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Obama e Subversões

23 de março de 2011 por Rodolfo Bottino

O presidente dos EUA em visita ao Brasil fez uma puta zona no Rio de Janeiro.Não sei muito bem o que ele veio fazer aqui,além de atrapalhar a chegada do público na sala Marília Pêra no teatro Leblon.Fecharam todas as ruas em torno de Copacabana,Flamengo ,Centro,etc…o que prejudicou severamente o espetáculo Subversões,na citada sala.Simplesmente não conseguiam chegar.
E aí seu Obama,como é que é? O Brasil tá próprio pra sentar na cadeira permanente da ONU,mas não tanto como a Índia,né?.Tá interessado no petróleo,mas nas exportações não,né mesmo?E no Chile,gente.No discurso manda essa :América unida jamais será vencida!
Preferia de longe que ele não tivesse vindo e, nós lotado a peça que teve as melhores críticas do último verão,e olha que tem 21 anos saindo e entrando em cartaz .E o presidente americano tem pouco tempo de ribalta.
E veio aqui pra dizer mais ou menos que a América do norte é legal,que meio chato foi o Bush.Só isso!trouxe o próprio carro, helicóptero e o cacete.
Se eu voltar a Nova York de novo,vou levar minha pasta de dente Anti-cárie Xavier,sandália Havaiana,só ando a pé pra não entrar em transporte daquela gente e vou levar,vou mesmo, uns paios , lombinhos salgados e a carne seca tão popular naquele país como jerked beef.Só pra não ter que comer feijoada de tofú como a bela primeira-dama.
E só de vingança vamos todos assistir ao Subversões de quinta à domingo e se divertir p/caramba.
Como é um deboche dar receita de feijoada e,cada um gosta da sua vou deixar aqui uma dica que aprendi a anos atrás.
Depois de pronta coloque em sua feijoada 2 copos de suco de laranja ácida e deixe ferver mais uns minutos.Vai ficar super leve.Beijos e” good” apetite

‘Entretapas’ e beijos

9 de março de 2011 por Rodolfo Bottino

        Nesses dias estive no restaurante Entretapas, na rua Conde de Irajá, ali no Humaitá. Quando entrei estava num pedacinho da Espanha.Ao pegar o cardápio então,pirei!
Era a Espanha total!
Em poucos minutos eu e Cristina Aché estávamos cercados de amigos,tentando nos mostrar um pouco mais que universo era aquele ,que até um espelho em homenagem ao Almodóvar fazia parte.A Cris começou com um gazpacho completamente inacreditável,com micro croutons e os ingredientes
incrementantes todos talhados como mosaicos de Gaudi.
A grande surpresa ficou por conta de aprender que TAPAS são mais do que tira-gostos,não! Tapas saõ uma filosofia de degustar delícias, mas principalmente agregar pessoas, que se encontram pra tapear.E todos os itens do menu saõ tapas.
A sopa citada acima é a tapa mas citada como entraditas.
Os montaditos como os ovos de codorna com chorizo e pão da casa,também são tapas.
Em Los pinchos entre outros,se encontram gambas com tomatitos. Seguindo a diante damos com Las Cazuelitas,que tem como um dos destaques gambas al ajillos, com alho,azeite e pimenta.
Nos El asados nos encontramos com cordero asado crocante com milhojas - mil folhas.
Nos foi oferecido umas fatias de pão com uma pasta de morcilla e roquefort.
E num dos pontos altos estava a sangria, com a receita abaixo que trago para vocês.
Antes de irmos embora, degustamos um vinho Jerez, não o fino,mas um envelhecido em tonéis de carvalho que nos faz degustar a deliciosa madeira junto.
Completamente satisfeitos, deixamos para trás, ao sair, a  sombra de um enorme touro na parede.
Confesso que ele nos emprestou um pouco da virilidade espanhola, que nos ajudou a dormir como nas noites agradáveis deste país que tanto amo.
Nossos anfitrões foram Antonio,Jan,Oti e Fred. A eles o nosso obrigado e eterna torcida.

