youPode

Na Florida, aqui em Buenos Aires, só se fala português. Parada para um vinho.

21 de janeiro de 2010 por naranjo

Caminhar pelo calçadão da calle (rua) Florida, com o sol tinindo como está, neste verão, é quase o mesmo que passear por qualquer centro de alguma cidade brasileira. O idioma é português. Só muda o sotaque. Cariocas, paulistas, mineiros, pernambucanos. Estão todos lá comprando. Então vão aqui duas dicas para os que querem uma parada, naquela região, para um vinho.

Tancat: Você pode escolher entre o balcão e as mesas. E optar por ‘tapas’ (petiscos da Espanha) e, para completar, um vinho nacional.

Endereço: calle Paraguay, 645, quase esquina com a Florida.

Filo: Colorido, simpático, com tetos altos, o Filo oferece uma variedade de saladas (para eles, ‘ensaladas’). E, claro, vinho e cerveja nacionais.

Endereço: calle San Martín, 975, próximo a (bela!) Plaza San Martín.

Boas compras e bom almoço (’almuerzo’)

Como disse minha sobrinha adolescente, “às vezes parece que alguém está falando errado”. Ou nós, que falamos português, ou eles, que falam espanhol.

Almoço - Almuerzo

Salada - Ensalada

Entardecer - Atardecer

Vinho - Vino

Cerveja - Cerveza

E por aí vai……

Liquidação, ‘praia’, lazer grátis e ‘Barbaro’ aqui em Buenos Aires

10 de janeiro de 2010 por naranjo

A liquidação de verão começou antes, este ano, aqui em Buenos Aires. ‘Liquidación’ de 10%, 20, 30%, 40% e até 50% nas lojas de roupas e calçados nos bairros Recoleta e Palermo Viejo. Os descontos tornam os preços portenhos, desvalorizados frente ao real, ainda mais atraentes para o bolso brasileiro. Turistas que chegam do Rio, de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, percorrem a Avenida Santa Fé, especialmente na altura do número 1500, e compram tudo o que podem. Tênis, roupas de ginástica, sapatos, vestidos….Aqui fotos de algumas vitrines que anunciam ‘Super Precios’  (Super Preços):

'Sale' escrito em letras vermelhas e garrafais na vitrine

Outra vitrine anuncia ‘Sale‘ em letras vemelhas garrafais:

Como era esperado, a temperatura está alta e o clima sufocante aqui na capital argentina. A cidade está vazia - de moradores, mas não de turistas estrangeiros. Para os que ficaram, o governo local preparou a ‘praia’ de Buenos Aires. Cadeirinhas e barracas amarelas, volei de ‘praia’, quiosques para um lanche, e (!!!) chuveiros. A ‘praia’ portenha está em frente ao Rio da Prata, nas Costanera Norte e Sul. Aqui o calor e a praia na popular TV Cronica:

 Curiosamente, do outro lado do Rio da Prata, em Montevidéu, as águas são limpas e os banhistas entram no ‘mar’. Isso é possível porque no meio do caminho o rio se encontra com o oceano Atlântico, na altura de Punta del Este. O efeito é que do lado uruguaio o Rio não é marrom como nas margens argentinas. Aqui, para os que não pensam em frequentar, naturalmente, a praia portenha, uma boa dica de um bar: BarBaro. É o ponto de encontro dos que trabalham no centro da cidade no happy hour. Mesas ao ar livre e no salão interno, com paredes coloridas e muita madeira. De quarta à sábado, a partir das onze da noite, shows ao vivo de jazz e tango. O cardápio inclui saladas, truta e carnes. Geralmente aberto das oito da manhã às duas da madrugada.

Endereço e telefone: Tres Sargentos, 415; 4311-6856. 

Além da ‘praia’ grátis, outra dica de entrada livre neste verão portenho, é o cinema ao ar livre, no Rosedal, um parque de rosas nos bosques de Palermo (Sarmiento e Iraola). Ali, começou neste domingo um ciclo de exibição de filmes argentinos. Vale a pena conferir. Mais detalhes, da programação e horários, no site do governo da cidade de Buenos Aires: www.buenosaires.gov.ar

 

Boa viagem!!!

