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Posts com a tag ‘Governo do Rio’

Lula e Cabral contra ‘O Globo’

8 de março de 2010

Disse o Presidente Lula:
“Eu vi que a grande notícia de um jornal do Rio de janeiro (’O Globo’- “Dilma inaugura hospital no Rio construído sem verbas federais”) não é para o que serve o Hospital da Mulher, que foi inaugurado ontem, mas é por que a dona Dilma vem numa obra que não é do governo federal. Imagina a distorção da informação ao nosso leitor. Ora, porque qualquer pessoa de consciência imaginaria o seguinte: por que o governo do Rio de Janeiro teve dinheiro para fazer um hospital dessa magnitude? É porque a parceria com o governo federal permitiu que colocássemos dinheiro em outra área e desafogássemos o governo estadual para fazer esse investimento. Qualquer pessoa menos medíocre saberia analisar assim. (…) Quando a pessoa, ao invés de dar a informação, se preocupa em politizar de forma desinformada e eu diria até de certo baixo nível, realmente o povo fica sem saber o que está acontecendo”.
Disse ‘O Globo’:
“O jornal se limitou a publicar informações que expõem a forma como a campanha da candidata oficial vem sendo feita com uso ostensivo da máquina pública”.
Comentário:
O jornal esqueceu-se de dizer, ou não quis mesmo dizer, quem fez uso da máquina pública neste episódio:  o governador do Estado, Sergio Cabral. A obra é dele, os políticos que ocuparam o palanque são seus aliados, os militantes que estavam lá integram a sua base política, e quem distribuiu lanche para os moradores foram os organizadores do comício. Dilma esteve na Baixada, para prestigiar um ato político de Sergio Cabral. Sem a sua presença, ‘O Globo’ talvez publicasse 10 linhas sobre a inauguração, ou mais provavelmente nenhuma linha. Com a presenda da pré-candidata do PT à Presidencia, o que uma notícia sem grade importância virou manchete de ‘O Globo’.
Cabral fez a festa e convidou Dilma para ser a grande estrela.

Governo enfim fez uma obra

8 de março de 2010

Todos os jornais do Rio e de São Paulo, destacam o fato de Dilma Rousseff ter inaugurado um hospital na Baixada Fluminense, que não recebeu um único centavo de verba federal.
No site do governo do Estado, é dito que a inauguração foi feita pelo governador Sergio Cabral, e Dilma apenas assistiu ao ato.
O mais extraordinário de tudo isso é o governo do Estado ter realizado uma obra com seus próprios recursos.
Talvez seja a única.
O que o governo do Rio mais faz é repassar tarefas para a prefeitura, como é o caso da Linha Vermelha ou do Bondinho de Santa Tereza; a realização de obras com dinheiro federal, o PAC é o melhor exemplo; a tercerização de serviços, como o aluguel de toda a frota da PM e da Polícia Civil; ou a compra de equipamentos, ao invés de investimento em pessoal, como na Secretaria de Educação, onde o professor não é aumentado, mas ganha computador e ar condionado.

