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Posts com a tag ‘Jarbas Vasconcellos’

Serra: perdendo com estratégia

8 de junho de 2010

A repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’, informa que o candidato José Serra reviu sua estratégia e, terá agora a sua disposição, os palanques de Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, Paulo Souto, Teotônio Vilela, João Alves e Jackson Lago, que o “ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma Rousseff na região”.
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Já que é assim, podem tomar nota.
Serra perderá as eleições no Ceará de Tasso, em Pernambuco de Jarbas, na Bahia de Souto, em Alagoas de Teotônio, em Sergipe de João Alves, e no Maranhão de Jackson Lago.
Aguardem outubro…

Tucanos: “vantagem ampla nunca mais”

25 de maio de 2010

De Flávio Freire, de ‘O Globo’:
“Após uma hora e meia de reunião, o comando da campanha presidencial do PSDB revelou ontem um diagnóstico pouco animador sobre o que pode ser o desempenho do tucano José Serra na disputa sucessória.
Embora paralelo ao discurso de que acreditam na vitória, os tucanos já falam em ganhar sem muita vantagem, pois uma das análises é a de que, dificilmente, deverão recuperar a larga diferença que já tiveram da principal adversária, Dilma Rousseff (PT), hoje empatada com Serra, com 37% cada, segundo o último Datafolha. Na pesquisa de dezembro de 2009, a diferença era de 16 pontos.
Ao mesmo tempo em que associa a performance da petista à exposição dela na TV, o grupo de Serra admite que também aguarda a presença do tucano nas inserções que começam dia 15 de junho, e também no programa partidário, do dia 17, para alavancar sua candidatura. Ainda assim, o clima é de cautela: O mês de maio foi da Dilma, e o mês de junho será o nosso.
E vamos chegar na campanha com posição favorável, mas não com uma grande vantagem.
Será uma eleição duríssima, mas nossa campanha estará dentro da legalidade disse o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, que capitaneou o encontro com integrantes da direção da campanha, na sede do PSDB paulistano.
Embora a pauta oficial da reunião girasse em torno da convenção de 12 de junho, quando será homologado o nome de Serra, os integrantes do partido não esconderam a preocupação com o avanço de Dilma na pesquisa.
Para o deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB-BA), o partido deve apostar suas fichas na exposição de Serra na TV. E ele também prevê uma disputa acirrada pela frente.
Não temos a expectativa de que estaremos dez pontos na frente de novo. Mas a hora é de fazer uma mobilização capaz de unificar o discurso em cada estado disse ele, que será o cicerone de Serra em Salvador.
A partir desta semana, o comando do partido também vai reforçar eventos com a militância em todo o país, e sempre que possível, com a presença de Serra. Para isso, uma nova preocupação surgiu no quartel-general tucano: a formalização da agenda.
Estamos fazendo de tudo para tentar organizar a agenda de uma forma que ela seja divulgada a tempo, mas sempre ficamos dependendo do aval do candidato disse a senadora Marisa Serrano (MS), que até a noite de ontem só dava como certos, para esta semana, dois eventos com a presença do candidato: o debate da CNI, hoje, e o lançamento da campanha de Jarbas Vasconcellos, em Recife, na sexta-feira”.

Cabral cutuca Eduardo Campos

16 de maio de 2010

De Jorge Bastos Moreno no seu Nhenhenhém, no ‘Globo’:
“A decisão de Jarbas Vasconcelos de ser candidato contra o governador Eduardo Campos, em Pernambuco, foi festejada com fogos no Palácio Laranjeiras. Menos por Jarbas ser do PMDB, mesmo partido de Cabral, e mais por essa candidatura representar uma ameaça concreta a quem comandou a briga do Nordeste contra o Rio no pré-sal”.
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Cabral continua brincando com fogo.
O seu alvo, o governador Eduardo Campos, tem com ele todas as informações sobre o jatinho que levou o governador do Rio, e amigos, no carnaval de 2007, de Recife até a  paradisíaca Ilha de San Barth.

