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Posts com a tag ‘Indio da Costa’

Eleição para prefeito esvazia Parlamento

16 de janeiro de 2012

     Dos repórteres Cássio Bruno e Juliana Castro, de ‘O Globo’:
     “Com apenas um ano de mandato, deputados estaduais e federais do Rio já estão de olho nas próximas eleições municipais, em outubro. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que pelo menos 29 (mais de um terço) dos 70 políticos em exercício na Assembleia Legislativa (Alerj) são pré-candidatos a prefeito em cidades do estado, principalmente em suas bases eleitorais. Além disso, 16 dos 46 parlamentares federais fluminense podem seguir esse caminho e deixar as cadeiras para os suplentes, se forem eleitos.
Na Alerj, há casos em que bancadas inteiras devem concorrer. Uma delas é do PR. Os cinco representantes do partido têm interesse de disputar o pleito. Comandada pelo deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, a sigla foi a que mais perdeu deputados para o recém-criado PSD: quatro baixas. A nova
legenda, que possui hoje 13 parlamentares, o maior número da Casa, vai lançar três deles como pré-candidatos.
Os três deputados estaduais do PSB também têm pretensão de disputar as prefeituras, assim como os dois do PV e os dois do PRB. Os únicos deputados de PTB, PRTB, PTdoB são outros da lista. Dos seis parlamentares do PT na Alerj, quatro tiveram os nomes indicados para concorrer.
Já entre o grupo que poderá se dividir entre o trabalho em Brasília e a campanha em cidades fluminenses estão quatro dos oito deputados federais do PMDB do Rio. Já o PSDB e o DEM, aliados nacionalmente, ficarão em lados opostos na disputa pela prefeitura do Rio, com Otavio Leite e Rodrigo Maia, respectivamente.
São Gonçalo, na Região Metropolitana, tem sete deputados estaduais e federais com a intenção de concorrer à prefeitura. Quatro deles, no entanto, estudam ainda a possibilidade de se unir em uma aliança formada por PMDB, PSC e PPS contra o indicado da atual prefeita, Aparecida Panisset (PDT) - que não pode se reeleger este ano. Com 653 mil pessoas aptas a votar, a cidade é o segundo maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da capital.
- Em São Gonçalo, a eleição é de dois turnos. Achamos que nos unindo estaremos no segundo turno - diz o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani.
Na primeira eleição, PSD terá 17 candidatos próprios. No primeiro teste nas urnas desde sua criação, no ano passado, o PSD terá 17 candidaturas próprias no estado, das quais sete são prefeitos tentando reeleição em Cambuci, Carmo, Mangaratiba, Japeri, Rio Claro, Sapucaia e Natividade. Além dos três deputados estaduais pré-candidatos a prefeito, o partido indicará o deputado federal Dr. Paulo César à disputa em Cabo Frio, na Região dos Lagos.
- Se o DEM e o PR quiserem nos apoiar em algum municípios serão bem vindos, mas nós não vamos apoiá-los - avisa Indio da Costa, presidente regional do PSD, legenda que apoia o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB.
A disputa de forças no estado ficará por conta de Cabral e Garotinho, este com o apoio do DEM e do ex-prefeito Cesar Maia. O grupo do governador tem fechado pelo menos 65 candidatos na cabeça de chapa do PMDB contra 60 do PR.
As estratégias são distintas. Cabral não deverá pedir votos nas ruas para os aliados, com exceção de Paes, que disputará a reeleição. Garotinho vai percorrer todos os municípios ao lado dos apadrinhados.
- O Garotinho vai aparecer nas campanhas e será o puxador de votos de prefeitos e vereadores - conta o secretário-geral do PR no Rio, Fernando Peregrino.
- Vamos preservar o Cabral e selecionar as cidades em que ele aparecerá. No programa eleitoral na TV e no rádio, o governador gravará para todos os candidatos do PMDB e aliados - afirma Picciani”.

Vice de Serra é zero à esquerda

24 de agosto de 2010

     Serra tem caido nas pesquisas justamente nos Estados onde ele mais visita.
O mesmo ocorre com seu více, o Índio do Demo.  Ele concentrou-se no Rio, e Serra caiu aqui mais alguns pontos.
Veja o que diz Ilimar Franco sobre a nova estratégia do DEM:
“Vice de José Serra, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) vai começar a viajar pelo país, principalmente para os estados onde o DEM é mais forte, como Rio Grande do Norte e Santa Catarina. A avaliação é que ele teve pouca exposição até agora, então não podia ser cobrado pela queda de Serra entre os mais jovens. Até agora Indio se concentrou no Rio, onde Serra também caiu nas pesquisas. Integrantes da campanha querem que ele faça um discurso mais propositivo”.

