O Governo do Rio de Janeiro contratou um canal exclusivo no YouTube para fazer a sua propaganda.
Super normal. Isso ocorre em todo o mundo, e o melhor: é de graça.
O Vaticano, por exemplo, tem um canal em quatro línguas, com cerca de 500 vídeos.
Empresas particulares pagam um mínimo de US$ 40 mil anuais ao Google, para ter um privilégio como esse.
Sergio Cabral, que se acha moderno, resolveu fazer o mesmo. Só não se sabe se gratuitamente ou não. O certo seria não pagar, já que ele é governo, mas como ele atropelou a hierarquia que havia sido traçada pelo próprio Google, talvez esteja sendo tratado como empresa.
Mas isso é de menor importancia, esteja ele pagando ou não. Para quem tem uma verba anual de R$ 180 milhões para gastar com propaganda, R$ 75 mil não fará a menor diferença.
O problema do canal é a falta de conteúdo.
Plasticamente, ele não é nenhuma brastemp, até que é bonito, se comparado, por exemplo, com o Portal do Governo do Rio.
Mas pode se tornar um tiro que saia pela culatra.
Tudo o que for postado ali, não será visto pelo visitante normal do YouTube.
Por exemplo. O governo colocou um vídeo de Cabral, Dilma Rousseff e Madonna no Carnaval. Certamente, o governador quis contrapor essa imagem àquela em que ele aparece ao lado da ministra, falando um inglês macarrônico, e visivelmente embriagado.
Só que o seu vídeo foi visto por 245 gatos pingados.
Já o outro, a essa altura antológico, adaptado também para uma versão funk, foi visitado por quase 170 mil pessoas.
Em seu perfil, o novo canal do governo é definido como “um ambiente de troca de idéias” e, por isso, “pede a opinião para o Rio sair ganhando”.
E dá as regras:
“O que vale? Perguntar, criticar, elogiar e sugerir.
O que não vale? Ofender, caluniar, difamar e ridicularizar qualquer um dos participantes”.
O canal entrou no ar no dia 6 de outubro do ano passado. Ou seja: no próximo sábado, ele completará cinco meses. Ou 150 dias.
Sabem quanto comentários foram postados até hoje?
Um.
Ou ‘hum’, por extenso, para quem estiver duvidando.
E olha que o comentário está lá já há dois meses.
Será que não existe ninguém disposto a elogiar o governo, ou o carioca, com seu jeito moleque, decidiu mandar apenas ofensas, calunias e difamações, e está ridicularizando os seus participantes?
Cesar Maia é mais um a divulgar o vídeo de Sergio Cabral, no Carnaval, falando em inglês.
A declaração do governador já ganhou também uma versão funk.
A chamada feita pelo ex-prefeito é extremamente criativa:
“SE BEBER, NÃO DIRIJA… O ESTADO!
Lei Seca distribui video de esclarecimento“.
Ele já foi assistido, até agora, por mais de 150 mil pessoas.
É um dos campeões do YouTube.
O figuraça desse clip é um apresentador da televisão paraibana, Cláudio Elias. É possível que muitos dos leitores conheçam a nova versão para o ‘Rebolation’ já que o YouTube registra uma assistencia de quase 270 mil pessoas em apenas seis dias.
Vai ter audiência assim lá na… Papuda.
É claro que nem tudo o que a internet publica é verdade.
Mas é a fonte de informação mais rápida que existe hoje.
E, com todos os cuidados necessários, parte do que estará nesse post, foi obtido na internet.
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Os jornais de hoje anunciaram a morte de um disidente cubano, preso desde 2003, depois de ter feito uma greve de fome de 82 dias, segundo ‘O Globo’, e de 85 dias, segundo a ‘Folha’.
Orlando Zapata Tamayo era bombeiro hidráulico - num país onde quase todos tem o curso superior -, tinha 42 anos e era um dos 75 presos políticos na Ilha de Fidel.
Aí a primeira contradição.
