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Posts com a tag ‘Cesar Maia’

Se beber, não dirija… o Estado!

1 de março de 2010

Cesar Maia é mais um a divulgar o vídeo de Sergio Cabral, no Carnaval, falando em inglês.
A declaração do governador já ganhou também uma versão funk.
A chamada feita pelo ex-prefeito é extremamente criativa:
“SE BEBER, NÃO DIRIJA… O ESTADO!
Lei Seca distribui video de esclarecimento“.
Ele já foi assistido, até agora, por mais de 150 mil pessoas.
É um dos campeões do YouTube.

Problemas de Serra são Rio e MG

1 de março de 2010

Para o ex-prefeito Cesar Maia, especialista em pesquisas eleitorais, o maior problema hoje de José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República é Rio e Minas. Veja a sua análise:
“1. Todos os cruzamentos e projeções em 2009 mostravam que Dilma cresceria na base da superexposição e companhia de Lula, e que chegaria, no início de 2010, aos 30%, de onde partiria a polarização com Serra. A pesquisa Datafolha sugere que o PSB não vai dar sustentação a Ciro Gomes, e que esse não será candidato. E que Marina (com programa de TV recente) será paisagem nessa campanha, que tende a ser decidida no primeiro turno.         
2. O DataFolha (24-25/02) dá a Serra 38% das intenções de voto, a Dilma 31%, e a Marina 10%. O Ibope (6-7/02) deu a Serra 41%, Dilma 28% e Marina 10%. O Sensus (25-29/01) deu a Serra 41%, Dilma 29% e Marina 10%.  O Vox-Populi (14-17/01) deu a Serra 38%, Dilma 29% e Marina 8%. Portanto, tudo dentro rigorosamente da dita margem de erro. O óbvio e esperado crescimento de Dilma em pesquisas se deu no correr de 2009, pela superexposição e transferência possível de Lula.             
3. Em 2010, o quadro está estabilizado. Elas por elas com Serra 40%, Dilma 30% e Marina 10%. O fato de Ciro e Dilma -quando se inclui Ciro- ficarem estacionados, é mais uma prova disso.      
4. Curiosamente, o DataFolha diz que cresceu o percentual de eleitores indecisos na pergunta não estimulada: eles são hoje 58%, contra 47% no Datafolha anterior. E informa que a vantagem de Serra no Sudeste teria caído de 22 para 14 pontos. Isso ainda há que se comprovar na série, pois a margem de erro por região é pelo menos o dobro da nacional. Mas esse deve ser um alerta para Serra em Minas+Rio, que respondem por 20% do eleitorado.        
5. A aproximação no segundo turno da pesquisa DF só corrobora que a eleição será mesmo plebiscitária e tende a ser decidida no primeiro turno, sem Ciro, claro. Quando o eleitor se aperceber disso, fará o voto útil ainda no primeiro turno, minimizando a intenção de voto em Marina”.