PMDB aponta declínio de Jarbas

16 de maio de 2010

De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Brasiliense’:
“Um comparativo das eleições de 2004 e de 2008 encomendado pela Presidência do PMDB tem como alvo o senador Jarbas Vasconcelos, responsabilizado pelo enfraquecimento da legenda em Pernambuco. O número de prefeitos caiu de 44 para nove, e o de vereadores, de 251 para 107″.

Sergio Guerra: vice de Serra?

14 de maio de 2010

Ilimar Franco, de ‘O Globo’, parece ter matado a charada para a cadeira de vice-presidente  de José Serra:
“Finalmente descoberto o motivo pelo qual o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) aceitou de bom grado que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), não fosse candidato à reeleição. Diante da posição assumida pelo ex-governador Aécio Neves, Guerra é hoje a principal alternativa do tucano José Serra para ser o vice de sua chapa. Entre os atributos de Guerra está o fato de ser do Nordeste”.
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Faz todo o sentido.
A dúvida é se isso dará certo.
Pernambuco está no poder há 16 anos.
Oito anos com Marco Maciel, como vice de Fernando Henrique Cardoso; e mais oito com Lula na Presidência.
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Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O pernambucano José Jorge, em 2006 - assim como Sergio Guerra hoje - não tinha votos suficientes para voltar ao Senado, e acabou sendo vice na chapa de Geraldo Alckmin.
José Jorge é uma das melhores figuras da política brasileira, mas sua participação na campanha de Alckmin foi soma zero.
E nada indica que com Sergio Guerra o resultado seja diferente.
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Guerra é homem de bem, é articulado, é da paz, mas em viagem ao exterior assinou uma nota chamando Dilma de “mentirosa”.
Lula revidou e disse que Guerra era “babaca”.
E no Nordeste, região que interessa a Serra, a marca pegou.
É por essas e outras que Guerra não tem condições de voltar ao Senado.
Os 95% que apoiam Lula, não votam em ‘babaca’, por mais agradável que ele seja.

Serra: “Lula está acima do bem e do mal”

14 de maio de 2010

Da repórter Ana Paula Grabois, do ‘Valor Econômico’:
“Em entrevista à Rádio Jornal, no programa de Geraldo Freire, no Recife, o pré-candidato à Presidência da República da oposição, José Serra (PSDB), elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula está acima do bem e do mal. Não comparo nada com Lula”, disse. No Estado onde Lula tem 95% de aprovação, Serra disse que a popularidade do presidente “é merecida”, mas que ele não é candidato.
O pré-candidato, no entanto, não poupou críticas ao governo. Acusou o governo de loteamento de cargos na máquina federal e citou o caso dos aeroportos e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Serra, no entanto, eximiu Lula de responsabilidade. “O Lula, às vezes, tem a posição correta e não consegue acionar. Não é culpa dele. É um sistema que está aí. É esse sistema que tem que mudar e que mudarei se tiver oportunidade”, afirmou.
O pré-candidato também fez críticas ao andamento de obras federais no Nordeste, como a rodovia Transnordestina e a transposição do rio São Francisco, e disse ser preciso acelerar a execução do orçamento federal nos projetos.
Numa tentativa de aproximação ao eleitor do Nordeste, onde tem o maior nível de rejeição e a menor índice de intenção de voto, o pré-candidato listou iniciativas em benefício da região que participou, como o programa de abastecimento pró-água. Segundo Serra, ele negociou o empréstimo com Banco Mundial quando fazia parte do governo Fernando Henrique Cardoso para viabilizar o projeto. Citou que foi o autor da proposta do Fundo de Desenvolvimento do Norte e Nordeste quando era deputado constituinte.
Também destacou ter aumentado a participação da região nas verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a cobertura do Programa Saúde na Família (PSF) em Pernambuco quando era ministro da Saúde. Negou ter a fama de anti-nordestino. “Isso é coisa de político para conseguir votos”, afirmou. Serra argumentou que todas as propostas que fez ao Congresso foram “uma batalha” em favor do Brasil e da região. “Individualmente, de fora do Nordeste, eu talvez tenha sido que na vida pública mais fez por aqui”, disse o pré-candidato tucano, que chegou a cantarolar um trecho da canção “Fim de Caso”, de Dolores Duran, durante a entrevista.
Serra disse que o seu vice “dificilmente” será um tucano, mas que a negociação do nome está a cargo do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. “Não sou eu que estou organizando isso”, afirmou. O pré-candidato anunciou a intenção de criar mais um ministério se eleito, voltado aos deficientes físicos, que somam 20 milhões de pessoas no país. Sobre a ideia já anunciada de instituir o Ministério da Segurança Pública, afirmou que um dos objetivos é coordenar as ações dos Estados no tema, com a cobrança de resultados.
Serra se disse alinhado politicamente à esquerda, embora ache difícil essa classificação ideológica. “O mundo mudou tanto que ao dar ênfase à indústria, ao emprego, à agricultura, de repente, você é considerado de esquerda. Se você acha que o juro está muito alto, é considerado de esquerda e tem gente que rapidamente passa a defender juro alto e se diz de esquerda”, afirmou Serra, numa referência ao atual governo.
Depois de conceder entrevista ao programa de rádio e a uma emissora de TV, Serra almoçou com parlamentares de Pernambuco, entre eles Jarbas Vasconcelos (PMDB), pré-candidato ao governo do Estado, que apoia o tucano, o senador Marco Maciel (DEM) e o presidente do seu partido e coordenador da campanha presidencial, senador Sérgio Guerra”.