A Anistia Internacional, órgão de maior credibilidade em matéria de presos políticos, contabilizou, em março do ano passado, que dos “57 prisioneiros de consciência atualmente detidos em Cuba, 54 pertenciam a um grupo de 75 pessoas que foram encarceradas durante uma massiva campanha repressiva contra a dissidência em março de 2003. A maioria foi acusada de “atos contra a independência do Estado”, por supostamente receber fundos ou material de organizações não governamentais sediadas nos Estados Unidos e financiadas por esse governo. Foram condenadas entre 6 e 28 anos de prisão após breves julgamentos, sem garantias, por realizarem atividades que as autoridades consideraram subversivas e prejudiciais para Cuba”.
“Essas atividades - continua a Anistia - se resumiam em publicar artigos ou conceder entrevistas a meios de comunicação financiados pelos Estados Unidos; contatar organizações internacionais de direitos humanos, entidades ou particulares considerados hostis a Cuba. Até o momento 21 foram libertados, alguns em liberdade condicional, por razões médicas”.
É claro que 57 presos políticos é um número excessivo. Se fosse um único preso por crime de consciencia já seria demais. Mas 57 não são 75. E se “21 foram libertados por razões médicas”, porque o regime cubano deixaria morrer na prisão um homem que faz uma greve de fome de 85 dias? Zapata deveria ter razões médicas suficientes para ganhar a liberdade. A não ser que o seu crime não fosse apenas de consciência.
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A maior crítica do regime cubano chama-se Yoani Sánchez, 35 anos, detentora de seis prêmios internacionais pelo seu site Generacion Y, “um blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contém um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração”.
Yoani fez cinco faculdades e especializou-se em literatura latinoamericana contemporânea: “Apresentei uma tese incendiária intitulada “Palavras sob pressão. Um estudo sobre a literatura da ditadura na América Latina”. Ao terminar a universidade havia compreendido duas coisas: a primeira, que o mundo da intelectualidade e da alta cultura me repugnava e, a mais dolorosa, que já não queria ser linguista.
Em setembro de 2000 fui trabalhar numa obscura oficina da Editorial Gente Nueva, enquanto chegava a certeza - compartilhado pela maioria dos cubanos - de que com o salário ganho legalmente não poderia manter minha família. De maneira que, sem concluir meu serviço social, pedi baixa e me dediquei ao trabalho melhor remunerado de professora de espanhol - freelancer - para alguns turistas alemães que visitavam La Habana. Era a etapa (prolongada até os dias de hoje) em que os engenheiros preferiam dirigir um taxi, os professores fazem o impossível para trabalhar no arquivo de um hotel e, nos balcões das lojas um turista pode ser atendido por uma neurocirurgiã ou um físico nuclear”.
Diz Yoani: “Em 2002 o desencanto e a asfixia econômica me levaram a emigrar para a Suiça, de onde regressei - por motivos familiares e contra a opinião de amigos e conhecidos - no verão de 2004.
Nesses anos descobri a profissão que me acompanha até hoje: a informática. Me dei conta que o código binário era mais transparente que a rebuscada intelectualidade e que se nunca havia me ido bem no Latim ao menos poderia empreender com as compridas cadeias da linguagem html. Em 2004 fundei, com um grupo de cubanos - todos radicados na Ilha - a revista de reflexão e debate ‘Consenso’. Tres anos depois continuo trabalhando como web master, articulista e editora do portal ‘Desde Cuba’.
Em abril de 2007 me enredei na aventura de ter um Blog chamado “Generación Y” que defini como “um exercício de covardia” pois me permite dizer neste espaço o que me está vedado em minha ação cívica. Vivo em Havana, com o jornalista Reinaldo Escobar - com quem divido minha vida há quase quinze anos”. Seu blog pode ser lido em espanhol, inglês, polaco, francês, alemão, italiano, lituano, japonês, chinês, português, checo, bulgaro, holandês, finlandês, hungaro e coreano. O ‘Granma’, orgão oficial do Parrtido Comunista, pode ser acessado em apenas seis línguas.
A responsável pelo site Generacion Y, certamente, deve cometer diáriamente diversos “crimes de consciência”. Mas continua, sabe-se lá por que, em liberdade.
Ontem, por exemplo, com a morte de Zapata, os jornais anunciaram que ela não estava atendendo ao telefone, pois decretou luto pela morte do dissidente.