Cesar ameaça Gabeira com razão

23 de fevereiro de 2010

De Pedro Venceslau, do ‘Estadão”:
“O DEM do Rio de Janeiro decidiu dar um ultimato ao PV de Fernando Gabeira. Se Cesar Maia não for candidato ao Senado pela coligação - que inclui PSDB e PPS -, o partido lançará candidato próprio ao governo. O nome para o “sacrifício” já foi escolhido: o vereador carioca Eider Dantas, líder do DEM na Câmara Municipal. “Defendemos uma coligação ampla em torno de Fernando Gabeira, mas o Cesar Maia é um nome inquestionável no Rio de Janeiro. Não existe apoio do DEM sem ele na chapa, como candidato ao Senado”. Sem o DEM, a aliança de oposição a Sergio Cabral perderia valiosos 4,5 minutos de TV. O principal foco de resistência a Cesar Maia no PV é o vereador Alfredo Sirkis, coordenador da pré-campanha de Marina Silva e adversário histórico do ex -prefeito. Partiu dele a articulação para que os verdes lancem a vereadora Aspásia Camargo (PV) ao Senado. “Esse é um jogo de braço, mas em algum momento vamos ter que nos acertar”, afirma Marco Mroz, da Executiva Nacional do PV. “A candidatura da Aspásia é importante para ajudar na campanha de Marina Silva, já que os outros partidos da coligação apoiam o Serra. A aliança com o DEM é para o governo. O Senado é outra disputa”, diz Alfredo Sirkis. Fernando Gabeira, que não se opõe a Cesar Maia, afirma que não existe crise com o DEM. “Eles devem estar encontrando dificuldades para encontrar parceiros para formar uma aliança para as eleições proporcionais. De qualquer forma, a coligação definiu que uma vaga ao Senado é do DEM e a outra do PPS”. O PV fez uma consulta ao TRE para saber se é possível lançar três candidatos ao Senado na mesma coligação. O resultado deve sair dia 5″.

Terrorismo de direita

22 de fevereiro de 2010

A oposição que reclama tanto do terrorismo situacionista, resolveu aderir a essa prática. Bom exemplo é o blog de hoje do ex-prefeito Cesar Maia.
Dos sete tópicos da abertura, cinco são puro terrorismo. Nos dois últimos, ele diz que nada do que foi dito antes irá acontecer.
Durma-se com um barulho desses:
“1. O Congresso do PT reiterou as teses básicas e históricas do partido em relação ao controle dos meios de comunicação, o revanchismo atropelando a lei de anistia, a inobservância do direito de propriedade, a gula fiscal com aumento de impostos, a agressão aos valores da família… Era natural e esperado. Isso não quer dizer que Dilma abra o jogo e assuma essas teses em suas propostas eleitorais. Claro que não. Alegará que uma chapa pluripartidária e um governo de coalizão exigirão assumir parcialmente as propostas dos parceiros.
2. Os sinais de sua vontade íntima estão dados pela escolha de seu coordenador de programa, o chavista Marco Aurélio Garcia. Dilma terá dois programas de governo: um aberto ao distinto público, repleto de moderações econômicas, políticas, jurídicas… E outro, no cofre, bem guardado. Qual dos dois será aplicado?
3. Isso depende da futura composição do Congresso Nacional. Se as forças da esquerda autoritária, somadas ao clientelismo/patrimonialismo e aos interesses especiais, tiverem maioria no Congresso, o programa de verdade será retirado do cofre e aplicado. E obter esta maioria com esta composição não será tão difícil, com os fornecedores das estatais federais e do governo federal pressionados a patrocinar seus candidatos, vale dizer os que garantirão pela ideologia, passividade ou interesse, aquela maioria.
4. E isso já começou, segundo comentam alguns fornecedores. Em 2010, teremos, no Brasil, uma derrama de recursos para os “aliados”, como “nunca antes neste país”. Por isso tudo, as eleições para deputados federais e senadores ganham uma importância estratégica. É fundamental que aqueles comprometidos com as instituições democráticas, a liberdade de expressão, a estabilidade política, a defesa do contribuinte, do direito de propriedade, dos valores da família componham mais de 60% do Congresso.
5. Hoje é assim, já que na dita “base aliada” uma parte dela não aceita votar qualquer coisa, como terceiro mandato, controle dos meios de comunicação, ruptura com os valores da família, abandono da lei de anistia, atropelo ao direito de propriedade… Mas se a composição dessa base aliada for alterada, com proporção maior dos parlamentares do clientelismo/patrimonialismo e dos interesses especiais, isso pode ocorrer.
6. É verdade que Serra é favorito, e que isso só poderia ocorrer se Dilma vencesse, o que é pouco provável. Mas há que se prevenir para uma surpresa eleitoral. E a composição do futuro Congresso é a muralha que se anteporá a situações imprevistas.
7. Precaução e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Os estádios da Copa do Brasil