HABITAS COM JAMON
Favas com presunto cru

500 gramas de favas(Bondouelle)
80 ml de azeite
3 dentes de alho sem o gérmen
1oo gramas de presunto cru
1 colher de chá de sal
1 litro de caldo de presunto(dá pra fazer com a casca)
1 cebola média batida bem miúda

Cozinhar as favas no caldo.Escorrer e, numa frigideira grande, puxar o alho bem batido com o azeite e a cebola.Acrescentar o presunto cortado em julienne grossinha,juntar as favas e servir.Com um pãozinho é de elouquecer de bom!

Eu, meus médicos e a cabritada

27 de novembro de 2010 por Rodolfo Bottino

 

    Há alguns meses atrás fui submetido a um procedimento de colocação de uma geringonça na artéria aorta ilíaca,uma coisinha meio complicada já que estavam me tratando de nervo ciático. Mas enfim caí nas mãos de uma equipe ímpar,comandado pelo super angiologista Dr.Eurico Nunes que, com maestria, arrancou a porra do entupimento e me deixou zerado …mais uma vez. Toda equipe bacanérrima. E nasceu naturalmente uma amizade maravilhosa com este cara que hoje tanto admiro. Claro que um dos elos que se formou foi a gastronomia e, em um dia expecífico, todo mês, chega um cabrito de sua fazenda no Maranhão - local predileto de suas férias.
O cabrito é entregue ao bar CHICO E ALAÍDE, na Bartolomeu Mitre. Ela uma gênia dos prazeres do bem comer e o meu amigo convida seus muuuuitos amigos, e todos degustamos uma cabritada nunca dantes navegada.E como cabrito faz parte da minha infância pelo lado do meu pai Rodolfão, quando a italianada se reunia sempre aos domingos. Pra mim é mamão no mel. E como não dá pra convidar o caro leitor, minha maneira de dividir com vocês este momento de supremo prazer degustativo é passando uma receita bem bacana e junto segue uma foto tirada pelo Dr.Luiz Rodrigo do último cabrito. Beijo e bom apetite!

Cabrito assado ao forno:

1/4 de cabrito limpo
Alho socado
Sal
Azeite
Pimenta preta
Louro
Tiras de bacon
Vinho branco
Batatinhas

Esfregue o alho e sal por toda carne,unte-o com azeite, polvilhe a pimenta moída na hora,
junte um pouco de vinho,as tiras de bacon e ponha numa assadeira até dourar bem no forno.
Vire pra dourar por igual.Retire e coe o molho,usando a gordura pra dourar as batatas.
Coloque o molho numa molheira.É de morrer de delícia.

O sonho da volta

15 de outubro de 2010 por Rodolfo Bottino

   Durante a minha campanha para deputado estadual notei um fenômeno que ocorre com uma freqüência impressionante.
Um dia liguei para minha amiga, querida, Adriana Ferraz de Abreu, e falei com Marilene, ser humano da melhor espécie e que acompanha a Adriana há muitos anos ajudando em tudo, principalmente na criação do Lourenço, hoje um homem.
Pedi a Marilene um voto para mim, e ela simpática como sempre, me disse que seu título de eleitor ainda era da terra dela, que acho ser a Paraíba, mas que iria falar de mim para todo mundo - aquele carinho típico das pessoas educadas do nordeste do Brasil, coisa tão esquecida pelo sul maravilha.
  Comecei a pensar e, de repente caiu a ficha. Cheguei a me  emocionar. A maioria das pessoa que ofereci panfleto, eram principalmente do Nordeste, eleitores que nunca transferiram seus títulos pra cá! No fundo, lá no fundo da alma, são pessoas que sonham em voltar para sua cidade, seus entes e amigos queridos,sei lá. Mas, inconscientemente, ainda não pertencem ao Rio de Janeiro. De verdade não pertencem.E esse sonho de voltar com dignidade depois de passar perrengues e dificuldades me parece que não é nada perto do sonho de voltar pra casa. Um beijo com muito carinho pra todas estas pessoas lindas.
Seguem duas receitas que adoro. Para o dia do segundo turno, ou qualquer outro domingo.

ARROZ DE CAMARÃO
 
Rendimento: 4 porções
Ingredientes:
2 ½ xícaras de arroz
½ kg de camarão limpo temperado com sal e alho
1 lata de tomate pelati peneirado
½ litro de água ou caldo de peixe
Salsa e cebolinha a gosto
Sal pimenta
½ xícara de azeite de oliva extra virgem
1 cebola grande picada

Modo de preparo:
Doure a cebola no azeite, junte o camarão, o arroz e a água ou o caldo. Deixe cozinhar um pouco e acrescente a salsa e cebolinha. Sirva bem molhadinho.
ARROZ DE BRAGA
 
Ingredientes:
1 frango cortado em pedaços

Para temperar o frango:
1 colher de sobremesa de sal
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de estrato de tomate
1 tomate sem pele
1 cebola
1 pimentão cortado em cubinhos
2 dentes de alho
1 colherinha de café  de pimenta-do-reino
Cominho a gosto

Restante dos ingredientes:
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite extra virgem
100g de toucinho defumado cortado em pedacinhos
1/2 quilo de paio cortado em rodelas
1/2 quilo de arroz lavado e escorrido
1 repolho médio partido em folhas
1 cebola e 1 tomate cortados em pétalas
1 pimentão cortado em pedaços
1 pacote de ervilhas congelada
Azeitonas e cheiro verde a gosto

Preparo:
Tempere o frango com os ingredientes indicados e leve ao fogo para refogar com a manteiga, o azeite, o toucinho e a paio. Deixe cozinhar. Quando o molho estiver apurado, acrescente o arroz. Refogue mais um pouco para perder a goma. Acrescente o repolho, o tomate e a cebola partidos em pétalas, mais as ervilhas, um pimentão cortado em pedaços e as azeitonas.
Por cima de tudo, polvilhe o cheiro verde, sem mexer, para não desarrumar. Cubra com água quente e deixe cozinhar.
Quando o arroz estiver quase cozido, mas ainda duro, desligue o fogo. Feche bem a panela e deixe cozinhar no vapor. Cuide para que fique com um pouco de caldo. Mantenha a panela sempre bem tampada. Abra-a somente na mesa. Sirva na própria panela, usando dois guardanapos grandes para envolve-lo e dando seu toque pessoal.

Kôkyo japa, é muuuito chic

9 de setembro de 2010 por Rodolfo Bottino

    A gente chega na rua Paul Redfern, em Ipanema, entra no Kôkyo e acha que vai comer uma tradicional comida japonesa. E até vai se não prestar atenção no menu. Coisa de louco. Tem até água–viva (jellyfish).
Ao entrar, já nos deparamos com um lindo e imenso polvo luminoso do artista Moa Batsow. Aí nos sentamos e com um serviço excelente começamos a degustar delícias há muito esquecidas nos restaurantes japoneses.
São quatro os sócios: Sérgio, Ivan, Bruno e o somelier Nando, que também elocubra pratos completamente criativos e nada confusions. O shoyo da casa é temperado e sem excesso de sal.
O segredo é … bom … é deles.
 Começamos com gyoza perfeito sem grandes novidades. Aí a galera começa a orgia de gueixisses gastronômicas que vocês seguirão nas fotos abaixo. Com os nomes e os modos de fazer alguns deles.
Difícil destacar o melhor, mas se fosse um concurso com certeza “The Oscar goes to…” salmão marinado e selado na gordura do foie gras, servido com o mesmo, só que quentinho, torrado e acompanhado por um chantilly brulée. De matar qualquer missionário que queira fazer crer que Buda não está envolvido naquilo. Bom se não for o Deus, pelo menos é do Imperador já que Kôkyo quer dizer palácio imperial…

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Rosbife de atum c/geléia de tãmaras sobre shitakes

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Ceviche de peixe com pimenta togarashi

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Sashimis de salmâo brulée com lâminas de figo e molho de violetas

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Camarão crocante em tempura enrolado com fitas de salmão e arroz crocantinho