Rally Dakar, brindes e ‘motochorros’ aqui em Buenos Aires

30 de dezembro de 2009 por naranjo

Rally Dakar na América do Sul

A cidade de Buenos Aires exibe, nestes dias, cartazes com a contagem regressiva para a largada do Rally Dakar 2010, nesta sexta-feira, dia primeiro de janeiro. “Faltam tantas horas para a corrida” diz um painel eletrônico em frente ao shopping Patio Bullrich, no bairro da Recoleta. Será a segunda vez que o rally, que antes era tradição na África, será realizado na América do Sul. A viagem pela Argentina e Chile, cheia de obstáculos naturais, com nove mil quilômetros de aventuras, inclui cidades e desertos, tempo bom e tempo ruim. De acordo com os organizadores, 378 participantes se inscreveram para o desafio. Desse total, são 138 carros, 185 motos e similares e 50 caminhões - daqueles imensos, com rodas que não acabam mais. A corrida promete, apesar de ter menos competidores este ano do que no ano passado. Muita gente já esteve no prédio da Sociedade Rural Argentina, no bairro de Palermo, só para ver de perto os participantes e seus motores. Se a largada for tão animada quanto a do ano passado, com torcedores gritando e fotogrando em quase todas as esquinas, será ótimo.

Champán!!!

As outras pedidas para os brasileiros que estão na cidade são as comemorações de Ano Novo e nos primeiros dias de 2010. Alguns hotéis estão oferecendo o jantar do dia 31 e dos dias seguintes. Os jornais, como o La Nación, estão cheios de anúncios para estas festas. É uma ocasião na qual, mais do que nunca, hotéis e restaurantes fazem ‘maritaje‘ (leia-se, casamento, parceria) com as melhores vinicolas do país. Então, os preços costumam incluir o jantar e a bebida - ‘de alta gama’, como eles dizem. Ou seja, de primeira.

Mas se você quiser pode escolher um restaurante simples, comer alguma coisa rápida e levar um champagne para o Porto Madero. Buenos Aires e os portenhos não têm a cultura brasileira, de vestir branco e levar flores para Iemanjá, mas um champagne é sucesso em qualquer lugar. Aqui, principalmente. E o nacional é bem aceito pelos críticos do setor. Champán, como eles dizem, e como observou Danuza Leão em seu último livro ao falar sobre Buenos Aires.

A temperatura (pelo menos hoje, dia 30) está bem agradável por aqui. Calor sim, mas sem ser sufocante. Perfeito para um vestido ou camisa de mangas.

Buenos Aires tem hoje tantos, mas tantos mesmo, turistas brasileiros que já é comum ouvir os viajantes pedindo orientação a outros da mesma nacionalidade. Nos bairros como Recoleta e Palermo predominam o português, mesmo com a cidade invadida por turistas de outras partes, como outros países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos.

Motochorro‘ 

Fica aqui apenas uma orientação - precaução, nada mais. Buenos Aires é uma cidade segura, amigável, especialmente se comparada com outras da região. Mas não é por isso que você precisa ostentar sua máquina fotográfica, sua carteira cheia de cartões e de dólares e parar nas esquinas, distraidamente. Aqui existe o péssimo fenômeno chamado ’motochorro’. São motociclistas, que andam sempre com outro na garupa, e que num gesto veloz podem furtar sua bolsa (’cartera’) enquanto você espera o sinal de trânsito abrir.

Nada grave e Buenos Aires não perde seu encanto por isso. Mas a mesma regra que vale para outras cidades turísticas, como a de cuidar a bolsa, também deve ser respeitada aqui.

Aproveite Buenos Aires.

A cidade é e está uma delícia!

Acessórios, jazz e filme premiado aqui em Buenos Aires

25 de novembro de 2009 por naranjo

Primeiro vamos às compras de acessórios, como foi combinado no post anterior.

