Tenebras em Maceió
Tive de viajar com urgência para Alagoas, pois minha irmã resolveu que era aqui o seu lugar neste mundo. E isso com o aval do meu cunhado (se fosse bom não começaria com cu, e não comeria a sua irmã).
Mas vieram e trouxeram minha mãe, com 75 anos e o fêmur já fraturado sem saber. Não desconfiaram nem das dores que ela sentia.
Bom, minha irmã é assim: decidiu e pronto. Foda-se a França!
No dia seguinte à sua chegada, mamãe foi operada, quando se soube, na tardia radiografia: o citado ossão da perna estava acompanhado de um puta câncer.
Tudo correu bem e vim ver minha velha que não chega a ser uma doente fácil.
Darei depois a receita de um prato que fiz para minha mãe e que ela adora.
Vamos a minha chegada: nenhuma caixa de mudança havia sido aberta. Os móveis jogados de qualquer jeito e, no fundo de um dos quartos, lá estava a mulher que me deu à luz, em cima de uma caminha acompanhada de uma moça que não chegava a ser enfermeira, já que o casal não considera necessário.
Quase pirei.
Tomei três choques horrorosos, já que a única providência tomada foi tirar todos os espelhos dos interruptores e tomadas, deixando desencapados fios de 220V .
Ah! porque os mesmos eram feios e serão trocados algum dia.
Fui conversar com a ”enfermeira”, que não falava nada que tivesse a ver com a situação. Só se referia a ela própria e a filha, a qual é apaixonada. Ela me contou que a filha mamou em seus peitos até os 15, no que perguntei imediatamente:meses?
- Nãããooooo… 15 anos – disse ela, com indisfarçável orgulho!
Pensei:fudeu.
Tem uma psicopata, pedófila, sei lá o que, cuidando da véia.
Me resignei, arrumei a casa toda, contratei três empregadas, três enfermeiras.
Ah, o dinheiro é da minha mãe, já que o casal mencionado não cultiva o hábito de trabalhar.
Me meti na cozinha e comecei a treinar a cozinheira.
Naturalmente entupido de Rivotril, claro, pra não matar ninguém.
Vamos a receita que eu tô voltando pro Rio, pois tenho que trabalhar.
Ainda cultivo este hábito!
Filé de badejo com alcaparras
4 filés de badejo
3 colheres de sopa de manteiga com sal
3 ou 4 colheres de sopa de alcaparras, sem a água que vem no vidro
Farinha de trigo para polvilhar
Pimenta-do-reino opcional (eu não uso)
Numa frigideira bem grande, derreta a manteiga e coloque as alcaparras. Em seguida, deite na manteiga os filés passados na farinha, sem colocar sal, pois a alcaparra é salgada e a manteiga é com sal.
Doure por dois minutos, mais ou menos, e depois cubra com as alcaparras na manteiga. Sirva acompanhado de purê de batata ou suflê de espinafre.
Purê de batatas
1kg de batatas
2 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de leite
Sal
Cozinhe as batatas descascadas, e cortadas em cubos, em água com sal. Esprema
elas ainda quando estiverem quentes. Junte a manteiga e o leite e, com o fogo
baixo, vá mexendo vigorosamente. Sirva quente.
Suflê de espinafre
1 molho grande de espinafre
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 xícara de queijo parmesão ralado
1 xícara e meia de leite
4 ovos
Sal
Cozinhe, com pouquíssima água, sómente as folhas do espinafre. Deixe escorrendo.
Quando estiver sem água nenhuma, bata na faca ou no liquidificador ou, ainda, no processador.Enquanto isso, numa panela grande, coloque a manteiga, junte a farinha e doure por alguns minutes. Junte o leite frio, e mexa sem parar, até obter um creme grosso. Deixe esfriar. Acrescente o espinafre e o queijo. Mexa bem e coloque sal. Abra os ovos, separando as claras das gemas.