Jarbas e Campos dividem TV

11 de maio de 2010

Em Pernambuco, a reeleição do governador Eduardo Campos, do PSB, parece barbada.
Além da máquina administrativa, ele tem a seu favor o apoio do Presidente Lula e mais um governo bem avaliado.
O curioso é que seu adversário Jarbas Vasconcellos terá o mesmo tempo de TV, segundo projeções baseadas nas bancadas que cada partido tem no Congresso.
Campos teria 7 minutos e 53 segundos, cabendo a Jarbas 7 minutos e 42 segundos.

PT deve repelir chantagem mineira

7 de maio de 2010

O PMDB está cada dia mais sem moral para exigir o apoio do PT para o mineiro Hélio Costa.
Além de terem o candidato a vice-presidência da República, em alguns dos mais importantes estados do país o partido não apoia a candidatura de Dilma Rousseff, a começar pelo maior deles: São Paulo, onde Orestes Quércia levou o PMDB a aliar-se a candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB, para governador.
Ontem foi a vez de Pernambuco, com Jarbas Vasconcellos. E mais o Rio Grande do Sul, onde o pré-candidato do PMDB, José Fogaça, admitiu a possibilidade de vir a apoiar José Serra.

Campos atrai oposição em PE

22 de abril de 2010

Do repórter Murillo Camarotto, do ‘Valor Econômico’:
“O governo é como a luz: sempre atrai as mariposas”. De autoria desconhecida, o clichê foi a solução encontrada pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, para avaliar a difícil situação por que passa a oposição em Pernambuco, da qual faz parte. Outra frase feita, esta atribuída ao deputado federal Inocêncio Oliveira (PR-PE), também se mostra pertinente na mesma trama: “Terno branco, sapato de duas cores e oposição só é bonito nos outros”.
Composta por PSDB, DEM, PMDB e PPS, a oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) vive hoje uma situação delicada, segundo admitem seus próprios caciques. Além da altíssima popularidade de Lula, grande aliado de Campos, os oposicionistas estão tendo que lidar com uma verdadeira sangria em sua base de sustentação, especialmente nos municípios do interior.
Com os investimentos estaduais chegando às suas cidades, prefeitos do PSDB vêm declarando abertamente que irão apoiar a reeleição de Campos, em detrimento da orientação do partido. O mesmo vinha ocorrendo com prefeitos do DEM que, após serem advertidos, deixaram de se manifestar publicamente, porém não mudaram de opinião quanto ao apoio ao governador.
Líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) acusa o governo de trocar obras por apoio político e com isso passar o rolo compressor na Casa. O governo, por sua vez, nega a relação entre os investimentos e as adesões dos prefeitos rivais, mas admite, nos bastidores, que tem mantido conversas com o objetivo de atrair esses apoios.
O prefeito de Carpina, a 56 quilômetros do Recife, Manoel Botafogo (PSDB), conta que foi convidado por Campos para uma conversa no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, em setembro do ano passado. Durante o encontro, o governador teria pedido apoio à sua reeleição, apesar de saber que Botafogo também estará no palanque do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. “Ele pediu apoio para ele e pra mais ninguém”, conta o prefeito.
Apesar da conversa, o prefeito diz que o grande motivo para o apoio declarado é o volume de investimentos do governo estadual no município, que passam dos R$ 6 milhões. Os principais projetos são uma escola técnica e um ginásio poliesportivo, além da pavimentação de ruas. “O governador é um grande parceiro da Prefeitura”, avalia Botafogo.
Na vizinha Lagoa do Carro, a prefeita Judite Botafogo (PSDB) - irmã de Manoel Botafogo - conta história semelhante. Os projetos de abastecimento de água, construção de casas populares e recapeamento do calçadão da cidade foram determinantes para a definição do apoio. A prefeita diz que também foi convidada a visitar o governador, porém o encontro acabou não ocorrendo e a conversa sobre o apoio à reeleição se deu “por telefone mesmo”.
