Labuta
Neste fim de semana participo de dois eventos.
Sexta- feira estarei com o Samba do Trabalhador no bela casa Estrela da Lapa e, sábado, no Teatro da Caixa Cultural, um show em homenagem ao compositor Sergio Sampaio.
Nosso samba, nascido no Clube Renascença, tem visitado e muito, o bairro do Madame Satã.
Eu zanzei um pouco por ali quando só se ouvia o canto do Marquinhos de Oswaldo Cruz no pandeiro de Ivan Milanes, os dois sozinhos embaixo de um dos arcos que marcam a região.
O Asa Branca era a única novidade.
Acreditem, o lançamento do disco Saudades da Guanabara, da maravilhosa Beth Carvalho, aconteceu nesa casa de shows.
Hoje na Lapa tudo é música.
Esse ano o Samba do Trabalhador fez ponto no ‘Odisséia’ e recentemente, no Rio Scnera’ium.
Também bati uma bola no recem inaugurado ‘Será o Benedito’.                                                          Isso sem contar o mágico ‘Carioca da Gema’. Devo ter cantado lá umas cem vezes ao lado do Luiz Carlos da Vila.
O show de sábado é todo dedicado à Sergio Sampaio.
Pra quem estranhe a minha participação no palco, explico: - Fui músico desse craque um bom tempo no inÃcio dos anos 80. Autor do sucesso ‘Eu quero é Botar meu bloco na Rua’, Sampaio morreu cedo e ainda falta muito pra ser reconhecido pelo seu trabalho.
Pra contar uma história e não transformar esse blog em agenda, lembro de uma viagem que fizemos prá Ubá, interior de Minas.
Produção enxuta, partimos, os dois, numa Del Rey prateada, estrada a dentro para um show nessa cidade de Ary Barroso. A viagem era longa e uma parada fez-se necessária.
O bar estava completamente vazio, oficialmente chamado de Às Moscas.
Sampaio entrou, acordou o dono, pediu uma cerveja e tres copos. Eu ainda olhei em volta sem entender, mas ele reparou num display do Agnaldo Timóteo no fundo, perto de uma vitrola de fichas.
Sentamos e o Sampaio trouxe pelo braço o Agnaldo em papelão. Ajeitamos nós ‘tres’ na mesa e nosso querido compositor gritou:
- Um brinde ao botafoguense!
O proprietário quase chamou a polÃcia, mas optou por um ambulância, veÃculo que não faria feio à s nossas cabeças.
Tags: Ivan Milanes, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Sergio Samapaio
26 de junho de 2009 às 9:40
Quem diria, Moacyr Luz bebendo em má companhia…
PS: não falo do Sampaio, mas do Timóteo.
28 de junho de 2009 às 20:22
rs rs ótimo !
30 de junho de 2009 às 10:22
Parabéns pelo blog, grande Moacyr! O Samba do Trabalhador está demais. Moro em Natal/RN e já tive o prazer de frequentar essa roda de samba, no Clube Renascença, à qual voltarei em novembro, mais precisamente, no dia 30/11. Espero que surja a oportunidade de você trazê-la à Natal, pois aqui há muitos que admiram sua obra e o samba bem tocado. Mais uma vez, parabéns e salve o samba.
Abração!