As gemas misture com o creme, e as claras batidas em neve, bem duras, adicione também ao crème, delicadamente. Derrame toda mistura num refratário, pote grande ou pequenos potes próprios para suflê. Coloque no forno pré-aquecido a 180 graus (ou baixo se não tiver graduação). Não unte com manteiga, nem nadaos potes, pois a casquinha fica é uma delícia. Deixe crescer e dourar. Sirva imediatamente.
BOM APETITE ! SEMPRE !
19 de outubro de 2009 às 22:24
Olá, Rodolfo!!! Puxa vida, que imprevisto desagradável! Felizmente você é uma pessoa bastante decidida e corajosa, e tomaste providências rápidas e necessárias! Que sua mãe se recupere logo e bem; que vença essas dificuldades e volte a a ter uma vida saudável e feliz.
Vi uma estrevista sua na Revista Dia-a-Dia. Gostei da sua opinião sobre os professores, que têm “salários ridículos”! Sou professora, sei bem o que é isso. Temos dificuldades até para invertir na nossa formação. Você fica muito bem usando a cor marrom!!!
Querido Rodolfo! Continues sendo essa pessoa forte, simpática e generosa. Muita LUZ, SAÚDE, ALEGRIAS e TRABALHO (já que temos esse hábito, rsrsrs)!!!! FIQUE COM DEUS! Bjs Marta
20 de outubro de 2009 às 9:54
Por que que tem que ser assim né? Vou te contar viu. Tou solidária \o/
bj,
20 de outubro de 2009 às 13:37
E eu ia ligar para saber notícias do povo em Maceió. Não ligo mais. Você pode ligar para reclamar, à vontade. Minhas orelhas estão de plantão, sempre.
Um beijo,
Nana
20 de outubro de 2009 às 14:14
Oi, Rodolfo,
Você é fantastico !! Sou teu fã fazem alguns anos..Adorava o Gema Brasil.Apesar de só assistir quando ia prá capital…Pois na minha cidade não “pegava”o canal..rs..rs Tenho teu blog no “favoritos”.Todo dia acesso para ver se vc atualizou….
Apesar das dificuldades relatadas(espero que tenha resolvido tudo e a mami esteja melhorzinha) adorei o “relato”…
Um forte abraço !!
Alessandro (Alegrete RS)
21 de outubro de 2009 às 14:41
Caro Rodolfo,
Antes de tudo, desculpe-me o contato via blog.
Meu nome é Paula Cajaty, sou escritora - poeta - e estou me formando na primeira turma do curso de administração e produção editorial da Fundação Getúlio Vargas.
Como, além da minha produção pessoal, desenvolvo um trabalho sobre notícias do melhor do mundo da literatura e de crítica literária, fui convidada para fazer entrevistas com autores.
No entanto, o seu programa de entrevistas, Gema Brasil, não me sai da cabeça. Era, sem dúvida alguma, o melhor programa de entrevista que eu já vi.
Isso porque não se tratava de um mero bate-papo com objetivos de auto-promoção, marketing, anúncio de eventos, ou exibição da erudição do apresentador (como vemos tantos por aí).
Era apenas uma conversa íntima, verdadeira, na cozinha, antes do preparo da refeição. Dessas conversas que nós mulheres, estamos tão bem acostumadas - com tempo para risadas e emoções reais, nada afetadas.
Então, se fosse possível e no tempo mais adequado da sua agenda, eu gostaria de marcar um encontro para uma conversa sobre sua visão acerca de um bom programa de entrevistas, os desafios e as maravilhas de fazer da entrevista uma boa e antiga conversa entre amigos.
Se for possível, eu ficaria muito feliz.
E agradeço de antemão a sua resposta.
Um abraço grande,
Paula
28 de outubro de 2009 às 14:22
rsrsrsrs
inté nas tragedias a comedia se faz !!!
bjssssssss
k
3 de novembro de 2009 às 23:40
Olá querido, adoraria ter contato com vc por e-mail.
Cheiro grande e sucesso.
Evandro.