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Posts com a tag ‘Senado’

Efraim: escândalos sem fim

21 de maio de 2010

A quantos escândalos mais o senador Efraim Morais, do DEM da Paraíba,  estará envolvido até o final de seu mandato?
O fato dele ter ocupado a 1ª secretaria do Senado deve tê-lo brindado.
Ao que parece, boa parte da Casa, senão a maioria dela, deve-lhe favores.

Muito Suplicy para um só Senado

25 de março de 2010

O jornalista Claudio Humberto que, no governo Collor, ficou conhecido como o bateu-levou, continua mau que nem um pica-pau.
Veja a nota que ele publica hoje, em sua coluna, no ‘Jornal do Commércio’, do Recife:
“Marta Suplicy ri à toa. Com a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo, crescem suas chances no Senado. Seu entusiasmo só não é maior porque, se eleita, terá de conviver com o chato do ex-marido”.

Coimbra: “Dever dos outros”

7 de março de 2010

 De Marcos Coimbra, do Vox Populi, no ‘Estado de Minas’:
“Quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta
A pressão que alguns setores da oposição fizeram, nos últimos dias, sobre Aécio Neves chegou a ser, em alguns momentos, engraçada. Tudo para que ele aceitasse, de preferência imediatamente, ser o vice de Serra nas eleições deste ano.
Começava aí o lado cômico, querer que alguém corresse para anunciar que seria o vice de quem ainda não dissera ser candidato. Até as pedras da rua sabem que não é assim que as coisas acontecem e que, para montar uma chapa, o primeiro passo é a “cabeça”, como se diz no jargão da política. Chega a ser ridículo o inverso.
Não era engraçado, mas pouco compreensível, o argumento de que, mesmo sem que Serra tivesse assumido a candidatura, Aécio deveria se oferecer para secundá-lo. Nunca houve um compromisso desse tipo entre os dois e, quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aliás, o que sempre foi afirmado pelas lideranças dos partidos de oposição é que a vaga de vice seria para um nome de fora do PSDB, de maneira a reforçar a aliança entre eles.
Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta. Esqueçamos, por um momento, suas razões (que são boas). Digamos que era apenas seu desejo. Ou seja, que ele apenas preferia ser candidato a outra coisa, no caso, ao Senado. Que, não sendo candidato a presidente da República, não era de seu interesse participar da eleição nacional.
Na imensa maioria dos países, uma declaração como essa não causaria espanto. Salvo nos partidos altamente centralizados e com disciplina rígida (como as organizações extremistas militarizadas, de esquerda ou direita), os políticos costumam direcionar a carreira segundo suas próprias conveniências e preferências. Ninguém é obrigado a ser candidato a isso ou aquilo.
No Brasil, nem se fala. Aqui, os partidos não determinam “missões” a seus filiados, não os forçam a concorrer a cargos aos quais não aspiram.
Veja-se, por exemplo, o que está acontecendo agora, na eleição presidencial. Marina foi incumbida pelo PV a se candidatar? Teria sido Dilma constrangida a concorrer? Quando o PSOL quis que Heloísa Helena se candidatasse e ela não, o que aconteceu? Ciro está no páreo por determinação do PSB?
E Serra? Sua insistência em só assumir a candidatura quando quiser não está sendo respeitada por todos? Mesmo se a quase totalidade de seus companheiros não concorda com ele?
Não fazia sentido tamanha desproporção de pesos e medidas. Cobrava-se de Aécio algo que não existe em nossa vida política, a obrigação de se submeter a uma espécie de “dever partidário” (como se só houvesse uma interpretação do que é melhor para o PSDB!). Enquanto isso, se aceita que o governador de São Paulo fique à vontade para fazer como quer, o que equivale a relevá-lo de deveres para com seus correligionários e aliados.
O curioso é que toda essa pressão veio quando as pesquisas confirmaram o que já se sabia fazia tempo, que Dilma iria crescer e Serra cair, à medida que aumentasse o conhecimento de ela ser a candidata de Lula, assim se tornando a opção de quem está satisfeito com o governo e quer sua continuidade. Não se pode falar em emergência, em fato novo, quando acontece o previsto. Se não montaram sua estratégia eleitoral (incluindo a escolha do candidato) levando isso em conta, as oposições erraram.
Quem sabe, finalmente, foi aceita a realidade: Serra é o candidato e Aécio não vai ser vice. A menos que tudo que foi combinado seja revisto.
Agora, engraçado mesmo era achar que quem tinha que mudar era Aécio. Logo ele, que fez o que pôde para evitar que seu partido chegasse aonde está”.

