Genética
Talvez um texto pretensioso.
Entro na cidade de São José do Vale do Rio Preto ainda no impacto das enchentes do inÃcio do ano.
O rio margeando a pequena estrada permanece caudaloso, no pé das paredes caÃdas.
VestÃgios da natureza.
Reparo numa loja de comércio e seu nome fantasia: - Ãguas de Março Ltda.
- Cara de pau! Penso, seguindo no carro que levará ao show do dia.
Paramos na Calçada da Cultura, a rua que recebe os eventos destacados pela prefeitura.
Pendurado sobre cavaletes uma imagem do maestro Tom Jobim. Mais a frente, Pixinguinha e Albino Pinheiro.
Estou impressionado com interesse real sobre a música brasileira.
Mais tarde compreendi a raiz de tudo isso, a genética desse filho serrano.
Nesta mesma região existe o sÃtio que pertence a famÃlia Jobim.
Foi olhando o rio nervoso que o nosso gênio compôs Ãguas de Março e Dindi.
Confesso, chorei.
***
Ha poucos dias reencontrei a dona do Bar da Portuguesa, bar que eu conhecia pelo nome de Copão de Ouro, em Olaria.
Dona DonzÃlia, assim ela se chama.
Lembro de quando visitei o “butiquim”, perto da estrada do Itararé, quem conhece, sabe.
Estou impressionado com a arquitetura e a beleza do salão.
Dona DonzÃlia me traz uma bebida e um assunto abre o apetite:
- Que beleza! belo bar!
- Ah, MOa. Quem gostava muito daqui era o Pixinguinha. Vinha aqui todos os dias..
- Pixinguinha? Engasgo.
- Ele morava nessa aqui do lado…
Estico o pescoço e avisto a placa do logradouro: - Rua Pixinguinha.
Foi quando compreendi a raiz de tudo isso, a genética desse pé limpo imortal.
***
Na foto estou com o meu filho Arthur.
Convivo pouco com ele, coisas da vida. Estamos distantes quase tres mil quilômetros.
Lembro de uma visita, nós dois no hotel em que eu me hospedara.
Um banho rápido pra mais conversa, a porta entreaberta e escuto ele pegar meu violão.
Fecho o chuveiro e ouço ele fazer acordes parecidos com os meus.
Um susto maravilhoso “adrenilou” a minha cabeça.
Foi quando compreendi a raiz de tudo isso, a genética de todos nós.
Em tempo: Vaidoso, profundamente comovido, virei cavalete na Calçada da Cultura.
Muito Obrigado, rapaziada.
Tags: Pixinguinha
13 de dezembro de 2011 às 10:59
É a sua cara, Moa !
13 de dezembro de 2011 às 11:01
Amigo Moacyr,
Com o coração convalescente, saindo da UTI da vida, escrevo feliz.
Entendo com clareza seu sentimento. Meu caçula Daniel colocou
no toque do celular, AS ROSAS NAO FALAM. Felipe, o mais velho,
cursa História para entender as raÃzes do samba. Tudo voluntário,
tudo genética. Paixão que transferi sem perceber.Afinal, como eu,
são filhos adotivos de PIXINGUINHA, HEITOR,MARTINHO,LCV…
PS 1 -Valeu pelo cavalete, mas você tá virando pilastra.
Ps 2 - Obrigado pelo carinho, ontem,no Rena
13 de dezembro de 2011 às 11:34
Fala painho… belas histórias, boas lembranças.
A vida nos reservou poucos momentos, é verdade. Mas parece ser como um namoro, que de pouco a pouco a gente conhece muito.
Saudades
bjo enorme
13 de dezembro de 2011 às 18:44
Salve Moa!
A verdade mesmo é que não fica escondida. Nosso projeto e nossas vidas agradecem o carinho e os braços abertos. Somos muito melhores desde e por graça e samba de sexta-feira. Deus esteja!!!
13 de dezembro de 2011 às 20:55
Grande Moacyr,
muito obrigado por nos conceder horas como essas de toda segunda. Parabéns pelo cavalete e tenho certeza que seu filho tem muito orgulho do pai. (vc é um cara muito gente boa)
14 de dezembro de 2011 às 20:17
Moa, finalmente vi o Arthur. Parece contigo mesmo… Parabéns. Abraço meu e do Lorenzo.
18 de dezembro de 2011 às 16:32
Moacyr,
Fui frequentador do bar do João. Tocava pandeiro, acompanhava, o Heleno, Paciência, ,“Gerenbekerâ€, Ge, Paulo Emilio, Glauber…
Montamos um regional , eu Heleno, Andre violão 6 cordar, Ge, Luizinho violão de 7, o irmão da falecida Pisuca não to lembrando o nome dele agora, e o Mário voz e tocávamos as sextas na Casa da Sogra e aos sábados no Janela verde
Curti muito com a rapaziada e hoje com 50 anos e morando em Araruama me bateu uma tremenda saudade daquele tempo (Já bebi umas 6 brahmas, rs). Fazendo pesquisas na net para tentar buscar informações acabei parando aqui.
Você sabe disser por onde anda o Heleno e os outros freqüentadores ainda encarnados? rs
Se não me falha a memória você teve um bar na Hadock Lobo, próximo a Rua do Bispo? Fui lá algumas vezes, Sou primo do Luizinho.
Depois que a Cássia, vendeu o bar o pessoal dispersou.
Já faz muito tempo estive lá e encontrei a Elza (chef de cozinha) ainda trabalhando lá.
Lá o pessoal me chamava de Anica
Grande Abraço,
Chico
23 de dezembro de 2011 às 14:03
Eita, Moa… chorei!
23 de dezembro de 2011 às 23:44
Estou aqui.. Não posso tecer nenhum comentário, pois já bebi muito..
7 de janeiro de 2012 às 11:05
Moa, muito bacana sua entrevista na CBN ontem. Desliguei o rádio passei no Armazém do Senado, me encontrei com o Ataide e rumamos pro Jóia. Grande abraço.
18 de janeiro de 2012 às 11:42
chico rodrigues
recebo tantos spans no blog que só agora descavei teu comentário!!!!!
digita as fotos pra gente ver e sucesso no livro!!!!
abs