Sucesso em Ipanema

3 de agosto de 2010 por Rodolfo Bottino

  Na esquina da rua Joana Angélica com Nascimento Silva, onde alguns restaurantes já deram super certo e outros nem tanto, abriga hoje um dos grandes sucessos de Ipanema.
Trata-se do Restõ, bem arejado, ambiente delicioso, serviço ótimo, comida impecável, despretensioso e bem em conta para os bolsos ipanemenses.
O chef Tande Bittencourt que tem no currículo diversos restaurantes de sucesso, inclusive o Dom João, no Horto, definitivamente caprichou!
Um cardápio que começa com drinks exclusivos, passa pelos aperrôs-bruschettas,capuccino de funghi e outros, sanduiches-Wrap montecristo e etc…vai até as saladas-crepe, saladas baby e outras, é quando damos de encontro com as comidinhas, pequenas porções de prazer, com o tesouro do mar: nhoquinho de batata barôa e muito mais coisa que sonha a vã filosofia degustativa.
Neste momento, pra quem ainda tiver desesperado de fome, surge como uma deliciosa miragem real os principais. Sou louco pelo pato loh, mas as escolhas são muitíssimo difíceis e variadas a ponto de confundir até mesmo o maior Brillat-Savarin do bairro.
Tem ainda as sobremesas e o almoço que compõe com dois ou três itens do menu aos preços que variam de 22 a 28 pratas.
A receita abaixo é a minha leitura de um prato, mas vale ir lá conferir.

Bruschetta de figo fresco com queijo de cabra

2 fatias de 1 dedo de largura de pão italiano
2 figos frescos
3 colheres de sopa de azeite
4 colheradas (queneles) de queijo de cabra molinho (tipo boursin)
Saladinha para acompanhar

Corte os figos ao meio no sentido longitudinal e doure levemente num pouco do azeite. Em seguida faça o mesmo com as fatias de pão. Monte cada fatia dividida na transversal e, por cima de cada uma, coloque uma banda do figo com uma colherada farta do queijo frio. Sirva com uma pequena salada de folhas temperadinha.
É de comer ajoelhado. Beijos.

Marcas e Cicatrizes

28 de junho de 2010 por Rodolfo Bottino

  Essa manhã acordei triste, melancólico, chorando… uma saudade da minha mãe que se foi há pouco tempo…
Na verdade uma saudade de ligar pra ela e contar que eu tive de sair de quatro, engatinhando do metrô. E ouvir sua gargalhada. Minhas lágrimas eram saudades de sua alegria e deboche… Ela  fatalmente iria ficar me sacaneando.
Depois me senti aliviado, pensando que ela não viveu sem rir… Foi embora quando “la cosa se quedou peluda”. E ela ia parar de achar graça.
Já não havia mais nenhuma lágrima e comecei a pensar nas minhas tristezas, marcas cicatrizes… Não encontrei nenhuma mágoa com a minha vida. Dei de cara com muitas cicatrizes, marcas… Comecei a olhar o meu corpo e vi tantas cicatrizes na pele, algumas mais sérias, outras quase nada. Nào eram feridas já que estavam cicatrizadas e não doíam e me davam orgulho de eu ser quem sou, carregado de histórias-cicatrizadas lembradas sem nenhum sofrimento…
Comecei a investigar e, dentro de mim, lá no fundo tinha muita coisa marcada, perdas, amores, dores de paixões, guerras que não posso resolver, a criança faminta que não posso alimentar, era tanta coisa…
E mais uma vez me senti bem. Os problemas que não pude e não posso resolver, não há o que fazer… As marcas que nasceram boas continuam, o que me fez sofrer como um cão já tinham virado cicatrizes sem seqüelas …como as queimaduras e cortes na cozinha…
Voltei a chorar, desta vez sem duvidas, dividas e mágoas com minha vida até agora… Me senti homem, pleno, pronto pra recomeçar todos os dias e tratar das próximas feridas…
Eu tava adulto, mais maduro e não senti medo…  

ARROZ DE BRAGA
Esse prato me traz recordações. Ele é um bom exemplo dessas marcas e cicatrizes.
Certa vez, estava ensinando como fazê-lo, no sul do país, quando  tive uma queimadura horrível na mão, com o vapor de outros dois pratos. Eu vivia, na época, uma paixão inacreditável.

