youPode

Posts com a tag ‘PSOL’

Marina se lança na Baixada

12 de maio de 2010
Quem sabe Aspásia Camargo, que estava com a campanha pronta para o Senado, não tente uma vaga na Câmara dos Deputados? Se quiser será a puxadora de votos do PV.

Quem sabe Aspásia Camargo, que estava com a campanha pronta para o Senado, não tente uma vaga na Câmara dos Deputados? Se quiser será a puxadora de votos do PV.

Ao contrário do PSDB e do PT que fizeram encontros milionários em Brasília para o lançamento de José Serra e Dilma Rousseff, o PV decidiu lançar Marina Silva em Nova Iguaçu, no Rio Sampa, no próximo domingo às 10 horas.
Levando Marina para uma área popular, os coordenadores de sua campanha querem colar sua imagem às das periferias das grandes cidades.
Segundo o vereador Alfredo Sirkis, um dos coordenadores da campanha do PV, “Serra e de Dilma querem o establishment político. Nós queremos o  povão da periferia”.
- Marina é a pobre que venceu na vida - diz ele.
O PV espera que o empresário Guilherme Leal, da Natura, assuma no domingo a condição de vice de Marina.
                 * * *
Quando Heloísa Helena, do Psol, foi candidata à Presidência da República, sua maior votação foi no Rio de Janeiro, onde ela obteve quase 18%.
Com Marina candidata, a tendencia é que essa percentagem seja maior.

Babá manda mais que HH no PSOL

18 de abril de 2010

Do repórter Bernardo Mello Franco, da ‘Folha’:
“Menos de quatro anos após disputar sua primeira eleição, o PSOL já vive um racha nacional, com direito a acusações de fraude, troca de insultos entre dirigentes e até ao “sequestro” de seu site oficial na internet.
O partido se dividiu no fim do ano passado, quando sua principal estrela, Heloísa Helena, desistiu da corrida presidencial para tentar voltar ao Senado por Alagoas e pregou o apoio a Marina Silva, do PV. A decisão acendeu o pavio da crise, que explodiu semana passada com a indicação do ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, 79, para concorrer ao Planalto.
“Houve um acordo espúrio e oportunista”, esbraveja Martiniano Cavalcante, que disputou a vaga com apoio de Heloísa. “A luta está aberta. Se for preciso, vamos à Justiça para afastar os burocratas que se apossaram do nosso partido.”
Plínio foi eleito por “unanimidade”, mas só 89 dos 166 delegados participaram da votação. O grupo da ex-senadora não compareceu, em protesto contra a exclusão de 12 aliados acusados de fraude nas prévias estaduais. O ex-deputado Babá, que concorria com menos chances, desistiu na última hora para apoiar o vencedor.
“O PSOL não é da Heloísa. Queremos mostrar que o partido não tem dono nem dona”, desafia o radical. “O problema é que ela age com o fígado, leva o confronto político para o lado pessoal. Outro dia, uma senhora me reconheceu e pediu que desse um beijo nela. Se eu tentasse cumprir a tarefa, ia levar um safanão!”
A briga entre as correntes internas da sigla, que somam mais de uma dezena, ultrapassou os limites da disputa presidencial. O grupo de Plínio tirou de Heloísa, presidente do partido, o monopólio do registro de candidaturas. A manobra foi interpretada como esvaziamento da ex-senadora, que teve 6,8% dos válidos na campanha presidencial de 2006.
“É triste. Você constrói a casa e chega alguém, que não fez nada pela construção, e quer tomar essa casa”, reclamou ela, em entrevista a uma rádio alagoana na última quarta-feira.
Ao insistir em elogiar Marina, amiga do tempo de militância no PT, a ex-senadora deu margem ao entendimento de que cruzaria os braços na campanha de Plínio. Ela negou, mas o aliado Martiniano diz acreditar no boicote: “Heloísa não é cínica nem dissimulada. Não costuma manifestar afeto por quem a trata como inimiga”.
O grupo derrotado ameaça convocar um congresso extraordinário para “ouvir as bases” do PSOL e mantém “sequestrado” o site da sigla. Até sexta-feira, o eleitor que acessava a página não encontrava nenhum registro sobre a indicação de Plínio.
Em meio ao clima de guerra, um grupo tenta apaziguar os ânimos. O esforço une os deputados Luciana Genro (RS), que apoiava Martiniano, e Chico Alencar (RJ), aliado de Plínio.
“É próprio da esquerda, desde os primórdios, exacerbar divergências internas. Mas Heloísa e Plínio são cristãos e sabem, como diz a Bíblia, que casa dividida sobre si mesma não subsiste”, apela Chico.
Procurada pela Folha, Heloísa não quis falar. Na noite de sexta, enviou torpedo de celular dizendo não haver “força humana nem ameaça partidária” que a obrigue a falar mal de Marina. Concluiu ao seu estilo: “Para mim, são dias tristes e sombrios, tempestade em alto mar. Mas, como dizia o Velho Monge, isso também passa!”.