Tucanos rifam Marina no Rio

1 de agosto de 2010

    De Ilimar Franco, no Panorama Politico de ‘O Globo’:
“Há uma tensão crescente na coligação que apoia a candidatura de Fernando Gabeira (PV) para o governo do Rio devido à campanha para a Presidência da República. Isso porque o PSDB e o DEM passaram a atacar a candidata Marina Silva (PV), como estratégia para tentar fazer com que José Serra (PSDB) ganhe as eleições no primeiro turno.
Na inauguração do comitê de Serra no Leblon, na semana passada, o vice do tucano, deputado Indio da Costa (DEMRJ), disse que, apesar das qualidades de Marina, a disputa pra valer é entre Serra e Dilma Rosseff (PT). A seu lado estava o vice na chapa de Gabeira, Márcio Fortes (PSDB)”.

Gonzalez de Serra, Santana de Dilma

26 de julho de 2010

    A ‘Folha’ de hoje publica os perfis dos marqueteiro das principais campanhas presidenciais: Luiz Gonzalez, de José Serra; e João Santana, de Dilma Rousseff.
Vamos a eles. 
                    * * *
   De Catia Seabra:
“Tomada 1. 28 de junho. Em meio à crise para a escolha de um vice, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC), procura Luiz Gonzalez, coordenador de comunicação da campanha de José Serra à Presidência.
“Você acha que é possível vencer a eleição sem três minutos e meio da TV?”, pergunta Bornhausen, numa alusão ao tempo do DEM.
“Não”, admite o jornalista.
“Então, deixo 50% das minhas apreensões com você”, reage o democrata.
Duas horas depois, Bornhausen é recebido por Serra em sua casa.
Tomada 2. Madrugada do dia 30. Reunido com aliados para avaliar uma alternativa a Álvaro Dias (PSDB-PR), Serra abre o e-mail:
“Gonzalez considera o Indio da Costa uma boa alternativa”, comenta.
Naquela tarde, Indio é anunciado vice de Serra.
Descrita por um dos participantes da reunião, a cena dimensiona a influência de Gonzalez sobre o candidato.
Com sua indefectível camisa Lacoste, é consultado sobre tudo: da agenda à elaboração dos discursos.
Na campanha, controlará R$ 50 milhões. Essa concentração de poder -até geográfica- desperta tanto incômodo no mundo político que chegou a ser objeto de bombardeio em reunião promovida pelo ex-presidente FHC.
Excluídos, tucanos insistem para que Serra amplie o núcleo de decisões. Debitando a derrota de 2006 também na conta de Gonzalez, o acusam de centralizador.
Para amigos, uma fama tão injusta como é para Serra.
Numa clara resposta, Gonzalez convidou o publicitário Átila Francucci para direção de criação da campanha.
Mas, avesso à interferência na comunicação, é capaz de fugir do escritório se informado que uma missão política está a caminho.
Até para escapar do rótulo de conservador, renovou a estrutura da campanha. Mas é amparado numa equipe de 20 anos que busca organizar a rotina de Serra.
Dono de temperamento forte e raciocínio rápido, aproximou-se de Serra em 2004, na disputa contra Marta Suplicy. Em campanha, adapta o relógio biológico ao do notívago Serra.
Fora da temporada eleitoral, foge de exposição pública. Prefere pilotar sua moto até o litoral norte de São Paulo. Além da casa em Maresias, outro destino é Madri, onde aluga um flat. Em São Paulo, vive num apartamento de 700 metros quadrados.
Jornalista, com passagem pela TV Globo, estreou no marketing político na disputa presidencial de 1989, integrando a equipe de Ulisses Guimarães. Foi em 1994, com a eleição de Mário Covas, que chegou ao mundo tucano.
Sócio da produtora GW, já investiu numa empresa de busca pela internet. Quebrou. Com a fundação da Lua Branca -desde 2006 em nome dos filhos- experimentou seu maior salto.
Nascida em meio andar de um prédio, a agência é responsável por três contas do governo de São Paulo, com contratos que somam até R$ 156 milhões ao ano. Em 2008, registrou um lucro líquido de R$ 8,9 milhões.
Gonzalez evita aparições. Com humor mordaz, costuma minimizar o papel do marqueteiro em campanha. “Infelizmente, candidato não é sabonete.”
                    * * *
   De Ana Flor:
“11 de agosto de 2005. Horas depois de o marqueteiro do presidente Lula em 2002, Duda Mendonça, admitir à CPI dos Correios ter recebido dinheiro de caixa dois do PT em paraísos fiscais, o telefone do ex-sócio de Duda, João Santana, toca. O publicitário está no interior da Argentina, numa campanha local.
Do Brasil, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, expõe o pedido do presidente para que Santana vá a Brasília. A suspeita de envolvimento de Lula no mensalão atingira seu auge.
24 de agosto. Santana entra no Palácio da Alvorada e encontra um Lula abatido. Na conversa, avaliam que o pronunciamento presidencial de dias antes fora um desastre. Santana o convence a fazer uma nova fala, desta vez em 7 de Setembro. Seria o primeiro texto sob a influência do novo marqueteiro.
Nas semanas seguintes, pesquisas nas quais Santana sempre calcou seu trabalho mostrariam que a saída da crise estava no apoio dos movimentos sociais. É o embrião do “Mexeu com Lula, mexeu comigo”.
A lealdade durante a maior crise de Lula, enquanto companheiros históricos de partido claudicavam, fez do baiano de 57 anos uma das pessoas mais próximas do presidente. Eles se falam quase todos os dias e jantam uma vez por semana.
Depois de fazer a campanha que reelegeu Lula, Santana recebeu do presidente a missão de pilotar um de seus maiores desafios: eleger ao Planalto sua pupila e novata nas urnas Dilma Rousseff.
A ligação de Santana com o PT é anterior à publicidade. Como jornalista da “Isto É”, em Brasília, no início dos anos 90, foi um dos autores da reportagem com o motorista Eriberto França, que ajudou na queda de Fernando Collor em 1992. Foi em sua casa, por exemplo, a reunião com congressistas do PT e de outros partidos de esquerda para sabatinar Eriberto. Ganhou o Prêmio Esso.
No início dos anos 2000, sócio de Duda, o publicitário se aproxima de Antônio Palocci numa campanha em Ribeirão Preto. Acaba como ponte entre Duda, tachado de malufista, e o PT. Às vésperas da campanha de Lula em 2002, os dois baianos romperam a sociedade.
Até ser chamado por Lula, em 2005, se dedica a campanhas na Argentina. Pelas mãos de Lula, fez a vitoriosa campanha de Maurício Funes em El Salvador.
Como Duda, Santana foi acusado de remeter dinheiro a paraísos fiscais e envolvido em denúncias de caixa dois de campanha. Diferentemente do ex-sócio, detesta holofotes e cultiva a discrição.
Não tem contas no governo Lula, mas a empresa da qual é sócio chegou a ser denunciada por privilégios nas contas de El Salvador.
Um dos momentos mais delicados dos trabalhos para o PT foi o comercial com perguntas de natureza pessoal sobre Gilberto Kassab (DEM) feito pela campanha de Marta Suplicy à prefeitura, em 2008 (”É casado? Tem filhos?”). Depois de perder a disputa, Santana tomou para si a responsabilidade.
Um de seus prazeres é compor jingles - vestígio dos anos 70, quando era conhecido como “Patinhas”, criou a banda Bendengó e compôs com Moraes Moreira.
Com Dilma, teve embates na campanha de 2006, mas, apesar do temperamento forte, aprenderam a conviver”.