20 de fevereiro de 2010

O ex-prefeito Cesar Maia escreve hoje, na ‘Folha’, um artigo preocupante sobre a Copa do Mundo de 2014. Enquanto isso, o ministro Orlando Silva, do Esporte, foi ver a neve em Vancouver, no Canadá.
Eis o texto:
“Os prazos de construção/ reforma dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil estão no limite. A Fifa criou a Copa das Confederações (CF) um ano antes da Copa do Mundo para checar o que foi feito dentro do padrão contratado. As 12 sedes para a Copa-2014 são um exagero, mas que pode servir como colchão de segurança para algum caso de não realização.
Deve-se subdividir os projetos em três tipos: os realizados sob regime de concessão; os realizados diretamente por clubes; os realizados pelos governos. No caso de concessão, os riscos de cumprimento de prazos e padrão serão mínimos. Até aqui, apenas um estádio foi desenhado e licitado dessa forma. No caso de os clubes serem donos de estádios, a execução das obras tem uma margem de liberdade maior se comparada com o setor público. Mas, por não terem as garantias de um consórcio privado, os problemas serão semelhantes.
O caso de governos (a maioria) pode ser subdividido em pequenos estádios para a etapa eliminatória e em grandes estádios para as etapas semifinal e final. Do ponto de vista de execução, não há diferença, mas, sim, pelo prazo quando de obras mais simples. Os grandes estádios estão no limite do prazo para serem concluídos a tempo para a Copa das Confederações. Não há diferença entre reforma com “retrofit” de estádios existentes ou construção de novos. Muitas vezes, a reforma é mais complexa, porque exige demolições internas e a retirada de entulhos. Todos devem ser entregues até maio de 2013.
Publicado o edital de licitação, serão 45 dias até os envelopes serem abertos e mais 30 dias para a comissão de licitação definir o vencedor, dar prazo às reclamações e assinar o contrato. E mais 30 dias para montar o canteiro de obras. No total, 105 dias. Isso sem nenhum conflito.
Lançadas as licitações em março de 2010 (data impossível para a maioria deles), as obras seriam iniciadas em fins de julho de 2010, com um prazo de conclusão de dois anos e nove meses. Um estádio como o João Havelange, do Pan-2007, foi executado em três anos, incluindo seis meses de conflitos para o uso do terreno. Isso com os recursos disponíveis em caixa pela Prefeitura do Rio e com os pagamentos das etapas sendo feitos na forma predefinida. Dois anos e meio é um prazo-limite para as obras.
Os contratos com o BNDES para serem assinados passarão pela análise das garantias. O BNDES só libera os recursos para pagamento de cada etapa medida de obra com todos os elementos de comprovação. Os governos, para garantir a dinâmica das obras, devem adiantar os seus próprios recursos. De outra forma, os pagamentos serão retardados 90 dias, com reflexo nos prazos.
E isso só para os estádios, sem contar as obras urbanas”.

