Rally Dakar na América do Sul
A cidade de Buenos Aires exibe, nestes dias, cartazes com a contagem regressiva para a largada do Rally Dakar 2010, nesta sexta-feira, dia primeiro de janeiro. “Faltam tantas horas para a corrida” diz um painel eletrônico em frente ao shopping Patio Bullrich, no bairro da Recoleta. Será a segunda vez que o rally, que antes era tradição na África, será realizado na América do Sul. A viagem pela Argentina e Chile, cheia de obstáculos naturais, com nove mil quilômetros de aventuras, inclui cidades e desertos, tempo bom e tempo ruim. De acordo com os organizadores, 378 participantes se inscreveram para o desafio. Desse total, são 138 carros, 185 motos e similares e 50 caminhões - daqueles imensos, com rodas que não acabam mais. A corrida promete, apesar de ter menos competidores este ano do que no ano passado. Muita gente já esteve no prédio da Sociedade Rural Argentina, no bairro de Palermo, só para ver de perto os participantes e seus motores. Se a largada for tão animada quanto a do ano passado, com torcedores gritando e fotogrando em quase todas as esquinas, será ótimo.
Champán!!!
As outras pedidas para os brasileiros que estão na cidade são as comemorações de Ano Novo e nos primeiros dias de 2010. Alguns hotéis estão oferecendo o jantar do dia 31 e dos dias seguintes. Os jornais, como o La Nación, estão cheios de anúncios para estas festas. É uma ocasião na qual, mais do que nunca, hotéis e restaurantes fazem ‘maritaje‘ (leia-se, casamento, parceria) com as melhores vinicolas do país. Então, os preços costumam incluir o jantar e a bebida - ‘de alta gama’, como eles dizem. Ou seja, de primeira.
Mas se você quiser pode escolher um restaurante simples, comer alguma coisa rápida e levar um champagne para o Porto Madero. Buenos Aires e os portenhos não têm a cultura brasileira, de vestir branco e levar flores para Iemanjá, mas um champagne é sucesso em qualquer lugar. Aqui, principalmente. E o nacional é bem aceito pelos críticos do setor. Champán, como eles dizem, e como observou Danuza Leão em seu último livro ao falar sobre Buenos Aires.
A temperatura (pelo menos hoje, dia 30) está bem agradável por aqui. Calor sim, mas sem ser sufocante. Perfeito para um vestido ou camisa de mangas.
Buenos Aires tem hoje tantos, mas tantos mesmo, turistas brasileiros que já é comum ouvir os viajantes pedindo orientação a outros da mesma nacionalidade. Nos bairros como Recoleta e Palermo predominam o português, mesmo com a cidade invadida por turistas de outras partes, como outros países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos.
‘Motochorro‘
Fica aqui apenas uma orientação - precaução, nada mais. Buenos Aires é uma cidade segura, amigável, especialmente se comparada com outras da região. Mas não é por isso que você precisa ostentar sua máquina fotográfica, sua carteira cheia de cartões e de dólares e parar nas esquinas, distraidamente. Aqui existe o péssimo fenômeno chamado ’motochorro’. São motociclistas, que andam sempre com outro na garupa, e que num gesto veloz podem furtar sua bolsa (’cartera’) enquanto você espera o sinal de trânsito abrir.
Nada grave e Buenos Aires não perde seu encanto por isso. Mas a mesma regra que vale para outras cidades turísticas, como a de cuidar a bolsa, também deve ser respeitada aqui.
Aproveite Buenos Aires.
A cidade é e está uma delícia!