Aqui a lista dos lugares com preços para todos os gostos.

Cotação: uma estrelinha (mais barato), duas estrelinhas (médio) e três (caro).

Mas sempre com a seguinte ressalva: os preços são em pesos e, apesar da inflação no país, continuam mais baratos do que no Brasil.

India Style: www.indiastyle.com.ar Várias lojas espalhadas pela cidade. Aqui um endereço mais acessível para os que estão passeando em Buenos Aires. (**)

Avenida Santa Fé, 1717 - bairro da Recoleta

La Merceria: Essa, bem criativa, está na Recoleta e em Palermo Viejo. (** e às vezes ***, dependendo do produto) 

calle (rua) Armenia, 1669 - bairro de Palermo Viejo

Isadora: Outra que também está em quase todas as ruas dos bairros nobres de Buenos Aires. (*)

calle (rua) Rodríguez Peña esquina Juncal - Barrio Norte (pertinho da Recoleta)

Mundana: www.mundana-accesorios.com.ar (* e **)

Avenida Callao, 1465 - Recoleta

Luna Garzón - www.lunagarzon.net (** e ***)

calle Libertad, 1185 (pertinho da embaixada do Brasil)

Para os que estão vindo nesta época do ano vão aqui duas dicas culturais:

Buenos Aires Jazz.09 - Festival Internacional de Jazz - www.festivales.gob.ar

Entre os dias três e oito de dezembro. A programação está no site.

E o filme (imperdível!!!) “El Secreto de tus ojos”

O filme é estrelado por Ricardo Darín (”O Filho da Noiva” entre outros) e dirigido por Juan José Campanella (”O Filho da Noiva”, entre outros). A dupla Campanella-Darín é sinônimo de sucesso. “El Secreto de tus ojos” (”O Segredo de teus Olhos”) é o recordista de público desde os anos oitenta. E será o filme argentino que competirá pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

 

Boa viagem!!

Noite dos museus, uma festa aqui em Buenos Aires

15 de novembro de 2009 por naranjo

Quase quinhentas mil pessoas, segundo dados oficiais, formaram filas, até depois da uma da manhã, nos 150 museus e espaços culturais aqui de Buenos Aires, na “Noite dos Museus”. As filas dobravam vários quarteirões, por exemplo, no Museu de Bellas Artes, na Recoleta, no Malba, em Palermo, e no Palácio San Martín (a sede do Ministério das Relações Exteriores), no centro da cidade. Vimos filas também no Jardim Botânico, na Avenida Santa Fé, em Palermo, onde está a casa do principal paisagista do país, Charles Thays. Ele foi o responsável por desenhar esta cidade tão cheia de parques, como os Parques de Palermo. De cada um destes lugares, que abriu as portas a partir das 20horas de sábado até pelo menos às duas da manhã de hoje, saiam sons de sax e também de bandoneón. Ontem, foi a sexta edição da “Noite dos Museus”. Mas talvez esta tenha sido a que bateu recordes de público. Uma festa! Engarrafamentos até às duas da manhã, nas avenidas próximas aos museus, famílias inteiras e grupos de amigos, caminhando traquilamente, à chegada ou saída dos espaços públicos, mesmo tarde da noite. Um espetáculo que confirmou, uma vez mais, como os argentinos (especialmente os portenhos) adoram tomar banho de cultura. Na “Noite dos Museus”, ninguém paga para entrar e conta com 21 linhas de ônibus grátis em 25 bairros para percorrer o mundo da arte até a madrugada.

Assim que sair a data da nova edição, informaremos aqui.   

Ontem, também foi a “Noite dos Museus”, na cidade de Santiago, no Chile. Foi a quarta edição de uma ideia que nasceu em Berlim, na Alemanha.

