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Posts com a tag ‘Anthony Garotinho’

Garotinho e Maia mostram força

1 de fevereiro de 2012

   Do repórter Cassio Bruno, do ‘Globo’:
   “Nova Iguaçu se transformou no fiel da balança para a consolidação da aliança entre o deputado federal Anthony Garotinho (PR) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Sem acordo fechado na cidade da Baixada Fluminense, que possui 547.483 eleitores, Garotinho se encontrará, nesta quarta-feira, com o filho de Cesar, o deputado federal Rodrigo Maia, para tentar resolver o embrólio. Só assim, PR e DEM deverão selar oficialmente a dobradinha entre Rodrigo e a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do ex-governador, para ambos formarem chapa única e disputarem a Prefeitura do Rio.
O impasse ocorreu porque o DEM quer lançar, em Nova Iguaçu, a pré-candidatura de Rogério Lisboa à prefeitura daquele município. Lisboa, porém, não decolou nas pesquisas de intenção de voto, o que provocou a resistência de Garotinho em torno de seu nome na disputa. Neste caso, o PR lançaria uma candidatura própria, hipótese já descartada por Cesar Maia. Em 2004, Lisboa foi vice na chapa do então candidato Lindbergh Farias (PT), ex-prefeito da cidade e, atualmente, senador.
- Sinceramente, eu só acredito nesta aliança (DEM-PR), quando Cesar Maia e Garotinho fizerem uma foto pública apertando as mãos. Fora isso, eu duvido de tudo - afirmou um dirigente partidário próximo aos dois políticos.
Na tentativa de mostrar força na aliança com o DEM, no entanto, Garotinho anunciou, na terça-feira, a realização de um evento público na Zona Oeste, nesta quinta-feira, com a presença de Rodrigo Maia, que deverá ser a cabeça de chapa, e Clarissa, a vice. O encontro será às 18h no Bangu Atlético Clube.
Na semana passada, Garotinho defendeu Cesar Maia como candidato da coligação a prefeito da capital, como O GLOBO revelou. Maia rejeitou a proposta sob críticas a Garotinho. Segundo o ex-governador, com Cesar Maia, seria a única chance de levar a disputa para o segundo turno contra o atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), pré-candidato à reeleição.
Em seu blog, nesta terça-feira, Garotinho justificou:
- O fato de eu ter defendido a candidatura de Cesar Maia a prefeito, como expliquei no blog, trata-se de uma questão de viabilidade, mas deixei claro que se tratava apenas da minha visão pessoal, mas nunca um empecilho à aliança entre o PR e os Democratas, que está consolidada. Cesar Maia tem posição diferente da minha, mas isso é normal numa composição. A turma da intriga é que parece estar com medo da aliança política do PR com o DEM, no Estado do Rio de Janeiro”.

Conselho a Cabral

30 de janeiro de 2012

 

