)
Para quatro pessoas

500 gramas de queijo coalho ou minas
2 dentes de alho
Caldo de um limão
2 gemas de ovos cozidos
½ copo de leite quente
½ copo de azeite
sal se precisar
Azeitonas roxas fatiadas

Cozinhar as batatas e reservar bem quente.
Bater no liquidificador o queijo,limão,leite e azeite até obter uma pasta cremosa. Regar as batatas com este creme e polvilhar com gemas cozidas e azeitonas roxas.

O Wanchako fica na R. São Francisco de Assis, 93,  na Jatiúca, em Maceió. Telefone (082) 3377.6114. E o site deles é o www.wanchako.com.br

Tchau Silvio Autuori

19 de janeiro de 2010

Existem algumas pessoas no mundo que não podem ser igualadas.
Isto é fato!
O Silvio foi uma dessas pessoas.
Sempre com aquele sorriso e alguma palavra que eram só dele.
Uma tranqüilidade que ia transmitindo tudo que habitava aquele ser.
Infelizmente ele foi embora, mas a risadinha, o carinho e a elegância do Sivio sempre vai estar na lembrança de quem conviveu pelo menos um pouquinho com ele.
Tive a honra de privar com ele de muitos bons momentos, mas acho que nunca demonstrei toda minha admiração. Vacilo brabo.
Minha amiga Claudia me disse no velório: acho que o lado de lá tá ficando melhor.
Não sei ao certo, mas talvez ela tenha razão.
Adorava comer e beber bem, e ia para Europa de terno e gravata,claro! Emocionante.
Tive o privilégio de ser dirigido (e elogiado) por ele, no longa metragem “Ratos da Lei”, e ser dirigido com tanta classe e educação, o que é raro no nosso meio.
Difícil pra cacete.
Tomo um uisquinho em sua homenagem, e as lágrimas misturadas com o álcool me consolam e sinto uma sintonia bacana.
Silveira, aqui vão umas receitas de pratos que gostavas de comer no ‘Madrugada’ mas, acima de tudo, vai o amor de quem sempre terá sua risada e bondade guardadas no coração.
OBRIGADO POR TER SIDO MEU AMIGO

BERINGELAS PARMEGIANA

Ingredientes
8 beringelas
2 quilos de tomates maduros
4 cenouras
1 colher de mel
12 bolinhas de muzarella de búfula
1 molho de tomilho
2 colheres de sopa de orégano fresco
10 dentes de alho descascado (não amassado)
400 gramas de queijo parmesão ralado
1 xícara de azeite

Modo de Preparo 
Corte a beringela com casca no sentido do comprimento em pedaços de 1 cm de espessura.
Pincelar azeite e colocar no forno para assar e dourar um pouco. Enquanto isso, prepare o molho de tomate com cenoura, mel, tomilho, orégano e alho. Tire a beringela do forno e prepare num pirex em camada da seguinte maneira: primeiro o molho de tomate, depois a beringela, a muzarella de búfala e assim sucessivamente. No final polvilhar o queijo parmesão e levar ao forno para derreter.

BERINGELAS FRITAS 

Ingredientes
2 beringelas
2 dentes de alho
1 colher de sopa de tomilho fresco
Azeite
Sal e pimenta 

Modo de Preparo
Descasque as beringelas e corte-as em rodelas finas. Tempere com o sal, a pimenta e o alho. Frite no azeite até ficarem crocantes. Salpique o tomilho e sirva em seguida. 

ESPAGUETE, CAMARÕES A ALHO E ÓLEO
Rendimento: 4 porções

Ingredientes:
400gramas de camarões limpos
½  xícara de vinho branco
1 pacote de espaguete
¼ de xícacar de salsa picadinha
5 dentes de alho

Modo de preparo:
Enquanto cozinha a massa, numa panela grande, doure o alho, acrescente os camarões, a pimenta, o vinho e cozinhe por 3 minutos. Junte a massa cozida e muita salsa picada.

