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Posts com a tag ‘Antonio Anastasia’

Nem Minas reclama de Bezerra

5 de janeiro de 2012

     Da colunista Renata Lo Prete, do Painel da ‘Folha’:
     “Chamou atenção do Planalto a prudência de tucanos alinhados a Aécio Neves nas considerações acerca da atuação de Fernando Bezerra (Integração Nacional), acusado de privilegiar Pernambuco, seu reduto eleitoral, no repasse de verbas para prevenção de enchentes em 2011. Apesar de Minas Gerais ter sido o Estado mais penalizado com as chuvas, nem mesmo Antonio Anastasia se aventurou a censurar o ministro.
O pacto de não agressão é interpretado nos bastidores como um afago do PSDB ao governador Eduardo Campos (PE), padrinho de Bezerra e próximo de Aécio, que trata o PSB como potencial aliado em 2014.
Poupado por Anastasia, Bezerra também foi elogiado por Beto Richa (PSDB), que o considerou “atencioso” com o Paraná. Coube a José Serra a crítica quase solitária ao “loteamento político” da pasta”.

Tucanos mineiros escondem Serra

30 de julho de 2010

     A campanha de José Serra reclama dos tucanos mineiros por não exibirem a foto do candidato na propaganda de Aécio e Anastasia, ao contrário de Helio Costa, do PMDB, que dá grande destaque a Dilma Rousseff.
Sobre o episódio, parodiando Rubem Ricupero, diz um aécista de carteirinha:
- O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde.

Hélio tem 26 de vantagem em MG

24 de julho de 2010

      Da repórter Luciana Coelho, da ‘Folha’:
“O ex-ministro Hélio Costa (PMDB) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 26 pontos de vantagem sobre o atual titular do cargo, Antonio Anastasia (PSDB), mostra a primeira pesquisa do Datafolha no Estado desde o lançamento das campanhas.
Segundo o instituto, mais eleitores em Minas se dizem indecisos -23%- do que optam pelo atual governador.
Ex-senador pelo Estado e ex-ministro das Comunicações, Costa tem 44%.
Anastasia, que assumiu o governo após a renúncia de Aécio Neves para disputar o Senado, em 31 de março, tem 18% das preferências.
Em um distante terceiro lugar, empatam com 2% os candidatos Professor Luis Carlos (PSOL) e Vanessa Portugal (PSTU), enquanto Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB), Pepê (PCO) e Zé Fernando Aparecido (PV) surgem com 1%.
Afirmam que anularão o voto 7% dos entrevistados.
Costa supera Anastasia em todos os segmentos da população examinados, exceto no dos eleitores de renda familiar acima de dez salários mínimos, quando o tucano tem 47% das preferências contra 31% do adversário.
A vantagem do peemedebista é menor entre aqueles com curso superior completo (38% contra 32% das preferências) e chega à sua maior amplitude entre os eleitores de 35 a 49 anos (49% a 14%).
Já a performance de Anastasia é ligeiramente melhor do que sua média entre quem tem até 34 anos.
Apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Hélio Costa se sai melhor entre o eleitorado do PMDB (63%) e do PT (54%). Anastasia tem o apoio de 43% dos simpatizantes do PSDB e de 22% dos que se dizem peemedebistas.
Todos esses dados se referem a respostas estimuladas. Quando levadas em conta apenas as respostas espontâneas, no entanto, Costa é preferido por 10% dos entrevistados, e Anastasia, por 7%.
Aécio, que concorre ao Senado, ainda é citado por 4% dos eleitores nesse cenário -eram 9% em pesquisa realizada em dezembro do ano passado.
Os índices de rejeição em Minas são relativamente uniformes, na margem de erro.
O atual governador tem rejeição maior do que a do ex-ministro -14% contra 10%. O maior índice é do candidato do PCO, Pepê, citado por 19% dos ouvidos. O menor é do candidato do PT do B, Edilson Nascimento, 8%.
A pesquisa ouviu 1.269 eleitores em 52 municípios entre a última terça e ontem. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo”.