                                                           * * *

O PSOL apesar de ter apenas um senador e três deputados federais tem mais de 30 correntes dentro do partido. O curioso é que a presidente Heloísa Helena sempre foi minoria. Por isso foi derrotada.

PSOL derrota Heloisa Helena

11 de abril de 2010

Do repórter Rafael Galdo, de ‘O Globo’:
“O PSOL indicou ontem, em encontro no Rio, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, líder da Associação Brasileira de Reforma Agrária, como pré-candidato do partido à Presidência. O lançamento, porém, exacerbou um racha na legenda. A corrente liderada pela presidente nacional do partido, Heloísa Helena, que apoiava outro postulante, Martiniano Cavalcante, não compareceu ao evento, e organizou uma plenária paralela em que a ex-senadora chamou o grupo vencedor de uma elite paulista do PSOL, convocando os militantes que a apoiam a retomarem a maioria no diretório da sigla.
Heloísa Helena classificou ainda de atitude golpista o recente descredenciamento de delegados partidários de estados como o Acre, o que ampliou a maioria interna de Plínio.
O agora pré-candidato a presidente, por sua vez, afirmou que lutará para reintegrar a unidade do PSOL.
Vamos tentar recompor o partido disse.
Antes da definição final, Martiniano e o terceiro aspirante na disputa, Babá, renunciaram”.

Dra. Adriana advoga para a Supervia

6 de abril de 2010

Do repórter Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Ao ordenar a prorrogação do contrato de concessão da empresa que explora os serviços ferroviários do Rio, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) vai beneficiar mais um cliente do escritório de advocacia de sua mulher, Adriana Ancelmo Cabral.
Levantamento feito pelo Estado no Tribunal Regional do Trabalho identificou pelo menos 83 processos em que integrantes do Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados defendem a Supervia Concessionária de Transportes Ferroviários S.A. em litígios trabalhistas.
Previsto para ser oficializado esta semana, o acordo com o governo do Rio ampliará até 2048 o direito de a empresa operar o serviço. A Supervia é citada por repetidos problemas de superlotação, atrasos, sucateamento de maquinário e até agressões a usuários.
Além da Supervia, o governador também determinou a prorrogação do contrato da Metrô Rio até 2038. A medida foi tomada em 2007, primeiro ano de seu mandato. Na época, a empresa contratou os serviços do Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados ? conforme o Estado revelou em janeiro. A Procuradoria-Geral de Justiça já abriu investigação, a pedido de deputados do PT e do PSOL, para apurar o caso.
No Rio, os serviços de metrô e trens foram privatizados na década de 90. Com isso, os clientes do escritório da primeira-dama têm de ser fiscalizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp), cujos conselheiros são indicados por Cabral.
Foi a Agetransp que autorizou o governador a prorrogar o contrato da Supervia, na semana passada. A mesma autarquia havia imposto, há duas semanas, multa de R$ 1 milhão à empresa pelo episódio conhecido como “trem da chibata”. Em 15 de abril do ano passado, passageiros que embarcavam na estação de Madureira foram agredidos com socos, pontapés e até chicotadas por seguranças contratados pela concessionária que agora terá seu contrato prorrogado.
A prorrogação autorizada pela Agetransp ocorre 13 anos antes do fim do atual contrato. O governo do Rio divulgou que o acordo prevê o investimento de R$ 2,3 bilhões na modernização do sistema, que ficará a cargo da concessionária, e na compra de novos trens ? nesse caso, bancada pelo Tesouro estadual.
Sem restrição. O escritório da primeira-dama disse que não há nenhuma norma legal que o impeça de atuar em qualquer tipo de causa. O sócio e ex-marido de Adriana, Sérgio Coelho e Silva Pereira, disse que não daria mais declarações. É ele quem atua diretamente na maior parte dos processos localizados.
Procurado, o governador Sérgio Cabral não quis se manifestar. Sua assessoria divulgou nota em que também afirma não haver impedimento legal para a atuação de Adriana. “Mesmo não tendo impedimento para atuar em causas contra o Estado, a primeira-dama não participa de ações dessa natureza”, conclui a nota do Palácio Guanabara.
A Supervia não quis se pronunciar sobre a prorrogação do prazo de concessão. “Esse tipo de assunto não se comenta”, disse o assessor de comunicação da empresa, Thiago Nehrer.