Lista de compras aqui em Buenos Aires. Parte 1: couro

10 de novembro de 2009 por naranjo

Esse post é para os brasileiros que estão desembarcando aqui, todas as semanas, e querem fazer compras. Afinal, os preços continuam em pesos desvalorizados. Sim, porque apesar da inflação argentina, muitos itens ainda estão bem mais baratos do que no Brasil - táxis, restaurantes, cinema e até roupas, bolsas e etc…No caso destes últimos itens, tudo depende da marca, da qualidade e etc. Aqui algumas sugestões para esta primeira lista de compras.

Couro:

Lopez Taibo: www.lopeztaibo.net

Essa loja de refinados casacos, sapatos, bolsas e calças compridas de couro está nos seguintes endereços: Avenida Alvear, 1902, calle (rua) Posadas, 1402 (esquina da Rodríguez Peña) e no shopping Galerías Pacifico, na esquina da Avenida Córdoba com a calle (rua) Florida. O preço vale a pena para os que querem gastar num bom e eterno produto - tanto para homens quanto para mulheres.

Prune: www.prune.com.ar

As bolsas são, sem dúvida, o principal produto da Prune. Mas ela também vende carteiras, lenços e alguns acessórios. Oferece preços médios (em relação a outras marcas mais caras) e vários tipos de couro - ou seja, diferentes custos também. Os casacos de couro também valem a pena, principalmente se a loja tiver ativa a área de liquidação.  A Prune está em dois endereços: na calle (rua) Florida. Nos números 963 e 481. E ainda nos principais shoppings da cidade, como Galerías Pacifico, Alto Palermo (Avenida Santa Fé, 3253), Paseo Alcorta (Salguero, 3172, no bairro de Palermo) e no Patio Bullrich (Avenida Libertador, 750, Recoleta).

A Prune é uma loja feminina e tem um outlet no bairro de Villa Crespo, pertinho de Palermo Viejo. Calle (rua) Gurruchaga, 861 (telefone: 4011-4334)

Perugia:

Essa é de sandálias e sapatos femininos de couro e outros materiais. Tem um estilo e desenhos próprios e bem charmosos. Uma de suas lojas está quase em frente ao hotel mais charmoso e caro de Buenos Aires, o Alvear, na Avenida Alvear, 1866, e a outra no shopping Galerías Pacífico.

Blaque: www.blaque.com.ar

Costuma ter umas bolsas bem bonitas, que vão do desenho mais clássico ao mais criativo. Como a Prune e outras lojas deste setor também está em vários endereços na cidade. Ela está na Florida, 725 e no shopping Galerías Pacifico.

A Blaque tem um outlet na calle (rua) Gurruchaga, 855.

Ricky Sarkany: www.rickysarkany.com

Nesta loja os sapatos de saltos altos dominam as vitrines. São escandalosamente femininos. Essa marca ficou ainda mais famosa depois que a presidente argentina Cristina Kirchner andou usando alguns de seus produtos. Como outras, a Ricky Sarkany também está em quase todos os shoppings de Buenos Aires. Aqui alguns endereços: Patio Bulrich, Alto Palermo e Galerías Pacífico.

Casa Lopez: www.casalopez.com.ar

Assim como a Lopez Taibo, essa é uma das lojas mais tradicionais de Buenos Aires na área de couro. Bolsas, carteiras e casacos de couros são o seu forte. Os preços não estão entre os mais baratos, mas são produtos de tão boa qualidade que os que queiram e possam investir numa “prenda” (peça) dessas, não deve pensar duas vezes. A Casa Lopez está na calle (rua) Florida, em frente à Plaza San Martín, e no shopping Patio Bulrich.

Lazaro: www.lazarobuenosaires.com

Assim como a Uma, já presente no Brasil, essa oferece boas e bolsas de couro com cores que vão do vermelho ao branco, entre outros. Ela também está no shopping Patio Bulrich, no bairro da Recoleta.

McShoes: www.mcshoes.com.ar

Sapatos e casacos de couro para homem. A relação custo e resultado de elegancia valem muito a pena. Os sapatos são, principalmente, para aqueles que querem mercadorias para acompanhar o terno. Os casacos são de um couro suave, bem trabalhado. Esta loja está na calle (rua) Florida, 718 e no shopping Patio Bulrich.

