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Posts com a tag ‘Copa do Mundo’

Maracanã, o pior projeto da Copa

30 de março de 2012

       Deu na ‘Folha’:
“O Coordenador do grupo de fiscalização da Copa-2014, o procurador Athayde Ribeiro Costa, do Amazonas, afirmou que os projetos iniciais ruins são os principais responsáveis pelo inchaço nos preços dos estádios. Classifica o Maracanã como o pior.
- Manaus, Rio e Cuiabá tiveram fiscalização maior do que outros Estados?
- Rio, Manaus e Cuiabá têm regimes jurídicos diferentes. Nos outros lugares não há organismo federal [BNDES] envolvido ou regime diferente do sistema de licitação. Nos outros há PPPs. A gente pode atuar mais à frente para saber se o poder público está respeitando orientações.
- O preço é alto nas coberturas do Maracanã e de Manaus?
- Existe um problema de cobertura dos estádios, que tem indício de sobrepreços internacionais. São dez vezes mais caras do que na Ucrânia. Isso levando em conta que há isenção fiscal.
- Há problemas de projetos?
- Isso por si só pode gerar responsabilização de gestores e projetistas.
- O que é um projeto malfeito?
- A lei 8.666 prevê regras para cotar materiais, entre outros itens. Esses projetos são omissos em relação a isso. O Maracanã é exemplo de projeto malfeito. É um projeto péssimo. É o pior”.

Valcke vem ao Brasil dia 11

5 de março de 2012

    Do repórter Almir Leite, do ‘Estadão’:
    “Se o governo brasileiro continuar batendo pé na exigência à Fifa de trocar seu interlocutor para os assuntos relacionados à Copa do Mundo e se o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, não rever sua posição e pelo menos pedir desculpas por suas declarações deselegantes, uma saia-justa de grandes proporções tem tudo para ocorrer nos próximos dias. Isso porque Valcke desembarca no País no dia 11 e, dois dias depois, tem agendada uma reunião em Brasília com o governo. Como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, já avisou que não vai recebê-lo, o cartola da Fifa corre risco de dar com a cara na porta.
A visita de Valcke ao Brasil está programada desde janeiro e ele garantiu no sábado que não vai mudar de planos. Ele vai passar também por Recife e Cuiabá. Na capital, além de pretender encontrar com representantes do governo federal, ele quer conhecer o Estádio Nacional Mané Garrincha. Outro compromisso é uma reunião com o Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL).
O primeiro compromisso oficial de Valcke é no dia 12, no Recife, onde fará vistoria na Arena Pernambuco, que ainda depende de confirmação para receber partidas da Copa das Confederações de 2013. Terá a companhia de Ronaldo e Bebeto, integrantes do COL. Encerrará o tour no dia 15, na Arena Pantanal, em Cuiabá. “Será minha primeira visita a uma cidade que não receberá jogos da Copa das Confederações, mas me contaram que estaremos no coração do Brasil”", disse Valcke há duas semanas.
Jérôme Valcke se especializou na tática do morde e assopra ao falar sobre a Copa no Brasil. Desde que começou a fazer suas “avaliações”", em um determinado momento “detonava”" o que estava sendo feito para na manifestação seguinte dizer que tudo estava caminhando de maneira satisfatória.
Agiu várias vezes assim em relação aos estádios, às obras de mobilidade - mesmo reclamando do trânsito e da falta de infraestrutura aeroportuária. Mas nunca engoliu a demora da aprovação da Lei Geral da Copa, que para ele já deveria estar em vigor há anos.
Em janeiro, quando esteve no Brasil para uma série de reuniões e visitas a algumas cidades-sede, obteve do governo federal a garantia de que a Lei Geral da Copa seria aprovada até meados deste mês de março. Publicamente, se disse satisfeito, mas a seus pares na Fifa e mesmo a membros do Comitê Organizador reclamou de itens que não agradavam à entidade. Apesar disso, dizia que o mais importante era o “fim da novela”".
No mesmo dia em que saiu da linha ao fazer críticas ao que o Brasil (não) está fazendo pela Copa do Mundo, Jérôme Valcke garantiu que a Fifa não tem um “plano B”", ou seja, não pensa em tirar a competição do País. Mas, se quiser, ainda pode fazer isso sem ter de pagar multa. E agiria de acordo com o combinado. Isso porque a entidade tem até o dia 1.º de junho para desistir de fazer o Mundial no Brasil.
Essa garantia foi dada à entidade no “Acordo da Candidatura”", assinado em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das cláusulas do documento permite a retirada da Copa até 1.º de junho de 2012, sem ônus para a Fifa, no caso de o governo não estar cumprindo as garantias dadas à entidade.
A questão das garantias é, no fundo, a que mais irrita a Fifa. Isso porque a Lei Geral da Copa ainda não foi aprovada e a demora é vista na entidade como um sinal de má vontade e desorganização.
Para piorar, a votação do texto-base da Lei Geral, na semana passada pela Comissão Especial da Câmara, não teve validade porque foi fechada depois que houve a chamada da ordem do dia, o que feriu o regimento. Assim, nova votação deverá ser feita nesta semana, talvez amanhã. Mas, além do texto-base, há dez destaques que precisam ser votados - a maioria deve resultar em ferrenhas discussões.
A liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios é um dos temas polêmicos. Vários deputados que integram a comissão já avisaram que são contra. Outro ponto de discórdia é sobre a responsabilidade civil da União. A entidade quer que o governo assuma qualquer tipo de prejuízo que ela venha a ter. O governo só aceita pagar por aquilo que tiver culpa, por ação ou omissão”.