Agaciel quer ter imunidade

3 de março de 2010

Das repórteres Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, do ‘Estadão’:
“Apontado como responsável pelos atos secretos do Senado, segundo investigação da própria Casa, o ex-diretor-geral Agaciel Maia briga por espaço no PTC, ao qual se filiou em setembro, para disputar uma vaga na Câmara. A intenção de Agaciel, segundo apurou o Estado, é eleger-se deputado federal e garantir foro privilegiado.
Em pré-campanha, ele já distribuiu calendários em Brasília. Adesivos com seu nome, que divulgam sua página na internet, também são vistos nos carros que circulam na cidade, além de um trio elétrico, flagrado pela reportagem.
Agaciel nega que esteja em campanha. “Candidatura é futurologia”, disse ele ontem à reportagem, em entrevista por telefone. “Isso é coisa dos amigos que estão me dando apoio e dizendo: “Agaciel, não esmoreça”.”
A comissão que investiga os atos secretos no Senado concluiu relatório no qual Agaciel é apontado como coordenador da prática de não divulgar, ou retardar durante meses, a divulgação de atos administrativos questionáveis, como a contratação de servidores fantasmas, promoções e pagamento de horas-extras indevidas.
Dois dos três membros da comissão disciplinar encarregada do processo contra o ex-diretor-geral do Senado pedem a sua exoneração a bem do serviço público. Um terceiro sugere a suspensão.
O relatório foi enviado à primeira-secretaria da Casa no último dia 18. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terá a palavra final sobre o afilhado. Além disso, aliados tentam ganhar tempo para que Agaciel consiga se candidatar e garantir o foro privilegiado.
Os calendários com a foto de Agaciel - e a inscrição “Que as bênçãos de Deus sejam constantes em seu lar” - foram rodados na Gráfica Certa.
Funcionários da empresa informaram que Agaciel tem encomendado as peças publicitárias quinzenalmente. Um dos lotes já rodados e entregues foi de 56 mil unidades. O pedido custou R$ 14 mil”.

Os campeões de gastos no Senado

26 de fevereiro de 2010

 Cada Senador tem o direito de gastar,  mesalmente, até R$ 15 mil a título de verba indenizatória, aquela que paga aluguéis, refeições, gasolina, viagens e etc, fora de Brasília, bastando para isso apresentar nota fiscal - seja ela verdadeira ou não.
E mais: essas despesas estão livres do Imposto de Renda.
Segundo o site ‘Congresso em Foco’, os campeões de gastos em janeiro, embora o Senado estivesse em recesso, foram Suas Excelencias, os Srs. Senadores:
Demóstenes Torres - R$ 15.000,00
Geovani Borges - R$ 15.000,00
Raimundo Colombo - R$ 15.000,00
Eduardo Azeredo - R$ 14.849,84
João Claudino - R$ 14.801,83
Fernando Collor - R$ 14.383,96
Quem é quem?
1. Demóstenes Torres, de Goiás, é tido com um sujeito sério, e seus colegas do DEM o chamam de ‘Heloísa Helena’ do partido, devido a sua radicalização moral.
2. Geovani Borges, do PMDB do Amapá. Ele é suplente e assumiu o cargo no dia 22 de dezembro de 2009. No mês seguinte pegou R$ 15 mil redondos.
3. Raimundo Colombo é do DEM, de Santa Catarina. Também faturou R$ 15 mil exatos. Curioso é como as notas somam o limite permitido.
4. Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas. O inventor do Mensalão.
5. João Claudino, do PTB do Piauí. Aliás, o Piauí é um caso a parte. A Mesa Diretora do Senado tem como 1º secretário um senador do Piauí; como 2º secretário outro senador do Piauí; e como 3º secretário, mais um senador do Piauí.
Isso é que é equilibrio federativo… O resto é besteira.
6. O 6º campeão de despesas foi o senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas, ex-presidente da República que dispensa apresentações.

PO renuncia: já vai tarde!!!

23 de fevereiro de 2010

E o bobalhão se foi.
Disse que ficaria no DEM e, ameaçado de expulsão, anunciou que sairia do partido amanhã, quarta-feira.
Desfiliou-se hoje.
Disse que ficaria a frente do governo do Distrito Federal até 31 de dezembro.
Já anunciou que entregará, ainda hoje, a sua carta renunciando ao cargo.
Se não for preso nos próximo dias, deverá dar graças a Deus.
Agora é a intervenção, e depois fechar o cerco contra Joaquim Roriz.
E o Congresso que cumpra o seu papel, e faça a revisão da autonomia política do Distrito Federal. Está mais do que provado que a cidade não produziu quadros a altura do país. Aquilo é um bando de aventureiros e bandalheiros que não merecerem um mandato popular.
Não deveria ter governador, mas sim um prefeito nomeado pelo Poder Central, que é quem paga todas as contas do Distrito Federal.
E uma Câmara de Vereadores para controlar o Executivo.
E só.
Nada de representação federal na Câmara e no Senado.
Quem quiser ajudar a cidade, vá ser vereador.
Quem não estiver contente com isso, dispute um mandato eletivo em seu Estado de origem.