Novo jingle de Serra é péssimo

25 de julho de 2010

A campanha de José Serra ganhou novo jingle.
Mas ele é tão ruim, tão ruim, que deve ter sido composto pelo vice Índio da Bosta… quer dizer, da Costa.

Índio do Demo, o macarrão de Serra

23 de julho de 2010

   O Twitter verdadeiro do candidato José Serra é o ‘joseserra_’.
Mas existe um fake, confesso, inclusive com a foto oficial de campanha: é o ‘Serra 2010′, que divulga o endereço correto do candidato tucano e anuncia: “Eu sou fake. Quer dizer, quem mente é ele”.
Deixando claro que tudo é uma enorme brincadeira, principalmente com o Índio do Demo, vejam algumas pérolas postadas pelo Serra 2010:
“O problema é quando o meu vice, versa”
                  * * *
‘Esse “Indio da Bosta’ está me “deixando de cara pálida”.
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“Na boa, esse Índio da Costa é uma espécie de ‘macarrão’ da minha chapa”.
                  * * *
“O DEM é que ligado ao narcotráfico, Que droga de vice que esses caras foram me arrumar”.
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“Índio que dá Costa pra mim, leva”.
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“Índio quer apito nada. Aqui quem apita sou eu. e tamos conversados”.

“Eu sou um pão…careca”.