Cabral tem canal no YouTube

3 de março de 2010

 O Governo do Rio de Janeiro contratou um canal exclusivo no YouTube para fazer a sua propaganda.
Super normal. Isso ocorre em todo o mundo, e o melhor: é de graça.
O Vaticano, por exemplo, tem um canal em quatro línguas, com cerca de 500 vídeos. 
Empresas particulares pagam um mínimo de US$ 40 mil anuais ao Google, para ter um privilégio como esse.
Sergio Cabral, que se acha moderno, resolveu fazer o mesmo. Só não se sabe se gratuitamente ou não. O certo seria não pagar, já que ele é governo, mas como ele atropelou a hierarquia que havia sido traçada pelo próprio Google, talvez esteja sendo tratado como empresa.
Mas isso é de menor importancia, esteja ele pagando ou não. Para quem tem uma verba anual de R$ 180 milhões para gastar com propaganda, R$ 75 mil não fará a menor diferença.
O problema do canal é a falta de conteúdo.
Plasticamente, ele não é nenhuma brastemp, até que é bonito, se comparado, por exemplo, com o Portal do Governo do Rio.
Mas pode se tornar um tiro que saia pela culatra.
Tudo o que for postado ali, não será visto pelo visitante normal do YouTube.
Por exemplo. O governo colocou um vídeo de Cabral, Dilma Rousseff e Madonna no Carnaval. Certamente, o governador quis contrapor essa imagem àquela em que ele aparece ao lado da ministra, falando um inglês macarrônico, e visivelmente embriagado.
Só que o seu vídeo foi visto por 245 gatos pingados.
Já o outro, a essa altura antológico, adaptado também para uma versão funk, foi visitado por quase 170 mil pessoas.
Em seu perfil, o novo canal do governo é definido como “um ambiente de troca de idéias” e,  por isso, “pede a opinião para o Rio sair ganhando”.
E dá as regras:
“O que vale? Perguntar, criticar, elogiar e sugerir.
O que não vale? Ofender, caluniar, difamar e ridicularizar qualquer um dos participantes”.
O canal entrou no ar no dia 6 de outubro do ano passado. Ou seja: no próximo sábado, ele completará cinco meses. Ou 150 dias.
Sabem quanto comentários foram postados até hoje?
Um.
Ou ‘hum’, por extenso, para quem estiver duvidando.
E olha que o comentário está lá já há dois meses.
Será que não existe ninguém disposto a elogiar o governo, ou o carioca, com seu jeito moleque, decidiu mandar apenas ofensas, calunias e difamações, e está ridicularizando os seus participantes?

O maior anunciante da TV

22 de fevereiro de 2010

 A Band do Rio tem uns programas de produção independente.
Um deles, vai ao ar na madrugada de domingo para segunda, e chama-se ‘Deles e Delas’. Ele é comandado por Leleco Barbosa - filho do genial Chacrinha e íntimo do governador Cabral.
O entrevistado de ontem foi o secretário de Transportes, Julio Lopes.
O programa adora autoridades, e elas adoram o programa - mesmo porque são elas que escolhem os seus  entrevistadores, que estão ali apenas para levantar a bola dos entrevistados.
Mas até aí tudo bem.
O governo do Estado, como não poderia deixar de ser, é o patrocinador da empulhação semanal.  Mas o danado é que ele insere três anuncios de 30 segundos a cada intervalo, sem falar da Raspadinha da Loterj, “para quem quiser ganhar uma grana”, anunciada no início de cada bloco pelo próprio Leleco.
Seria mais producente, se a produção do programa triplicasse o valor dos filmetes,  e reduzisse o número de inserções. Quem sabe o telespectador desse mais valor ao que está assistindo.
O que não é possível é reprisar cerca de 15 ou mais anuncios do governo Cabral, em menos de 60 minutos.
Chega a ser vergonhoso.

O que fazer com R$ 180 milhões

1 de fevereiro de 2010

Depois de colocar um filmete sobre as viagens de Sergio Cabral ao redor do mundo, Fernando Gabeira já tem uma nova peça em seu blog.
Agora ele mostra o que outros governos fizeram com R$ 180 milhões - verba que Cabral estipulou para ser usada esse ano em propaganda no Rio de Janeiro. Para se ter uma idéia, essa foi quantia que Obama enviou para as vítimas do terremono Haiti.
Vejam o filme.