Garcia diz que Valcke é vagabundo

4 de março de 2012

    Da repórter Deborah Berlinck, do ‘Globo’:
   “O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, chamou neste domingo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de “vagabundo” por ter dito que o Brasil não estava organizando a Copa do Mundo como deveria e, por isso, merecia um “pontapé no traseiro”.
- O interlocutor (da Fifa) já está riscado. Esse cara é um vagabundo! - reagiu, pouco depois de chegar a Hannover, na Alemanha, na comitiva da presidente Dilma Rousseff.
Garcia disse que a presidente não discutiu isso à caminho da Alemanha:
- Imagina! A presidente tem coisas melhores para se irritar do que com os comentários de um boquirroto.
Garcia se mostrou particularmente irritado com a linguagem que Valcke usou e disse que não acredita que ele estivesse falando em nome da Fifa:
- Não me parece que bunda seja uma palavra diplomática, mesmo se traduzir como traseiro…
Ele disse que Valcke “mordeu a língua”:
- É um boquirroto. Ele não criou um problema para nós: criou um problema para a Fifa.
Garcia aproveitou para alfinetar Valcke como francês:
- Para aí: os franceses nunca se deram bem no colonialismo no Brasil…
Quanto ao mérito da crítica, o assessor especial da presidência disse que o Brasil vai ter o mesmo ritmo dos europeus e vai fazer (as obras necessárias) “do nosso jeito”.

Teixeira pede a CBF licença de saúde

1 de março de 2012

      Dos repórteres Silvio Barsetti, Leonardo Maia e Tiago Rogero, do ‘Estadão’:
       “O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, avisou ontem que continua à frente da entidade, mas deixou claro para os dirigentes das 27 federações que vai pedir licença por questões de saúde, sem especificar quando e por quanto tempo. O mandatário maior do futebol brasileiro informou, durante assembleia geral extraordinária, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, que vai fazer exames nos próximos dias, o primeiro nesta quinta, que vão determinar a gravidade de sua condição.
“Ele vai sair, sim, para fazer tratamento”, disse o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto, deixando claro que vai ser uma licença médica, não renúncia. Seu colega do Ceará, Mauro Carmélio, reforçou que Ricardo Teixeira vai mesmo se afastar do cargo para se cuidar. “Ele nos disse que está doente, não disse o que era, nem por quanto tempo ficará de licença”, afirmou. “Mas a condição de saúde do Teixeira é de conhecimento público. Todos sabem que ele está muito doente”.
No fim do ano passado, o presidente da CBF esteve internado em uma clínica, na zona sul do Rio de Janeiro, com um quadro de diverticulite. Com o pedido de licença, cabe a Ricardo Teixeira a escolha de seu sucessor, entre os cinco vice presidentes da CBF. Se renunciasse - como o próprio cartola disse que faria, ao tio Marco Antônio Teixeira, quando o demitiu, no início de fevereiro - assumiria o vice mais velho, José Maria Marin, de 79 anos. Foi a possibilidade de posse de Marin que gerou revolta entre os presidentes de sete federações, que defendiam a convocação imediata de eleições. Eles ficaram conhecidos como “G-7″, ou “rebeldes”, entre os demais dirigentes.
Por conta disso, a assembleia desta quarta foi tensa. Ricardo Teixeira abriu os trabalhos dizendo que permaneceria à frente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e explicou por que demorou tanto a esclarecer os rumores sobre a sua possível saída. Houve muitas reclamações por conta do silêncio. Ricardo Teixeira alegou ter sido por causa dos problemas de saúde.
O cartola pediu “união a todos”, pelo menos até a Copa de 2014. Como recebeu separadamente cada um dos dirigentes, antes da assembleia, conseguiu acalmar um pouco os ânimos. Ainda assim, na reunião, após a votação de pequenas mudanças no estatuto da CBF, houve um momento de “lavagem de roupa suja”, como descreveu Carmélio.
Os presidentes do chamado “G-7″ fizeram questão de mostrar a Ricardo Teixeira que, mesmo contrários a uma possível posse de Marin, em caso de renúncia, jamais desejaram a saída do presidente. O principal líder dos sete, o presidente da federação gaúcha, Francisco Noveletto Neto, disse que “todos erraram”. “A CBF errou, por não nos dar explicações, e nós também. Nos precipitamos”, disse. “Foi uma grande falha de comunicação de todas as partes”.
Entre as alterações aprovadas, as principais são a proibição da doação de dinheiro a campanhas eleitorais, por parte das federações, e uma definição quanto à substituição dos vice-presidentes das cinco regiões. Agora, em caso de morte ou renúncia, uma nova eleição deve ser marcada, com candidatos da respectiva região”.