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Greve de fome é a cessação voluntária da alimentação por parte de um indivíduo. Ela é considerada um método de resistencia não violenta de pressão, e geralmente é vista como um protesto político.
Do ponto de vista médico, nos primeiros três dias, o corpo se utiliza da energia da glicoce. Depois, o fígado começa a transformação da gordura corporal em um processo chamado de cetose. Três semanas depois, inicia-se o período crítico com perda de energia e da médula osséa, com perigo de morte. Nos exemplos clássicos, a greve de fome mata o sujeito entre o 52º e o 74º dia.
O Guinness Book registra que a maior greve de forme do mundo, sem alimentação forçada, durou 94 dias. Mas esse fato ocorreu há 90 anos, em outubro de 1920. E o texto confuso relaciona nove pessoas, na prisão de Cork, o que certamente é um erro. Podem ter morrido nove pessoas, mas não todas ao mesmo tempo.
Zapata teria sido o segundo dissidente cubano a morrer devido a uma greve de fome. O primeiro foi o poeta Pedro Luis Botiel, em 1972, que ficou 53 dias sem comer.
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Isso tudo é para dizer o seguinte. É óbvio que existem contradições e exageros no noticiário sobre a morte do dissidente cubano:
1 – O número de dias que durou a greve. Se o normal é a pessoa morrer após o 52º dia e no máximo até 74º, como ele conseguiu ficar 85 dias? Seria ele o novo recordista do Guinness, ou pelo menos, o recordista do século XXI?
2 – Zapata morreu em um hospital, portanto estava sendo monitorado. Houve tentativa de alimentação forçada, ele recebia soro? Não se sabe.
3 – Como é possível que o regime cubano deixe morrer um dissidente, se outros se encontram soltos e falam abertamente contra o regime. Não é apenas o caso da blogeira Yoani. ‘O Globo’ de hoje publica uma entrevista com “um dos principais dissidentes do país, Oswaldo Payá” que chama de “covarde” o Presidente Lula, já que ele é “o verdadeiro cúmplice do regime cubano”. Isso não seria um “crime de consciência”. Afinal, o regime é fechado ou não é?
4 - O blog Generacion Y tem hoje um depoimento de quem se apresenta como a mãe de Zapata. A declaração foi feita na porta do hospital onde seu filho morreu, ontem às 15 horas. A luz é precária, e ele foi gravado pela blogueira que tem cinco cursos superiores, seis premios internacionais e que, depois de ter morado na Suiça decidiu voltar Havana para combater o regime.
Yoane explica que “esta tarde (23/2), horas depois da morte de Orlando Zapata Tamayo, Reinaldo (seu marido) e eu pudemos aproximar-nos do departamento de Medicina Legal na rua Boyeros. Um cordão de homens da segurança do estado vigiava o lugar, porém conseguimos aproximar-nos de Reina, mãe do falecido, e fazer-lhe estas perguntas. Dor, indignação em nós…tristeza profunda nela. Aqui deixo a gravação, alternativa e sem luz, porém testemunho pungente da angústia de uma mãe”.
Yoani Sánchez foi quem postou o vídeo, também, no YouTube.
As vésperas do Carnaval, dia 11, foi postado no YouTube um filme que certamente será repetido a exaustão durante a campanha eleitoral.
O vídeo tem apenas 15 segundos, mas é nitroglicerina pura.
Nele, José Serra está discursando, ao lado de José Roberto Arruda, e admite uma composição com o então governador de Brasília:
“Se eu fosse definir algo no plano nacional, e ele (Arruda) viesse junto, o lema seria: vote num careca e ganhe dois”.
O vídeo não informa a data do discurso.
Cesar Maia descobriu, no YouTube, o vídeo de uma reportagem de TV sobre a atuação de Rudolph Giuliani como consultor de segurança da Cidade do México.
Pelo trabalho, o ex-prefeito de Nova York recebeu 4 milhões de dólares, e os resultados de seu trabalho na Capital mexicana foram próximos de zero.
Agora, o governador Sergio Cabral anuncia a sua contratação, às vésperas das eleições do próximo ano.
