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Arquivo para novembro, 2009

Notícias

30 de novembro de 2009

A agenda apertada nublou minhas idéias pra atualizar o blog, até fora do Brasil estive semana passada. E foi uma semana especial.
Pude reencontrar o maestro Wagner Tiso no camarim do Batucadas Brasileiras, show de vanguarda no Teatro Rival.
Conheci o grande arranjador do Som Imaginário quando, bem novo, eu acompanhava, quase sombra, os passos da minha grande influência musical, Helio Delmiro, aproximando sua guitarra do dissonante som mineiro. Os shows aconteciam no Teatro Ipanema, sessões originais à meia-noite, quando, no mesmo programa, também se apresentava a intensa Ãngela Ro-Ro.
Apenas como curiosidade, em alguns espetáculos a direção caía nas mãos da Monique Gardenberg, grande cineasta dessa atual safra de talentosos brasileiros.
Acabei dando uma volta, mas funciona como uma galeria de acontecimentos que vão construindo  a nossa história.
Tudo tem um sentido.
Nesta mesma semana de ausência cantei dois sambas na homenagem que a prefeitura de Nova Iguaçu fez ao meu querido Luiz Carlos da Vila, na véspera do dia de Zumbi, agora.
Modestamente, um time de primeira. Subiam ao palco craques como Dudu Nobre, Martinália, Marcelo D2, Fundo de Quintal e Mauro Diniz.
Pra manter o sentido, o amigo Tulio Feliciano  cuidava do roteiro, enquanto o maestro Ivan Paulo regia cadência do samba.
Conheci o Tulio em 1984 dirigindo minha madrinha Beth Carvalho.
Eu, aspirante, rondava os Estúdios Transamérica, na 24 de maio, tentando mostrar meus sambas.
O tempo passou. Túlio me pôs no palco do Asa Branca cantando com a Beth, uma música conhecida que fiz com Aldir, Coração do Agreste.
Em cena, cada compositor passava o chapéu pra outro parceiro. O chapéu que está na capa do Saudades da Guanabara, disco de 1989 da madrinha.
Chapéu que eu a presenteei pra foto principal.
Muito emocionante.
Num dessas seleções de repertório quase fiquei entre as faixas de um importante o disco de samba.
A música era Anjo da Velha Guarda. O arranjo, de Ivan Paulo. Até hoje brincamos que a partitura está guardada.
Hoje, no Renascença, vamos aproveitar a nossa roda numa semana de comemoração ao Samba pra homenagear um time de artistas que levam a bandeira desse enredo feito a cruz sagrada do Pagador de Promessas.
É uma constelção de sambistas que gravaram discos esse ano sem que  a mídia não desse a atenção merecida. Enfim, coisas do destino.
São amigos como Dunga, Efson, Jõao Martins, Dorina, Moyseis Marques e Toninho Gerais.
Também to nessa.
E os discos de todos na mesma fieira.
Como última desculpa-justificativa pra tanta ausência, ainda to fazendo um programa pra Rádio Mitsubishi, em São Paulo.
São tres edições por semana, aonde falo em pouquíssimo tempo, minhas considerações cariocas sobre os botequins mais vagabundos.
No próximo post, falo das inspirações e seus sambas. Prometo.

A imagem desse texto é a minha reverência ao trio Nolasco, Carlos Negreiros e Robertinho Silva.

Ali o samba não tem cor.

Que Batuque é Esse?

18 de novembro de 2009

Os shows contínuos estão alterando o fuso dessa coluna, mas uma hora os ponteiros se afinam na anisosa inspiração.
Eu precisava ter essa foto ao lado do Sereno, parceiro de melodias diferentes, um Dorival no samba, me chamando feito Dona Ivone pra escrever um samba. Os versos saem, mas é preciso pisar nesse chão devagarinho.
O primeiro encontro físico com o amigo aconteceu no Bar do Costa, um butiquim clássico de Vila Isabel aonde, vez por outra, o craque Nei Lopes promovia umas rodas de samba na calçada. Samba de fechar o quarterão.
Num rápido parêntesis, numa dessas, presenciei um cavaquinho com pegada de gente grande. Era Dudu Nobre.
Sereno quando ri faz todo o arredor se acalmar. Sério, tem o respeito dos fundadores, a reverência do Fundo de Quintal, do Cacique de Ramos.
Nossas primeiras músicas nasceram daquela manhã-tarde-noite entre a feira e o cais da Praça Mauá.
Depois, encontros de vida, Renascença, Rival, Del Castilho, construiram novas inspirações.
Lembro do leitão que Zeca Pagodinho lhe ofereceu pra uma festa vespertina.
Trazido quase vivo pelo Seu Jessé, o bicho precisou ser cortado ao meio pra caber num freezer horizontal que mantém gelada as cervejas no  quintal do parceiro.
Dias atrás, já escrevi, participei da festa de aniversário do Bar Samba. O lugar anda abençoado pelos tambores dessa referência maior na música brasileira.
A dimensão de uma carreira eu testemunhei quando o Fundo de Quintal desfilou seu repertório de sucessos. A platéia cantando feito oração.
Sereno, com seu tan tan único, sopra os versos de ‘Facho de Esperança’, emenda com ‘A Batucada dos Nossos Tantans’ e eu compreendo o tamanho dessa estrada, o que se tem pra percorrer.
Minha querida Dorina, a quem preciso dedicar uma crônica, gravou um samba nosso, Moa & Sereno, chamado ‘Que Batuque é esse?’. A letra foi pensada pra homenagear o talento de um compositor que vem tijolo a tijolo ajudando seus parcerios a descortinar uma carreira própria.
Como hoje, quarta-feira, retorno ao Rival, sempre pisando devagarinho, ao lado de Wagner Tiso, Roberto Mendes e Raul de Souza, na festa que Robertinho Silva e Carlos Negreiros fazem com o Batucadas Brasileiras, trancrevo a letra do ‘… Batuque’, com o sentimento de quem sabe tirar o chapéu aos maiúsculos dessa história.
Muita calma que amanhã também samba pra Luiz Carlos da Vila.

