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Arquivo para março, 2009

Fábrica de massas

23 de março de 2009

Realmente o povo italiano é muito louco, o romano é pior ainda.
Quem me ensinou a entender um pouquinho dessa loucura foi o Fellini.
Quando adolescente entrei no cinema Lido para assistir o filme “Amarcord”, e acabei assistindo três sessões seguidas. É incrível como os italianos ignoram o fato de que o Império Romano acabou. O ranço continua! É como o carioca que pensa que ainda mora na capital do país.
Eu estava andando em Roma e vi umas placas indicando o Museu da Massa. Então as segui. Tive a impressão de que só eu tinha visitado aquele museu, pois vieram na mesma hora três empregados com uma cortesia não muito comum naquela cidade.
A primeira placa do museu dizia o seguinte:
100 ANOS ANTES DE MARCO POLLO IR A CHINA O MACARRÃO JÁ ESTAVA INVENTADO NA SICÍLIA.
Pô, a Itália não era unificada, a Sicília era outro país, mas o macarrão não é chinês, é italiano.
A segunda placa dizia que se a farinha era a prata, a sêmola era o ouro. 
Segue uma receitinha show de bola!

Penne Rigatti com tomate e vodka

Ingredientes:

500g. de penne
2 latas de tomate pelatti peneirado
1 colher de chá de pimenta calabresa
½ xícara de azeite extra virgem
1 xicara de creme de leite fresco
4 dentes de alho
1 xícara de salsinha muito picada
3 colheres de sopa de vodka

Modo de fazer:

Doure os dentes de alho socados no azeite, acrescente a pimenta, junte o suco de tomate e deixe 2 minutos em fogo baixo. Em seguida adicione a vodka, deixe mais 2 minutos, acrescente o creme de leite e conserte o sal. Misture na massa cozida ao dente e sirva polvilhada com a salsinha. Tradicionalmente não se come este prato com queijo ralado.

Beijo e até a próxima.

Coisas da Vida

10 de março de 2009

 Tem coisas na vida da gente que acontecem de repente sem mais nem menos e inusitadamente.
Estava com uma amiga passando uns dias num paraíso brasileiro, Lençóis Baianos na Chapada Diamantina. E neste lugar batendo papo com uma menina chamada Dora Lima, na falta de uma mesa no bar, nos conhecemos. Surgiu do papo um programa de televisão que ficou no ar mais de 8 anos, show de bola. Mas isto foi uma das coisas que aconteceu em pouquíssimos dias de férias.
O mais inusitado foi um prato que aprendi com a dona da pousada que - pasmem - do Suriname, gente isto em Lençóis! Simples de fazer e cozido no shoyo-molho de soja japonês. Degustação tradicional daquele país. Pô, o shoyo é japonês!Como é que pôde ir parar no Suriname? Fui pesquisar e descobri que em vários países vizinhos este ingrediente chega a ser comum.
No descobrimento da América os portugueses já conheciam a cultura japonesa - estiveram naquele país em 1200 para as missões (Shogum) - passando para os espanhóis que o levavam em viagens pela longa conservação. Fiquei louco pelo prato e gostaria de dividir com vocês:

Frango do Suriname

Ingredientes:
1 frango cortado em pedaços sem pele e muito bem lavado
½ tablete de manteiga sem sal1/4 xícara de farinha para polvilhar o frango
2 colheres de sopa de cardamomo – pode fazer sem este ingrediente
700 gr de cebola bem ralada
2 xícara de shoyo (de preferencia light)
1 xícara de água
Côco ralado fresco para servir
Ervilhas frescas passadas num pouco de azeite para acompanhar

Modo de fazer:
Doure o frango polvilhado na farinha com a manteiga, junte o cardamomo e a cebola em seguida. Acrescente o shoyo, a água e deixe cozinhar até ficar bem macio. Sirva decorado com ervilhas e acompanhado de arroz branco. Povilhar com o côco. BOM APETITE!