NotÃcias
A agenda apertada nublou minhas idéias pra atualizar o blog, até fora do Brasil estive semana passada. E foi uma semana especial.
Pude reencontrar o maestro Wagner Tiso no camarim do Batucadas Brasileiras, show de vanguarda no Teatro Rival.
Conheci o grande arranjador do Som Imaginário quando, bem novo, eu acompanhava, quase sombra, os passos da minha grande influência musical, Helio Delmiro, aproximando sua guitarra do dissonante som mineiro. Os shows aconteciam no Teatro Ipanema, sessões originais à meia-noite, quando, no mesmo programa, também se apresentava a intensa Ãngela Ro-Ro.
Apenas como curiosidade, em alguns espetáculos a direção caÃa nas mãos da Monique Gardenberg, grande cineasta dessa atual safra de talentosos brasileiros.
Acabei dando uma volta, mas funciona como uma galeria de acontecimentos que vão construindo a nossa história.
Tudo tem um sentido.
Nesta mesma semana de ausência cantei dois sambas na homenagem que a prefeitura de Nova Iguaçu fez ao meu querido Luiz Carlos da Vila, na véspera do dia de Zumbi, agora.
Modestamente, um time de primeira. Subiam ao palco craques como Dudu Nobre, Martinália, Marcelo D2, Fundo de Quintal e Mauro Diniz.
Pra manter o sentido, o amigo Tulio Feliciano cuidava do roteiro, enquanto o maestro Ivan Paulo regia cadência do samba.
Conheci o Tulio em 1984 dirigindo minha madrinha Beth Carvalho.
Eu, aspirante, rondava os Estúdios Transamérica, na 24 de maio, tentando mostrar meus sambas.
O tempo passou. Túlio me pôs no palco do Asa Branca cantando com a Beth, uma música conhecida que fiz com Aldir, Coração do Agreste.
Em cena, cada compositor passava o chapéu pra outro parceiro. O chapéu que está na capa do Saudades da Guanabara, disco de 1989 da madrinha.
Chapéu que eu a presenteei pra foto principal.
Muito emocionante.
Num dessas seleções de repertório quase fiquei entre as faixas de um importante o disco de samba.
A música era Anjo da Velha Guarda. O arranjo, de Ivan Paulo. Até hoje brincamos que a partitura está guardada.
Hoje, no Renascença, vamos aproveitar a nossa roda numa semana de comemoração ao Samba pra homenagear um time de artistas que levam a bandeira desse enredo feito a cruz sagrada do Pagador de Promessas.
É uma constelção de sambistas que gravaram discos esse ano sem que  a mÃdia não desse a atenção merecida. Enfim, coisas do destino.
São amigos como Dunga, Efson, Jõao Martins, Dorina, Moyseis Marques e Toninho Gerais.
Também to nessa.
E os discos de todos na mesma fieira.
Como última desculpa-justificativa pra tanta ausência, ainda to fazendo um programa pra Rádio Mitsubishi, em São Paulo.
São tres edições por semana, aonde falo em pouquÃssimo tempo, minhas considerações cariocas sobre os botequins mais vagabundos.
No próximo post, falo das inspirações e seus sambas. Prometo.
A imagem desse texto é a minha reverência ao trio Nolasco, Carlos Negreiros e Robertinho Silva.
Ali o samba não tem cor.
30 de novembro de 2009 às 9:11
tMoa, que bom de sua agenda apertada e de sua tarefa de divulgar o samba por outras paragens, isso é muito importante e fico feliz. a Homenagem a Luiz Carlos da Vila nos enche de orgulho, ele como voce tocam a alma da gente de forma serenal e hoje tem samba na 2ª mas…
pô, fiquei quase duas semanas náufrago nesse mar de ansiedade, por um novo post, e senti muita gente a deriva rsrsrs,
suas cronicas são nosso porto seguro.
grande Luz
abraço grande
30 de novembro de 2009 às 23:37
Caro Moa, o Dudu Neves disse tudo! Sou mais um que ficou navegando sem rumo, esperando avistar um post/porto. Um abraço.
6 de dezembro de 2009 às 18:05
Boa tarde, Moacyr
Sou frequentadora do Santa Luzia - não pude ir dia 4 -, mas, sinto falta de poder acompanhar sua agenda.
Como faço pra saber onde posso ouvir seu violão, fora do Santa Luzia?
Abraços de uma sua fã.
(Não precisa publicar, ok? escrevi aqui por falta de outro canal)