Eu falei pra você que o batuque é esse
No fundo do meu quintal
Eu falei pra você que o batuque é esse
No fundo do meu quintal
Andei a pé na Bahia
Mareei no Maranhão
Benzi filho de Maria
Fiz fogueira em São joão
Depois num samba de Roda
Alguem fez recordação
Se o batuque tá na moda
Começou na minha mão
Eu falei pra você…
Ouvi de Jesus Menino
Que folia era de Reis
São Jorge desceu Quintino
E pediu a sua vez
Quando a vida de acomoda eu me lembro do dragão
Se o Batuque está na moda
Começou na minha mão
Eu falei pra você…
Por volta do meio-dia
Troquei pele do pandeiro
Conselho da minha tia
Cuida bem do teu terreiro
Ve se tem roupa na corda
Deixa o céu tocar no chão
Se o batuque está na moda
Começou na minha mão.

Convívios

14 de novembro de 2009

O post está atrasado, tenho minhas desculpas.
Neste fim de semana participo da festa de aniversário do Bar Samba, importante marco desse enredo na capital paulista.
O grande presente dessa comemoração é apresentação do grupo Fundo de Quintal, fechando, no domingo, a chave desse encontro.
Aos poucos o convívio com esse time vai me ‘orgulhando’, me ‘fundeando’ nessa vidda de samba.
Vou aproveitar a data e tirar uma foto com o meu parceiro Sereno, um ás na melodia, tantos sucessos na carreira que ainda aceita dividr comigo novas canções.
Já fizemos algumas. Eu gravei tres no disco ‘Batucando’. gravei também do íntimo CD ‘Sem Compromisso’ com Marçalzinho, e no último disco da nossa Dorina, uma foi incluída.
No registro que abre o texto, estou ouvindo a deliciosa história sobre a origem da famosa caixinha tocada pelo craque Ubirany em definitivas gravações de sambas conhecidos.
Ele nos conta que tudo começou na emblemática casa da Rua Jaceguai, época de novos compositores universitários, entre eles Aldir Blanc e Ivan Lins. Que volta louca e apaixonante.
Mais recente, eu e a barraca da feira, Ubirany leva o Sereno pra experimentar nossas sardinhas e jilós.
O autor de ‘Sorri Pra Mim’ tem nas mãos uma fita cassete. Estende em minha direção e:
- O Môa, segura aí. Tem uns sambas sem letra, vê se tu gosta.
Essa conversa começou as dez da manhã.
Quando o relógio apontou sete da noite já estávamos dobrando a Rua Sacadura Cabral pra beber a saideira no Bar Gracioso, Praça Mauá.
Pedimos o que tinha no balcão, de risoles a queijo minas, e um gaiato cantou no meu ouvido:
- Liguei pra Beth, tá? Beth Carvalho. Ela tá vindo!
Meia-noite, chamando urubu de meu louro, fui dormir com a fita do Sereno no bolso.
Dali consegui fazer ‘Beleza em Diamante’ e ‘Vida da Minha Vida’.
As ruas se estreitaram e quando a agenda coincide vou visitar meu parceiro em Del Castilho, ou nosso passista número um do grupo, Ubirany nos arredores do Rocha, subúrbios cariocas.
Quando eu revelar o próximo cromo conto pra vocês o dia que chegou um leitão na casa do Sereno, presente do Zeca Pagodinho. Junior, o Capacete, está de prova.