Cabral já gastou R$ 250 milhões em propaganda

29 de janeiro de 2010

Do repórter Raphael Gomide, da ‘Folha’:
“O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), abriu uma nova licitação no valor de R$ 180 milhões para contratar seis agências de publicidade por um ano. O valor é 80% superior ao da última licitação, de 2008, de R$ 100 milhões anuais para cinco agências.
O governo Sérgio Cabral já gastou R$ 250 milhões em “Serviços de Comunicação de Divulgação” em seus primeiros três anos, de acordo com o Siafem (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios). Foram R$ 81,4 milhões em 2007, R$ 82 milhões em 2008 e R$ 86,5 milhões no ano passado.
A sua antecessora, Rosinha Garotinho, gastou R$ 223,7 milhões (em valor corrigido pelo IGP-M, da Fundação Getulio Vargas), em período equivalente, ou menos R$ 26,3 milhões.
A licitação deve acontecer em março e pretende substituir as atuais agências de publicidade, cujos contratos se encerram em setembro. O novo contrato vale por um ano, mas o governo não pode gastar mais do que R$ 83,3 milhões em 2010, ano eleitoral -quando, por lei, os gastos do gênero são limitados à média dos três anos anteriores.
Atualmente prestam serviço ao governo a Agência 3 Comunicação Integrada Ltda., Agnelo Pacheco Criação Com. e Prop. Ltda. -que já atuavam na gestão Rosinha- , PPR Profissionais de Pub. Reunidos Ltda., a Artplan Comunicação S/A e a 3P Comunicação Ltda.
As cinco venceram a licitação de 2008 e tiveram o contrato renovado. Uma cláusula permitia renovações por até cinco anos. O acordo previa R$ 100 milhões de gastos anuais e a possibilidade de aditivos de até 25%, ou R$ 25 milhões.
O secretário do Gabinete Civil, Régis Fitchner, afirmou que o valor de R$ 100 milhões vigorava havia anos e precisava de reajuste. Com o novo montante, R$ 180 milhões, diz, não será necessário haver aditamentos.
“Com a realização da Copa e da Olimpíada, nós também prevemos um aumento dos gastos nessa área”, disse Fitchner. De acordo com ele, o Estado do Rio centraliza todos os gastos de publicidade da administração direta e indireta nessas contas.
Em 2007 e 2008, Cabral manobrou com o orçamento inicial para serviços de publicidade, multiplicando-o por até quatro vezes. Em 2007, a dotação prevista de R$ 20 milhões se transformou em despesa de R$ 81,4 milhões, superior aos Estados de SP (R$ 77 milhões) e MG (80,7 milhões).
No ano seguinte, os R$ 22,9 milhões viraram R$ 82 milhões liquidados ao fim do ano. Em 2009, o valor de partida foi o triplo dos anos anteriores, R$ 66,9 milhões, e as despesas também aumentaram para R$ 86,5 milhões”.