Plínio Sampaio: “Lulismo venceu o PT”

21 de fevereiro de 2010

Da repórter Tatiana Farah, de ‘O Globo’:
“O jurista e professor Plínio de Arruda Sampaio completa 80 anos em julho. Autor dos primeiros documentos da história do PT, Plínio deixou o partido em 2005, depois de sentir que, internamente, a minoria de esquerda não “chegaria à maioria”. É um dos principais nomes do PSOL e faz campanha como pré-candidato a presidente da República pelo partido.
É apoiado por uma lista de intelectuais que faria inveja a qualquer universidade. Com saudade do PT que ajudou a fundar, Plínio afirma que o petismo deu lugar ao lulismo, e que o partido já se desviava de sua rota desde a primeira campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989. “Tenho orgulho de ter fundado o PT. Não assinei a ata de fundação, mas, a pedido do Lula, fiz a primeira proposta de estatuto do partido”.
- Analistas dizem que a posição de concessão caracteriza o presidente Lula. O lulismo venceu o petismo?
- Totalmente. O lulismo destruiu o petismo. Quem não destruiu, sugou. O “petista petista” está traumatizado. Se eu pudesse, empacotava o manifesto de lançamento do partido e mandava para eles. Falava: o PT propôs isso, e, em 30 anos, desviou-se. É um belo documento, dos explorados contra os exploradores, apresenta um socialismo democrático.Desviou-se para ser esse partido de caciques.
- O senhor saiu do PT em 2005, depois do mensalão.
- Não saí por causa do mensalão. Disputei a presidência do PT no meio do mensalão, contra Berzoini. Saí porque, numa democracia, a minoria pode virar maioria; mas constatei que, do jeito que está o PT, ninguém vence a direção.‘Quem recebe quer pagar o favor com o voto’
- Qual sonho o PT abandonou?
- Essas coisas não são de uma vez: o sujeito não é honesto hoje e amanhã fica desonesto. O sujeito concede. O começo do desvio foi uma análise equivocada da eleição de 1989, quando perdemos por 2%. Em 1994, a análise era a de que “perdemos porque nosso discurso é radical e não fazemos alianças que não sejam de esquerda. Temos de nos entender com todo o empresariado do capital e precisamos rebaixar o programa”.
- Que papel o mensalão tem nesse processo?
- Ele é consequência. A política burguesa não se faz sem caixa dois. Só que, no PT, não souberam fazer isso. Alguns se corromperam pessoalmente, outros se corromperam só politicamente; e a reação a isso foi péssima, cínica: “Fiz porque todos fazem”. É inaceitável.
- Quando vê o trabalho do governo Lula, pensa que, num governo de direita, seria igual?
- Não tem diferença substancial, mas tem uma diferença importante. Você tem 70 milhões de brasileiros em situação melhor. Uns 20 milhões, porque a renda aumentou, com acesso aos eletrodomésticos. E tem 50 milhões de pessoas que pelo menos estão recebendo R$ 100 por mês. Essas pessoas estão satisfeitas; e isso explica os 80% de aprovação do Lula. É a cultura do favor: esse que recebeu atribui a um favor do Lula e quer pagar esse favor, com o quê? Com o voto. É um assistencialismo muito bem colocado. E, para a burguesia, é uma mão na roda: a população tranquila e ela mamando à vontade.
- Na questão agrária, como foi o governo?
- Um descalabro, uma coisa perigosa. A perpetuação da pobreza no Brasil começa no campo e reforça-se na educação.Lula fez clara opção pelo agronegócio. Fiz o plano de reforma agrária do governo, que não foi cumprido. Cortaram pela metade, para 500 mil. Aí maquiam, inventam que titulação de terra é reforma agrária. Título de terra é questão jurídica, não política de Estado.
- Não tem saudade do PT?
- Como não? Tenho enorme saudade. Foi o primeiro partido que o povo construiu. O povo levou 500 anos para conseguir um grau de paciência e articulação que permitiu fazer um partido. No começo do PT, era uma delícia. Acabou.
- Mantém amigos no PT, mesmo José Dirceu?
- Sim, sempre separei as coisas. Eu e José Dirceu somos antípodas. Sempre um esteve de um lado e o outro, de outro. Menos na questão do vice do Lula em 89, em que nos unimos para boicotar o Gabeira. Nós dissemos: eleição é coisa séria, não vamos colocar o Gabeira (diz, rindo).
- O professor Helio Bicudo disse que, num segundo turno, votaria em José Serra. E o senhor?
- Quero votar em mim. Mas, se estiverem os dois (Dilma e Serra), voto nulo”.

