A FSB e o governador Cabral
15 de julho de 2009 A ‘Folha’ hoje ataca a Petrobras por ela ter contratado uma assessoria de imprensa - a CBN - para prestar serviços enquanto durar a CPI do Senado.
Essa foi uma das providências que a empresa adotou para enfrentar “talvez a maior crise vivida pela estatal”, segundo palavras do presidente Sergio Gabrielli em carta aos funcionários.
O certo é que, na visão da Petrobras, o quadro de jornalistas concursados mostrou-se insuficiente para a guerra que vem por aí.
O mesmo fez o governo Sergio Cabral.
Considerando que os jornalistas do Estado não eram competentes o suficiente para divulgar os atos do governo, ele preferiu contratar uma assessoria de imprensa – a FSB – não só para si, mas também para alguns de seus secretários.
Existem algumas diferenças que, certamente um dia, o Ministério Público ou o Tribunal de Contas, irá se interessar por elas, já que a imprensa não tem a menor curiosidade sobre o assunto.
Sabe-se que a Petrobrás vai pagar a CBN R$ 180 mil por mês para que ela dê respostas rápidas àqueles repórteres que irão participar da cobertura da CPI.
E a FSB? Quanto ela recebe mensalmente do governo do Rio? Ninguém sabe.
A Petrobras dispensou a CDN de licitação, pois vive “uma situação emergencial”.
Existiria alguma emergência no governo do Rio? Qual foi a justificativa que eles deram para que não houvesse licitação?
A Petrobras contratou um assessoria de imprensa para defender-se da pancadaria que recebe diariamente de tudo quanto é lado. Isso é evidente.
E o governador Sergio Cabral? Ele foi ou está sendo submetido a algo parecido? Alguém critica a sua administração, os seus atos? Algum jornal do Rio de Janeiro é capaz de dizer o que o governador fez hoje, onde ele esteve ontem e o que está programado para fazer amanhã?
O trabalho da CDN será visto e testado a partir do dia 6 de agosto, quando a CPI começa pra valer.
Já sobre o trabalho da FSB não se tem notícia desde o dia 1º de janeiro de 2007 – data da posse do governador Sergio Cabral.
A não ser que ela seja a intermediária da blindagem do governador.