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Retrospectiva gastronômica 2009

25 de dezembro de 2009

O ano de 2009 foi recheado de novidades gastronômicas das melhores. Vou citar algumas e já faço uma mea culpa de que esquecerei de bastante coisa.

Em 2009 experimentei algo inacreditável pelas mãos da chef Roberta Sudbrack. Um menu incrível, repleto de brasilidade, uma exaltação ao que vem da nossa terra. Depois da beterraba e do quiabo, ela glorificou o chuchu e apresentou os mangaritos ao mundo.

Menu degustação de uma noite memorável no Roberta Sudbrack

Menu degustação de uma noite memorável no Roberta Sudbrack

Uma onda espanhola chegou e se instalou por aqui. O Venga, primeiro autêntico bar de tapas da cidade, se instalou na Rua Dias Ferreira. A São Conrado, no Hotel Intercontinental, chegou o eñe, espanhol com matriz paulistana que aportou por aqui causando furor e acreditando na vocação gastronômica em hotéis cinco estrelas, tendência no mundo inteiro.

O Venga, bem pequenino, vive abarrotado de gente. O eñe tem projeto assinado pelo arquiteto Juan Pablo Rosemberg, com cozinha à mostra, teto que remete a urdimentos teatrais, vista deslumbrante do mar de São Conrado. Puro luxo e riqueza.

Cozinha à mostra no eñe

Cozinha à mostra no eñe

Por falar em luxo e riqueza, nosso chef cinco estrelas Claude Troisgros completou 30 anos de Brasil, abriu a CT Brasserie, no Fashion Mall, casou, abocanhou prêmios gastronômicos, ufa. Um viva para ele!

Dando uma pincelada rápida por outros tantos acontecimentos, 2009 terminou com a série de jantares nas alturas Dinner in the sky no Píer Mauá. Teve a volta do Quadrifoglio; a consolidação das pequenas porções (Meza Bar, Oui Oui), consolidando também a vocação gastronomia do Humaitá; o nascimento do Pólo Gastronômico do Lido, em Copacabana; a chegada das mil e uma especialidades na cidade (Foccacia, Mok Sakebar, sorvete-iogurterias, bruchetteria prestes a abrir no Leblon); entre tantas outras gastronomices.

Que venha 2010!!!

Rabanada em mil e uma versões

16 de dezembro de 2009

Entre todas as guloseimas de fim de ano a rabanada é, sem dúvida, a minha preferida. Posso dizer que passo o ano inteiro esperando para me deliciar nas ceias com o doce feito de pão dormido. Desde que elas começaram a despontar nas vitrines de padarias e delicatessens, venho me controlando para não comer uma por dia. Ou uma a cada refeição. Com tanta oferta desse doce que é o meu preferido em dezembro, me atirei numa saga em busca da rabanada perfeita, pesquisando receitas para prepará-la em casa,  e tentando descobrir qual seria a mais saborosa na versão tradicional e a de roupagem mais inusitada, já que muitas versões do doce costumam aparecer todo ano.

Minha conclusão é que são todas campeãs desde que sigam alguns critérios básicos. Devem ser sequinhas por fora (não podem, de jeito nenhum, ter gosto de óleo); cremosas por dentro (muito ruim rabanada dura) e doces na medida certa (nada de açúcar e canela demais).

Ontem levei algumas do Talho Capixaba para a sobremesa lá em casa. Há tempos venho passando pela delicatessen (onde quase diariamente como uma empadinha) e namorando a rabanada de lá. Foi um sucesso retumbante. Tinha acabado de sair e estava ainda morninha. A unidade lá sai a R$ 3,20, regulando com os preços do Leblon. Encomendas apenas de um mínimo de 20 unidades.

Rabanadas recheadas da Escola do Pão

Rabanadas recheadas da Escola do Pão

A Escola do Pão serve rabanadas recheadas com creme inglês. O preço é meio salgado, R$ 8 a unidade, mas dá para imaginar a delícia do doce feito com o pão de um dos melhores fornos da cidade. Vale a pena, se não encomendar, experimentar ao menos uma nesse fim de ano.

Rabanada com calda de vinho do Porto e frutas secas da Deli 43-Pavelka

Rabanada com calda de vinho do Porto e frutas secas da Deli 43-Pavelka

A Deli 43 serve rabanadas tradicionais ou com calda de vinho do Porto, seguindo a tradição dos patrícios lá na Terrinha. A receita foi desenvolvida pela família Bellizzi, à frente do negócio, uma adaptação da receita portuguesa que leva vinho do Porto e frutas secas. Vale a pena para quem quer uma versão não tão doce, já que a rabanada não leva a camada de açúcar e canela. A versão tradicional lá sai por R$ 3,50, enquanto com calda o doce custa R$ 4,90.

Torta de sorvete de rabanada da Mil Frutas

Torta de sorvete de rabanada da Mil Frutas

A Mil Frutas, sorveteria dos gelados artesanais, sem gordura, conservante ou corante, criou, há alguns anos, uma versão gelada da rabanada. Pode ser sorvete (R$ 8 a bola) ou torta gelada (R$ 120). Perfeito para quem quer servir uma sobremesa geladinha nas ceias.
Rabanada de Waffle

Rabanada de Waffle do Zaffiro Gelatto e Café

Ainda para quem gosta de versões inusitadas, está rolando no Pólo Gastronômico do Leblon, na Rua Conde de Bernadote e entornos, o Festival da Rabanada. Entre as versões que encontrei, tem rabanada vegan, do Vegetariano Social Clube (R$ 5, duas unidades), feita sem leite ou ovos; a rabanada com calda de caramelo e sorvete de creme, do Botequim Informal (R$ 6,50, duas unidades); waffle de rabanada, com Zaffiro Gelatto e Café (R$ 5, duas unidades); e rabanada com queijo coalho, da Academia da Cachaça (R$ 7,30, duas unidades).

É só escolher e se deliciar.