***
Quanto ao atraso na postagem.
Quinta que passou, foi comemorado os 70 anos de um dos maiores garçon dessa cidade, nosso querido Vieira, do Lamas.
A festa aconteceu no salão do próprio restaurante, a gente cantando enquanto o aniversariante rodava as mesas servindo filé a francesa e o milanesa da casa, dois destaques na programação.
Como ando destreinado, a mesa que incluía dois profissionais em assuntos etílicos, quase me derrubou. Jaguar e Dacio Malta.
Em outra foto, a doce presença do Nani que, genial, preparou um poster duplo com várias citações desse mestre de terno branco e gravata borboleta.
Modestamente, participo deste ‘documento’ com o samba ‘Encontros Cariocas’ feito com o parceiro Aldir Blanc aonde pedimos a conta ao Vieira pra levar pra dançar na Estudantina, a nossa menina bailarina.

Pra não perder o costume, ‘imprimo’ a letra de ‘Beleza em Diamante’, um pouco do nosso Rio de Janeiro. Muito do Sereno.

Meu Rio de Janeiro
Se fosse preciso dobrar a teus pés
Cantar tão bonito e dizer que tu és
A estrela mais brilhante
Mesmo num céu de outras cores
Traçantes balas e dores
És a beleza em diamante
Assim, passar as mãos nas tuas costas
Carinho de mar nas encostas
Amor de mandingueiro
O sol desponta além do infinito
Trazendo alento aos mais aflitos
Meu Rio de Janeiro.
É tudo paixão, delírio
Palácios e barracão
Nas noites de muito frio
Pedir mais proteção.
O meu samba é pra quem quiser
Usar da mesma inspiração
Cidade mulher, um bem-me-quer
No coração
                 (meu samba é)
Um cantar de fé pra quem quiser
Usar da mesma inspiração
Cidade mulher, um bem-me-quer
No coração.

Samba Bom de Bola

11 de novembro de 2009

O blog hoje fala de futebol, mas promete não polemizar.
Sou Flamengo, já devo ter dito em algum post.
Afastado dos estádios, torço quieto na TV, no rádio do taxista indo pra algum samba ou, da janela, ouvindo os fogos que instigam a curiosidade: - foram à favor?
O samba tem muito de futebol, e vice-versa.
Essa idéia chegou em forma de convite pra compor a melhor tabelinha brasileira, esses dois enredos.
O resultado está gravado no DVD do Samba Social Clube IV, nas vozes de uma dupla nascida pra cumprir o prometido, Junior e Teresa Cristina.
Eles interpretam ‘Samba Bom de Bola’ parceria que fiz com o mestre Paulo Cesar Pinheiro. A letra já foi registrada num dos textos anteriores desse diário. Só estou aproveitando o momento pra agradecer esse craque de pessoa e de talento, Junior.
Elegante no trato com as palavras, o maestro também compõe, toca pandeiro e versa com qualidade nas rodas que promove algumas quintas-feiras no Bar Bom Sujeito, nome apropriado para o amigo.
Um dia fui pego de supresa com a sua visita num show organiazdo pelo Centro Cultural Banco do Brasil. Demos uma esticada na Rua do Ouvidor, ainda no tempo de deserta, e assim fomos batendo bola para entrosar a amizade.
Lembrando os momentos de ‘Voa, Canarinho’, nosso Junior  marcou ponto no Samba do Trabalhador, fez frente no início do Santa Luzia e às vezes um telefonema amigo, quando a tarde caía feito um viaduto, acertava o cruzamento pra novas empreitadas cariocas.
O dono da praia, organizava um roda de samba no Bar Cevada na praça do Lido, em Copacabana.
A cada encontro, uma panela se destacava na mesa de copos e cavaquinhos: - as sopas do Tio Vavá, prato que batizou esse encontro de solidariedade.
Meu querido Walter Alfaiate, sempre que pode, marca ponto na área,solfejando a ‘Sacode Carola’, suingue bom. Numa dessas, notei a presença do ex-rival Roberto Dinamite.
Peguei o meu ídolo pelo braço:
- O Dinamite, aqui?
- Môa, somos cumpadres…Um dos meus melhores amigos!
Que lição.
Na véspera da copa de 2006, Junior seguiria pra Alemanha coopeerar com o irmão Zico na estratégias da seleção japonesa.
Fizemos um churrasco desejando boa sorte e lá estavam os fraternos Maestro e Dinamite.
Levei meu violão. Tocamos até a última brasa acesa.
Nessa altura da vida, ganhar de presente um samba meu cantando pelo   homem que me fez chorar de alegria vestindo as cores do meu time é pedir muito ao destino que me sopra nessa caminhada.
Fico devendo um texto para Teresa Cristina, minha amiga e cantora de referência na seleta galeria do samba. Ha dez anos, no mesmo tema, Teresa, quando me visitava, repetia os trajes  feito superstição: - a camisa do Vasco.
Eram encontros felizes, samba e futebol.