Ingredientes:
1 frango cortado em pedaços
1 colher de sobremesa de sal
2 colheres de sopa de vinagre
1 colher de sopa de estrato de tomate
1 tomate sem pele
1 cebola
1 pimentão cortado em cubinhos
2 dentes de alho
1 colherinha de café de pimenta-do-reino
Cominho a gosto
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite extra virgem
100 gramas de toucinho defumado cortado em pedacinhos
1/2 quilo de paio cortado em rodelas
1/2 quilo de arroz lavado e escorrido
1 repolho médio partido em folhas
1 cebola
1 tomate cortados em pétalas
1 pimentão cortado em pedaços
1 pacote de ervilhas congelada
Azeitonas e cheiro verde a gosto

Preparo:

Tempere o frango com os ingredientes indicados e leve ao fogo para refogar com a manteiga, o azeite, o toucinho e a paio. Deixe cozinhar. Quando o molho estiver apurado, acrescente o arroz. Refogue mais um pouco para perder a goma. Acrescente o repolho, o tomate e a cebola partidos em pétalas, mais as ervilhas, o pimentão cortado em pedaços e as azeitonas.
Por cima de tudo, polvilhe o cheiro verde, sem mexer, para não desarrumar. Cubra com água quente e deixe cozinhar.
Quando o arroz estiver quase cozido, mas ainda duro, desligue o fogo. Feche bem a panela e deixe cozinhar no vapor. Cuide para que fique com um pouco de caldo. Mantenha a panela sempre bem tampada. Abra-a somente na mesa. Sirva na própria panela, usando dois guardanapos grandes para envolvê-lo e dando o seu toque pessoal.

PUDIM DE BACALHAU
120 gramas de farinha de trigo
300 gramas de bacalhai dessalgado e desfiado
150 gramas de manteiga
50 gramas de passas
2 colheres de sopa de cheiro verde
3 copos de leite
1 cebola grande
1 dente de alho
½ copo de tomate pelati peneirado
3 colheres de sopa de azeite
4 ovos
Noz moscada
Farinha de rosca para povilhar

Refogar o bacalhau com a cebola, alho, azeite, cheiro-verde  e o tomate.Preparar o molho branco com a farinha, manteiga e o leite. Misturar as gemas, o bacalhau e, por fim, as claras em neve. Assar em banho-maria, em forminhas untadas com manteiga e polvilhadas com farinha de rosca. Servir com molho golf.

MOLHO GOLF
150 gramas de maionese
2 colheres de sopa de catchup feiro em casa (tomate pelati, mel, açúcar mascavo e vinagre)
3 colheres de sopa de conhaque
2 coleheres de sopa de mostarda de Dijon
1 colher de sopa de molho inglês

Misturar tudo e servir sobre os pudins de bacalhau.

SOUFLÊ DE DAMASCO COM CRÈME ANGLAISE
1 ½ xícara de damascos secos
1 ½ xícara de água
1 xícara de açucar
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de conhaque
1 fava de baunilha
4 ovos
½ litro de leite

Ferva os damascos com a água e meia xícara de alúcar em panela tapada por 15 minutos.
Misture com o limão e o conhaque (uma colher de sopa). Bata as claras em neve e a incorpore suavemente ao purê de damasco. Coloque em ramequins untados de manteiga e povilhados com açúcar. Asse em forno médio.
Ferva o leite com a fava de baunilha.Bata as gemas com a açúcar (meia xícara) e o conhaque (uma colher de sopa)
Sirva o creme sobre o suflê.

Solar do Carmo, milagre de Minas

26 de maio de 2010 por Rodolfo Bottino
Este desenho foi feito pelo Zé, irmão do dono da casa, e o nome Ione está riscado de sacanagem, já que o banquete libanês foi executado por ela. E o Reinaldo só servia a minha birita. Aí estamos eu e a Márcia cozinhando.

Este desenho foi feito pelo Zé Pinheiro, irmão do dono da casa. O nome Ione está riscado de sacanagem, já que o banquete libanês foi executado por ela. E o Reinaldo só servia a minha birita. Aí estamos eu e a Márcia cozinhando.