Eis o vídeo:
Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:
“1. Sempre que um político é vaiado, procura colocar a culpa em um adversário seu. Mas se, simultaneamente, ocupa os espaços que pode na mídia e aciona esquemas publicitários, é porque, na verdade, sabe que a vaia não foi orquestrada. Este Ex-Blog viu e reviu o vídeo integral do discurso do ministro Lupi (que está no YouTube). Durante todo o discurso, a câmera passeia, focalizando os jovens. Não há sinais de claque. No final do discurso, quando vai citando os presentes e a câmera continua passeando pelos jovens, a citação do nome do governador do Estado do Rio é espontaneamente respondida com vaias, fortes e dispersas, não localizadas como claques.
2. Sobre o desgaste de imagem do governador, ele, melhor do que ninguém sabe. Afinal, abriu uma ofensiva de destaques na imprensa, que teve seu ápice com o Pré-Sal. Seu rosto, fingindo-se de zangado, pode ser analisado por um vestibulando de psicologia. Seu ânimo foi bem anotado pelo governador de SP, comentando as bolsas em baixo dos olhos, um sinal ruim para sua idade. Buscava a qualquer preço ser percebido como defensor do Rio, quando o que conseguiu foi o contrário, na medida em que, uma vez apresentados os projetos de lei, esses serão emendados. Vazou-se que Lula estava zangado com ele. Nada tão inverídico. Ao contrário, ficou preocupado. Preocupação que já havia manifestado antes ao governador de Minas.
3. Simultaneamente, deu uma entrevista em 3 blocos à TV sobre temas que o levantassem: salários de servidores (onde mentiu), pré-sal e olimpíadas 2016. Paralelamente, vazou pesquisas completamente desfocadas, o que não quer dizer manipuladas. Basta definir uma ordem de perguntas e no meio colocar avaliação de governo ou intenção de voto. Essa tentativa de reverter o desgaste de imagem por um estresse de mídia, só agrava a imagem, pois, sem fatos concretos, irrita o eleitor. A pesquisa que deveria fazer é sobre as razões desse desgaste.
4. Outro dia, em reunião com prefeitos, procurou oferecer um pacote de bondades, o que passou como eleitoreiro e sem credibilidade. Artificiais também são as visitas ao interior, agora faltando um ano para as eleições, com helicóptero e comitiva, exagerando o destaque de medidas inócuas. O fato é que é um governo sem marca, onde o resgate de seu repetitivo discurso, por anos, do posto de saúde 24 horas, se transformou em UPAS sem pessoal, sem atendimento, invertendo a memória. Melhor é avaliar bem e impessoalmente as razões e atuar sobre elas. Ainda há tempo. Pouco tempo, mas há. Insistir em responder ao desgaste com ficção, é agravá-lo”.
Não é só José Serra que está tirando proveito da internet para a sua campanha à Presidência. Aécio Neves também.
Serra prefere o Twitter. Já Aécio gosta de exibir sua tolerância democrática no YouTube.
Veja esse vídeo. Aécio dá show de bola.
O governador de São Paulo, José Serra, fala hoje ao ‘Estadão’ da sua intimidade com a internet e como ela será indispensável na campanha eleitoral do próximo ano: Qual será o papel da internet nas eleições presidenciais de 2010? Nas eleições de 2010, no Brasil, nenhum candidato poderá prescindir da internet na campanha, é evidente, mas a influência será muito menor do que nos Estados Unidos, porque somos muito menos conectados, nossa legislação eleitoral é mais restritiva, nossa campanha é muito mais curta do que a deles, que dura quase dois anos, contando com as primárias para a indicação do candidato do partido. Aqui, legalmente a campanha só começa na segunda metade de julho, e a eleição é em outubro. Qual será o grande desafio das campanhas na web?
O grande desafio de campanhas na internet, que a de Barack Obama venceu com louvor, é transportar o ativismo e a militância do mundo virtual para o mundo real, para ações de visibilidade, para as ruas. Tenho dúvidas de que conseguiremos fazer já em 2010 essa passagem. Como foi seu primeiro contato com a internet?