Garotinho garante o interior à Dilma

19 de fevereiro de 2010

Da repórter Paola Moura, do ‘Valor Ecônomico’:
“O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) acredita que a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não vai atender aos apelos do governador Sérgio Cabral e subir apenas no palanque do PMDB no Estado. Garotinho afirma que o interior do Rio é conservador e hoje dá mais votos para a candidatura presidencial do governador José Serra (PSDB) do que à futura candidata do PT. Garotinho faz questão de frisar o hoje, dando a entender que, com seu apoio, a ministra conseguiria reverter a situação.
No domingo de Carnaval, a ministra Dilma esteve no camarote do governador no sambódromo do Rio. Cabral teria reclamado com a ministra sobre o encontro dela com Garotinho no fim de janeiro e pedido que ela não subisse no palanque do ex-governador durante a campanha presidencial.
A visão de Garotinho é compartilhada pelo ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, que apoia Serra. Para Maia, Dilma precisa mais de Garotinho do que ele dela para ter votação expressiva no interior do Estado. Somado aos municípios da região metropolitana do Rio, o interior responde por 60% do eleitorado. Segundo pesquisa feita pela coligação PSDB-DEM, Serra teria hoje 55% dos votos no interior do Estado do Rio, Dilma, 24% e Marina Silva (PV), 9%. Garotinho diz que também tem pesquisas semelhantes, mas, como estava de cama, em casa, com problemas de coluna, não tinha como acessá-las de imediato para divulgá-las. O ex-governador passou o Carnaval de repouso com pinçamento em duas vértebras, causado pelo excesso de peso e também pelas cinco horas diárias em que passa sentado na frente de um microfone da rádio. “Vou ter que mudar a cadeira”, brinca.
O ex-governador também rebate boatos de que deixaria sua candidatura de lado para apoiar Cabral, em resposta a possíveis pressões do PMDB do Rio. “Já cometi este erro uma vez e não vou repeti-lo”, afirma. Garotinho explicou que ainda não lançou sua candidatura oficialmente, mas deve fazê-lo em março. “Tenho 90% de chances de sair candidato”, afirma.
Enquanto isto, costura alianças políticas. No início de fevereiro, ele se reuniu com o ministro do trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, para articular uma aliança no Rio. Segundo Garotinho, Lupi estava disposto a apoiá-lo. No entanto, teria afirmado que precisaria primeiro consultar seu partido.
O deputado estadual Paulo Ramos, líder da bancada pedetista na Assembleia Legislativa Rio, no entanto, conta que o partido ainda está dividido entre ter candidato próprio e apoiar um dos já existentes. Paulo Ramos diz que será muito difícil, no entanto, um acordo estadual com Cabral, já que durante seus quatro anos de governo ele não aceitou negociar com o partido. “As resistências são maiores para um acordo com Cabral do que com Garotinho”, explica o deputado. “Cabral está oferecendo uma suplência de senador, enquanto o Garotinho nos daria um vice e um candidato ao Senado”.
O ex-governador também negocia com outros partidos, mas prefere não anunciá-los antes do acordo fechado. Entre outros boatos, há quem afirme que ele negocia com o senador Marcelo Crivella, do PRB, que deve concorrer à reeleição no Senado”.

Cesar ameaça lançar candidato

19 de fevereiro de 2010

De Fernando Molica, no ‘Informe do Dia’:
“Rejeitado pelos outros partidos que apoiam a candidatura de Fernando Gabeira ao governo (PV, PSDB e PPS), o DEM de Cesar Maia ameaça lançar o vereador Eider Dantas para o Palácio Guanabara. Com isso, Gabeira e os demais partidos perderiam 4 minutos de propaganda na TV.
O problema é que nenhum partido quer se coligar ao DEM: isso diminuiria as chances de eleição dos aliados de Maia que são candidatos a deputado federal e estadual. Numa coligação, vários partidos concorrem como se fossem um só”.