Marchinhas imortais para a 3ª feira Gorda de Carnaval

17 de fevereiro de 2010

De Sergio Cabral para Dilma Rousseff:
Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
Que a chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha veja deixa beija seja
O que Deus quiser
A gente se embala se embola se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja

Ainda para Sergio Cabral cantar, em breve,  para Dilma Rousseff:
Covarde eu sei que me podem chamar,
Porque não calo no peito esta dor,
Atire a primeira pedra , ai, ai, ai,
Aquele que não sofreu por amor.(Covarde não sou)
Eu sei que vão censurar, o meu proceder,
Eu sei mulher, que você mesma vai dizer,
Que eu voltei pra me humilhar,
Mas não faz mal,
Você pode até sorrir,
Perdão, foi feito pra gente pedir.

Do vice do Rio, Luiz Fernando Pezão, o único do governo Cabral fiel a Dilma Rousseff:
Não quero broto, não quero,
Não quero não,
Não sou garoto
Pra viver mais de ilusão,
Sete dias da semana,
Eu preciso ver,
Minha balzaqueana.

Do deputado Fernando Gabeira ao se decidir pela candidatura ao governo do Rio:
Lá em casa tem um bigorrilho,
Bigorrilho fazia mingau,
Bigorrilho foi quem me ensinou,
A tirar o cavaco do pau,
Trepa Antonio, siri tá pau,Par
Eu também sei tirar,
O cavaco do pau.

Melô do ministro Carlos Minc:
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é
Será que ele é
Será que ele é bossa nova
Será que ele é Maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

Melô de Paris Hilton no camarote da Cerveja Devassa:
Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica
Não usa vestido, não usa calção
Inverno pra ela é pleno verãoPaulo
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração.

Do  governador de Brasília, em exercício, Paulo Octavio, para a Polícia Federal:
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz
 
Ó Abre-Alas, por José Serra
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó Abre-Alas por Dilma Rousseff
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

Brasileiros nesse verão:
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Para Cabral cantar na última semana de dezembro:
Ai, ai, ai ai, ai ai ai,está chegando a hora
O dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora

Da candidata Marina Silva:
Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer
Lá no Bananal mulher de branco
Levou pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar
Índio quer apito

Sergio Cabral e Eduardo Paes, de mãos dadas.
SC - Joujoux, joujoux?
EP - Que é meu balagandã?
SC - Aqui estou eu
EP - Aí estás tu
SC - Minha joujoux
EP - Meu balagandã
SC - Nós dois, depois
EP - O sol do amor que manhãs
SC - De braços dados
EP - Dois namorados
SC - Já sei Joujoux
EP - Balagandãs
SC - Seja em Paris
EP - Ou nos Brasis
SC - Mesmo distantesA
EP - Somos constantes
SC - Tudo nos une
EP - Que coisa rara
SC e EP - No amor nada nos separa