São Paulo e Minas Gerais

7 de julho de 2010

                                                                               Marcos Coimbra*
 
   Para os profissionais do ramo e os interessados por política, nenhuma eleição é igual à outra, mesmo que aconteçam ao mesmo tempo. Agora, por exemplo, que teremos eleições simultâneas para cinco cargos, escolhendo seis nomes, eles são capazes de enxergar as particularidades de cada uma, percebendo as diferenças, pequenas ou grandes, que existem entre elas.
Para a maioria da população, no entanto, a política e as eleições não são coisas tão nítidas. Estão em um mundo distante, nebuloso, longe do cotidiano. Sua linguagem é monótona, repetitiva. Salvo exceções notáveis (Lula, por exemplo), seus personagens são todos parecidos, falam e fazem igual. Normalmente, as pessoas mal se lembram delas.
Até um dia em que tudo muda e as eleições invadem a vida. É quando elas chegam à televisão, inundando a programação, mudando horários e forçando a todos que se adaptem. Com centenas de candidatos tentando conquistar sua atenção, o cidadão costuma se confundir e misturar alhos com bugalhos.
Nas eleições deste ano, uma parte importante do eleitorado brasileiro será submetida a uma dificuldade adicional. Em São Paulo e em Minas Gerais, dois dos principais campos de batalha entre governo e oposição, os eleitores ouvirão mensagens dissonantes dos maiores partidos. PSDB e PT vão falar as mesmas coisas, mas vão querer que eles as entendam de maneiras diferentes.
Em São Paulo, o PSDB começa a etapa final da campanha em franca vantagem, com Geraldo Alckmin muito à frente de Aloísio Mercadante. Não quer dizer que vai ganhar, mas, se o ex-governador confirmar o favoritismo, será o quinto governo tucano em sequência no mais importante estado da federação.
O enfrentamento PSDB/PT nessas condições é uma espécie de cópia invertida da eleição presidencial. O jogo é o mesmo, mas os papéis de governo e oposição estão trocados. Por serem situação, os tucanos não acham que o estado precise de qualquer mudança. Inversamente, os petistas não querem nem ouvir falar de continuidade, sua bandeira por excelência na eleição federal. E não deixa de ser curioso observar o bailado que fazem, ora defendendo aqui o que criticam ali, ora considerando inaceitável em um nível a mesma coisa que justificam no outro.
Um jogo com componente contraditório semelhante acontece em Minas Gerais, mesmo que a disputa do PSDB não seja diretamente com o PT. No estado, a briga será entre Antonio Anastasia e Hélio Costa, do PMDB, coligado ao PT e com duas importantes lideranças petistas ao seu lado na chapa majoritária. Dessa feita, no entanto, não são os conceitos de oposição e governo que ficam embaralhados, mas os modos de posicionar os candidatos.
O PSDB mineiro não tem como escapar de valorizar a associação entre seu candidato e Aécio, pois Anastasia não tem biografia política autônoma, ainda que tenha disputado, como vice, a última eleição. Reconhecendo a popularidade do ex-governador e a boa avaliação de seu governo, a alternativa do PMDB é chamar a atenção para a biografia política e eleitoral do ex-ministro (sem descurar, é claro, de mostrá-lo ligado a Lula).
Ou seja, na hora em que começar para valer a campanha, um lado precisará ter muito cuidado para não propor, no plano estadual, o oposto do que prega no nacional. A campanha Dilma, a que mais tempo de televisão terá, vai insistir em uma argumentação que aproxima o eleitor mineiro de Anastasia. A de Serra, também poderosa, fará o inverso, jogando lenha na candidatura peemedebista.
Paradoxalmente, a campanha do PSDB para permanecer à frente dos governos estaduais em São Paulo e em Minas pode, por razões diferentes, reforçar a imagem da candidata de Lula, enquanto que as de Aloísio Mercadante e de Hélio Costa terão um simbolismo favorável a Serra.
Considerando que os dois estados, juntos, têm mais de 43 milhões de eleitores, representando, quase exatamente, um terço do eleitorado brasileiro, essas ambiguidades podem ter consequências decisivas no resultado final. É difícil antecipar o que prevalecerá, se o local sobre o nacional ou vice-versa. Mas o potencial de influência de um sobre o outro existe e é grande.
O certo é que cada campanha seguirá a lógica que todas obedecem, a de fazer o possível para vencer. Dilma vai pensar na dela, mesmo que prejudique aliados aqui ou acolá. O mesmo fará Serra. Que é o que farão as campanhas dos candidatos a governador em São Paulo e em Minas Gerais. Cada um puxando a brasa para sua sardinha.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
* Marcos Coimbra, sociólogo, presidente do Instituto Vox Populi, escreve para o ‘Correio Brasiliense’.