Lindinho se avacalha um pouco mais

23 de fevereiro de 2010

 Do Panorama Político, assinado por Fernanda Krakovics:
“O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, passou o domingo apagando incêndio.
Ligou para Fernando Pimentel, coordenador da pré-campanha de Dilma Rousseff, para dizer que foi mal interpretado e não teve a intenção de criticar o discurso da ministra no Congresso do PT. Repercutiu mal no partido a declaração de que a fala tinha sido longa e burocrática. Lindberg disputa com Benedita da Silva a indicação para ser candidato ao Senado, e esse episódio está sendo usado como suposto exemplo de deslealdade. O prefeito disse a Pimentel que, na verdade, quis dizer que preferiu a parte mais emotiva do discurso”.

Agaciel Maia, o caipira modernoso

22 de fevereiro de 2010

  O Sr. Agaciel Maia, o antes todo poderoso chefão do Senado, responsável por tudo o que foi safadeza praticado na Casa, com o apoio, óbvio, de um grupo de senadores, à frente José Sarney, está agora em busca de uma imunidade.
Brasília amanheceu repleta de cartazes de Agaciel, embora ele negue que seja candidato.
Na internet, ele fez um blog, digno de um preguiçoso.
Seus últimos post estão datados de 10 de fevereiro. O primeiro é sobre “8 habilidades essenciais para um bom administrador” - imaginem. O segundo é de comemoração: “Hoje faz 33 anos que ingressei na carreira de servidor efetivo do Quadro de Pessoal do Senado Federal”.
No blog, o que existe de mais informativo, e verdadeiro, é um enorme relógio - já ajustado para o horário de Brasília.
Como administrador moderno que é, Agaciel abriu uma conta no Orkut, sem foto, sem recados, sem perfil. Também não tem amigos e está filiado apenas a uma comunidade: ‘Agaciel Maia Community’, criada em 19 de novembro de 2009 e, até hoje, passados mais de tres meses, com um único membro: ele próprio. Poderia pelo nomes colocar a esposa e os filhos.
Ele sugere ainda que o sigam no Twitter. Desde o dia 22 de janeiro ele postou nove mensagens. Seguidores? Zero.
Além de um link para o Facebbok, Agaciel tem outro para o YouTube. Caso você digite o seu nome, aparecerão alguns vídeos:
1. O diretor do Senado é suspeito de omitir da Declaração de Bens uma mansão avaliada em R$ 5 milhões…
2. Ouça os diálogos que ligam a família Sarney a favores de Agaciel. As gravações foram realizadas pela Polícia Federal com autorização judicial e …
3. O senador Arthur Virgílio Neto (do PSDB de José Serra e FHC), pulou dentro do caldeirão de escândalos no Senado. O senador passeou em Paris e pegou dinheiro emprestado com Agaciel Maia para pagar a…  
4. O cometário de Alexandre Garcia sobre o caso do senador Agaciel Maia…
5. O presidente do Senado, José Sarney, pediu ao TCU que investigue Agaciel Maia, que admitiu ser dono de uma mansão em Brasília, declarada no nome de …
E por aí vai. É vídeo que não acaba mais. Todos contra.
Agaciel Maia é mais o mais belo exemplo da necessidade de uma intervenção federal no Distrito Federal e, mais do isso: é preciso que o Congresso reveja a autonomia política da Capital.
Para se ter uma idéia, de 1994 para cá foram eleitos seis senadores, entre eles José Roberto Arruda, Luiz Estevão, Joaquim Roriz e Paulo Octavio.
Não há como resistir a isso.

Senado deveria barrar general

14 de fevereiro de 2010

A retratação do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, que criticou a presença de homossexuais nas Forças Armadas, não deveria valer de nada.
Não é possivel criticar em publico e pedir desculpas em particular.
O Senado deveria rejeitar o nome de Cerqueira para ministro do STM, já que ele se recusa a  divulgar o teor da carta que enviou ao Senado, com severas críticas a imprensa - que só fez reproduzir as ofendas que ele dirigiu ao mundo gay.

Um general marcado pela rejeição

10 de fevereiro de 2010

O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho que falou contra a presença de homossexuais, nas Forças Armadas, está na maior saia justa.
Saia não porque ele não é homem para isso.
Mas dois sargentos gays começaram um movimento para tentar vetar a aprovação de seu nome para ministro do STM.
Mandaram cartas para a Mesa do Senado e para o Presidente da República:
“Se Vossa Excelência decidir pela confirmação (…), estaremos contribuindo para que se torne inócua a Carta que rege a magistratura, uma vez que a demonstração de discriminação injusta ou arbitrária de qualquer pessoa ou instituição é atentatória à dignidade do cargo”, diz o texto.
Eles receberam o apoio das ONGs Tortura Nunca Mais e Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Transexuais e Travestis.