Ainda sobre a polêmica das altas cifras gastronômicas
Meu vizinho de blog Dacio Malta escreveu sobre a nota que saiu hoje no Gente Boa, ainda sobre a polêmica das cifras gastronômicas. O fórum está aberto. Lá ou aqui, é só comentar.
Para colocar um pouco mais de lenha na fogueira e divergir um pouco do Dacio, entendo o que a Roberta Sudbrack quis dizer à Cléo Guimarães, do Gente Boa. No Roberta Sudbrack o cliente entra sabendo o que vai pagar, mas sem saber qual vai ser o menu, já que a chef decide ao longo do dia o que servirá baseada no que chegou de mais fresco na sua cozinha. Paradoxalmente, mesmo que o cardápio seja decidido diariamente, quem vai ao RS vai atrás desse ineditismo calcado numa gastronomia contemporânea feita com base na cozinha das nossas avós e valorizando o que há de mais rico na nossa terra. Quem vai lá sabe que não há como pagar pouco. Em tempo: vida longa ao RS, que completou 5 anos.
Por outro lado, um couvert de R$ 27 ou R$ 18 não se justifica por insumos (nem poderia, pois trata-se de um mini couvert) e é bastante antipático, sim, afirmar que uma cesta de pães, grissinis, manteiga mole e duas pastinhas a cifras tão altas serve para bancar a pompa do restaurante.
Cifras por cifras, prefiro dispensar o couvert e me atirar num menu degustação de oito cursos.