Cabral e a verba de publicidade

26 de janeiro de 2010

 O site ‘G1′ postou, há pouco, uma reportagem produzida pelo ‘Valor Online’, informando que os gastos da Presidência da República com publicidade, esse ano, somarão R$ 200 milhões, o que representa um aumento de 16%.
No dia 19 desse mês, uma notícia do ‘Globo Online’, assinada por Fábio Vasconcellos, dizia que o Governo do Rio de Janeiro gastará em publicidade, em 2010, R$ 180 milhões – ou seja, só 10% a menos que a Presidência da República, que faz propaganda não só no Rio, mas também no restante do país e no exterior. 
Enquanto a Presidência aumenta seus gastos em 16%, o governo Cabral aumenta em 80%, justamente no ano eleitoral.
A reportagem do ‘Valor’, tem outra curiosidade sobre a verba publicitária do Planalto: “A previsão de aumento dos gastos esbarra na lei eleitoral, que determina que, em ano de eleições, as despesas com publicidade não podem ultrapassar a média dos três anos anteriores ou o valor utilizado no ano imediatamente anterior”.
É sabido que “o pau que bate em Chico, bate em Francisco”.
Por que razões a Presidência não poderá aumentar 16% em sua verba publicitária, se o Governo do Rio decidiu aumentar 80%?
Se formos comparar, em termos de orçamento, os gastos do governo do Rio com os de São Paulo, os dados são ainda mais alarmantes: eles serão quase três vezes superior. Enquanto José Serra gastará 0,16% de seu orçamento global, Cabral gastará 0,39% do orçamento do Rio.
Pelo o que informa o G1, “ a partir de julho deste ano, também estará proibida a propaganda institucional dos governos, uma vez que o ano em curso é de eleições. As exceções ficam por conta de produtos e serviços que disputam mercado e aos casos de urgência pública reconhecidos e autorizados pela justiça eleitoral”.
Ou seja: a fabulosa verba publicitária de Sergio Cabral será torrada nos próximos seis meses.
O que ele vai anunciar não importa. O importante é que toda a mídia - seja ela impressa, televisiva ou radiofônica - seja bem atendida, não só na capital, como também no interior do Estado.
Segundo o secretário estadual chefe da Casa Civil, Régis Fichtner informou ao ‘Globo’, os gastos aumentaram “ porque o contrato, que vence em setembro deste ano, ficou defasado e, além disso, o governo prepara diversas ações com foco na Copa do Mundo, Olimpíadas e atividades promocionais, como o Cupom Mania, da Secretaria de Fazenda”.
Mas se ele vence só em setembro, porque antecipar o aumento? Os gastos com publicidade, seguem o mesmo raciocínio que Cabral teve com o Metrô: a concessão terminaria em 2018, mas em 2007 ele resolveu estende-la por mais 20 anos, ou seja, até 2038.
Fichtner disse ainda ao ‘Globo’ que “o contrato para 2010 é para seis agências, e não cinco, como é hoje”.
Esta aí um caso que o Ministério Público, tão ausente no Rio de Janeiro, deveria investigar.

Governo do Rio é injusto

12 de janeiro de 2010

 Quando o Airbus da Air France, que fazia o vôo Rio-Paris, caiu no mar, em junho do ano passado, o  governo do Estado encomendou uma missa de 7º dia, na Igreja da Candelária, para lembrar os 58 brasileiros que se encontravam a bordo.
Ao chegar à igreja, Sergio Cabral declarou: “Eu entro nessa missa na condição de governador, mas também com o coração de amigo. Eu conheço muitas dessas pessoas que estavam neste acidente trágico e, com algumas, eu convivia com freqüência”.
Na tragédia de Angra, morreram 52 pessoas e quatro continuam desaparecidas.
Para elas, nenhuma missa foi encomendada pelo governo.
Talvez porque morreram duas pessoas a menos do que na tragédia da AF.
Ou, quem sabe, porque os que morreram não estavam indo para Paris.
Ou, então, porque não existia, entre os mortos, nenhum conhecido das autoridades públicas.