Do presidente da Cedae, Wagner Victer:
Lata d’água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mão leva a criança
Lá vai Maria
De Ancelmo Góes e Wagner Victer:
Branca é branca preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Branca é branca, preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Quando ela passa todo mundo grita:
“Eu tô aí nessa marmita!”
Quando ela bole com os seus quadris
Eu bato palmas e peço bis
Ai mulata, cor de canela!
Salve salve salve salve salve ela!

A melô do Chávez:
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Onde é que eu vou morar
O senhor tem paciência de esperar
Inda mais com quatro filhos
Onde é que vou parar

De deputado Michel Temer para a ministra Dilma Rousseff:
Eu perguntei a um mal-me-quer
Se meu bem ainda me quer
Ela então me respondeu que não
Chorei,
Mas depois eu me lembrei
Que a flor também é uma mulher
Que nunca teve coração…
A flor mulher, iludiu meu coração
Mas, meu amor
É uma flor ainda em botão
O seu olhar
Diz que ela me quer bem
O seu amor
É só meu de mais ninguém,

Do trio “Os Espertalhões”:  Wilson Carlos, Julio Lopes e Sergio Côrtes:
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

Da subsecretária do Cerimonial do Palácio Guanabara, Adriana Novis, campeã de diárias no exterior:

Maria Candelária
É alta funcionária
Saltou de páraquedas
Caiu na letra “O”, oh, oh, oh, oh
Começa ao meio-dia
Coitada da Maria
Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh
A uma vai ao dentista
As duas vai ao café
Às três vai à modista
Às quatro assina o ponto e dá no pé
Que grande vigarista que ela é.

Melô de Sergio Cabral sempre que encontra alguém da área federal:
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

Do governador José Serra. No Carnaval passado, esse marchinha foi cantada pelo ex-governador Arruda:
Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais.

Também da dupla Ancelmo Gois e Wagner Victer:
Mulata bossa nova
Caiu no hully gully
E só dá ela
Ê ê ê ê ê ê ê ê
Na passarela
A boneca está
Cheia de fiufiu
Esnobando as louras
E as morenas do Brasil.

Esse samba mais parece um samba-enredo, devido a infinidade de compositores associados a ele.  Mas à frente vai o ministro do Esporte, Orlando Silva:
Lá vem o cordão dos puxa-saco
Dando viva aos seus maiorais
Quem está na frente é passado para trás
E o cordão dos puxa-saco
Cada vez aumenta mais

De boa parte dos moradores do Rio de Janeiro para o presidente da Cedae:
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.
A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
E eu preciso me lavar.

Sergio Cabral, Eduardo Paes e José Gomes Temporão - os três de mãozinhas dadas:
UPA, UPA, UPA,
Cavalinho alazão
ê ê ê
Não faça assim comigo não
Lá vai o meu trolinho
Vai rodando de mansinho
Pela estrada além
Vai levando pro seu ninho
Meu amor, o meu carinho
Que eu não troco por ninguém
UPA, UPA, UPA
Cavalinho alazão…

Marchinha que FHC adorava cantar no exterior:
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro, homem ou mulher
Bananas para quem quiser.

De Cabral para Madonna:
Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura
Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço.

Do candidato José Serra para o deputado Fernando Gabeira:
Meu periquitinho verde
Tire a sorte por favor
Eu quero resolver
Este caso de amor
Pois se eu não caso
Neste caso eu vou morrer

Do milionário Eike Batista:
Lá vem o seu China
Na ponta do pé
Lig lig lig lig lig lig lé!
Dez tões, vinte pratos
Banana e café
Lig lig lig lig lig lig lé!
Chinês
Come somente uma vez por mês
Não vai
Mais à Xangai
Buscar a Butterfly
Aqui, com a morena
Fez a sua fé
Lig lig lig lé!

Do ex-governador Garotinho para a secretária Benedita da Silva:
Esta mulher
Há muito tempo me provoca
Dá nela! Dá nela!
É perigosa
Fala mais que pata choca
Dá nela! Dá nela!
Fala, língua de trapo
Pois da tua boca
Eu não escapo
Agora deu para falar abertamente
Dá nela! Dá nela!
É intrigante
Tem veneno e mata a gente
Dá nela! Dá nela!

Da presidente do PSOL, Heloisa Helena, para o deputado Chico Alencar:

Encontrei o meu pedaço na Avenida
De camisa amarela
Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
Convidei-o a voltar pra casa
Em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
Desapareceu no turbilhão da Galeria
Não estava nada bom
O meu pedaço na verdade
Estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado
Foi por aí cambaleando
Se acabando num cordão
Com um reco-reco na mão
Mais tarde o encontrei
Num café zurrapa
Do Largo da Lapa
Folião de raça
Bebendo o quinto copo de cachaça
Isto não é chalaça

De Ciro Gomes para Lula:
Eu não sou água,
Pra me tratares assim,
Só na hora da sede,
É que procuras por mim,
A fonte secou,
Quero dizer que entre nós,
Tudo acabou.
Seu egoísmo me libertou,
Não deves mais me procurar,
A fonte do nosso amor secou,
Mas os seus olhos,
Nunca mais hão de secar.

Do senador Tião Viana para José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, etc, etc, etc
A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.
Não é ouro nem nunca foi,
A coroa que o Rei usou,
É de lata barata,
E olhe lá… borocochô
Na cabeça do Rei andou,
E na minha andou também,
É por isso que eu digo,
Que não vale um vintém.

Para Sergio Cabral cantar em breve para Jorge Picciani. Ou vice-versa:
Você partiu,
Saudades me deixou,
Eu chorei,
O nosso amor, foi uma chama,
O sopro do passado desfaz,
Agora é cinza,
Tudo acabado e nada mais!
Você,
Partiu de madrugada,
E não me disse nada,
Isso não se faz,
Me deixou cheio de saudade,
E paixão,
Não me conformo,
Com a sua ingratidão.

Criação coletiva começando com o ex-ministro José Dirceu:
Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa
E eu pergunto com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Prossegue com o ex-governador José Roberto Arruda:
Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro
Não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa
Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Finaliza com o prefeito Lindberg Farias, o Lindinho:
Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo
Eu vou acabar ficando nu
Meu paletó virou estopa
Eu nem sei mais com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

De Sergio Cabral para Madonna:
Lourinha, lourinha
Dos olhos claros de cristal
Desta vez em vez da moreninha
Serás a rainha do meu carnaval
Loura boneca
Que vens de outra terra
Que vens da Inglaterra
Ou que vens de Paris
Quero te dar
O meu amor mais quente
Do que o sol ardente
Deste meu país

Melô do xerife Rodrigo Betlhem, do Choque de Ordem:
Vém cá “seu” guarda
Bota pra fora esse moço
Que está no salão brincando
Com pó-de-mico no bolso.
Foi ele, foi ele sim,
Foi ele que jogo o pó em mim.

Do ex-prefeito Cesar Maia:
Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar
la ra rara, la ra rara
la ra rara, rara
Quero de novo cantar

Marchinha que Michel Temer adoraria cantar para Henrique Meirelles:
Oh jardineira
Porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a camélia
Que caiu do galho
Deu dois suspiros
E depois morreu
Vem jardineira
Vem meu amor
Não fique triste
Que este mundo é todo teu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu.

Da ex… deixa pra lá:
Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

A melô do blog:
Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do céu, que palpite infeliz…

Psol lança Babá à Presidência

21 de janeiro de 2010

Do ‘Correio Braziliense’:
“Depois das divergências com o PV e da desistência de apoiar a candidatura da senadora Marina Silva à Presidência da República, o PSol começou a formular um novo plano para o embate eleitoral de 2010. O principal objetivo da legenda é apresentar um candidato próprio que não seja a vereadora por Maceió Heloísa Helena. Presidente do partido, a alagoana não quer abrir mão da disputa por uma vaga no Senado por temer o risco de permanecer mais quatro anos longe da política nacional.
Na falta de disposição de disputar a Presidência, Heloísa tentou costurar um acordo com o PV. As discussões fracassaram depois que a legenda de Marina Silva divulgou a intenção de lançar o deputado Fernando Gabeira ao governo do Rio de Janeiro com o apoio de partidos como o PSDB e o DEM. Diante da reação indignada de integrantes do PSol, Heloísa Helena teve de desistir da ideia e articular uma saída alternativa para marcar a posição da legenda sem que isso atrapalhe seu projeto pessoal.
Para isso, o partido ensaia lançar na disputa pela sucessão do presidente Lula o nome do ex-deputado Babá, um radical de esquerda que foi expulso do PT em 2003 e trabalhou com Heloísa na fundação do Psol. O nome de Babá ainda não é consenso entre as pequenas correntes do partido, mas deve se consolidar. A intenção da legenda é lançar um nome capaz de atacar sem piedade o governo Lula durante o horário eleitoral gratuito. Uma missão que não combinaria com o professor Plínio de Arruda, que também se mostrou disposto a substituir Heloísa Helena, mas que é considerado mais contido. “Nossa ideia é a candidatura própria. Seria naturalmente a da Heloísa. Mas ela prefere a disputa pelo Senado, para onde provavelmente irá se eleger. Diante disso, surgiu a possibilidade do meu nome como alternativa. Vamos decidir em convenção, mas já adianto que irei usar o horário eleitoral para mostrar que PT e PSDB são iguais e o presidente Lula não é santo”, comenta Babá.
O ex-deputado pelo Pará (2002 a 2006), que não teve sucesso na reeleição, já com o domicílio eleitoral no Rio de Janeiro, afirma que já começou a coletar dados que mostram a necessidade de se questionar a figura do presidente Lula, já que durante seu governo seus filhos enriqueceram e alianças com políticos acusados e punidos por corrupção foram consolidadas. “Tem muita coisa a ser questionada e muito detalhe que tem sido esquecido e nunca é citado nem pela oposição. Tudo porque eles todos são iguais. Até o PV é igual! Por isso, a possibilidade de apoiarmos a candidatura de Marina Silva nasceu morta. Sabemos que precisamos enfrentar a disputa de forma independente. Toparei o desafio porque não tinha grandes projetos políticos para 2010 nem a intenção de voltar para a Câmara”, explica”.

Vox Populi: Serra cai 4 e Dilma sobe 4

11 de novembro de 2009

Deu ontem a noite no Jornal da Band:
“Pesquisa Vox-Populi mostra como está a disputa entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto no ano que vem. Dilma Rousseff se recuperou e José Serra caiu em relação ao último levantamento.
José Serra (PSDB) é o primeiro colocado com 36% das intenções de voto, no mês passado ele tinha 40%. Em segundo lugar vem Dilma Rousseff (PT) com 19%, em outubro ela aparecia com 15%. Ciro Gomes (PSB) é o terceiro, com 13%, Heloísa Helena (PSOL) tem 6% e Marina Silva (PV) 3%.
Num segundo cenário, trocando o candidato tucano, Dilma Rousseff aparece em primeiro, com 20%, tecnicamente empatada com Ciro Gomes, que tem 19%, e Aécio Neves (PSDB) com 18%; 8% votariam em Heloísa Helena e 4% em Marina Silva.
A pesquisa também perguntou em qual candidato o eleitor não votaria. Aécio Neves é o que tem menor rejeição, 5%. Ciro Gomes é o segundo, com 8%; Heloísa Helena foi citada por 10% dos entrevistados. Marina Silva e José Serra aparecem com 11% e Dilma Rousseff tem a maior rejeição, 12%.”