Aécio prevê derrota de Serra

2 de julho de 2010

Da repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’:
“Em conversas reservadas com políticos mineiros há algumas semanas, o ex-governador Aécio Neves fez projeções do cenário eleitoral e revelou que considera a eleição de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas Gerais, seu afilhado político, fundamental para que ele se credencie como a principal figura de oposição do PSDB em caso de vitória de Dilma Rousseff à Presidência.
Nos cálculos políticos do ex-governador, somente sua eventual eleição ao Senado, isolada, poderia apequenar sua força política, já que o PSDB considera provável a vitória de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.
Nessas confidências mineiras, Aécio calcula que só com as duas vitórias, ao governo de Minas e ao Senado, aumentaria seu cacife político no PSDB e no cenário nacional, superando, assim, a força que Alckmin poderá agregar entre os tucanos paulistas e dirigentes da sigla.
Quando, discretamente, cogita uma derrota do correligionário José Serra na disputa à Presidência da República, Aécio antecipa que pretende inaugurar uma nova era oposicionista no trato com o PT. O tucano cita a necessidade de criar uma “oposição contemporânea” no Brasil, capaz de discutir com o governo projetos relevantes. O ex-governador acha que a oposição, seja PT ou PSDB, precisa rever e modernizar seu papel.
Aécio não tem o perfil de oposicionista raivoso. Não por acaso foi em Minas Gerais que a dobradinha PSDB e PT teve algum eco. Foi também a partir da preferência do eleitorado de Aécio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que surgiu a dobradinha “Lulécio”.
Em parceria com Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, Aécio Neves ajudou a eleger Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura da capital. O tucano mantém, ainda, um excelente relacionamento com Lula nos bastidores.
As previsões do ex-governador, segundo políticos mineiros experientes, são reveladoras sobre o caminho que pretende trilhar para viabilizar seu nome à disputa presidencial de 2014 ou 2018″.

Anastasia já aceita Dilma

30 de abril de 2010

Do ‘Valor Econômico’:
“O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse ontem que não haverá retaliação aos prefeitos aliados de seu governo que preferirem apoiar a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em vez de José Serra (PSDB).
“A política em Minas Gerais é feita sempre com base no entendimento, do convencimento com as ideias”, afirmou Anastasia. “É claro então que é difícil falar em retaliação”, disse o governador, questionado sobre os prefeitos que optarem pelo “Dilmasia”.
A expressão “Dilmasia” - ou “Anastadilma” - foi criada com a união dos nomes de Anastasia com o de Dilma, em uma referência aos que apoiarem, ao mesmo tempo, o tucano para o governo e a petista para a Presidência. Em 2002 e 2006, houve o voto “Lulécio”, com vitória de Lula e do tucano Aécio Neves em Minas.
Anastasia afirmou que quando a campanha começar oficialmente, em julho, haverá um “esforço” em favor de Serra. “As lideranças políticas, bem como a população, vão ter condição de escolher.”
O governador reafirmou seu apoio a Serra na disputa pelo Palácio do Planalto. “O nosso grupo político, liderado pelo governador Aécio Neves, tem, no governador José Serra, o seu nome como candidato à Presidência da República.”