Receita de Cesar para Paulo Octavio

17 de fevereiro de 2010

 O ex-prefeito Cesar Maia, calado todos esses dias sobre o episódio da prisão do governador José Roberto Arruda, publica hoje uma receita para que o vice Paulo Octavio possa escapar da forca.
A receita é perfeita, desde que fosse aplicada no dia que Arruda foi em cana. E se Paulo Octavio também não estivesse envolvido com o Mensalão do DEM de Brasília. 
Hoje é tarde demais. Paulo Octavio está morto.
E  mais: a intervenção se for feita, não será com “a assunção do presidente do legislativo, seu afastamento em seguida, a assunção do presidente do TJ e em seguida a escolha do novo governador pela maioria da câmara distrital, que se tornou inconfiável”.
O interventor será alguém, sem filiação partidária, provavelmente um diplomata, que irá finalizar as obras em andamento, e cumprir o resto do mandato, pouco mais de 10 meses.
Mas vamos a receita de Cesar Maia:
“1. É comum ouvir de políticos que um escândalo termina quando a imprensa descobre um novo escândalo ou uma nova tragédia e renova o noticiário. E a receita é ganhar tempo e esperar. E depois…, a memória é fraca. Por isso, várias vezes se lê uma declaração cínica de um político dizendo que se lixa para o noticiário e a opinião pública.        
2. O caso de Brasília é, nesse sentido, uma lição para os que (culpados ou inocentes) em vez de tratar dos fatos, tratam de ganhar tempo  na esperança dos fatos serem diluídos por outros fatos.             
3. No dia seguinte às imagens divulgadas sobre o escândalo do governo e câmara distrital do Distrito Federal, imagens e gravações irrefutáveis em geral, o caminho a seguir, na medida em que as investigações estavam avançadas (e não começando) era pedir licença por tempo suficiente (pelo menos 4 meses) e se abrir mão de imunidade e sigilos, bancário e fiscal, seja no executivo, seja no legislativo dos que foram flagrados pelas gravações.               
4. Seguir o caminho de Henrique Hargreaves, ministro-chefe da casa civil de Itamar Franco, quando seu nome foi incluído numa CPI: - Volto quando os fatos forem esclarecidos. Com isso não criou zonas de desestabilização no governo e retornou quando seu nome foi excluído. Recentemente, quando o vice-governador assumiu com a prisão e licença, essa muito atrasada, do governador, o caminho a ser adotado deveria isolar as ações do governo e dar garantias à sociedade e à opinião pública.       
5. Trocar liminarmente todos os secretários e presidentes da administração indireta, convidar técnicos seniores e de carreira dos diversos ministérios federais, do Banco do Brasil e da Eletrobrás e dar carta branca na montagem de suas equipes; sustar todos os empenhos e liquidações de despesas, com exceção de pessoal, concessionários de serviço público, merenda escolar e medicamentos; cancelar os contratos das empresas comprometidas e decidir com o Tribunal de Contas, em base a experiência de outros estados, grandes cidades e do governo federal, a substituição por emergência nos serviços de informática, assim como pedir autorização para a contratação de auditorias externas independentes por área, de empresas de extenso currículo, deixando a auditoria central na secretaria de fazenda por parte do próprio TC.            
6. Brasília é um governo com enorme flexibilidade fiscal e financeira, a maior de todos os Estados e Municípios do Brasil. Portanto, com rápida capacidade de retomar todas as suas linhas de trabalho. As auditorias iriam liberando progressivamente os diversos programas e num prazo mais curto do que se possa imaginar se teria retomado a normalidade.     7. Simultaneamente, a PF, o MP e o TJ estariam avançando de forma mais rápida suas investigações, definindo e demonstrando os nomes dos responsáveis e com isso, excluindo os demais que não tivessem envolvimento. A exoneração de todos ao mesmo tempo, evitaria que por inclusão ou não, se levantasse suspeitas individuais, fora das investigações e não se cometeria injustiças a favor ou contra ninguém.       
8. Em relação à reação inicial, já não há mais o que fazer: a “licença” tornou-se compulsória. Mas quanto à segunda parte ainda há tempo. Até porque, como disse o ministro Marco Aurélio Melo à Folha de SP: A intervenção produzirá um círculo vicioso, com a assunção do presidente do legislativo, seu afastamento em seguida, a assunção do presidente do TJ e em seguida a escolha do novo governador pela maioria da câmara distrital, que se tornou inconfiável”.