No último final de semana minha querida amiga, Márcia Osório, me convidou para dividir uma aula de risoto em Ouro Preto, cidade que faz parte da minha vida toda. Inclusive já  vivi lá o traidor Silvério dos Reis, no filme ‘Tiradentes’ do meu querido diretor Oswaldo Caldeira.
Mas a genial Márcia O. tem uma pousada - Solar do Carmo - de um bom gosto de causar inveja aos maiores decors do mundo. Uma Lady de verdade. Ela foi casada com Lord Litchfield e o nome do seu primeiro filho (já que ela é vascaína) é Lord Vasco Litchfield. Isso é um pouquinho dessa dama de Ouro Preto, Londres e Avenida Atlântica.
Nossa aula na casa do simpatiquérrimo casal Yone e Reinaldo, ao ar livre, foi bem bacana. Marcia realizou com maestria um riso, camarão e açafrão, e eu um de quiabo - não faz cara feia não, hein - com limão siciliano e gengibre. De entrada, um banquete libanês e pra terminar rosbife england com chutneys variados e batatas com alecrim e manteiga no forno.
Durou umas nove horas a aula. As sobremesas não lembro bem, pois já estava cantando Porgy and Bess.
Estava presente minha adorada Cida Zurlo, criadora da melhor cachaça do Brasil, a ‘Milagre de Minas’, que está completando 35 anos.
E essa é apenas uma de suas produções. Fora o humor.
Segue a receitas do risoto.
Outra coisa: a Cida é cachacista, não cachaceira como o resto da turma. Aliás só um pouquinho…

Risoto de quiabo:
3 xícaras de arroz carnaroli (ou arbório)
1 quilo de quiabo
3 limões sicilianos
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa de raspas da casca dos limões
1 copo de vinho branco sêco
1 xícarade azeite extra virgem
2 dentes de alho socados
2 colheres de sopa de cebola
2 colheres de sopa de manteiga
1,5 litro de caldo de galinha (receita no blog dos caldos)
Sal e pimenta à gosto
2colheres de sopa de vinagre de vinho

Pique os quiabos e coloque no vinagre. Numa frigideira funda, ou panela aberta e rasa, coloque o azeite, o alho e o quiabo. Deixe dourar o quiabo, sem queimar e sem mexer muito, ponha sal. Retire o quiabo e reserve. No resto de azeite acrescente 1 das colheres de sopa de manteiga e a cebola até ficar transparente.Junte o arroz sem lavar e deixe alguns minutos mexendo,coloque sal e o vinho.Em seguida vá pondo conchas de caldo. Coloque o suco dos limões, as raspas e o gengibre. Depois de uns 10 minutos coloque o quiabo e sempre regando com o caldo quente. Quando o arroz estiver no ponto ponha mais uma concha do caldo e a manteiga, e  mexa vigorosamente. Sirva imediatamente.

Primeira aula na Ong do Frade

26 de abril de 2010 por Rodolfo Bottino

Em Angra dos Reis, ao lado do Hotel do Frade, tem uma pequena vila que deu nome ao hotel, cujo nome é  Frade.
Ninguém chama de vila.
Tipo: onde você mora?
No Frade.
E lá a Bia Borges começou, há alguns anos, um trabalho com os moradores em vários segmentos, reciclagem, aulas, treinamentos para vários trabalhos. A turma leva super a sério.
Fiquei muito encantedo com a idéia e cheguei a ir numa reunião com a Bia,a garotada e um possível patrocinador.
Mas isso tem tempo, agora como não tinha ainda o segmento de gastronomia, me ofereci para várias operações dentro deste tema.
E, no último dia 19, dei um pontapezinho inicial com uma aula de peixe com banana - que é o prato típico ali da área.
Dia 29 de Maio haverá um festival desse prato.
Fiquei tão feliz, com a pequena contribuição, que não podia deixar de dividir com meus queridos leitores estas receitas e experiência tão significativas para mim.


PEIXE COM BANANA
1. No forno já com a banana

Um peixe de aproximadamente 3 quilos, inteiro e limpo (robalo, namorado, enchova, etc.)
2 xícaras de salsa
2 xícaras de cebolinha
2 xícaras de coentro(opcional)
2 cebolas
2 dentes de alho
Uma pimenta dedo-de-moça sem as sementes
Um tomate
3 ou 4 bananas prata maduras
Uma e meia xícara de azeite
Sal
Uma xícara vinho branco seco

Num tabuleiro, ou refratário que vá à mesa, coloque o peixe com sal à gosto e o vinho. Num liquidificador bata a salsa, cebolinha, cebola, alho, coentro, pimenta, tomate e azeite até obter um creme sem pedaços.Passe este creme em baixo do peixe,na barriginha, e por cima. Leve ao forno com as bananas cortadas em 2 ou 3 pedaços cada sem as pontas. Coloque no forno pré-aquecido por uns 20 minutos. Sirva em seguida. A banana é o acompanhamento do peixe.