Índio do Demo é pior do que se imaginava

19 de julho de 2010

 Se José Serra tivesse juízo - e ele o tem - já estaria arrependido de ter como companheiro de chapa o Índio do Demo.
A essa altura todos tem a certeza de que o vice de Serra é pessoa do mal.
Nesse final de semana, o Índio  - que emprega em seu gabinete um vagabundo que ganha sem trabalhar - deu uma entrevista ao site Mobiliza PSDB, onde acusou o PT de estar ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico.
Vamos as reações:
Da candidata do PV, Marina Silva:
- As acusações de Índio da Costa ao PT são desrespeitosas. Aprendi com os índios da Amazônia que é muito importante estar bem preparado politicamente e tecnicamente, inclusive emocionalmente, para poder pretender o lugar de cacique. É preciso muita maturidade. Acho que talvez o deputado Indio ainda não esteja suficientemente preparado para ser cacique do Brasil.
                     * * * 
Do presidente do PT, José Eduardo Dutra
- São declarações de um desqualificado. A que ponto chega a política. Quando se coloca uma pessoa sem capacidade para concorrer, ela se deslumbra e fala bobagens. É a mesma coisa que pegar um jogador da terceira divisão e botar para jogar no Maracanã. Estamos pensando em processar. O problema é que ele (Indio) não vale o custo do papel necessário para a petição.
                     * * * 
Do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza.
- Esse índio é um babaquara.
                     * * * 
Do ex-secretário Aloyzio Nunes Ferreira, candidato ao Senado pelo PSDB de São Paulo:
- Eu não vejo ligação, e não há nada que me faça ter uma análise dessas. Minhas críticas ao PT são outras. Não acho que Serra pense dessa maneira.
                     * * *
Do presidente do PPS, deputado Roberto Freire:
- Não acredito que ele tenha feito essa ligação. Não se tem nenhuma notícia disso (da suposta ligação do PT com as Farc).
                    * * *
O Índio do Demo é muito pior do que se imaginava.

Serra e Bruno

9 de julho de 2010

Deu no Ancelmo Góis:
“José Serra e Índio da Costa foram de trem, ontem, até Bangu. Chegando a estação, um gaiato não resistiu à piada e falou alto:
- Será que eles vieram aqui para visitar o Bruno, goleiro do Flamengo?”

Índio passa a perna em Rodrigo

6 de julho de 2010

Caso seja verdade o que publica, hoje, a colunista do ‘Estadão’, Sonia Racy, o Índio do Demo já deu uma rasteira em Rodrigo Maia, presidente nacional de seu partido:
“Índio da Costa, vice de Serra, já escolheu quem concorrerá a deputado federal, em seu lugar, pelo DEM do Rio.
Trata-se de outro advogado, Fabio Lins e Silva - quinta geração da família Lins e Silva, que desde o Império tem ligação com o  Direito”.

Índio condena esmola e pré-sal

4 de julho de 2010

Os repórteres Filipe Coutinho e Bernardo Mello Franco, da ‘Folha’, publicam hoje uma curiosa pesquisa sobre a trajetória parlamentar do vice de Serra, o Índio do Demo. É de assustar:
“Desconhecido até outro dia pelo presidenciável José Serra (PSDB), o vice Indio da Costa (DEM) já usou a tribuna da Câmara para discorrer contra o pré-sal e a favor da proibição de coxinhas e pirulitos em cantinas escolares.
Deputado de primeiro mandato, ele também atacou o envio de ajuda humanitária ao Haiti, antes do terremoto que devastou o país.
Indio começou a defender ideias polêmicas em seu primeiro mandato de vereador do Rio, onde foi fiel escudeiro do então prefeito Cesar Maia.
Em 1997, apresentou projeto de lei para punir os cariocas que dão esmola a pedintes. “Fica proibido esmolar no município, para qualquer fim ou objeto”, sentenciava o texto. “Quem doar esmola pagará multa a ser definida.”
A proposta chegava a chamar a mendicância de “vício”. Foi considerada inconstitucional e acabou numa gaveta da Câmara Municipal.
Ele também tentou proibir o comércio ambulante das ruas, o que varreria da paisagem carioca as figuras tradicionais dos vendedores de mate e biscoito de polvilho.
Num dos 130 discursos como deputado, Indio defendeu um plebiscito sobre a pena de morte, tema evitado por políticos experientes.
Afinado com o oposicionismo combativo do DEM, disse (antes da tragédia) que o governo parecia “beber cachaça” ao financiar tropas no Haiti enquanto o Brasil vivia uma “guerra civil”.
O deputado é fiel às orientações do partido, o que demonstra que a relatoria do projeto Ficha Limpa não foi o único trunfo para a escolha.
Na votação do pré-sal, ignorou a pressão da base fluminense e repetiu o discurso ambientalista adotado pela sigla. Já fez duras críticas a Roberto Jefferson, presidente do PTB e homem forte da chapa de Serra”.