Marchinhas imortais para a 3ª feira Gorda de Carnaval

17 de fevereiro de 2010

De Sergio Cabral para Dilma Rousseff:
Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
Que a chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha veja deixa beija seja
O que Deus quiser
A gente se embala se embola se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja

Ainda para Sergio Cabral cantar, em breve,  para Dilma Rousseff:
Covarde eu sei que me podem chamar,
Porque não calo no peito esta dor,
Atire a primeira pedra , ai, ai, ai,
Aquele que não sofreu por amor.(Covarde não sou)
Eu sei que vão censurar, o meu proceder,
Eu sei mulher, que você mesma vai dizer,
Que eu voltei pra me humilhar,
Mas não faz mal,
Você pode até sorrir,
Perdão, foi feito pra gente pedir.

Do vice do Rio, Luiz Fernando Pezão, o único do governo Cabral fiel a Dilma Rousseff:
Não quero broto, não quero,
Não quero não,
Não sou garoto
Pra viver mais de ilusão,
Sete dias da semana,
Eu preciso ver,
Minha balzaqueana.

Do deputado Fernando Gabeira ao se decidir pela candidatura ao governo do Rio:
Lá em casa tem um bigorrilho,
Bigorrilho fazia mingau,
Bigorrilho foi quem me ensinou,
A tirar o cavaco do pau,
Trepa Antonio, siri tá pau,Par
Eu também sei tirar,
O cavaco do pau.

Melô do ministro Carlos Minc:
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é
Será que ele é
Será que ele é bossa nova
Será que ele é Maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

Melô de Paris Hilton no camarote da Cerveja Devassa:
Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica
Não usa vestido, não usa calção
Inverno pra ela é pleno verãoPaulo
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração.

Do  governador de Brasília, em exercício, Paulo Octavio, para a Polícia Federal:
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz
 
Ó Abre-Alas, por José Serra
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó Abre-Alas por Dilma Rousseff
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

Brasileiros nesse verão:
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Para Cabral cantar na última semana de dezembro:
Ai, ai, ai ai, ai ai ai,está chegando a hora
O dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora

Da candidata Marina Silva:
Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer
Lá no Bananal mulher de branco
Levou pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar
Índio quer apito

Sergio Cabral e Eduardo Paes, de mãos dadas.
SC - Joujoux, joujoux?
EP - Que é meu balagandã?
SC - Aqui estou eu
EP - Aí estás tu
SC - Minha joujoux
EP - Meu balagandã
SC - Nós dois, depois
EP - O sol do amor que manhãs
SC - De braços dados
EP - Dois namorados
SC - Já sei Joujoux
EP - Balagandãs
SC - Seja em Paris
EP - Ou nos Brasis
SC - Mesmo distantesA
EP - Somos constantes
SC - Tudo nos une
EP - Que coisa rara
SC e EP - No amor nada nos separa

Do presidente da Cedae, Wagner Victer:
Lata d’água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mão leva a criança
Lá vai Maria
De Ancelmo Góes e Wagner Victer:
Branca é branca preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Branca é branca, preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Quando ela passa todo mundo grita:
“Eu tô aí nessa marmita!”
Quando ela bole com os seus quadris
Eu bato palmas e peço bis
Ai mulata, cor de canela!
Salve salve salve salve salve ela!

A melô do Chávez:
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Onde é que eu vou morar
O senhor tem paciência de esperar
Inda mais com quatro filhos
Onde é que vou parar

De deputado Michel Temer para a ministra Dilma Rousseff:
Eu perguntei a um mal-me-quer
Se meu bem ainda me quer
Ela então me respondeu que não
Chorei,
Mas depois eu me lembrei
Que a flor também é uma mulher
Que nunca teve coração…
A flor mulher, iludiu meu coração
Mas, meu amor
É uma flor ainda em botão
O seu olhar
Diz que ela me quer bem
O seu amor
É só meu de mais ninguém,

Do trio “Os Espertalhões”:  Wilson Carlos, Julio Lopes e Sergio Côrtes:
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

Da subsecretária do Cerimonial do Palácio Guanabara, Adriana Novis, campeã de diárias no exterior:

Maria Candelária
É alta funcionária
Saltou de páraquedas
Caiu na letra “O”, oh, oh, oh, oh
Começa ao meio-dia
Coitada da Maria
Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh
A uma vai ao dentista
As duas vai ao café
Às três vai à modista
Às quatro assina o ponto e dá no pé
Que grande vigarista que ela é.