Globo ganha Copas de 2018 e 2022

29 de fevereiro de 2012

       Dos repórteres Eduardo Ohata e Rodrigo Mattos, da ‘Folha’:
       “Sem concorrência, a Globo arrebatou ontem os direitos de TV sobre os Mundiais de 2018 e 2022. Houve concorrência para essas competições em países como Alemanha, Itália e EUA, o que demonstraria um benefício à emissora. Mas, de fato, há países em que a entidade realiza negociações diretas.
“A Fifa aborda cada mercado de forma diferente de acordo com as circunstâncias. Depois da Copa de 2010, a Fifa discutiu com participantes do mercado do Brasil, incluindo a Globo”, explicou a entidade à Folha. “A Fifa atingiu o seu objetivo com o acordo com a Globo.”
Ao justificar a preferência, a Fifa deixou claro que a Copa de 2014 teve influência na decisão. Ressaltou que a Globo se comprometeu a fazer cobertura “sem precedentes” do segundo Mundial no país.
Com o contrato, a Fifa agrada o principal veículo de comunicação do país num momento de delicadas discussões no Congresso relacionadas à organização da Copa.
“A força de distribuição da Globo pelo vasto território do Brasil assegura que o torneio possa ser seguido pelo máximo de pessoas possível e foi um fator determinante na nossa decisão de estender o contrato”, afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no site da entidade.
Segundo a Folha apurou, a reação na Record foi de inconformismo, já que pretendia disputar os direitos de 2018 e 2022. Houve questionamentos na emissora em relação à falta de concorrência.
Na disputa pelos Mundiais de 2010 e 2014, a Fifa também deu preferência à Globo, mas antes ouviu outras emissoras.
A Record chegou a oferecer US$ 360 milhões (R$ 615 milhões) pelas duas competições. A proposta global foi um pouco inferior à da rival.
Mesmo assim, a Fifa alegou que levaria em conta o alcance da emissora em território nacional. A parceria entre a Globo e a entidade se estenderá por 52 anos, já que se iniciou na Copa de 1970.
Em comunicado, a Globo informou que poderá revender os direitos dos Mundiais a outras emissoras. E já fez isso com o torneio de 2014, em que terá parceria com a Band”.

A Copa vai ajudar a Espanha?

