Fortaleza
Nesta sexta-feira estarei abrindo o projeto Samba á Meia-Noite, eme Fortaleza.
A trabalho, conheci a cidade com o meu parceiro Luiz Carlos da Vila, dentro da série Seis e Meia, vitorioso capÃtulo de incentivo à música brasileira.
Ficamos hospedados no Othon local, na época, um classico endereço da praia de Boa Viagem.
FÃgado em dia, sentei com o meu poeta da Vila da Penha numa birosca encostada nos boxes de Mucuripe, a praia que inspirou Fagner e Belchior.
Compramos lagostas a preço de sardinha, o dono do “balcão” ferveu a preciosidade num latão com água e sal. Felizes da vida, feito ary barroso num samba melodioso, mamamos um litro e meia de cachaça.
Divulgando o show, fomos levados pelo secretário de cultura até uma distante sede de televisão.
Periferia, terra batida, achamos uma tendinha decorada por mantas de carne de sol.
Quase perdemos o show.
Essa lembrança tem data, 1996.
Voltei em 2000 com o grupo Dobrando a Carioca, repertório afinado e mais comedido nos drinks caseiros.
O produtor do nosso show insiste em nos convidar pra um bar onde os músicos, garante, são admiradores do trabalho autoral de cada um.
Eu que já morei na Vila Aliança, sub-bairro de Bangu, não acostumado a certos elogios, fui conferir.
Dragão do Mar, um parte restaurada da zona portuária, compreende um centro de arte com teatros, lojas de artesanato e bares, muitos bares.
Lá estavam os músicos numa formação de roda de samba, apresentando ritmos diferentes, autores brasileiros, fieira da nossa arte.
A apresentação no auge do roteiro, o intérprete agradece a presença da nossa turma e toca “Mico Preto”, “Mandingueiro” e “Chupa Cabra e Ketchup”, sambas que nem eu toco mais.
Amanheci na intenção da tal birsoca de Mucuripe.
Supresa boa, o dono sentado como o deixei ha quatro anos, sorri pra mim e aponta pra pratileira: - ele tinha o CD “Esquina Carioca”, disco ao vivo aonde participo com o querido Luiz Carlos da Vila.
Valeu, Zumbi.
Fiquei assÃduo da cidade.
Outros shows aconteceram, novos amigos.
Os boxes e a birosca mudaram de formato.
O dono, Seu Zé Maria, morrreu.
A brisa continua maravilhosa e, se a lagosta tá no defeso, não faltam mexilhões pra brindar esta visita.
Tags: Fortaleza, Luiz Carlos da Vila
26 de abril de 2011 às 22:02
fala Moa,
Fortaleza realmente é uma bela cidade, estive lá semana passada. Aqui no Ma tambem temos excelentes petiscos, neste momento estou a trabalho em uma cidade do litoral maranhense chamada Tutóia, comendo um camarão ao alho e óleo, bebendo uma cachacinha da terra e olhando pro mar..mas..contraditoriamente plugado ao mundo e no seu blog atraves da net…
boa viagem a capital do sol…e um feliz show!!
abraçao
Jalmir
29 de abril de 2011 às 19:35
Grande poeta, bem-vindo mais uma vez a Fortaleza. Estaremos todos no Amiccis hoje à noite pro samba da meia noite.
Apenas uma correção: a praia da Boa Viagem a qual vc se refere, fica no Recife. Você esteve mesmo foi na praia do Mucuripe, na Beira-Mar de Fortaleza.
Forte abraço,
ruy
29 de abril de 2011 às 21:24
cacetada, ruy
que vacilo!!!!
claro que Boa Viagem fica No Recife, meu filho mora lá…..rs
Ali é Mucuripe ou Iracema, certo?
até
moa