                                                                      Ricardo Noblat*
     Por pouco uma tragédia não surpreende o governador Sérgio Cabral fora do Estado ou do país.
Cabral voou a Paris no dia 19, retornando no dia 24, véspera da queda de três prédios no centro do Rio.
A pergunta que não quer calar: por que Cabral viaja tanto ao exterior? E por que a maioria de suas viagens quase sempre é cercada de mistério?
Não, Cabral não tem o dom de abortar tragédias com a sua simples presença. Dele não se cobraria tamanho prodígio.
De resto, manual algum recomenda que o bom governante esteja sempre por perto quando ocorrer uma tragédia. Ou que visite de imediato o local onde ainda há mortos e feridos.
Lula fazia questão de manter distância de desastres de qualquer porte. Não pôs os pés, por exemplo, em São Paulo quando ali se espatifou no dia 17 de julho de 2007 o Airbus A-320 da TAM, matando as 187 pessoas que transportava e mais 12 em solo. Na ocasião, o Comandante da Aeronáutica foi a São Paulo representando Lula.
Eis a questão de fato mais relevante neste momento: em uma democracia, o cidadão tem o direito de saber o que fazem com o seu dinheiro recolhido por meio de impostos.
É uma fatia desse dinheiro que paga os frequentes deslocamentos de Cabral e de sua comitiva. Logo, tudo que tenha a ver com o assunto nos interessa. Ou deveria interessar.
Se Cabral viaja ou viajou de graça à custa de empresários amigos, isso também importa – e como!
É direito de o cidadão conhecer todos os aspectos do comportamento dos seus governantes para poder avaliá-los e fazer suas escolhas. O homem público não tem vida privada, sinto muito. Se quiser ter que abdique da condição de homem público.
A deputada Clarissa Garotinho (PR) pediu à Assembleia Legislativa do Rio que levantasse todas as informações pertinentes às viagens de Cabral. Queria saber quantas vezes ele viajou desde que se elegeu governador; na companhia de quem; se em voo comercial ou particular; e os custos de cada viagem.
O pedido da deputada foi recusado por Paulo Melo (PMDB), presidente da Assembléia e aliado de Cabral, sob o pretexto de que o assunto é da órbita federal.
Então o deputado Garotinho fez pedido idêntico à Câmara dos Deputados. Rose de Freitas (PMDB-ES), vice-presidente, recusou o pedido. Decretou que o assunto é da órbita estadual.
Não é.
Na verdade, quem pode dispor das informações requisitadas por Garotinho filha e pai é a Polícia Federal e a Secretaria de Aviação Civil da presidência da República. À Secretaria se vinculam a Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero, que administra os 66 aeroportos brasileiros.
Garotinho recorreu da decisão de Rose à direção da Câmara, mas perdeu. Apelou à Justiça.
Seu apelo, hoje, repousa empoeirado à sombra de alguma toga.
Uma sugestão: por que Cabral não abre espontaneamente a caixa preta de suas viagens para mostrar que nada de podre se esconde ali?
Somente em uma democracia de fachada - ou uma democracia capenga - um governante pode esconder dos governados informações sobre suas viagens ao exterior e a outros Estados
*Ricardo Noblat é jornalista e mantém um blog no site de ‘O Globo’.

Eleição para prefeito esvazia Parlamento

16 de janeiro de 2012

     Dos repórteres Cássio Bruno e Juliana Castro, de ‘O Globo’:
     “Com apenas um ano de mandato, deputados estaduais e federais do Rio já estão de olho nas próximas eleições municipais, em outubro. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que pelo menos 29 (mais de um terço) dos 70 políticos em exercício na Assembleia Legislativa (Alerj) são pré-candidatos a prefeito em cidades do estado, principalmente em suas bases eleitorais. Além disso, 16 dos 46 parlamentares federais fluminense podem seguir esse caminho e deixar as cadeiras para os suplentes, se forem eleitos.
Na Alerj, há casos em que bancadas inteiras devem concorrer. Uma delas é do PR. Os cinco representantes do partido têm interesse de disputar o pleito. Comandada pelo deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, a sigla foi a que mais perdeu deputados para o recém-criado PSD: quatro baixas. A nova
legenda, que possui hoje 13 parlamentares, o maior número da Casa, vai lançar três deles como pré-candidatos.
Os três deputados estaduais do PSB também têm pretensão de disputar as prefeituras, assim como os dois do PV e os dois do PRB. Os únicos deputados de PTB, PRTB, PTdoB são outros da lista. Dos seis parlamentares do PT na Alerj, quatro tiveram os nomes indicados para concorrer.
Já entre o grupo que poderá se dividir entre o trabalho em Brasília e a campanha em cidades fluminenses estão quatro dos oito deputados federais do PMDB do Rio. Já o PSDB e o DEM, aliados nacionalmente, ficarão em lados opostos na disputa pela prefeitura do Rio, com Otavio Leite e Rodrigo Maia, respectivamente.
São Gonçalo, na Região Metropolitana, tem sete deputados estaduais e federais com a intenção de concorrer à prefeitura. Quatro deles, no entanto, estudam ainda a possibilidade de se unir em uma aliança formada por PMDB, PSC e PPS contra o indicado da atual prefeita, Aparecida Panisset (PDT) - que não pode se reeleger este ano. Com 653 mil pessoas aptas a votar, a cidade é o segundo maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da capital.
- Em São Gonçalo, a eleição é de dois turnos. Achamos que nos unindo estaremos no segundo turno - diz o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani.
Na primeira eleição, PSD terá 17 candidatos próprios. No primeiro teste nas urnas desde sua criação, no ano passado, o PSD terá 17 candidaturas próprias no estado, das quais sete são prefeitos tentando reeleição em Cambuci, Carmo, Mangaratiba, Japeri, Rio Claro, Sapucaia e Natividade. Além dos três deputados estaduais pré-candidatos a prefeito, o partido indicará o deputado federal Dr. Paulo César à disputa em Cabo Frio, na Região dos Lagos.
- Se o DEM e o PR quiserem nos apoiar em algum municípios serão bem vindos, mas nós não vamos apoiá-los - avisa Indio da Costa, presidente regional do PSD, legenda que apoia o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB.
A disputa de forças no estado ficará por conta de Cabral e Garotinho, este com o apoio do DEM e do ex-prefeito Cesar Maia. O grupo do governador tem fechado pelo menos 65 candidatos na cabeça de chapa do PMDB contra 60 do PR.
As estratégias são distintas. Cabral não deverá pedir votos nas ruas para os aliados, com exceção de Paes, que disputará a reeleição. Garotinho vai percorrer todos os municípios ao lado dos apadrinhados.
- O Garotinho vai aparecer nas campanhas e será o puxador de votos de prefeitos e vereadores - conta o secretário-geral do PR no Rio, Fernando Peregrino.
- Vamos preservar o Cabral e selecionar as cidades em que ele aparecerá. No programa eleitoral na TV e no rádio, o governador gravará para todos os candidatos do PMDB e aliados - afirma Picciani”.