Melô de Sergio Cabral sempre que encontra alguém da área federal:
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

Do governador José Serra. No Carnaval passado, esse marchinha foi cantada pelo ex-governador Arruda:
Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais.

Também da dupla Ancelmo Gois e Wagner Victer:
Mulata bossa nova
Caiu no hully gully
E só dá ela
Ê ê ê ê ê ê ê ê
Na passarela
A boneca está
Cheia de fiufiu
Esnobando as louras
E as morenas do Brasil.

Esse samba mais parece um samba-enredo, devido a infinidade de compositores associados a ele.  Mas à frente vai o ministro do Esporte, Orlando Silva:
Lá vem o cordão dos puxa-saco
Dando viva aos seus maiorais
Quem está na frente é passado para trás
E o cordão dos puxa-saco
Cada vez aumenta mais

De boa parte dos moradores do Rio de Janeiro para o presidente da Cedae:
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.
A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
E eu preciso me lavar.

Sergio Cabral, Eduardo Paes e José Gomes Temporão - os três de mãozinhas dadas:
UPA, UPA, UPA,
Cavalinho alazão
ê ê ê
Não faça assim comigo não
Lá vai o meu trolinho
Vai rodando de mansinho
Pela estrada além
Vai levando pro seu ninho
Meu amor, o meu carinho
Que eu não troco por ninguém
UPA, UPA, UPA
Cavalinho alazão…

Marchinha que FHC adorava cantar no exterior:
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro, homem ou mulher
Bananas para quem quiser.

De Cabral para Madonna:
Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura
Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço.

Do candidato José Serra para o deputado Fernando Gabeira:
Meu periquitinho verde
Tire a sorte por favor
Eu quero resolver
Este caso de amor
Pois se eu não caso
Neste caso eu vou morrer

Do milionário Eike Batista:
Lá vem o seu China
Na ponta do pé
Lig lig lig lig lig lig lé!
Dez tões, vinte pratos
Banana e café
Lig lig lig lig lig lig lé!
Chinês
Come somente uma vez por mês
Não vai
Mais à Xangai
Buscar a Butterfly
Aqui, com a morena
Fez a sua fé
Lig lig lig lé!

Do ex-governador Garotinho para a secretária Benedita da Silva:
Esta mulher
Há muito tempo me provoca
Dá nela! Dá nela!
É perigosa
Fala mais que pata choca
Dá nela! Dá nela!
Fala, língua de trapo
Pois da tua boca
Eu não escapo
Agora deu para falar abertamente
Dá nela! Dá nela!
É intrigante
Tem veneno e mata a gente
Dá nela! Dá nela!

Da presidente do PSOL, Heloisa Helena, para o deputado Chico Alencar:

Encontrei o meu pedaço na Avenida
De camisa amarela
Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
Convidei-o a voltar pra casa
Em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
Desapareceu no turbilhão da Galeria
Não estava nada bom
O meu pedaço na verdade
Estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado
Foi por aí cambaleando
Se acabando num cordão
Com um reco-reco na mão
Mais tarde o encontrei
Num café zurrapa
Do Largo da Lapa
Folião de raça
Bebendo o quinto copo de cachaça
Isto não é chalaça

De Ciro Gomes para Lula:
Eu não sou água,
Pra me tratares assim,
Só na hora da sede,
É que procuras por mim,
A fonte secou,
Quero dizer que entre nós,
Tudo acabou.
Seu egoísmo me libertou,
Não deves mais me procurar,
A fonte do nosso amor secou,
Mas os seus olhos,
Nunca mais hão de secar.