PP quer apostar na neutralidade

28 de abril de 2010

Dos repórteres Christiane Samarco e Marcelo de Moraes, do ‘Estadão’:
“Além dos tropeços na campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), o governo federal deverá amargar a declaração de independência do PP na sucessão presidencial. Alvo do assédio da oposição, que deseja seu apoio para a candidatura do tucano José Serra, a Executiva do PP se reúne hoje para dar o primeiro passo oficial rumo à neutralidade.
A despeito de o PP integrar a base governista e comandar o poderoso Ministério das Cidades, seus dirigentes já avisaram que o partido só formalizará a decisão em junho e tende a dizer não para os dois candidatos. Isso facilitaria a montagem de suas alianças regionais, ora com o PT, ora com o PSDB.
Ontem mesmo, o governo já acusou o golpe. E reagiu. Os recursos federais para bancar as emendas dos parlamentares aliados começaram a ser pagos, numa tentativa de acalmar a base. A liberação da cota de R$ 3 milhões por parlamentar estava atrasada havia um mês.
“Não há o que fazer agora. A hora é de paciência, canja de galinha e sangue de barata”, diz o líder do PP na Câmara, João Pizzolatti (SC), que aposta na neutralidade do partido, mas adverte que o que move todas as legendas é a expectativa de poder.
“Não morremos de amor por ninguém. Vamos ver o que é melhor para o projeto do partido e isso vale nas parcerias estaduais e para a aliança nacional “, conclui o deputado Antônio Cruz (MS), que ontem discutiu a questão das coligações com o líder.
Frustração. Se for confirmada, a neutralidade frustrará os planos dos dois candidatos. Do lado de Dilma, o governo já dava como certa a coligação com o PP de Márcio Fortes, que comanda a pasta das Cidades, dona de um orçamento de R$ 15,2 bilhões para este ano, incluindo muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Do lado da oposição, os tucanos vinham acenando com a vaga de vice na chapa de Serra para o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), de olho na fatia que o partido terá no horário de propaganda eleitoral gratuita. Sozinho, o PP deverá ter direito a 1 minuto e 20 segundos no tempo de TV destinado às candidaturas presidenciais.
Como a aliança em torno de Dilma reúne os dois maiores partidos do Congresso (PMDB e PT), além de outras legendas, sua campanha na televisão disporá de algo em torno de dez minutos em cada um dos dois blocos diários de propaganda em rede nacional. Sem o acordo com o PP, Serra terá cerca de sete minutos. Além disso, por Dornelles ser parente do ex-governador de Minas Aécio Neves, sua entrada na chapa ajudaria a colar mais a campanha de Serra no político mineiro.
“É claro que houve uma aproximação do PSDB. A oportunidade de termos o Dornelles na vice deixa o partido muito envaidecido, até porque, dessa forma, não entramos em uma aliança como coadjuvantes”, admite Pizzolatti, que participa da coordenação da campanha de Dilma.
Na prática, o PP caminhou para a solução da neutralidade pela diversidade de seus acordos regionais. Do lado de Dilma, estão, por exemplo, Márcio Fortes que participou domingo, no Rio, do lançamento da candidatura ao Senado do petista Lindberg Faria. Com Serra, já é possível contabilizar o diretório mineiro, que deverá ocupar a vaga de vice-governador na chapa tucana que terá como candidato o governador Antônio Anastasia.
Outros diretórios do PP que têm pesado contra o apoio explícito ao PT são os dos Estados do Sul. Ontem, foi aberta negociação em Santa Catarina, em busca de acordo unindo os palanques da senadora Ideli Salvatti (PT) e da deputada Ângela Amin (PP).

A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO DAS CIDADES

Minha Casa Minha Vida
Um dos principais programas lançados no ano passado, alcançou 408.674 contratações de moradias em um ano, o que representa um volume de investimentos de R$ 21,5 bilhões
PAC para a Copa
O PAC destinará cerca de R$ 7,78 bilhões para obras de mobilidade urbana que facilitem a realização da Copa de 2014
PAC Cidade Melhor
Incluído no PAC 2, terá investimentos de R$ 57,1 bilhões, tendo seus programas voltados para saneamento, prevenção em áreas de risco, mobilidade urbana e pavimentação de 2011 a 2014
Urbanização de Favelas
O PAC inclui R$ 8,7 bilhões para urbanização de favelas
Água e Luz Para Todos
Terá R$ 13 bilhões em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água, com construção de adutoras, estações de tratamento, reservatórios, além de substituição de redes de distribuição e da modernização dos sistemas de medição
CBTU
O Ministério das Cidades controla a Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), presidida por Elionaldo Magalhães, indicado para o cargo na cota do PP de Alagoas
Trensurb
O ministério controla também a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A., responsável pelo transporte de 44,4 milhões de passageiros em Porto Alegre e na região metropolitana
em 2009″.