2. Na panela com dois acompanhamentos de banana

Um quilo e meio de filé de peixe, da sua escolha, temperados com sal e vinho como na primeira receita.
E os mesmos ingredientes.

Coloque numa panela larga ou em uma frigideira grande, e funda, o creme da receita. Deixe ferver por 3 minutos e coloque o peixe e a banana. Tampe e deixe cozinhar por 10 minutos aproximadamente. Caso queira servir com um dos acompanhamentos abaixo não coloque a banana.

Purê de banana:
4 bananas cozidas na água
1 colher de sopa de manteiga
1 pitada de sal
Amasse bem as bananas e junte a manteiga e o sal. Sirva quente acompanhando o peixe.

Bananas crocantes:
4 bananas descascadas e cordadas em 3 cada uma
1 tigela com farinha de trigo
1 tigela com sucrilho sem açúcar processado
2 ovos batidos com um garfo
Óleo para fritar
Passe os pedaços de banana na farinha de trigo, nos ovos e no sucrilho apertando para aderir. Frite em óleo quente até ficarem dourados. Sirva de acompanhamento com o peixe.

                      * * *
A aula de gastronomia de Rodolfo Bottino, na Ong do Frade – foi realizada no Restaurante Chez Dominique e teve 31 participantes, incluindo três marinheiros, que pagaram R$ 10 pelo ingresso.
O II Festival de Peixe com Banana sera no dia 29 de maio, na Praia do Frade.

Pratos típicos

17 de abril de 2010 por Rodolfo Bottino

Essa história de pratos típicos, no Brasil, é coisa muito relativa.
As pessoas vão se mudando e levando consigo sua cultura gastronômica.
Alguns lugares permanecem como em Salvador.
E o que nos vendem como comida baiana, na verdade, vem da África- dos paises de onde vieram nossos escravos,ou seja, não nasceu lá.
E pasmem: a melhor comida baiana que já degustei, até hoje, não foi na Bahia, mas em Maceió, no restaurante ‘Akuaba’, de uma delicadeza, tudo deslumbrante, até o acarajé.
Entre outras delícias, a moqueca de lagosta.
Voltarei a falar deste restaurante em outro texto. A história deles é muito bacana.
Também lá nas Alagoas, tive a oportunidade de comer o melhor lombo de bacalhau, por indicação do dono do restaurante ‘Portugalia’. Deleite-me com um à lagareira, coberto com alho torrado e servido com batatas cozidas em sua casca, com fatias de pimentão sem pele – técnica usada na península ibérica- que os torna completamente digestivo.
Pra tirar a pele? É só passar no fogo direto.
Já em Angra dos Reis, o prato típico é o peixe com banana -  pouquíssimo servido, pois é muito banal pros caiçaras destas regiões.
As vezes fica muito difícil explicar que, na banalidade e na simplicidade, é que se esconde o que há de mais sofisticado.
Aliás, em Maceió, tirando a tapioca na praia, não consegui conhecer nenhum prato da região.

Peixe com banana:
1 peixe de mais ou menos 4 kg – robalo, namorado vermelho ou badejo.
2 xícaras de salsa
2 xícaras de cebolinha
1 xícara de coentro (para quem gosta)
2 cebolas médias
2 dentes de alho
1 tomate bem maduro
1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes
Sal
2 xícaras de azeite de oliva
6 bananas prata com as pontas cortadas,e divididas em dois pedaços com casca.

Fora o peixe e as bananas, bata todos os ingredientes no liquidificador. Use parte desse creme no tabuleiro, e use-o também para recheiar o peixe. No final, regue o peixe com o resto desse tempero.
Cubra com papel laminado e leve ao forno quente por aproximadamente 10 minutos.Tire o laminado, distribua as bananas em volta do peixe no caldo que se forma e deixe no forno por mais uns 10 minutos.
Sirva e coma o peixe com a banana, que deve ter a casca retirada no prato.