Natal com esperança

23 de dezembro de 2009

Enfim mais um Natal.
Meu pai amava o Natal e, principalmente, a comilança que faz parte desta data tão comemorada e comercializada por tantos.
Depois que ele se foi tudo perdeu um pouco a graça, até a choradeira nos momentos de óperas e do Gardel aos berros na vitrola. É gente, era vitrola mesmo, e os discos tão queridos entre um tasco de bacalhau no fubá frito no azeite.
A família era muito grande e entre uma porradaria e outra tinha até algumas atitudes de carinho, como alguns tios que arrasavam na Milonga argentina ou nos coros que se formavam pra cantar clássicos napolitanos.
Em mim fica um vazio tão grande dentro da solidão que faz parte da minha vida. Por opção, é claro.
Mas nessa época fica difícil não sentir falta daquela zona toda.
Hoje o Natal pra mim é um momento de reflexão e devo dizer uma enorme angustia cheia de esperança. Se é que isso é possível. Tento até voltar a acreditar em Papai-Noel e pedir se dá pra êle pagar algumas contas, já que a situação tá foda.
Voltando a vaca fria: gostaria de manifestar a todos os leitores deste site show, e deste humilde blog que, como acredito em algo melhor, com um pouco menos de sofrimento na alma, possamos encontrar nesse Natal o menino Jesus, caso não achemos o nosso.
Um Feliz Natal para todos!!!

BACALHAU NO FUBÁ
1kg de bacalhau limpo e pouco dessalgado - este prato é um tira-gosto
1 prato de fubá
1 panela cheia de azeite extra-virgem
Corte o bacalhau em cubos,passe no fubá e doure imerso no azeite.
Sirva frio e vá comendo as lascas com um bom vinho misturado com lágrimas, senão não tem graça.

PRESUNTO NO GIM E CERVEJA PRETA
1 presunto da sua escolha (tender)
½ xícara de gim
1 garrafa grande de cerveja preta
Melado de cana pra lambuzar a carne
Alguns cravos-da-Índia
1 seringa pra injetar o gim
Tire toda a pele do tender e injete o gim com a seringa(se tiver problemas de alcolismo na família não se preocupe,pois o álcool evapora).
Coloque o tender numa panela que dê pra cobrí-lo com a cerveja toda da garrafa e vá girando o mesmo.
Depois da cerveja secar,com uma faca amolada faça um quadriculado na carne do presunto e finque uns cravos nos cantos.Lambuze de melado e coloque no forno por 30 min.Fatie e sirva com frutas e farofa.
FELIZ NATAL!

Risoto em Ipanema

13 de novembro de 2009

O Felice Caffè é, com certeza, um dos lugares mais agradáveis de Ipanema.Seu menu delicioso, e para todas as horas, sua clientela eclética e seus sorvetes deliciosos, fazem do Felice um ponto que é um verdadeiro point.
Agora o Caffè, no segundo andar, abriga Euzinho com o espetáculo RISOTO, que depois de tantas temporadas no Centro Cultural do Banco do Brasil, São Paulo e tantos outros lugares do país, chega finalmente a zona sul do Rio.
Espero todos lá pra se divertirem e provarem o tão afamado prato. O espetáculo é do Luiz Salem e Stella Miranda, e acontece sempre as terças, às 8 da noite.
O telefone e endereço estão na felipeta.
Seguem algumas receitas do Chef Marcio Valença que não me mandou o modo de fazer.
Reclamações? Favor se dirigir a Gerencia:EU.
Vamos lá galera! BEIJÃO.

SANDUICHE
Dólar

1 pão Ciabata de 200g
200g de Filet Mignon
1 Tomate
2 folhas de alface
Molho Aioli (molho da casa) a base de maionese,suco de limão, extrato de tomate e molho inglês.
O sanduíche é servido com uma das guarnições a sua escolha: Batata frita ou salada.
 
PRATOS QUENTES:
Penne ao Gorgonzola

250g de penne
40ml de creme de leite
50g de queijo gorgonzola
20g de mascarpone
15g de tomate seco
5g de cebolinha

Tornedor de Filet Marinado

250g de Filet Mignon
30g de ervas finas
60g de batata calabresa
130g de Baby Rúcula