Guido: www.guidomocasines.com.ar

O tempo passa e lá estão os sapatos da Guido. Esta loja é tão tradicional quanto a Lopez Taibo e a Casa Lopez. A Guido já está em São Paulo. Mas para os que moram no Rio ou em outra cidade brasileira, vão aqui seus  endereços em Buenos Aires (nela, muitos sapatos são feitos a mão): Quintana, 333 (bairro da Recoleta), Rodriguez Peña, 1290 (bairro Norte, pertinho do endereço anterior) e Florida, 704.

Jackie Smith: www.jackiesmith.com

Bolsas e sapatos com designer delicadamente femininos. Tem algo de Jackie Kennedy em seu estilo. Esta loja está na calle (rua) Gurruchaga, 1660, no bairro de Palermo Viejo, e nos shoppings Galerías Pacifico e Paseo Alcorta.

 

Para não confundir:

Cartera: bolsa (em português)

Billetera: carteira (em português)

Zapato: sapato (em português)

A próxima lista será de acessórios e roupas (sem ser de couro) para elas e camisas para eles.   

E como dizem aqui,

saludos!

Vinho, churrasco e sorvete num dia de chuva em Buenos Aires

1 de novembro de 2009 por naranjo

A chuva não atrapalhou a programação de fim de semana aqui em Buenos Aires. E vão aqui as dicas provadas e aprovadas pelos que moram na cidade e, geralmente, são exigentes. O dia pode começar com um café da manhã no Havanna, do La Recova. O Havanna é aquela rede de cafés, espalhados pela Argentina. O principal produto desta marca, já conhecida por muitos brasileiros, é o alfajor. O alfajor (leia-se alfarror) é uma espécie de sanduíche de chocolate branco ou negro, recheado com doce de leite. Um manjar! No café Havanna, você pode comer ainda sanduíches salgados, acompanhados por café ou algum suco. La Recova é o nome de um lugar, no bairro da Recoleta, cheio de restaurantes. Fica embaixo de uma ponte, na Avenida 9 de Julio. Dali, você pode sair caminhando pela Avenida Cerrito até a embaixada do Brasil, na calle (rua) Arroyo. Este palácio é a residência dos embaixadores do Brasil aqui desde os tempos de Getúlio Vargas. Vale uma foto. Dali, caminhe pela Avenida Alvear, a mais chique da cidade, ou para a calle Rodríguez Peña, com umas poucas e boas lojas. Na Rodríguez Peña comece andando pela calle Posadas em direção ao centro e não para a Avenida Libertador, que não tem muito a oferecer neste local. Quando a fome da hora do almoço aparecer, pegue um táxi ali mesmo e vá até a “Parrilla Peña”. Uma churrascaria (”parrilla) frequentada pelos nativos. Aqui uma foto dela por dentro:

 A Parrilla Peña é frequentada pela classe média argentina. Fica no centro da cidade, na calle Rodríguez Peña, 682. Telefone: 4371-5643 ou 5031-6879. O objetivo desta foto acima foi mostrar a quantidade de vinhos nacionais oferecidos nesta churrascaria. É incrível porque a “Peña” não tem nada de sofisticada, mas possui uma carta de vinhos com mais de 160 marcas!!! Todas argentinas. Assim que você senta, o garçom já trás uma empanada. A empanada é aquele pastel argentino, que pode ser frito ou no forno. Este é frito mesmo. Delícia, apesar das calorias. São várias as opções de carnes. Bife de chorizo e ’asado de tiras’ são os clássicos. Para acompanhar, alguma salada verde com queijo parmesão, temperada com limão e azeite de oliva. Perfeito. A sobremessa pode ser um sorvete de doce de leite. Ou, se você preferir, saia dali, de táxi, para Palermo. E tome um sorvete na sorveteria Volta. Aqui uma foto (meio escura, reconheço) do lugar, que fica em frente aos parques de Palermo - a “praia” para os que moram em Buenos Aires.

