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Grenoble

Hoje é quinto dia em Grenoble, 22 de maio, data da principal apresentação dessa “turnê”.
O post continua misturando samba e turismo no mesmo texto. Dei até uma olhada na maneira com que Bruno Agostini e Constance Escobar lidam com o assunto.
Em tempo, Constance é filha do querigo Guinga. Conheci menina de engatinhar, hoje viaja o mundo atrás dos melhores prazeres da mesa.
A foto registra uma referência que corta ruas da cidade.
Simboliza uma antiga muralha que protegia a então Cularo, primeiro nome de Genoble, das invasões romanas.
Tem uma data superficial. Século III.
Vestido de 4 Rodas, continuo o passeio.
Tocamos em Lyon dentro de um enorme barco às margens do Rio Rhone. Existem vários nesse formato barco-bar. O nosso se chama “Marquise”.
Um show naturalmente para brasileiros, mas  me emocionei vendo alguns deles soprando meus sambas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pouco pude perceber de Lyon. Volto pra cidade das “chapinhas” no asfalto.
E não podia ser diferente. Elegi dois bares pro meu futuro Manual de Sobrevivência.
Em frente ao Mercado de Sainte Claire funciona um café de mesmo nome.
Tudo é tratado como café, mas a bebida oficial no balcão é mesmo o vinho.
Cada rótulo merece uma explicação e assim, Guillaume, o dono, puxa assunto.
Eu, surdo-mudo em frances, elogio cada taça servida, bebendo aos poucos enquanto noto o colorido da feira em frente.
Falo do privilégio de ter verduras e legumes tão perto da cozinha e Guilloume chama ao salão o chefe da panelas. Só trabalham os dois.
Christophe é o nome do craque.
Parentesis.
Os dois bebem desde o primeiro minuto da casa aberta. Revezam brancos e rosés ‘pro’ porre custar a chegar.
Voltando aos temperos.
Exagero num sonho: - comer aspargos frescos da França e escargots, outra tradição dessas bandas.
O chefe aponta pros tabuleiros além da porta e promete que vai escolher os melhores de cada ramo e assim preparados com diferentes molhos.
Confesso, renovei meu paladar.
Cinco dias em Grenoble, cinco tardes no Café Les Sainte-Claire.
Também fui surpreendido com rins e tomates rechados com pão e alho assados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segue a segunda dica.
O vício de conhecer mercados e feira me levou, numa caminhada de uma hora, até Berriat onde acontece uma feira diária de produtos artesanais como queijos e embutidos. Se chama Marché de l’Estacade.
Comprei uma pequena peça que o fazendeiro jurou estar curada há dois anos, um sabor único, explicou num frances que nem arrisquei entender.
Fim das compras, notei um bar com as portas de vidro fechadas, mas um nítido movimento de ‘locais’ eufóricos no balcão.
Entrei e descobri o Le Comptoir d’Hippolyte, um dos melhores bares nesse quesito vinhos que já sonhei entrar na vida.
Além do cozinheiro, apenas dois malucos dão conta do lugar.
O estabelecimento abre muito cedo por conta dos produtores-feirantes.
Como o sino anuncia meio-dia, a dupla já deve estar na vigésima taça, cada.
O grande detalhe do lugar - sobre o balcão, tigelas com térrines,champignons, grãos de bico e pastas com alho e pesto.
Tudo à vontade e de graça.
Todos cantaram Aquarela do Brasil quando me anunciei como brasileiro.
Prometi voltar à noite antes de um compromisso oficial quando um avisou: - haverá surpresas!!
Pois é.
Na minha volta fui recebido com enormes ostras gratinadas.
Detalhe: - à vontade para todos os amigos em volta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repetiram o número da “Aquarela do Brasil” e eu me despedi feliz indo encontrar com a talentosa rapaziada do grupo Casuarina afim de combinar os detalhes para a apresentação de hoje à noite.

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8 Comentários para “Grenoble”

  1. Constance Escobar Diz:

    Que delícia de viagem, Moacyr. Quem diria que ainda conversaríamos sobre prazers das mesas mundo afora… Eu que ia quase de fraldas aos saraus na sua casa na Muda… Como diria Villa-Lobos: Êta vida!

  2. IRENE Diz:

    Moa,
    Com todos estes petiscos e vinhos,tudo o que vc.mais gosta,seus olhos devem estar faiscando,como o brilho de suas musicas,a Musica Brasileira,
    muito bem representada por voce,um Brasileiro bem caioca da gema, mas
    encantado com a França.
    Estava escrito,a França estava te esperando,!!!!
    SUCCES, SUCCES !!!!! tbm ao maravilhoso Grupo Cazuarina.!!!!
    BOA SORTE.!!!!!!!!
    Estou te acompanhando pelo Blog.,maravilhosas fotos e mensagens,
    Graças a Deus.!!!!
    Bona apetit.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Dacio Diz:

    Moa,
    A vida assim se torna insuportável.
    Abraço

  4. Alexandre Meneses Diz:

    só não arruma de comprar um banquinho de madeira nessa feira que aí pode demorar prá voltar, né ????? abçss

  5. Edgard Diz:

    Moa, segura a onda que eu tô indo praí…

  6. andrea dutra Diz:

    ai, moa, juro que to babaaaaaaando! gros bisous

  7. Marcos Antonio S. da Silva Diz:

    Valeu Moacyr Luz,

    Quando nossa música é representada com alta qualidade em um País estrangeiro, nos deixa muito orgulhosos.

    Sem querer ostentar, sou um cara um pouco exigente quando ponho algo pra ouvir no meu som. Tenho inclinações para o jazz, música erudita, sou fã daquale movimento erudito nordestino encabeçado por Elomar. Ultimamente tenho apreciado muito a sua obra e com certeza já faz parte do meu do meu acervo de boa música.

    Parabéns!!!

  8. Moacyr Luz Diz:

    como diria meu parceiro aldir,
    aos amigos novos e antigos, obrigado…
    caro marco antonio, tb gosto muito dessas referencias musicais…
    imagine vc: morei cinco anos com o helio delmiro…o que guardo desse convívio, reflete até hoje..
    abs a todos!!!

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