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Herchcovitch vai vestir Dilma

24 de agosto de 2010

     Da repórter Ana Flor, da ‘Folha’:
“Criticada até poucos meses atrás pelo excesso de babados, cores fortes e tecidos sintéticos, a candidata ao Planalto Dilma Rousseff (PT) passou a ter a consultoria de um dos maiores nomes da moda no Brasil para remodelar seu guarda-roupas.
Alexandre Herchcovitch, estilista que desfila coleções no Brasil e no exterior (e criador de casaco polêmico usado por Dunga na Copa), assinou contrato com a campanha na última sexta-feira para ser o “personal stylist” de Dilma. Sua missão será burilar o guarda-roupas da candidata com peças suas inéditas e de outro estilistas.
As roupas de Dilma começaram a mudar na pré-campanha, em abril, quando blusas de mangas muito curtas e babados passaram a ser alvo de críticas até da campanha.
Nas últimas semanas, entretanto, a mudança se acentuou: com as gravações de TV, a candidata passou a usar cores neutras e terninhos, mantendo um estilo mais clássico.
Transformações já haviam sido feitas no penteado e na maquiagem, realizadas pelo cabeleireiro Celso Kamura, amigo de Herchcovitch.
O estilista, que teve o primeiro contato com a candidata na sexta-feira, terá as tarefas de identificar no guarda-roupas de Dilma o que deve ficar, encontrar modelos de outros estilistas e criar peças exclusivas.
“É um trabalho parte de consultor e parte de estilista”, diz. Segundo ele, a preferência, a pedido de Dilma, será por marcas brasileiras.
Ele fez um estudo da imagem de Dilma para identificar as cores que a privilegiam. Concluiu que o melhor são cores claras e tons naturais. Uma das primeiras instruções que ele deu a sua equipe foi a de encontrar tecidos naturais em tom vermelho, que a petista precisa ter no armário.
“Meu trabalho é fazer com que a roupa seja um coadjuvante à altura”, diz ele.
Hoje, o estilista irá a Brasília para fazer uma primeira seleção no armário de Dilma, que, a partir do fim da semana, começará a receber novas peças -ele também selecionará sapatos e acessórios.
É a primeira vez que Herchcovitch faz uma consultoria particular. Nem ele nem a campanha quiseram informar o valor cobrado pelo trabalho”.
                   * * *
Segundo Sonia Racy informa no ‘Estadão’, o estilista foi quem “se ofereceu para vesti-la. A candidata (Dilma) adorou”.

Peregrino vai ao MP contra Cabral

17 de agosto de 2010

   Do repórter Felipe Werneck, do ‘Estadão’
“O candidato do PR ao governo do Rio, Fernando Peregrino, protocolou ontem no Ministério Público do Rio um pedido de investigação sobre o cancelamento, pelo governo do Estado, de multas aplicadas pelo Procon à empresa de telefonia Oi/Telemar “no valor de R$ 836 milhões”.
Apoiado pelo ex-governador Anthony Garotinho, presidente regional do PR e candidato a deputado, Peregrino acusou de tráfico de influência a mulher do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB),  Adriana Ancelmo Cabral, apontada como advogada da empresa de telefonia.
“Para quem não sabe, a esposa de Cabral trabalha no escritório que presta serviços de advocacia à operadora de telefonia, além da Supervia e do Metrô Rio (concessionárias de transporte no Estado). Os interesses de Cabral são coincidentes com os da empresa e não com os da população”, afirmou Peregrino, que havia levantado o assunto no debate da TV Bandeirantes, na quinta-feira.
A resposta de Cabral veio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE),  que divulgou uma nota para afirmar que as multas, aplicadas no governo anterior, de Rosinha Garotinho, eram indevidas. “O Procon, ainda no governo anterior, aplicou multas a várias empresas no teto máximo, sem observar a proporcionalidade entre a gravidade da ofensa ao consumidor e o valor da sanção. Esse problema foi detectado pela PGE ainda no governo anterior, que suspendeu a cobrança dessas multas irregulares.”
De acordo com a Procuradoria, as multas aplicadas na época à Telemar (atual Oi) “não relacionavam a gravidade da infração cometida pela empresa ao valor cobrado”. “Os valores definidos para o pagamento eram padronizados pelo teto máximo permitido pelo Código de Defesa do Consumidor, independente da gravidade dos casos.”
Segundo a nota, por conta da falha foram canceladas 98 certidões de dívida ativa da Telemar, além de multas aplicadas a outras empresas. A nota prossegue informando que, na atual gestão, as multas foram canceladas. “O governo do Estado esclarece ainda que a cobrança da dívida ativa e o cancelamento de inscrições são de competência do procurador-geral do Estado, que tem autonomia para tanto, sem que os casos sejam submetidos à apreciação do governador.”
À noite, o escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados informou que possui um contrato com a Oi na área trabalhista, mas que não atuou no caso da Telemar. Os sócios acrescentaram que “em deferência a Adriana e a pedido dela, por princípio o escritório não advoga contra o Estado nem atua em ação na qual o Estado tenha interesse”. “Não interferimos nem atuamos em nada que diga respeito ao Estado.”
A Oi informou que “não discute assunto oriundo de debate político”. O Ministério Público alegou que só daria informações sobre a representação entregue pelo candidato do PR após sua distribuição, o que não havia ocorrido até o fim da tarde de ontem”.

UPP: Cabral copia idéia de Brizola

11 de agosto de 2010

      Os repórteres Wilson Tosta e Felipe Werneck, do ‘Estadão’, assinam hoje uma matéria sobre a visibilidade que as UPPs do Rio estão ganhando no país, principalmente depois que Dilma Rousseff aderiu a proposta durante o debate na Band.
Eis um trecho da reportagem:
“Apesar da intensa propaganda das UPPs como revolucionárias, a socióloga Ludmila Ribeiro, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, lembra que a experiência não é nova. “Tivemos o Grupamento Prático-Escolar no início da década de 1990, no governo Brizola. Consistia na mesma ideia, com uma formação específica de policiais para atuação em áreas conflagradas. Nos anos 2000, os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais chegaram a cinco favelas. Eram vistos como bem sucedidos. É preciso entender por que não deram certo e saber se as UPPs vão conseguir.”
Ela avalia como positiva a experiência da UPP no Dona Marta, a mais antiga, de 2008. Mas lembra que em algumas favelas há denúncias de abuso policial. Sobre a ideia de espalhar essas unidades pelo País, prometida por Dilma, ela ressalva: “A UPP é colocada como uma estratégia de policiamento para áreas conflagradas. Será que todo o País tem áreas como essas? Tudo vai depender de como se define UPP. Se for uma estratégia de policiamento mais próximo da comunidade, aí será extremamente positivo.”

Sergio Cabral rasga dinheiro

22 de julho de 2010

    O repórter Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’, fez uma reportagem sobre a estimativa de gastos de campanha de 18 governadores que tentam a reeleição.
Eles estão inflando em 69%, em média, suas campanhas nos estados.
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No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral “teve sua tarefa facilitada depois da desistência de seu ex-aliado e atual inimigo político Anthony Garotinho (PR)”
Com o tempo de campanha diminuido, impedido de ter gastos com outdoor, camisetas, bonés, brindes em geral, tendo 16 partidos na sua aliança, o apoio de 91 dos 92 prefeitos do Estado, além de Lula - o político mais popular do país - e da virtual Presidente Dilma Rousseff, Cabral poderia gastar pouco. Muito pouco.
Pois ele informou ao TRE que seu orçamento é de R$ 25 milhões.
Esse valor, segundo a reportagem do ‘Estadão’ “é 158,62% superior ao que ele orçou em 2006, quando se elegeu com o apoio de Garotinho”.
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Esse é mais um recorde de Sergio Cabral.
Seus colegas governadores, que disputam a reeleição, gastarão, em média, a imoral cifra de 69% a mais do que em 2006.
E Cabral gastará mais do que o dobro: 158,62%

Aécio prevê derrota de Serra

2 de julho de 2010

Da repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’:
“Em conversas reservadas com políticos mineiros há algumas semanas, o ex-governador Aécio Neves fez projeções do cenário eleitoral e revelou que considera a eleição de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas Gerais, seu afilhado político, fundamental para que ele se credencie como a principal figura de oposição do PSDB em caso de vitória de Dilma Rousseff à Presidência.
Nos cálculos políticos do ex-governador, somente sua eventual eleição ao Senado, isolada, poderia apequenar sua força política, já que o PSDB considera provável a vitória de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.
Nessas confidências mineiras, Aécio calcula que só com as duas vitórias, ao governo de Minas e ao Senado, aumentaria seu cacife político no PSDB e no cenário nacional, superando, assim, a força que Alckmin poderá agregar entre os tucanos paulistas e dirigentes da sigla.
Quando, discretamente, cogita uma derrota do correligionário José Serra na disputa à Presidência da República, Aécio antecipa que pretende inaugurar uma nova era oposicionista no trato com o PT. O tucano cita a necessidade de criar uma “oposição contemporânea” no Brasil, capaz de discutir com o governo projetos relevantes. O ex-governador acha que a oposição, seja PT ou PSDB, precisa rever e modernizar seu papel.
Aécio não tem o perfil de oposicionista raivoso. Não por acaso foi em Minas Gerais que a dobradinha PSDB e PT teve algum eco. Foi também a partir da preferência do eleitorado de Aécio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que surgiu a dobradinha “Lulécio”.
Em parceria com Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, Aécio Neves ajudou a eleger Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura da capital. O tucano mantém, ainda, um excelente relacionamento com Lula nos bastidores.
As previsões do ex-governador, segundo políticos mineiros experientes, são reveladoras sobre o caminho que pretende trilhar para viabilizar seu nome à disputa presidencial de 2014 ou 2018″.

Vox Populi: Serra deve comemorar

30 de junho de 2010

                                                  José Roberto Toledo*

A campanha de José Serra está em fase tão ruim que mesmo uma pesquisa que mostra a principal rival com 5 pontos porcentuais na frente pode ser vista com alívio pelos tucanos. Ao menos Dilma Rousseff não ampliou a diferença.
O Vox Populi concluído no dia 26 de junho mostrou o mesmo cenário da pesquisa Ibope concluída três dias antes: 40% para a petista e 35% para o tucano. Ou seja, nesse curto período, Dilma não cresceu nem Serra perdeu mais votos.
Mas o enfoque oposicionista tipo “copo meio cheio” para por aí. Marina Silva oscilou de 9% para 8%. Pode ser só uma variação estatística, mas, na conta dos votos válidos, aumentam as chances de Dilma ser eleita ainda no 1.º turno.
A isso se soma a crise detonada pela indicação do vice de Serra, que ameaça implodir a aliança do PSDB com o DEM e tirar dois preciosos minutos diários do tempo de propaganda do tucano.
Essa dificuldade com os aliados provocou declarações dos presidentes dos dois partidos pondo em dúvida as chances de vitória de Serra. Tudo isso somado atrapalha a campanha do tucano: o moral dos militantes cai, as contribuições de campanha escasseiam e o noticiário negativo se acumula. Nesse cenário, a pesquisa Vox Populi pode até ser comemorada pelos tucanos. Mas por pouco tempo. Duas novas sondagens, uma do Ibope e outra do Datafolha, devem sair até o fim da semana.
* José Roberto Toledo é jornalista especializado em uso de estatísticas e escreveu para o ‘Estadão’.

