No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda foi entrevistado para o programa ‘É Notícia’, da Rede TV, pelos jornalista Kennedy Alencar.
Eis alguns pontos:
1. Arruda nasceu em Itajubá, Minas Gerais, É o segundo dos cinco filhos de uma família modesta cujo chefe da casa, seu pai, era ferroviário. Lá ele formou-se na Faculdade de Engenharia – a única da cidade. Para conseguir se inscrever no vestibular, vendeu uma bicicleta, mas como faltavam 40 ou 50 cruzeiros para a inscrição, ele foi a delegacia da cidade, junto com o pai, e conseguiu um Atestado de Pobreza, o que o isentou da taxa de matrícula. Na época aquilo foi, para ele, “uma grande humilhação”.
2. Seu primeiro emprego, ainda com 17 anos, foi de professor de Matemática em um cursinho pré-vestibular. Ou seja: Arruda é bom de fazer conta.
3. Ele chegou a rodoviária de Brasília levando apenas “uma mala de papelão e um alma repleta de sonhos”.
4. ”Eu já vivi momentos muitos difíceis, tanto na vida pessoal, quanto na profissional. E tenho testemunho pessoal que há uma energia superior – cada um chame como quiser - mas acredito muito na força da oração (…) As vezes você tem um problema e, por mais que você se considere inteligente, estudioso, você não vê saída no campo racional. Quando você se eleva para o plano superior, como que por mágica, como que por encanto, as circunstâncias mudam, assim como mudam o formato das nuvens. E aí aparece uma saída e os problemas se resolvem”. É o que Arruda deve estar procurando no momento.
5. “Eu acredito cada vez menos no poder, no dinheiro, nos bens materiais, na vaidade. E acredito muito no plano superior. Existe uma passagem na Bíblia que diz o seguinte: “A quem muito é dado, muito será cobrado”. Eu planto o bem pois quero colher o bem”.
6. ”Cuido muito da alimentação e faço exercícios físicos todos os dias. Parto do princípio de quem é careca não pode ser barrigudo”.
7. “Brasília deveria ter uma placa na entrada da principal da cidade com os dizeres: “Aqui é proibido se pensar pequeno”.
8. “Vou construir um arena multiuso e o custo será em torno de R$ 500 milhões. Na verdade, não vou reformar o estádio Mané Garrincha. Vou destruí-lo e construir um novo”.
9. “O que me levou a mentir (no episódio da violação do painel do Senado em 2001) foi ser igual a todos os políticos brasileiros. Eu estava ali inoculado por esse virus que ataca a classe política”.
10. “Eu me recuperei porque admiti o meu erro. E disse: “Eu errei, e não quero ser igual a todos os políticos que vivem mentindo”. Meu erro não foi de corrupção, nem de desvio de dinheiro público”.