Na Volta, você pode tomar um café ou um café e um sorvete e comprar chocolates para levar pra casa. A Volta é uma das três mais interessantes redes de sorveterias na cidade. As outras são Freddo e Persicco.

Aqui o endereço desta sorveteria Volta, da foto: Avenida del Libertador, 3060. A Volta também está, por exemplo, na esquina das calles Quintana e Ayacucho, na Recoleta. E perto dali está uma Freddo, que como a Volta, de Palermo, é também um café.

Bem, depois deste passeio gastronômico, a dica é ir para o hotel e tirar uma “siesta” (cochilo).

Aproveite!

Brasileiros voltam a passear aqui em Buenos Aires

11 de outubro de 2009 por naranjo

Tudo indica que o medo da gripe suína passou mesmo. Neste feriadão, aqui em Buenos Aires, o idioma mais ouvido - depois do espanhol - é o português. Brasileiros comprando e passeando nos bairros de Palermo Viejo e Recoleta e pela calle Florida - o calçadão de compras, no centro da cidade. E todos com muitas sacolas porque os preços desvalorizados, do peso argentino, valem a pena diante do real turbinado.

Mas para os que já estão na cidade ou estão vindo, vai aqui uma dica: a Recoleta está agradável como sempre para passeios e caminhadas durante o dia. Mas tem tido noites de bares e cafés vazios - restaurantes sim, lotados. Se você quer mais movimento, melhor mesmo é Palermo Viejo. Cada vez mais charmoso.

Neste fim de semana prolongado, os brasileiros também vieram para participar da tradicional maratona de Buenos Aires. Mais de dez mil pessoas correndo, cedinho, numa manhã nublada, enquanto os argentinos gritavam nas esquinas. “Rápido, rápido”. A música de fundo, num carro de som, era a de Carlos Gardel: “Por una cabeza”, escrita em 1935 por ele e por Alfredo le Pera. A música é uma declaração de amor - aos cavalos! E fala da competição num hipódromo.

Curiosidade: Le Pera nasceu em São Paulo, em 1900, e morreu com Gardel, num acidente de avião, em Medellín, na Colômbia. Aliás, a dança preferida da cidade colombiana, que, no passado, foi dominada por traficantes, é o tango. Influência de Gardel, dizem.

Buenos Aires comemorou a olímpica eleição do Rio 2016

3 de outubro de 2009 por naranjo

Meia-noite aqui em Buenos Aires (mesmo horário que em Brasília) e um dos principais assuntos do dia continua sendo a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olímpiadas de 2016. As emissoras de televisão C5N, TN e América repetiram agora à noite as imagens da comemoração em Copacabana, do choro do presidente Lula, em Copenhague, e ainda os spots que só confirmaram que o Rio é “a” cidade maravilhosa. 

Aqui uma foto da tela da TN, com o destaque para o Rio 2016:

 

O tom da cobertura da mídia argentina foi muito parecido. Algo assim como “o Rio merece” e essa é uma “conquista” para a América do Sul, como afirmou um comentarista de esporte da TV América. A rivalidade, hoje, pelo menos do lado deles, parece limitada aos campos de futebol. Aqui, estas emissoras de TV (as mais assistidas, principalmente, pelos correspondentes estrangeiros) transmitiram, ao vivo, aqueles momentos de tensão até o grande anúncio. “Rio de Janeiro”.  

Uma amiga madrilenha, Carmen de Carlos, correspondente aqui do jornal ABC, de Madri, ficou triste, claro, porque sua cidade não foi a eleita. Mas elogiou a vitória do Rio no seu blog. Colo aqui o endereço o link do blog. O título do post sobre as Olímpiadas é: “Viva, Rio”.

http://participacion.abc.es/eltalondeamerica

Durante o dia ocorreram comentários curiosos nas TVs argentinas. Os apresentadores da TN entrevistaram, por telefone, um jornalista do jornal O Globo, que comentava a ansiedade, o nervosismo, em terras brasileiras, antes da decisão entre Rio e Madri. Na hora de terminar a conversa, o apresentador argentino disse:

- Estamos torcendo por vocês que são nossos irmãos e estão aqui ao nosso lado. Mas também torcemos por Madri que é a terra dos nossos pais e avós.

