Samba, Luzia
1 de maio de 2009
Neste feriado do Dia do Trabalho, 1 de maio, estarei com os músicos do Samba do Trabalhador tocando na roda do Samba, Luzia.
A história desse espaço nasce do fenômeno Samba do Trabalhador todas as segundas-feiras no Clube Renascença. Peço desculpas pelo exagero, mas imaginar que uma roda de samba marcada pras duas da tarde numa segunda-feira preguiçosa pudesse estimular um público aproximado de mil pessoas a cada semana pra cantar sambas feito um feriado, só pode ser fenômeno.
Ainda vou escrever sobre o Renascença.
Em 2006 conheci o Beco do Rato e, dentro dele, a figura agitada do Marcio Pacheco, o Marcio do Beco.
O Lugar comandado por ele tinha exibição de documentários as quintas, poesia as quartas, choro, samba, feijoada, tudo acontecendo todos os dias e ele pensando mais.
Do meu lado, uma reclamação constante:
- Moa, samba segunda à tarde? Eu trabalho!
Repetir a fórmula em outro espaço pediria algo especial. Eu sempre pensava no Samba do Trabalhador como uma resposta do Rio, nossa cidade, pra tanta notÃcia ruim, pra tanta bala perdida.
E a fonte brota desse sentimento: o Rio de Janeiro.
Num sábado de dezembro, céu azul de verão, fomos, eu e Marcio, conhecer o terraço do Clube Santa luzia. Quem nos recebeu foi o Pão de Açúcar, como diria Murilo Mendes, poeta mineiro, o cão de fila da Baia da Guanabara.
Ná véspera do Natal do mesmo ano, 2006, começamos o samba. É so fazer as contas de quantas sextas-feiras subimos aquela lage pra cantar os nossos partidos.
A sorte nos acompanhou e visitantes ilustres abençoaram a mesa que tem São Jorge como Guerreiro: Alcione, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Serginho Meriti, Toninho Gerais, Zé Luiz do Império Serrano, toda a famÃlia do samba.
Hoje, 1 de maio, a primeira sexta do mes, tocamos lá. Revezando outras datas, grandes amigos: Surica, Wanderley Monteiro e Paulão 7 Cordas.
A foto é um presente do Beto Gonzáles, de los Angeles.
Segue um link como dica:
