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Posts com a tag ‘Michel Temer’

Temer fará campanha contra Haddad

6 de fevereiro de 2012

      Da colunista Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
      ”Em conversa recente, Dilma Rousseff sugeriu a Michel Temer que ambos evitem se envolver nas disputas municipais, de modo a preservar o governo. Com a polidez habitual, o vice disse partilhar da preocupação da presidente, mas ponderou que terá de se fazer presente ao menos em São Paulo, onde o PMDB pretende lançar Gabriel Chalita”.

Miro crê que plebiscito já tem maioria

20 de janeiro de 2012

      O deputado Miro Texeira (PDT-RJ) concedeu uma entrevista a repórter Adriana Vasconcelos, do ‘Globo’,
sobre sua proposta de prebiscito, em 2014, para o que o eleitor decida como deve ser feita a reforma
política:
- O senhor conseguiu um apoio de peso esta semana, do PMDB…
- Depois de ouvir o Henrique Alves (líder do PMDB na Câmara) admitir publicamente que há uma grande desconfiança do eleitorado em relação à proposta de reforma política que tramita no Congresso, resolvi pedir a ele para intermediar novo encontro meu com o Michel Temer. Jantei com ele no Jaburu na terça-feira. Michel disse que apoia a ideia e prometeu conversar com as bancadas do PMDB na Câmara e no Senado. É o começo da discussão.
- E o PT, o senhor acha que vai aceitar a proposta?
- Coincidentemente, depois do jantar com Michel, eu me encontrei com o José Dirceu (deputado cassado e ex-ministro do governo Lula) e o Marco Aurélio Garcia (dirigente petista e assessor de Dilma). Ambos ficaram surpresos ao saber que há resistências dentro do PT e disseram que apoiam o debate sobre o assunto. Minha ideia agora é procurar outros petistas como o (deputado federal Ricardo) Berzoini, para continuar nesse trabalho de reduzir as resistências petistas. Pois a iniciativa não é uma ofensiva contra a proposta de reforma política que vem sendo elaborada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS).
- Quais as chances reais de aprovação desse projeto de decreto legislativo?
- Com os apoios que venho recebendo publicamente, passamos a ter chance efetiva de aprovação do
projeto e de realização do plebiscito em 2014. Na próxima semana, por exemplo, marquei encontro com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e vou procurar também o PSD. Já conversei com os líderes do PTB e do PR. A partir da reabertura dos trabalhos legislativos, cada um desses partidos deverá fazer consultas junto a suas bancadas. Mas a sensação que tenho é que já temos o apoio da maioria dos parlamentares na Câmara.
- Qual a importância da realização desse plebiscito?
- Há hoje desconfiança natural e justa de parte da população sobre qualquer proposta de reforma política que saia do Legislativo, pois, em várias ocasiões em que isso ocorreu, tiraram poder do povo. As suspeitas são de que os parlamentares só vão aprovar mudanças que os favoreçam. Por isso, o plebiscito daria uma legitimidade maior à nova legislação.
- Com a confirmação do plebiscito, o horário eleitoral gratuito em 2014 seria ampliado para a discussão da reforma?
- Diante de uma causa nobre como esta, não acredito que o povo vá se incomodar em assistir a mais cinco minutos de horário eleitoral à tarde e à noite para que possamos fazer o debate sobre a reforma. Pode-se imaginar até uma fórmula que reduza o tempo dos candidatos e se dê prioridade a esse debate.

 
                                                    * * *

Reforma política terá plebiscito

19 de janeiro de 2012

     Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
    “Com o apoio do PMDB, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai propor a realização de um plebiscito nas eleições de 2014 para decidir sobre a reforma política. Ontem, o vice Michel Temer deu aval à iniciativa de Miro. Ele também recebeu sinal verde do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e dos líderes do PR, Lincoln Portela (RR), e do PTB, Jovair Arantes (GO), na Câmara. Esse movimento deve paralisar a votação da proposta de reforma relatada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS).
O texto do projeto que está sendo preparado prevê a ampliação, nas eleições de 2014, do horário de propaganda eleitoral no rádio e na TV. Esse tempo adicional seria usado para debater o conteúdo das propostas de reforma política. Os eleitores teriam de escolher entre o voto distrital, o distritão, o voto distrital misto, a manutenção do voto proporcional e a adoção do voto em lista. E decidir também sobre como será o financiamento eleitoral:
privado, como é hoje; exclusivamente público; ou misto, como é nos Estados Unidos. As mudanças aprovadas nas eleições de 2014 seriam implementadas no pleito seguinte, o de 2018″.

PMDB tenta atrair o DEM

4 de janeiro de 2012

    Das repórteres Catia Seabra e Maria Clara Cabral, da ‘Folha’:
    “Sob o comando do vice-presidente Michel Temer, o PMDB -maior aliado do PT na coalizão governista- tenta atrair o oposicionista DEM para dobradinhas nas eleições municipais de outubro, ação que se bem-sucedida pode gerar uma futura fusão.
Apesar de não atuar diretamente, o Planalto vê com bons olhos a movimentação. Além de ampliar sua base de apoio no Congresso, ela também abafaria algumas das principais vozes críticas à gestão de Dilma Rousseff.
O próprio Temer participa da costura das alianças municipais, especialmente dedicado à viabilização da candidatura do deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo.
Depois de encontros com integrantes do comando nacional do DEM, como o presidente nacional, José Agripino (RN), e o líder da bancada na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), Temer convidou no último dia 21 o presidente estadual da sigla, Jorge Tadeu Mudalen (SP), para uma conversa sobre a eleição na capital.
Até então resistente a um acordo, Mudalen deixou o Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente) aberto a um acordo.
“Vejo com simpatia essa conversa com o PMDB”, disse Mudalen, que, dois dias antes, jantara com o ministro peemedebista Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos).
Temer e Moreira não são os únicos do PMDB a flertar com o DEM. Também no mês passado, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, recebeu o secretário-geral do DEM, Onyx Lorenzoni (RS).
Na conversa, os dois se comprometeram a fazer um levantamento das cidades gaúchas onde há compatibilidade entre os dois partidos. Mendes propôs objetivamente uma fusão. “O PMDB e o DEM precisam olhar para o Brasil com uma expectativa clara do que pode fazer uma aproximação cada vez
maior entre os dois partidos: a eleição municipal como prévia de 2014.”
Lorenzoni admite uma afinidade com o PMDB do Rio Grande do Sul. Mas diz que uma fusão não será necessária porque, apesar de debilitado com a criação do PSD, o “DEM dará a volta por cima” para 2014.
DEM e PMDB ensaiam também aproximação na Bahia e no Rio Grande do Norte, entre outros Estados. “No Maranhão, o DEM e o PMDB sempre caminharam juntos”, disse o ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB-MA).
A articulação preocupa a cúpula do PSDB. Preocupado com o risco de isolamento na oposição, o comando do partido pediu que seus governadores ampliem as negociações com o partido.
Segundo tucanos, o DEM já avisou que, caso constate que não é capaz de eleger 30 deputados federais nas próximas eleições (em 2010, elegeu 43, mas hoje só possui 27), terá que optar por uma fusão. Só não sabe se com o PMDB ou o PSDB”.
                               * * *
No Rio, o ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, saiu na frente, ao procurar o deputado Anthony Garotinho e propor um acordo para as prefeituras da Capital e do interior do Rio de Janeiro.
Garotinho, hoje no PR, tem enorme influencia no PMDB no interior do Estado.
Para a Capital, está praticamente certo o lançamento de Rodrigo Maia para a Prefeitura, tendo como vice Clarisse Garotinho.
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Quem achar isso exdrúxulo, mire-se no exemplo da Bahia citado pela reportagem da ‘Folha’.
Alguém já imaginou Geddel Vieira Lima de mãos dadas com os herdeiros políticos de Antonio Carlos Magalhães?
O velho senador deve estar esmurrando seu túmulo…

Cabral humilha Michel Temer

1 de dezembro de 2010

    Da colunista Renata Lo Prete, da ‘Folha’:
“Temer telefonou na sexta para Cabral. Até a tarde de ontem, o governador não ligara de volta”.
                   * * *
Pelo menos na cabeça de Sergio Cabral, com relação a Dilma, ele acredita que está tudo dominado.

Moreira reclama por Temer

1 de dezembro de 2010

    Da repórter Maria Lima, de ‘O Globo’:
“Escolhido pelo vice presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), como indicação de sua cota pessoal para o Ministério das Cidades, o vice presidente da Caixa e ex-governador do Rio, Moreira Franco, está no centro das disputas entre os partidos aliados, e também na bancada do PMDB na Câmara, que gostaria de indicar outro nome para a pasta. Sentindo-se ameaçado com as resistências internas, ele criticou o comando das articulações da transição, disse que Temer está sendo esvaziado e que a unidade do partido que deu a vitória à presidente eleita, Dilma Rousseff, está ameaçada.
Moreira criticou especialmente o fato de Dilma, o futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, terem se reunido ontem separadamente com Temer, para discutir nomes da Câmara, e depois com os senadores José Sarney e Renan Calheiros, do PMDB, para negociar os indicados do Senado.
O vice-presidente da Caixa negou que tenha havido, junto a Dilma, um veto a seu nome por parte do governador do Rio, Sérgio Cabral. O governador negociou, sem consultar o partido, o nome de seu secretário Sérgio Côrtes para o Ministério da Saúde.
- O problema não é ter dois ministérios do Rio (ele próprio e Côrtes). No atual governo, tem oito do Rio, sendo três só do PT. O problema é o processo de encaminhamento. O Michel está sendo esvaziado. Como não se define nada, o Cabral foi lá ontem, sem consultar ninguém, e acertou o lado dele - explicou.
Na conversa com Cabral, Dilma disse que não haveria problema em nomear Moreira, desde que essa indicação fosse consenso na bancada do PMDB na Câmara. O problema é que os deputados já referendaram outro nome da cota de Temer: o atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Pelas negociações, Temer só teria direito a indicar um ministro em sua cota pessoal.
- Se ele (Cabral) me vetou foi na rua. Aqui não teve veto nenhum. A (minha) indicação não está condicionada ao consenso na bancada. O problema é a acomodação geral. Não se sabe quantos nem quais ministérios o PMDB terá. Depois do Cabral ter ido lá ontem, hoje foi o Senado. A unidade que se construiu durante a campanha e que levou a vitoria de Dilma, está sendo dilacerada - disse Moreira, de manhã.
Sobre a negociação dura com o comando da transição, especialmente o presidente do PT, José Eduardo Dutra, Moreira reclamou do excesso de exigências dos articuladores:
- Claro, ele (Dutra) está defendendo o dele! Como a imprensa acuou o PMDB de tal forma, falando de fisiologismo, estão cheios de dengos e doces.

O PMDB enquadrado

24 de novembro de 2010

    O artigo  que o deputado Michel Temer publica hoje na ‘Folha’, (leia o post abaixo)procura enquadrar finalmente o PMDB.
Só resta saber se é para valer.
Ele é uma espécie de ‘Carta aos Brasileiros’ dirigida, principalmente, à Presidenta Dilma Roussef.
A ela, Temer garante que o partido estará unido em torno do seu governo.
Isso o fortalece na discussão da formação do ministério.
Já expulsar do partido alguns peemedebistas históricos como Jarbas Vasconcellos, Pedro Simon e Luiz Henrique são outros quinhentos.
                          * * *
A frase “Quem não se conformar com as decisões tomadas em convenção nacional poderá se desligar do nosso partido, sem que este exija o mandato”, está na cara que é do ex-governador Moreira Franco - o político mais próximo de Temer e  certamente um dos mentores do artigo.