Serra: perdendo com estratégia

8 de junho de 2010

A repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’, informa que o candidato José Serra reviu sua estratégia e, terá agora a sua disposição, os palanques de Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, Paulo Souto, Teotônio Vilela, João Alves e Jackson Lago, que o “ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma Rousseff na região”.
                  * * *
Já que é assim, podem tomar nota.
Serra perderá as eleições no Ceará de Tasso, em Pernambuco de Jarbas, na Bahia de Souto, em Alagoas de Teotônio, em Sergipe de João Alves, e no Maranhão de Jackson Lago.
Aguardem outubro…

AeroSerra é mais confortável

25 de maio de 2010

Do ‘Estadão’:
“O ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho vai contabilizar como doação ao PSDB e, a partir de julho, à campanha de José Serra (foto) o empréstimo do LearJet usado pelo pré-candidato à Presidência. O avião não é o mesmo usado por Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso em 1989, 1994 e 1998. Ronaldo trocou o modelo anterior por um mais confortável, com banheiro. “Era um sufoco fazer viagens de mais de duas horas”, conta o banqueiro”.

Marta trapalhona ataca Gabeira

17 de maio de 2010

Dos repórteres Malu Delgado e Alfredo Junqueira, do Estadão:
“Em meio à estratégia do PT de abordar a participação da pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na luta à ditadura, a ex-prefeita Marta Suplicy introduziu ontem ao debate político a atuação do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) contra os militares e afirmou que “ele sim sequestrou”.
Num discurso a militantes petistas da zona leste de São Paulo, acompanhada do pré-candidato ao governo, Aloizio Mercadante, Marta surpreendeu ao comparar a atuação de Gabeira com a de Dilma ao criticar ataques à petista feitos na internet: “Vocês notaram, Aloizio, que do Gabeira ninguém fala? Esse sim sequestrou. Eu não estou desrespeitando ele, ao contrário, mas ele sequestrou. Ele era o escolhido para matar o embaixador. Ninguém fala porque o Gabeira é candidato ao governo do Rio e se aliou com o PSDB”.
O discurso da petista provocou reação imediata no comando do PT e entre coordenadores da pré-campanha de Dilma. Dirigentes do partido afirmaram na noite de ontem que a opinião de Marta não é avalizada pela legenda e nem se trata de uma estratégia eleitoral. “Não vamos adotar isso como estratégia de campanha. Todas as pessoas que atuaram contra a ditadura merecem nosso respeito. Foi uma declaração muito infeliz da Marta”, afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Marta referiu-se à atuação de Gabeira no MR-8 e à participação dele no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick em 1969. O ministro Franklin Martins (Comunicação) também fez parte do grupo que sequestrou o embaixador.
No Rio, Gabeira reagiu com indignação: “Ela está equivocada, está inventando coisas, está mentindo”. O deputado rechaçou a informação de que poderia ter se tornado o assassino do embaixador. “Não havia escala para isso (para um assassinato). Lamento que ela use esse tipo de coisa na campanha, até porque tem muita gente dentro do PT que sabe bem dessa história”, disse. O pré-candidato, que fez coligação com PSDB, DEM e PPS, disse, contudo, que não pretende processar a petista: “Vou ignorá-la.”
Marta “explicou” a militantes as razões pelas quais o presidente Lula comparou Dilma a Nelson Mandela em programa partidário dia 13: “O que Lula quis dizer com isso? Que pessoas que vão para uma cadeia por ideologia são pessoas de luta, dignas”.

Dilma irá a festa de Meirelles

11 de maio de 2010

De Sonia Racy, do ‘Estadão’:
“Dilma dá demonstração explícita de apreço ao presidente do BC. Ela faz parte do grupo de brasileiros que vai a NY participar da homenagem a Henrique Meirelles, vencedor do prêmio Homem do Ano da Câmara Brasil-Estados Unidos.
Bem como Antonio Palocci e Marta Suplicy”.
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José Serra ficará mesmo por aqui.