Aprendi na marra a usar a internet em 2003, quando passei uma temporada nos Estados Unidos, no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, depois de perder as eleições presidenciais em 2002. Fui obrigado a me conectar para conversar com a família, com os amigos, para me manter em dia com as notícias do Brasil e do mundo, para não ficar isolado. Primeiro, aprendi a receber e a mandar e-mail; em seguida, a navegar pelo noticiário. Agora, sou o governador twitteiro e já ganhei até diploma de “especialização em relações twitteiras”, do programa CQC, da TV Bandeirantes. Para quais atividades o senhor utiliza a internet?
Até 2002, no Ministério da Saúde, costumava mandar bilhetinhos escritos à mão para a equipe, perguntando sobre esse ou aquele programa de governo, tirando dúvidas, cobrando essa ou aquela providência. Escrevia à noite e, de manhã, minhas secretárias recebiam uma caixa de papéis para distribuir. Hoje, envio e-mail para os secretários e assessores. Muito mais rápido e eficiente. Também leio notícias nos principais portais e em alguns blogs, escrevo artigos, discursos. Nunca consegui datilografar artigos. Fazia sempre à mão. Troco e-mails com meus filhos, com os amigos e uso para lazer, navego no YouTube para ver clipes de músicas, procurar trechos de filmes. Resisti muito a entrar, porque sabia que iria me viciar. Fraquejei, entrei e me viciei. O sr. é o político mais popular do Twitter, com mais de 71 mil seguidores. O que tem achado dessa experiência? Fui para o Twitter meio por acaso e por curiosidade. Uso muito a internet. Comecei a ver reportagens sobre o fenômeno do Twitter e as pessoas mais próximas me diziam que eu devia entrar lá. Nem sabia direito o que era, como funcionava, para que servia, quando abri a minha conta. Esta, aliás, foi a primeira dificuldade: descobri que meu nome e quase todas as variações possíveis já estavam registrados no Twitter, com a minha foto e tudo. Eram muitos perfis falsos. Entrei sem fazer alarde, sem contar para ninguém a não ser para o pessoal mais próximo do gabinete. Habituado a escrever artigos e textos mais longos, no início achei que não conseguiria dizer nada em 140 caracteres, que é o limite do Twitter. Aos poucos, estou aprendendo a ser sintético. Como o Twitter tem ajudado o seu trabalho como governador?
Eles (internautas) me dão dicas, fazem sugestões, apoiam medidas do governo, elogiam, mas também criticam, cobram, reclamam de coisas que não estão funcionando direito. Repasso para todas as áreas do governo, cobro dos secretários, tiro dúvidas com eles, vejo se as reclamações procedem. Os mais acionados pelos meus seguidores e por mim são o Barradas (secretário da Saúde), o Paulo Renato (secretário da Educação), as áreas de segurança e de transportes. É aí que a internet é fantástica. Poupa tempo, aumenta a eficácia, abre um canal direto entre o governo e o cidadão, para o governante ouvi-lo, prestar contas em tempo real e até para corrigir medidas. Isso para um governante não tem preço. O sr. também faz comentários pessoais…
Há o lado lúdico também. Quando disse lá no Twitter que gosto de cinema e de trabalhar ouvindo música, muitos seguidores passaram a me mandar dicas e links de canções, cantores, bandas, trechos de filmes. Também fazem muitas perguntas sobre a minha vida, o governo, o que eu acho disso e daquilo. Claro que não consigo responder tudo e fico até aflito, às vezes, mas sempre dá para conversar um pouco. De que outro jeito isso seria possível? Só no Twitter mesmo.
O artigo do senador José Sarney hoje, na página 2 da ‘Folha’, trata da “Guerra Virtual”. E ele cita o Chrome, o Windows 7, o Google, a Microsoft, o Office, o Word, o Excel, o YouTube, o Gmail, o Orkut, o Google Earth, o iPhone, o Kindle e a Amazon.
Como é que é um político tão moderno pode ser tão atrasado?
Dacio Malta, carioca, 61 anos, trabalhou nos três principais jornais do Rio - O Globo, Jornal do Brasil e O Dia - e na revista Veja. Morou no Rio e em Brasília, e escreveu, em 1996, um musical sobre o compositor Gonzaguinha.