Assim como ocorreu com o irmão, o pedido se limitou à reeleição de Campos. “Colocamos, de imediato, que não poderíamos deixar esse apoio se estender para outras esferas (eleições para deputados, senador e presidente)”, contou a prefeita.
Segundo fontes do governo, pelo menos 20 prefeitos da oposição já se comprometeram a pedir votos para Campos, apesar de apenas 13 terem sido revelados. Entre os dissidentes também há prefeitos do próprio PMDB, partido do provável adversário de Campos nas eleições, o senador Jarbas Vasconcelos. Caso conte mesmo com 20 prefeitos da oposição, Eduardo Campos terá ao seu lado cerca de 146 prefeitos, de um total de 184 em Pernambuco.
Apesar de comemorarem o feito, os palacianos tratam do tema com bastante cautela, receosos em passar a pecha de oportunista à estratégia de atração de apoios.
Os investimentos realizados nos municípios acabam, inevitavelmente, sendo os grandes responsáveis pela atração de apoio, em detrimento de convicções partidárias já pouco consistentes. “O político vive de obra em sua cidade. O partido é importante, mas não resolve”, explica um prefeito do DEM, que prefere não ter seu nome publicado. “É impossível fazer oposição a um governo que fez tanto pelo município”, completa.
Na mesma linha segue o prefeito de Limoeiro, cidade a 80 quilômetros do Recife, Ricardo Teobaldo (PSDB). Após mencionar as obras realizadas na cidade, com destaque para o asfaltamento de ruas, ele não titubeia em dizer que estará no palanque de Campos, apesar de se dizer fiel ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Voto com Sérgio em tudo”, disse o prefeito, que também pedirá votos para Serra.
Além dos prefeitos dissidentes, o PSDB de Pernambuco convive também com deputados estaduais na contramão, casos de Carlos Santana e Emanuel Bringel. Advertidos pelo partido, os dois preferiram não falar mais sobre o assunto.
“No caso dos prefeitos, não tem jeito, a gente vai tentar convencê-los a mudar de lado. Mas os deputados, esses sim, ficarão sem legenda para as eleições caso se posicionem contra o partido. Não vamos permitir transgressão”, alertou a líder Terezinha Nunes.
Segundo Sérgio Guerra, uma das esperanças da oposição é de que o lançamento oficial da candidatura de Jarbas, que deve ser definida até o final deste mês, possa representar uma reviravolta no comportamento dos prefeitos dissidentes.
Dos quatro prefeitos tucanos que falaram com o Valor, todos fazem juras de fidelidade a Guerra, que já foi do PSB, partido do governador. No entanto, solicitado a explicar os motivos da debandada dos correligionários, o senador, que mantém boa relação com Campos, foi seco: “Não sou coronel”.
Jarbas Vasconcelos é a única esperança da oposição, que não dispõe de outros nomes de peso dispostos a enfrentar Campos e seu “rolo compressor”. Duas vezes governador e bastante popular na Região Metropolitana do Recife, Jarbas é tido como o único capaz de conter uma vitória folgada do governo, evitando que, além do Palácio, Campos faça também os dois senadores e uma grande bancada na Câmara e na Assembleia.
Maior prejudicado pela debandada, o próprio Jarbas chegou a admitir publicamente o desmonte da oposição no Estado, fazendo, inclusive, mea-culpa sobre a situação. Segundo ele, a atividade no Senado não permitiu um maior cuidado com a rede de apoios em Pernambuco. Apesar disso, seus aliados acreditam que a falta de apoio das prefeituras não fará grande diferença nas urnas. Um desses aliados é Roberto Freire, afastado da política pernambucana já há alguns anos. Ele também se diz confiante em uma virada da oposição e, mais uma vez, parafraseou: “Ninguém ganha eleição de véspera”.