Pezão é o único que funciona

10 de janeiro de 2010

 O ‘Estadão’ de hoje reconhece o que todos já sabem: Pezão é o único político que funciona no governo Cabral. Em reportagem assinada por Luciana Nunes Leal, fica claro que o incansável vice-governador “assume cada vez mais atibuições”. Eis o texto:
“Com 1,90m de altura, 130 quilos e sapato número 48, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza Pezão, de 54 anos, não passa despercebido. Por causa do tamanho, mas também pelas atribuições que assumiu na gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Secretário de Obras e comandante do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) no Estado, Pezão começou o ano cumprindo a missão de visitar as áreas atingidas por enchentes e deslizamentos que mataram 52 pessoas na Ilha Grande e em Angra dos Reis.
A ausência de Cabral no cenário da tragédia provocou uma série de críticas ao governador, que viu os estragos de perto somente no dia seguinte, 2 de janeiro. Amigo para todas as horas, Pezão assume a responsabilidade: “Eu disse para o Cabral não ir, era muito mais importante ele ficar no telefone, tomando providências, falando com o presidente Lula, com os ministros.”
Formado na política do interior, Pezão foi duas vezes prefeito de Piraí, município de 26 mil habitantes, no sul do Estado, onde nasceu. Começou a militância no PMDB, foi do PSDB, do PDT, do PSB e voltou ao primeiro partido. Durante muitos anos, acompanhou o ex-governador Anthony Garotinho, hoje adversário. Foi dirigente da associação de prefeitos do Estado, da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e secretário de Governo na gestão de Rosinha, mulher de Garotinho, hoje prefeita de Campos. “O Garotinho diz que eu o traí. Logo que me tornei vice, ele queria que eu rompesse com o Cabral, porque o governador criticava muito a Rosinha. Tenho uma grande gratidão por Garotinho e Rosinha, mas não havia motivo para romper com Cabral”, diz Pezão.
A briga com Garotinho foi feia. “Antes da posse (de Cabral), descobri que estavam aliciando pessoas do governo e prejudicando a Rosinha. Eu disse ao Pezão que a pior espécie de ser humano é o ingrato. Vi que ele não era meu amigo, mas amigo do governador, independentemente de quem fosse. Foi horrível”, conta Garotinho, que disputará o governo do Rio pelo PR. “Não me relaciono mais com Pezão, mas a Rosinha ficou afastada dessa questão, ele fez campanha para Rosinha em Campos.”
Pezão não quer saber de briga com o antigo aliado. Desde a posse, em janeiro de 2007, o vice-governador ganha cada vez mais visibilidade, por causa das várias tarefas que comanda e por substituir Cabral em um grande número de compromissos - inclusive na primeira atenção às vítimas do drama de Angra dos Reis. Também faz a articulação política com prefeitos e deputados. Sem falar nos quase 150 dias que ocupou o cargo de governador, por causa de viagens de Cabral ao exterior. Nas solenidades, o governador invariavelmente gasta boa parte dos discursos com brincadeiras e elogios ao vice.
Graças à lua de mel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Cabral, os investimentos da União no Rio de Janeiro foram retomados e, em 2009, Pezão administrou na Secretaria de Obras uma verba de R$ 5,6 bilhões, somando recursos federais e estaduais, investidos principalmente em projetos do PAC. Aproximou-se a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência e coordenadora nacional do PAC. E também ganhou a simpatia do presidente. Em todas as viagens ao Rio, Lula faz questão de prestigiar Pezão, conversa com o vice e o cita em seus discursos.
Pezão tem guardados os discursos em que Lula citou o programa de inclusão digital adotado em Piraí, durante sua administração. Foram enviados pela assessoria da Presidência. Em julho de 2009, Lula visitou Piraí, onde participou da entrega de computadores a estudantes. “Eu até me surpreendo, o Lula tem um carinho comigo que me marcou muito. E olha que o PT sempre foi meu adversário na minha cidade, me batia muito. O único calo que eu tinha neste pé grande era o PT”, brinca o vice.
Depois da primeira semana tumultuada de 2010, Pezão planeja se recolher por uns dias. Vai se hospedar num spa em Teresópolis. Conta que está acima do peso, ansioso, dormindo mal. “Senão, eu não aguento a campanha. Meu peso ideal é uns 110 quilos”, diz o vice. Os planos são de ficar pelo menos uma semana afastado do trabalho. Mas não inteiramente. Na quarta-feira, Pezão estará em Brasília, em reuniões com Lula”.