12 de julho de 2010

   Do repórter Rodrigo Uchoa, do ‘Valor Econômico’:
“A economia do país ganhador da Copa do Mundo se beneficia da vitória? Em 2006, o banco holandês ABN Amro divulgou um relatório chamado de “Soccernomics”, no qual analisava os países que ganham e perdem o Mundial. Chegou à conclusão de que, no ano da conquista, o país campeão cresceria em média 0,7 ponto percentual a mais do que no ano anterior, por causa da euforia provocada nos seus consumidores. Isso, entretanto, não animou muito nem economistas espanhóis nem holandeses.
“A mim custa crer em algo assim. Os problemas estruturais da Espanha são profundos para serem resolvidos assim por uma simples vitória”, disse Juan Carlos Martínez Lázaro, da IE Business School, em Madri. Em Johanesburgo, os espanhóis venceram a Holanda ontem por um gol. Josep Maria Sayeras, do Departamento de Economia da Esade, em Barcelona, acha que uma vitória normalmente até “pode ajudar no consumo, mas de modo muito pontual, conjuntural”. “Pode ser um raio de sol por algum tempo, mas há muitas nuvens no horizonte.”
O crescimento espanhol no primeiro trimestre foi de apenas 0,1% do PIB. Estima-se que a economia do país vá se contrair pelo segundo ano consecutivo: algo em torno de - 0,3%. O déficit público está em torno de 11,2% do PIB e o desemprego passa de 20%.
O economista Ruud Koning, da Universidad de Groningen, na Holanda, concorda com seus “adversários” espanhóis: “A euforia do título acaba em pouco tempo. Além disso, o pico de vendas normalmente é de compras adiantadas, e não de gastos extraordinários”, diz ele.
Koning lembra que a Holanda ainda por cima passa por um problema de indefinição política. Mais de um mês depois das eleições, o país ainda não tem um novo governo formado e os partidos ainda estão negociando uma coalizão. “Os planos do futuro gabinete e os eventuais cortes de orçamento terão um impacto muito maior sobre os consumidores do que uma vitória esportiva”, conclui o professor holandês.
Mark Pieter de Boer, analista do RBS em Amsterdã diz que o impasse político pode levar a um adiamento de decisões importantes para o rumo da economia do país. E nem mesmo a euforia da Copa poderia compensar isso.
Mas há quem esteja mais otimista em relação aos efeitos positivos de vencer a Copa. A professora Josee Bloemer, especialista em análise de mercado na Universidade Radboud, de Nijmegen, na Holanda, diz que a vitória na Copa do Mundo cria um efeito não só nos consumidores do próprio país. “A imagem positiva do país se reflete em seus produtos. Os consumidores de outros países levam mais em consideração a possibilidade de adquirir produtos da Holanda.”
Não seria nada mau para um país viu suas exportações registrarem queda significativa de 25% no ano passado. A economia da Holanda se contraiu quase 4% do PIB em 2009. O déficit fiscal ficou em 5% e o governo teve de injetar bilhões de euros em bancos que mantinham alta exposição em relação a ativos de risco americanos.
Os espanhóis, por seu lado, já têm exemplos de sucesso de seus produtos mesmo antes de chegar à final da competição. A Puente Robles, uma charcutaria próxima a Salamanca que faz entre outras coisas o famoso pata negra, disse que a demanda por seus produtos registrou aumento de 64% nas últimas semanas. E diz que isso se deve aos bons resultados da seleção.
Na prática, a comparação dos dados dos campeões das últimas duas últimas Copas não dá muito alento. Brasil e Itália realmente mostraram uma alta do crescimento nos meses seguintes ao campeonato. Mas viram os resultados despencarem e, um ano depois, estavam crescendo menos do que quando foram campeões”.

A campanha e a perda da Copa

5 de julho de 2010

A internet é mesmo um inferno para alguns candidatos.
Na semana passada, circulou que Serra estaria pensando em chamar Dunga para ser o seu vice.
Pura mentira.
No final de semana, com o torcedor ainda de cabeça inchada com a desclassificação do Brasil na Copa, Garotinho escreveu, em seu blog, que o fiasco brasileiro havia atrapalhado os planos de Sergio Cabral. Segundo ele, a campanha do governador contava em ter, como garoto propaganda, o jogador Felipe Melo, já que ele é de Volta Redonda.
Felipe Melo é hoje o mais odiado do país. Mais até do que o próprio Dunga.

Ri melhor, quem ri por último

5 de julho de 2010

Há pelo menos quatro Copas do Mundo, um artista de Santa Tereza, Jambeiro, retrata a Seleção Brasileira em um muro defronte ao restaurante Adega da Pimenta, na rua Almirante Alexandrino.
O mural que  pinta, sempre fica por ali durante quatro anos,  até a próxima Copa.
Esse ano, pela primeira vez, Jambeiro deu destaque para quem não foi convocado - no caso Adriano, que aparece de sandálias havianas, e não de chuteira, e às gargalhadas, ao contrário dos que embarcaram no bonde de Dunga para África.

Don’t Cry for Me Argentina

3 de julho de 2010

Último tango

3 de julho de 2010

Os argentinos estão tristes…
Não poderão assistir ao espetáculo que seria ver Maradona, completamente nu, junto ao Obelisco em Buenos Aires.