Costa: “Brincam com o meu pescoço”

14 de abril de 2010

Da repórter Adriana Vasconcellos, de ‘O Globo’:
“O PT está enfrentando dificuldades com o principal aliado, o PMDB, em pelo menos dez estados — entre eles Minas Gerais, Rio, Pará, Bahia, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba —, criando mais dificuldades para a aliança nacional em favor da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Em Minas, o clima voltou a ficar ruim. Após se irritar com a fala de Dilma em que ela não descartou uma associação informal com o candidato do PSDB ao governo mineiro, Antonio Anastasia, o senador Hélio Costa (PMDBMG) expôs ontem sua surpresa e insatisfação com a decisão do PT mineiro de realizar prévias para a escolha de seu candidato na disputa estadual. Estão na briga pela vaga o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias.
— Estávamos trabalhando pelo entendimento em Minas. Mas, a cinco meses da eleição, quando achávamos que estávamos caminhando para esse entendimento, o PT anuncia que vai realizar prévias.
Se elas acontecerem, vai ser difícil haver um acordo. Com o racha da base governista, será mais difícil derrotar o candidato do exgovernador Aécio Neves, além de colocar em risco a campanha de Dilma no estado — advertiu Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações, que deixou o cargo para disputar o governo mineiro.
Hélio Costa demonstrou que está se sentindo traído, mas não quis adiantar como isso poderá refletir na decisão do diretório estadual na convenção nacional para oficializar a aliança com o PT.
— Minas não tem mar, mas assistimos a uma tsunami. Acho que estão tentando brincar de Tiradentes com o meu pescoço — desabafou Costa.
Inconformado, o ex-ministro anunciou que já começou a conversar com os demais partidos da base governista no estado, para tentar viabilizar sua candidatura.
Entre eles estariam PR, PDT, PMN e PCdoB: — O PMDB não pode ficar refém de uma disputa interna (no PT). Estou procurando todos os partidos governistas. Só não conversei com o PSDB, onde tenho uma excelente relação com o ex-governador Aécio Neves, e o DEM.
“O PT quer nos estraçalhar nos estados”, diz peemedebista As queixas de Hélio Costa são repetidas por outros peemedebistas nos bastidores. Um deles perguntou ontem: — Qual a vantagem de ficarmos com a Dilma, se o PT está querendo nos estraçalhar nos estados? Daqui a pouco vamos propor Hélio Costa para vice do Serra.
Já no campo governista, o presidente em exercício, José Alencar, está otimista e ainda acredita em um acordo entre aliados em Minas.
Alencar disse ontem que, se for chamado, vai ajudar na formação de um palanque governista em Minas, unindo PMDB, PT, PCdoB e PRB.
Para José Alencar — que ontem se encontrou com Hélio Costa —, mesmo com a prévia no PT entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias, ainda é possível construir uma aliança e um palanque único para Dilma Rousseff.
— Se me chamarem para ajudar, vou ajudar (nas negociações), mas até agora não me chamaram. (Com a decisão dele de não concorrer) Facilitaramse as coisas, hoje as coisas estão menos difíceis. (A prévia) É briga em casa, no próprio PT — afirmou Alencar”.