Jarbas: angustia e indefinição

11 de abril de 2010

Da repórter Cecília Ramos, para o ‘Jornal do Commércio’, do Recife:
“Era uma terça-feira à tarde, quando a reportagem do JC chegou ao gabinete do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), no Congresso, sem avisar. Informado pela secretária, atendeu de pronto. Estava sozinho, lendo uns papéis sobre a mesa. Era o clipping feito por sua assessoria com notícias sobre ele e outras que o interessam. A primeira página estampava uma matéria com uma foto do senador ao lado da do governador Eduardo Campos (PSB). “Repare só… Olha quem está aqui?”, disse, apontando para a foto-montagem e soltando um sorriso. Conversa vai e conversa vem sobre o cenário político, ele topou conceder uma entrevista que começou naquele dia, tomou a tarde seguinte e o pedaço de uma manhã.
Em pleno almoço-entrevista, já na quarta, em um restaurante de Brasília, Jarbas pediu: “Posso fazer uma confissão boba? Todo mundo sabe que eu sou amante de futebol. Mas você sabia que eu, duas vezes prefeito, duas vezes governador, nunca fui para uma copa do mundo por conta de eleição?” E contou nos dedos que perdeu a da Alemanha, Espanha, França… E este ano, a Copa na África do Sul? Respondeu com os ombros indicando não saber. “Este mês é decisivo para mim.” E falou que gostaria de cuidar mais da sua vida, parar de fumar, viajar mais. Depois, retomou o assunto político. Se empolgava ao falar, ano por ano, desde 1970, de todas as suas vitórias e derrotas. “Em 2002 eu já não queria disputar o governo”, pontuou.
Jarbas está a poucos dias de decidir ser ou não candidato ao governo. Estava disposto a falar. Contou sobre como está sua cabeça, hoje. Fez mea culpa sobre a “oposição desarticulada” em Pernambuco, ao mesmo tempo que mostrou porque é uma liderança no grupo. Sem amarras e até de forma saudosa, falou (e muito) da sua relação de admiração e disputas com o ex-governador Miguel Arraes (falecido em agosto de 2005) e com o neto do mito, o governador Eduardo Campos (PSB), a quem Jarbas deve enfrentar em outubro, se for candidato. Eles não se falam, como aliados, desde a noite de uma segunda-feira de setembro de 1992. Foi o ano do rompimento de Jarbas com o grupo de Arraes e o pivô teria sido Eduardo. Ou melhor, “Dudu” – como Jarbas chamou o adversário em boa parte da entrevista. “Não me orgulho disso (da briga) e nem acho um negócio arretado. Foi ruim.”
Memória política à parte, o senador teceu comentários fortes sobre o governo Eduardo. Mas o foco do senador, ao menos por hora, pareceu cravar, desde já, um discurso que justifique sua candidatura ao governo do Estado. Jarbas está indo para o sacrifício, pois, além de não ter o desejo de disputar, a oposição vive uma adversidade brutal, fora do poder nos três níveis e sem organização. Eduardo é considerado favorito e tem o presidente Lula como cabo eleitoral. O que resta? Tentar convencer o presidenciável do PSDB, José Serra, principal interessado no projeto Jarbas, a declinar da ideia de empurrar o senador para o pleito. O senador poderia ser mais útil fora da eleição de Pernambuco. Ele é a voz da oposição a Lula em um Estado onde o petista é rei. E se isso não colar, a oposição vai defender a candidatura de Jarbas como um projeto nacional para ajudar o presidenciável que ela julga ser o melhor para o País.
“Este é um mês de definição para mim, de expectativa, de angustia”, desabafou”.