                                          * * * * *  
O ‘Estadão’ publica ainda uma entrevista com Pezão, onde ele, por lealdade, tentar livrar a responsabilidade de Sergio Cabral no episódio da tragédia em Angra. Mas sem sucesso:
 “Eu estava na casa do Cabral (em Mangaratiba, a 60 quilômetros de Angra dos Reis), passei o réveillon com ele, ia ficar lá os três dias. De madrugada, por volta de 2h30, o prefeito de Angra estava me ligando, a ligação caía. Conseguimos nos falar às 6h30. Sérgio Côrtes (secretário de Saúde e Defesa Civil) e eu pegamos o helicóptero e fomos para lá. Cabral estava dormindo, deixei avisado para o Cabral. Quando a gente estava chegando na ilha, ele ligou. Ele perguntou: “Você quer que eu vá?” Eu disse “não, vamos aguardar”. A gente não sabia se ia ter telefone na ilha, como iam estar as coisas lá. O Cabral ficou se comunicando com o presidente Lula, com Geddel (Vieira Lima, ministro da Integração Nacional). Sou um pouco culpado disso tudo. O presidente Lula disse que vinha, o Geddel disse que vinha, eu disse que não precisava. O Lula falou comigo, falou com o Cabral.
- A informação é de que o presidente Lula procurou pelo governador e não conseguiu falar com ele.
- Mentira. O Lula falou comigo, eu disse que o Cabral estava lá em Mangaratiba e ele ligou para a casa do Cabral. É que lá tem uma dificuldade de pegar celular. Não pega nas horas que a gente precisa. Achei (as críticas) uma injustiça. O Serra apareceu 48 horas depois (das enchentes em São Paulo), estava na Bahia. Ninguém fala nada”.

                                           * * * * *
Só para lembrar: Cabral divulgou uma nota sobre a tragédia de Angra, 17 horas após o desastre que matou mais de 50 pessoas.
Quando ele apareceu na cidade, disse que não tinha ido antes porque “as autoridades que trabalham já estavam no local”, como se ele não tivesse o que fazer.
Se Cabral estava dormindo, ele não poderia  ter telefonado para saber se deveria ir ou não até a Ilha Grande,  até mesmo porque o governador disse, no dia seguinte,  que não foi pois “não sou demagogo e não faria política em cima de uma tragédia”.
Pezão disse que Lula telefonou para Cabral, mas reconheceu que na casa do governador “tem uma dificuldade de pegar celular. Não pega nas horas que a gente precisa”. O curioso é que o celular de Pezão funcionou.
Quanto a crítica feita a José Serra, de que ele só foi ver as enchentes de São Paulo 48 horas depois, faz parte do jogo, já que Pezão apóia Dilma Rousseff.
A diferença é que Serra estava na Bahia, a quase dois mil quilômetros de distância de São Paulo.
Enquanto isso, Cabral dormia a pouco mais de 60 quilômetros da tragédia de Angra.
Se estivesse ao menos com a televisão ligada,  sua nota oficial sairia, o mais tardar, por volta do meio-dia, e não perto das 6 horas da tarde.

Gabeira continua na mesma praia

7 de janeiro de 2010

Com o título “Gabeira recua e complica PSDB”, Pedro Venceslau escreveu no ‘Estadão’:
“A insistência do PV do Rio de Janeiro em lançar candidato próprio à sucessão do governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), levou o deputado Fernando Gabeira, principal nome da sigla no Estado, a desistir de disputar uma cadeira no Senado.
“As decisões de lançar candidato próprio e não fazer coligação no campo estadual limitaram demais minhas chances ao Senado. Eu teria 30 segundo de TV e rádio. Para quem não tem recursos, isso não basta. Muito provavelmente, disputarei uma vaga na Câmara. É a velha questão de querer ser puro-sangue”, disse.
Até a definição da candidatura de Marina Silva ao Planalto, havia uma forte articulação para que Gabeira encabeçasse uma chapa formada por PSDB e PPS. “Com Marina, ficou bem claro que eu não poderia ter apoio de dois candidatos a presidente. Isso levaria muita ambiguidade ao eleitor.” E frisou que a apoiaria, mas “todos em torno” ficaram com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB)”.
Gabeira só vai na boa.
Ia ser governador, ia ser senador, agora será deputado.
O palanque do Rio é um dos principais problemas de Serra. Sem nomes fortes, o PSDB tem negociado com o PPS, que pode lançar a ex-juíza Denise Frossard ou o vereador e ator Stepan Nercessian, e com o DEM, que pode contar com o ex-prefeito Cesar Maia.