O fim da pré-campanha

4 de julho de 2010

                                                                     Marcos Coimbra*
Quem tinha razão era Magalhães Pinto, velha raposa política e ex-governador de Minas Gerais. A política é mesmo como nuvem. Uma hora, você olha e vê uma coisa. Olha de novo e ela já mudou.
Se estivesse vivo, seria o que ele diria sobre o período da campanha presidencial que agora se encerra. Do início de abril, quando se desincompatibilizaram os principais candidatos, ao fim de junho, quando começa a reta final da sucessão, tudo ficou diferente.
A entrada em campo de Serra era aguardada havia meses. É verdade que ele teve que disputar, até dezembro, o posto de candidato com Aécio, ainda que não se preocupasse muito com as aspirações do mineiro. Estava convencido de que o PSDB terminaria por lhe entregar a vaga.
De qualquer maneira, o fato é que, desde quando Aécio saiu do páreo, nada mais restava em seu caminho. Com a candidatura assegurada, teve amplo tempo para se preparar, montar sua estratégia, organizar sua equipe. Ainda que continuasse, de janeiro a março, com suas obrigações de governo, pôde pensar com calma no que faria quando saísse do Palácio dos Bandeirantes.
Com algum retardo (que ajudou a manter o suspense sobre sua decisão até a véspera do prazo fatal), ele finalmente renunciou ao cargo de governador e virou candidato. Juntou-se a Dilma, que, dias antes, havia deixado o ministério.
Entre o começo de abril e meados de maio, Serra viveu seus melhores 45 dias desde quando iniciou sua jornada em busca da Presidência. Quem tiver alguma memória se lembrará do que andaram dizendo seus correligionários e publicaram aqueles que por ele torcem na imprensa fluminense e paulista.
Era como se estivesse ali começando para valer a sucessão, com um goleador nato, em momento inspirado, mostrando seu melhor futebol. Para eles, Serra fazia um gol atrás do outro, com postura serena, palavras sempre bem escolhidas, hábeis manobras.
Pelo que se lia nesses jornais, enquanto Serra conquistava novos apoios, Dilma perdia os dela. Era apenas questão de tempo até que as pesquisas assinalassem seu crescimento. Enquanto não vinham, as colunas estavam cheias de especulações sobre “pesquisas internas”, que já o mostrariam bem à frente da adversária.
Se era esse o tom da cobertura a respeito do candidato tucano, via-se o inverso no que era publicado sobre a petista. Parecia que uma desastrada havia entrado em campo, cometendo um erro depois do outro. Precipitação, amadorismo, inabilidade, incompetência, era isso que se falava dela e de sua campanha. Chegaram a dizer que Lula andava nervoso, agitado, irritadiço.
As nuvens, no entanto, mudaram. Se o sol parecia brilhar para Serra até o meio de maio, a chuva desabou de lá para cá. Viu-se que a falta de traquejo eleitoral não prejudicava Dilma. Ela cresceu nas pesquisas, suas alianças se confirmaram, outras surgiram. Gorou a esperança de que as propagandas partidárias de PSDB, DEM, PPS e PTB, somadas, mudassem o panorama. Na maioria dos estados, alegrias para o governo, decepções para a oposição. Lula não franzia mais a testa. Quando junho chegou ao fim, ele era só sorrisos.
Ficou, no entanto, para o apagar das luzes da “pré-campanha” o pior momento. O episódio da escolha do companheiro de chapa de Serra tem tudo para entrar para a história.
Desde quarta-feira, quando Índio da Costa foi confirmado, já se falou tanto que é até cruel insistir no assunto. Qualquer argumento em favor de seu nome chega a ser risível, desde o potencial de seus 39 anos atraírem a juventude e provocarem a reversão do voto no Sudeste à densidade de sua biografia de “ficha limpa”.
Mas resta uma pergunta: por mais que as pessoas se julguem imortais, um candidato a presidente não tem a obrigação de raciocinar com a hipótese de vir a faltar, por qualquer motivo? Não foi, talvez, pensando assim que Collor escolheu Itamar, que Fernando Henrique convidou Marco Maciel, que Lula optou por José Alencar?
Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?
* Marcos Coimbra, sociólogo, presidente do Instituto Vox Populi, escreve para o ‘Correio Brasiliense’.

Ajoelhou tem que rezar

29 de junho de 2010

José Serra elogia Lula mas não segue o seu exemplo.
É óbvio que Lula preferiria não fazer aliança com o PMDB, mas o Presidente é pragmático o suficiente para saber a importância desse acordo.
Por isso, sacrificou o PT em diversos Estados, como no Rio de Janeiro e em Minas.
É claro que o vice de seus sonhos seria Henrique Meirelles.
Mas ele engoliu Michel Temer.

Cada um com a sua crise

5 de junho de 2010

As campanhas dos dois principais candidatos estão em crise:
Dilma Rousseff é culpada pelo sucesso.
Seus assessores brigam pela conquista de mais poderes na campanha e, consequentemente, no próximo governo.
Já José Serra é culpado pelo declínio.
Continua difícil encontrar um vice para o tucano.
O escolha acabará recaindo num parlamentar sem condições de ser reeleito.
                  * * *
Justiça seja feita.
Michel Temer é o grande nome do PMDB e, por isso mesmo, será o vice de Dilma.
Mas se não fosse isso, ele difícilmente se reelegeria para a Câmara dos Deputados.