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Arquivo para abril, 2009

Chifres no Planalto Central

15 de abril de 2009

Este mês de abril estou em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, com ‘Medida por Medida’, de Shakespeare. Eu e mais todo o elenco, e equipe, estamos morando na Academia de Tênis, uma espécie de resort onde algumas pessoas tem aqui residência fixa. Em cima de mim mora o Gabeira, por exemplo. É um lugar bem arborizado e o meu quarto tem uma varanda na parte traseira. De longe, por entre as arvores, vejo uma tenda azul, muito simples, que é uma espécie de delivery. Eu peço um cachorro quente, aos gritos, e ele entra por entre as grades da varanda.
Tudo começou numa noite em que fui até a tendinha, e conheci a figura que acabou ficando meu  amigo:Pedro Corno. Quando o conheci perguntei se Corno era sobrenome. Mas não, não era. Com uma sinceridade de espantar, Corno me contou que todas as mulheres que teve puseram chifres nele. Por isso Pedro Corno, como é conhecido por todos.
Mas disse que não liga. Afinal a culpa não foi dele, mas sim delas.
Outro dia conheci uma namorada dele ajudando-o nas vendas. Brinquei e perguntei se ela também tinha o hábito das anteriores.
- É claro que tem - disse um conformado Corno.
Ficamos amigos. Seu pai, baixinho, ”parece um pneu preto”. Já a mãe, linda de olhos claros como os dele, é puta. E tudo isso é dito da forma mais natural do mundo.
Aproveitando a churrasqueira de carvão, além do fogareiro, fiz uns pratos que encantaram o meu amigo Pedro Corno. Amigo com muita honra.

Lingüiça frita na água 

Ingredientes:

2 linguiças grandes fatiadas
1 copo pequeno de água
1 cebola fatiada

Modo de Fazer:

Coloque as fatias de lingüiça numa frigideira tampada e deixe em fogo baixo. Quando a água evaporar, a gordura que derreteu da liguica vai começar a fritá-la. Depois é só juntar a cebola e deixar dourar. Servir com a farofa que segue a receita.

Farofa na manteiga

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de mandioca muito fina
½ cebola ralada
4 colheres de sopa de manteiga (não serve margarina)

Modo de Fazer:

Coloque a manteiga e a cebola numa frigideira, em fogo baixo. Não deixe a cebola torrar. Acrescente à farinha um pouquinho de sal, e vá mexendo bem devagar até a farofa pegar uma cor legal.

Farofa bem feita e tostadinha é fácil de fazer. Mas paciência é fundamental.
A mesma que vocês tem de me ler.
E a mesma que Pedro Corno tem com suas namoradas.
Beijos.

É Páscoa

8 de abril de 2009

A Páscoa na minha família  - a Bottino - sempre foi muito comemorada. A Ressurreição de Cristo era mais importante pro vovô Pascoal do que o Natal. Ao ponto dele ter ficado muito tempo sem falar com um dos meus tios mais velhos, tio Alfredo, que marcou seu noivado nesta data, na casa da noiva, e não ao lado de meu avô.
Já na família Valente, parte de mãe, tinha um prato que não faltava: o bacalhau com leite de coco.
Anotem que é uma delícia. Pode-se comer com arroz, mas o ideal é com fatias de pão.
Feliz Páscoa!

Ingredientes:
½ kg de bacalhau limpo e dessalgado (nunca fervido)
1 xícara de azeite
1 xícara de leite de coco
1 xícara de vinho branco seco
1kg de batatas descascadas e fatiadas com 1cm mais ou menos de espessura
1 xícara de azeitonas verdes fatiadas
4 cebolas fatiadas
5 ovos cozidos divididos ao meio.
 
Como fazer:
Arrume num refratário (pirex) as fatias de batatas cruas. Em seguida as lascas de bacalhau e, por cima, distribua as cebolas,sempre espalhando as azeitonas. Regue com a mistura de azeite, leite de coco e vinho. Cubra com papel laminado e deixe no forno até a batata estar cozida. Retire o laminado e deixe mais 5 minutinhos. Cubra com as metades dos ovos já cozidos e sirva. Este prato também cai super bem na Sexta-Feira da Paixão quando não se come carne. Mais uma vez uma Páscoa abençoada que representa, acima de tudo, recomeço !
Um beijo e até mais.

Aceito Curitiba como ela é…

4 de abril de 2009

Estou escrevendo direto de Curitiba para vocês, leitores do nosso youPode.

Vim para apresentar, na mostra oficial, o espetáculo ‘Medida por Medida’.

Nunca havia estado neste festival, que é muito pouco divulgado no Rio de Janeiro. Em aqui chegando, tive algumas surpresas, tais como: a mostra oficial abriga 360 produções do mundo inteiro. Além disso, um
outro festival, chamado ‘Fringe’, abriga mais 80 produções independentes que vieram aqui fazer contatos e ser vistos.

A maior surpresa foi a primeira edição de um festival de gastronomia chamado ‘Gastronomix’, um luxo. Dez dos maiores chefes do Brasil, em estandes, servindo suas iguarias, assim como uma grande feira.

Isto no Museu Oscar Niemeyer, que emociona a gente. No momento, eles estão exposndo telas de Rembrant, Portinari, Picasso e nem uma linha nos jornais cariocas, tá?

O melhor de tudo é que quem encerrava o evento era euzinho, fazendo meu outro espetáculo ‘Risoto’, para +ou- 900 pessoas. Todo mundo provava. Não esquecendo que a noite faziamos o Shakespeare para 2000 pessoas no Teatro Guaíra. Um grande barato.

Ah! ’O Risoto’ está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio,  as terças e quartas, às 19horas.

Uma grande amiga, Simone, tem um restaurante peruano em Maceió, que infelizmente tem um nome inca que eu não consigo lembrar.

Segue a receita de ceviche, prato peruano com origem espanhola, bem ácido, que se degusta com milho ou batata doce:

300 gr de peixe branco cortado em cubos

2 limões inteiros

2 cebolas roxas,  picadas ou em fatias transparentes

2 colhers de sopa de alcaparras

Fatias de batata-doce cozida

Sal a gosto

Azeite a gosto
Misturar os ingredientes e deixar na geladeira por meia hora. Servir em cima da batata-doce. É bom lembrar que este prato não vai ao fogo. Até mais!