MINUTA
24 de fevereiro de 2010
Essa foto é um presente da querida Maria Alice, grande ‘madrinha’ do samba carioca em terras paulistanas.
Foi tirada na festa de pré-carnaval que fizemos no Bar Pirajá, nosso orgulho pessoal.
Surica, cantando como nunca, relembrou velhos clássicos do repertório portelense. Eu, abusei das minhas músicas, enquanto Carlinhos Sete Cordas esbanjava talento no seu instrumento.
A diretora do bar apresentou um chapéu de palha fabricado pelo mesmo responsável das cabeças da velha guarda.
O azul e branco, podiam ser em homenagem à nossa pastora.
Como sou biriteiro, credito as cores aos azulejos dos nossos butiquins mais vagabundos.
Pela foto, percebe-se a euforia de copos. Ando circulando apenas no vinho, mas acho que nesse baile alcancei a marca de garrafão.
A Surica conferiu a feijoada, acenou positivo pra couve ‘batidinha’ e assim, fomos cantando das duas da tarde até a primeira trovoada dessa chuva paulista.
Foi bom pra acalmar os ânimos. Roucos de alegria, pousamos nossas taças na bela batucada de novos talentos dessa cidade.
A verdade é que São Paulo hoje vem produzindo músicos de percussão de altÃssimo nÃvel.
Nas cordas também, claro!
Não se trata de nenhuma visão futurista, mas está muito perto da Av.Paulista ser acordada por um bloco de rua, a grande transversal dessa metrópole do mundo, abrigar os ‘barracões’ dessa comunidade batizada Carnaval.
A certeza aumenta quando abro minha agenda: toco dia 18 de março do Sesc ipiranga, 26, Sesc Pompéia, 9 de abril, com o Dobrando a Carioca na FECAPE, 10, com o mesmo show em Araraquara e 25, em Ribeirão Preto com a boa turma da casa.
é isso enquanto houver barril, vamos evoluindo: humlide passista reverenciando essa comissão de frente chamada Samba.