Sim, nesta terra de raízes européias tinha gente com o coração dividido. Mas parece que a divisão passou depois das imagens da festa e da alegria (para os argentinos, um quesito brasileiro) em Copabacana.

Botas e casaco para o mar e a neve aqui na Argentina

2 de setembro de 2009 por naranjo

Os argentinos amam as praias brasileiras e não se cansam de dizer isso. Essa paixão pelo mar do Brasil e a admiração pela famosa “alegria” brasileira muitas vezes os leva a amar e perdoar tudo o que esteja ligado aos brasileiros.

- Amo o Brasil - essa é uma frase cada vez mais comum por aqui.

Eles também têm praias. E bonitas, bonitas mesmo. Este ano estive em “Mar de las Pampas”, a cerca de 400 quilômetro daqui de Buenos Aires. E esse é o primeiro problema, a distância. Quando chegamos lá, contamos com a boa vontade de um casal de amigos argentinos, Silvia Mercado e Ricardo. Eles nos levaram numa 4×4, com rodas especiais, por aquela areia fina e branca. Percorremos vários quilômetros perto do mar e em meio as dunas. Outro carro teria derrapado. “Mar de las Pampas” é um segredo bem guardado para quem quer descanso. Raras construções em frente ao mar, restaurantes pequenos, com boa comida, e silêncio. Era verão, mas por via das dúvidas, levamos casaco e guarda-chuva. Casaco é essencial nas praias argentinas. Principalmente a noite. Pegamos algum bronze, mas pouco se comparado com os efeitos do sol nas praias do Rio. Mas deu pra usar short e camiseta, pelo menos durante o dia. Na semana passada, estivemos em Mar del Plata, também a cerca de 400 quilômetros daqui. Quarenta minutos de avião. E na mala, casacos, botas e cachecol. Quase a mesma mala da viagem seguinte, Bariloche, na Patagônia. Mar del Plata tem seu charme. Aqui umas fotos:

Acima, surfistas a caminho das águas geladas de Mar del Plata - cidade que costuma ser mais fria do que a cidade de Buenos Aires porque está mais ao sul do país.

E aqui abaixo, todos de casaco - às vezes, casaco de neve.

Uma das atrações de Mar del Plata, além das lojas de lã, são estes animais aqui abaixo:

 

O problema é que eles não são muito cheirosos.

E aqui uma foto do mar com uma pequena imagem do Cristo Redentor - sim, eles também tem um, mas ele é menor do que o nosso.

E aqui uma foto de uma loja de produtos típicos de decoração, na Guemes, a rua das compras e dos cafés da cidade:

Mas este post é sobre o frio que aqui podemos sentir na praia ou em Bariloche, dependendo da época do ano.

Na semana passada, em Bariloche, chuva fina, neve e frio. Aqui algumas fotos da cidade que é rodeada por montanhas cobertas de neve, no inverno. No verão, ela é perfeita para pesca e canoagem, com altas temperaturas.

Essa foto acima foi tirada às margens do lago Nahuel Huapi que atravessa a cidade, do hotel Llao, Llao - um dos mais chiques do país  - até o centro da cidade, pelo menos.

Acima uma foto de uma parte da cidade com as montanhas ao fundo.

Em tempo: em Mar del Plata, na hora do almoço e do jantar, muitas opções de restaurantes de carne e de peixes. E para comprar e levar pra casa, alfajores Havanna. Foi lá que nasceu essa iguaria recheada com doce de leite.

Em tempo2: em Bariloche, além de esquiar e comer um “cordero patagônico” autêntico, você pode comprar chocolates caseiros e com alta concentração de cacau.

Em tempo3: nos dois casos e também aqui em Buenos Aires, bons vinhos.  

Enfim, como é bom viajar. Mesmo quando a gente tem que levar botas pra praia!