PT e mineiros minimizam Dilma

9 de abril de 2010

Das repórteres Maria Clara Cabral e Ana Flor, da ‘Folha’:
“O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou ontem que as expressões “Dilmasia” e “Anastadilma”, usadas pela pré-candidata petista Dilma Rousseff durante visita ao Estado anteontem, não encontram “amparo na realidade” e que o pré-candidato José Serra (PSDB) terá “situação eleitoral favorável” entre os mineiros.
Os dois termos se referem a dobradinhas híbridas no segundo maior colégio eleitoral do país unindo as candidaturas de Dilma à Presidência e de Anastasia ao governo estadual, reeditando o fenômeno do voto “Lulécio”, observado em 2006, que abarcou fatia dos eleitorados de Lula e Aécio.
Ontem, a direção do PT e os pré-candidatos petistas ao governo de Minas minimizaram a declaração de Dilma, afirmando que foi uma brincadeira. Em sua primeira visita “institucional” a Brasília como governador, Anastasia afirmou também que “soou estranha” a visita da ex-ministra ao túmulo de Tancredo Neves, avô de Aécio, pela atitude do PT no colégio eleitoral, em 1985.
“Nós lembramos que, naquela oportunidade, o PT não só não apoiou como até expulsou deputados que votaram no presidente Tancredo”, disse. Da tribuna da Câmara, petistas defenderam Dilma. “Acho estranha essa raiva, espécie de ciúme da oposição. Ela visitou o túmulo do Tancredo a convite da família dele”, disse o deputado José Genoino (PT-SP).
Sobre o mal-estar gerado entre os partidos aliados por causa da expressão “Anastadilma”, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a petista telefonou para o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), pré-candidato ao governo, para dar explicações e que ele entendeu que “tudo não passou de um chiste da [ex-] ministra”. O coordenador da campanha de Dilma foi na mesma linha.
“É blague”, afirmou Fernando Pimentel, que disputa com o ex-ministro Patrus Ananias a chance de concorrer ao governo do Estado pelo PT.
Pimentel, que acompanhou Dilma na entrevista, afirmou que ela não defendeu um apoio direto ao tucano, mas se referiu àqueles que apoiam Anastasia e preferem, em nível nacional, a continuidade do governo Lula -principal bandeira de campanha da ex-chefe da Casa Civil.
Para definir o imbróglio petista em Minas, deve acontecer no dia 25 uma reunião dos delegados do partido no Estado para definir o pré-candidato. Para o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, o encontro evitará uma “prévia traumática”.
Carta
Sob orientação de Aécio, o PSDB mineiro prepara uma lista de reivindicações a ser entregue ao pré-candidato do partido, José Serra. O documento, denominado “Agenda de Minas”, enumera as obras “estruturantes” no segundo maior colégio eleitoral do país que carecem de recursos da União no quadriênio 2011-14, como investimentos na ampliação do metrô de Belo Horizonte”.

Costa: “Ou resolve, ou resolve”

8 de abril de 2010

O senador e ex-ministro Helio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas, falou com a repórter Andréia Sadi, do IG, sobre a declaração de Dilma Rousseff, que propôs uma dobradinha com o candidato do PSDB, Antonio Anastasia. Para Hélio Costa a questão da coligação do PMDB com o PT deve ser discutida na próxima semana: “Ou resolve, ou resolve. Não dá mais para esticar essa corda”.
Eis a entrevista ao IG:
- Senador, como o senhor viu a declaração da ministra Dilma sugerindo uma dobradinha com o tucano Anastasia, em Minas?
- Olha, me comprometi a não falar mais sobre isso. Tem dias que é melhor a gente não sair de casa. Ontem foi um dia desses. Não fiquei surpreso com a declaração dela, mas o PMDB está só observando. O nosso partido merece atenção da campanha e vamos discutir isso.
- Mas o senhor se comprometeu com quem?
- Comigo mesmo. Agora não é a hora de falar sobre isso.  A candidata é do PT, o problema é do PT, ele que resolva.
- Quando será a hora?
- Pedi ao PMDB aqui em Minas uma reunião amanhã (sexta-feira). Na semana que vem, terça ou quarta, vamos nos reunir em Brasília para definir a situação em Minas e falar sobre isso. Ou resolve ou resolve. Não dá mais para esticar esta questão.
- O PMDB pode vir a dar palanque para o candidato José Serra em Minas?
- Não vou mais me comprometer com isso. Agora, se o PT não quiser conversar com os aliados, que nos avise para que o PMDB tome outro rumo. O PT está falando e o PMDB está só observando. Acho que o PMDB merece um pouco mais de atenção da campanha da ministra.