Os Botecos e a Estácio

8 de novembro de 2009

Nesta terça feira, dia 10, participo dessa festa carioca chamada Os Botecos e a Estacio, mistura de samba e tira-gosto que vem acontecendo na quadra reformada da Escola de Samba Estácio de Sá.
Intuitivamente sempre gostei do bairro.
Meu grande parceiro Aldir Blanc viveu por ali na infância. Alceu, eu pai, ainda está na área.
Ali nasceu Luiz Melodia e foi a raiz do samba nas mãos de Ismael Silva.
Na minha juventude boêmia conheci um santuário local, a Adega Fontan perto da Paulo de Frontin. As obras do metrô desfiguraram o casario e, com ele, o bar virou escombros.
Quem comanda a cozinha musical do evento é o meu querido Luiz Felipe de Lima, por isso vou despreocupado, violão no braço só pra fazer figuração.
***
Estou no Santa Luzia, o samba cheio de alegria, uma pessoa amiga pede mais história de bar no blog.
Quando gravei minha primeira música em 1979, pensava que a vida seria curta, que o futuro era uma porta já aberta, sem surpresas.
Depois de trinta anos, só faço agradecer, mesmo com os dedos mais lentos, o que ainda se tem pra viver.
***
Sempre fui apaixonado por butiquim e todo o seu universo: - o dono, mau humorado, a frigideira encardida das sardinhas fritas, o balcão melando no cotovelo o traçado do fregues anterior. Uma meia porção até de ovo cozido.
Li com orgulho o suplemento Rio-Show aonde nosso querido Guilherme Studart foi capa e mais inúmeras páginas de birosca e baixa gastronomia.
Já desfrutamos de várias boas mesas. Ou melhor, já descarnamos, visto que de fruta, só o limão dos áureos tempos etílicos.
No livro Botequim de Bêbado tem Dono, ele aparece ilustrado pelo mestre Chico Caruso no belo Retrô Casual, um clássico da Rua do Rosário.
Num desses sábados inventados por Deus em extremo bom humor, participei da caravana que o Guilherme organizou rondando pela cidade à procura de bons jilós.
Entre os destaques, uma preciosidade gratinada nos foi servida no Original do Brás, uma cereja de bar no ensolarado bairro de Brás de Pina.
Também comemos, numa arquitura de cachorro-quente, o jiló do Enchendo Linguiça. O embutido vem no molho, mas sanduichado pela ‘fruta’.
Como estamos no terreno da Web, faço um link.
Os dois bares estão na quermesse gastronômica do Botecos e a Estácio.
***
Na minha parceria com Aldir, convivemos com algumas diferenças: - sou Flamengo, ele, Vasco.
Combinamos desde os primeiros versos de não tocar muito nesse assunto e assim estamos bem desde 1984, vinte e cinco anos.
Outra polaridade são os temperos.
Se eu pudesse comeria alho já no café da manhã, enquanto o parceiro, evita.
Ha tempos, fomos passar umas férias em Búzios, o paraiso na terra.
Quando o sol fazia o caminho de casa resolvemos ir à praia.
Na primeira cerveja um novo amigo muito envolvente insiste que a pedida é  comer a peixada do fulano na rua tal, coisa pra já…
Aldir me puxa num canto, e:
- Moa, to pressentindo. Esse prato vai ter mais alho e cebola que a feira da Tijuca. Vou fugir pelos fundos. Vai você!
Esganado, fui às cegas pro almoço prometido.
Peixe servido, sabor inigualável, corro ao ouvido do cozinheiro procurando segredos da receita. Lacônico, responde:
- Meu amigo, com um pescado fresco desses, é só sal, mais nada!
Na volta, encontro Aldir debruçado na janela:
- Perdeu, parceiro. Uma delícia! E só sal!
Ele riu, eu fui descansar.
Dia seguinte uma música familiar ecoando do fundo do quintal.
Era um samba que eu tinha deixado pro mestre letrar.
Entre solfejos e cervejas, identifiquei na melodia o refrão.
Graças a peixada, mais uma música ficou pronta.
‘Meu Tempero é Sal’ foi gravado por mim no CD ‘Vitória da Ilusão em 1995 e, tempos depois, uma versão mais moderna do querido Claudio Lins para o disco ‘Um’.

Sou macaco velho
Manjo de cumbuca,
Eis o meu tempero
Como mestre cuca:
Pouco açafrão,
Pimenta um nada,
Nem estragão,
Nem noz-moscada,
Meu tempero é sal!
Dendê, “tantin”
Sálvia, a lembrança,
Do alecrim, só a “nuança”
Meu tempero é sal!
Páprica penso e não ponho
Gengibre eu tenho e não boto
O louro eu tiro na hora agá.
A salsa ia mas sai
A erva-doce acabou,
O cravo eu cismo e não vai
- Só abuso do que não vou por!