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O fim da paradinha


A FIFA  quer acabar com a tal da “paradinha” na hora do pênalti. Pelo menos é o que Joseph Blatter disse quando esteve aqui no Brasil. Não sei se a nova lei contra a “paradinha” já vai entrar em vigor na próxima Copa, ou se vai valer apenas na que vai se realizar em terras brasileiras. Tudo vai depender da reunião que a International Board realizará no dia 20 de outubro em Zurique.
Para Blatter que considera a “paradinha” uma coisa injusta e jogo sujo, a sua proibição e punição contra quem “parar” na hora do pênalti já entra em vigor a partir de novembro.
Não sei quem inventou a tal da “paradinha” que andou meio fora de moda, e voltou recentemente aos gramados brasileiros. Só sei que Pelé a imortalizou. Pode ser muito engraçada, mas concordo com Blatter, é injusta com o goleiro. O pobre coitado já tem que tomar conta daquele tremendo espaço entre as duas traves- a chamada meta, gol ou baliza -que tem  7 metros e 32 centímetros de largura e ainda tem aquela altura que é de 2,44m - para defender e além disso existe aquela marra que diz que bola na área é do goleiro etc e tal …Aí um dia apareceu um cara que na hora do pênalti  esculacha, dando aquela “paradinha” que além de desnortear, humilha o ser humano que carrega o nº 1 nas costas…tenha dó! Parem com essa “paradinha”!
Outra coisa que deveria ser avaliada pela International Board é a “bola na trave”. Para mim quem acerta a trave é um herói. Raciocinem: com todo aquele espaço que a meta tem (que já foi citado acima) e o jogador, em vez de marcar o gol, acerta a trave - tem algo errado nessa questão geométrica. Para mim o cara que “acerta a trave” merecia um prêmio -o seu ato deveria valer meio gol. Isso mesmo: cada bola trave, deveria valer meio gol. Pelo grau de dificuldade, deveria até valer um gol e meio.
Se tal regulamento não for aprovado, então, os técnicos deveriam mudar o preparo de seus times e treinar “bola na trave” - o objetivo do treino e do jogo deveria ser acertar a “bola na trave”. Acredito que com esse novo e revolucionário tipo de treinamento , com essa nova perspectiva,  com esse novo paradigma, aconteceriam mais gols, pois o atacante, ao visar a trave, terá muito mais chances de acertar os chutes dentro do gol e estufar mais vezes o véu da noiva. Seria uma revolução copernicana no futebol!  Digo isso porque estou cansado de ver jogos em que na maior parte do tempo, os atacantes desperdiçam chutes acertando a trave - o que - convenhamos, é muito mais difícil - pelo menos teoricamente.
Bem chega de papo furado. Bola pro mato que o jogo é de campeonato!

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2 Comentários para “O fim da paradinha”

  1. Dorvino D. Silva Diz:

    Concordo plenamente com o fim da “paradinha” que, além de ser jogo sujo, é característica de jogador ruim de mira, que não tem confiança no próprio chute.
    Ei, nunca fui goleiro! Quando jogava em peladas de rua, sempre me posicionava na frente para marcar gol.

  2. Bruno Liberati Diz:

    Pois é caro Dorvino, temos que parar com essa tal “paradinha”. Hoje dia 7 de fevereiro vi um gol feito numa batida de pênalti com a tal “paradinha”: goleiro prum lado, bola pro outro- uma coisa humilhante.

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