Do senador Tião Viana para José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, etc, etc, etc
A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.
Não é ouro nem nunca foi,
A coroa que o Rei usou,
É de lata barata,
E olhe lá… borocochô
Na cabeça do Rei andou,
E na minha andou também,
É por isso que eu digo,
Que não vale um vintém.

Para Sergio Cabral cantar em breve para Jorge Picciani. Ou vice-versa:
Você partiu,
Saudades me deixou,
Eu chorei,
O nosso amor, foi uma chama,
O sopro do passado desfaz,
Agora é cinza,
Tudo acabado e nada mais!
Você,
Partiu de madrugada,
E não me disse nada,
Isso não se faz,
Me deixou cheio de saudade,
E paixão,
Não me conformo,
Com a sua ingratidão.

Criação coletiva começando com o ex-ministro José Dirceu:
Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa
E eu pergunto com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Prossegue com o ex-governador José Roberto Arruda:
Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro
Não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa
Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Finaliza com o prefeito Lindberg Farias, o Lindinho:
Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo
Eu vou acabar ficando nu
Meu paletó virou estopa
Eu nem sei mais com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

De Sergio Cabral para Madonna:
Lourinha, lourinha
Dos olhos claros de cristal
Desta vez em vez da moreninha
Serás a rainha do meu carnaval
Loura boneca
Que vens de outra terra
Que vens da Inglaterra
Ou que vens de Paris
Quero te dar
O meu amor mais quente
Do que o sol ardente
Deste meu país

Melô do xerife Rodrigo Betlhem, do Choque de Ordem:
Vém cá “seu” guarda
Bota pra fora esse moço
Que está no salão brincando
Com pó-de-mico no bolso.
Foi ele, foi ele sim,
Foi ele que jogo o pó em mim.

Do ex-prefeito Cesar Maia:
Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar
la ra rara, la ra rara
la ra rara, rara
Quero de novo cantar

Marchinha que Michel Temer adoraria cantar para Henrique Meirelles:
Oh jardineira
Porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a camélia
Que caiu do galho
Deu dois suspiros
E depois morreu
Vem jardineira
Vem meu amor
Não fique triste
Que este mundo é todo teu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu.

Da ex… deixa pra lá:
Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

A melô do blog:
Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do céu, que palpite infeliz…

Rio mata 76% mais que o Vietnã

9 de fevereiro de 2010

  O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e o seu subsecretário, Roberto Sá, tentaram ontem enganar a população do Rio de Janeiro.
O primeiro disse que “a ação das Unidades de Polícia Pacificadora pode ter contribuído, tirando de circulação várias armas dos bandidos”. Isso é mentira, até porque nos morros onde a UPP foi instalada, os bandidos não foram presos. Eles apenas mudaram de endereço e estão traficando em outro quintal. 
Eles tanto estão soltos que o fanfarrão alertou mais de uma vez:
“Atenção bandidos do Cantagalo. Ou do Pavão-Pavãozinho. Vocês têm até o dia tal para abandonarem o morro, pois a PM tomará conta do local”.
Ou seja, eles não foram presos, mas enxotados.
O segundo,  porque não só aumentou a população do Rio em mais de 700 mil pessoas, conforme denuncia do ex-prefeito Cesar Maia, como insistiu em falar em percentuais, quando o que vale são números absolutos.
E isso no mundo todo.
O tem de ser dito é que, no Rio de Janeiro, foram assassinadas, em 2009, 5.794 pessoas.
A guerra do Vietnã foi o mais longo conflito militar depois da II Grande Guerra Mundial. E lá, cerca de 46 mil soldados americanos foram mortos num período de 14 anos (1961-1975), o que dá uma média de 3.285 a cada ano.
Esse é o dado: o Rio mata mais que a guerra do Vietnã. Lá foram 3.285 mortos  por ano, enquanto aqui foram 5.794 em 2009.
Ou se preferirem, 76% a mais que o Vietnã.