Dirceu cai de pau em Marina

6 de novembro de 2009

Do blog do ex-ministro José Dirceu:
“Eu não ia comentar as declarações de Caetano Veloso sobre Lula. São velhos preconceitos, tão velhos quanto a escravidão e a inquisição. Além do mais, sabe-se que Caetano as faz exatamente para criar polêmica. Muitas vezes o que diz não é nem o que quer, nem aquilo em que acredita, mas fala para polemizar.
Ia ignorar, mas a presidenciável do PV, senadora Marina Silva (PV-AC) falou e não repeliu a ignomínia e a vilania de Caetano Veloso. Pelo contrário, falou pelos cotovelos para tirar proveito oportunista das declarações do cantor.
Marina, que segundo o jornal carioca O Globo, respondeu a uma solicitação sua por escrito, disse: “Isso (o que Caetano falou) mais do que agrega, congrega. Vai criando uma força de pensamento e de debate político que vai além de quaisquer candidaturas ou de acordos da política tradicional e coloca em cena a sensibilidade das pessoas e a vigor do desejo de ter outros valores em evidência quando se fala de uma sucessão presidencial”.
A senadora se disse honrada, pois são dois grandes líderes. E sem citar Lula textualmente, disse que um candidato não pode ter só carisma: “Acho que ele (Caetano), no fundo, está querendo que aconteça algo na política brasileira que faça com que as pessoas se entusiasmem novamente. Mas com um passo à frente. Esse passo significa que não pode mais se colocar todas as fichas no carisma. É preciso que muita gente esteja disposta a ir junto, pela razão e pela emoção”, alfinetou a candidata do PV.
                                                    * * *

Como veem pela nota acima, é tudo retórica de Caetano Veloso e da senadora - em campanha - Marina Silva. Nada menos que 84% do Brasil, como atestam as pesquisas, estão entusiasmados e apóiam seu presidente. O país saiu da crise mais forte e está melhor sob todos os pontos de vista.
Marina falseia a realidade quando fala em colocar todas as fichas em carisma. Ela conhece o presidente, serviu como ministra do Meio Ambiente a seu governo por mais de seis anos e conviveu com ele. É imperdoável, assim, que não tenha criticado a fala de Caetano Veloso! E ainda venha dizer que Lula é só carisma. Justo ela que se alfabetizou no Mobral, foi vítima do preconceito e desrespeitada como ministra por essa mesma mídia que a ridicularizava e hostilizava a cada oportunidade.
A senadora acriana despreza a militância do PT e todos aqueles que acreditam em Lula e o apóiam. Ela conviveu dezenas de anos conosco, sabe que nos movemos pela razão e paixão, e não nos pautamos pela política tradicional. Essa mesma política que ela tanto criticou, mas com a qual ela mesma já convive agora com o PV fazendo acordos com o PSOL e o PSDB, PPS e DEM ao mesmo tempo.
Uma convivência, diga-se de passagem, na qual ela não recusará nenhum apoio nos Estados para eleger seus deputados e senadores - inclusive o deputado Fernando Gabeira (PV) e o ex-prefeito César Maia (DEM) no Rio.
Marina sabe que essas são imposições da realidade política institucional brasileira, sabe que queremos uma reforma política - estava no PT, ainda, quando o governo e o partido encaminharam propostas nesse sentido ao Congresso. Mas não, teve que se aproveitar e cair na vala comum da política da velha direita brasileira, dos senhores de engenho, e com a ais terrível de suas armas, o preconceito…”

Sarney está tecnicamente fora

30 de junho de 2009

Sarney já está no chão.
Só falta largar a cadeira.
O Senado tem 81 membros, portanto basta ele perder o apoio de 41 Senadores.
O DEM e o PDT já fecharam questão. Os dois somam 19 votos.
O PSDB anunciará sua decisão dentro de instantes: serão mais 13 votos.
O PT, na pior das hipóteses, racha: outros seis votos.
Só aí já somam 38 senadores.
Dois do PSB e um do PSOL, chegam aos 41.
Pode ser que no DEM, o antigo PFL, onde Sarney tem amigos, surja alguma dissidência.
Se por acaso forem duas as dissidências, Jarbas Vasconcellos e Pedro Simon, do PMDB, cobrirão a diferença.
Isso sem falar no PR e do PRB – que são da base do governo, mas não da base de Sarney, que só conta mesmo com a maioria do PMDB e do PTB.
Os dois senadores avulsos, Francisco Dornelles, do PP, e Inácio Arruda, do PC do B, devem ir um para cada lado.