PMDB tenta atrair o DEM

4 de janeiro de 2012

    Das repórteres Catia Seabra e Maria Clara Cabral, da ‘Folha’:
    “Sob o comando do vice-presidente Michel Temer, o PMDB -maior aliado do PT na coalizão governista- tenta atrair o oposicionista DEM para dobradinhas nas eleições municipais de outubro, ação que se bem-sucedida pode gerar uma futura fusão.
Apesar de não atuar diretamente, o Planalto vê com bons olhos a movimentação. Além de ampliar sua base de apoio no Congresso, ela também abafaria algumas das principais vozes críticas à gestão de Dilma Rousseff.
O próprio Temer participa da costura das alianças municipais, especialmente dedicado à viabilização da candidatura do deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo.
Depois de encontros com integrantes do comando nacional do DEM, como o presidente nacional, José Agripino (RN), e o líder da bancada na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), Temer convidou no último dia 21 o presidente estadual da sigla, Jorge Tadeu Mudalen (SP), para uma conversa sobre a eleição na capital.
Até então resistente a um acordo, Mudalen deixou o Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente) aberto a um acordo.
“Vejo com simpatia essa conversa com o PMDB”, disse Mudalen, que, dois dias antes, jantara com o ministro peemedebista Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos).
Temer e Moreira não são os únicos do PMDB a flertar com o DEM. Também no mês passado, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, recebeu o secretário-geral do DEM, Onyx Lorenzoni (RS).
Na conversa, os dois se comprometeram a fazer um levantamento das cidades gaúchas onde há compatibilidade entre os dois partidos. Mendes propôs objetivamente uma fusão. “O PMDB e o DEM precisam olhar para o Brasil com uma expectativa clara do que pode fazer uma aproximação cada vez
maior entre os dois partidos: a eleição municipal como prévia de 2014.”
Lorenzoni admite uma afinidade com o PMDB do Rio Grande do Sul. Mas diz que uma fusão não será necessária porque, apesar de debilitado com a criação do PSD, o “DEM dará a volta por cima” para 2014.
DEM e PMDB ensaiam também aproximação na Bahia e no Rio Grande do Norte, entre outros Estados. “No Maranhão, o DEM e o PMDB sempre caminharam juntos”, disse o ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB-MA).
A articulação preocupa a cúpula do PSDB. Preocupado com o risco de isolamento na oposição, o comando do partido pediu que seus governadores ampliem as negociações com o partido.
Segundo tucanos, o DEM já avisou que, caso constate que não é capaz de eleger 30 deputados federais nas próximas eleições (em 2010, elegeu 43, mas hoje só possui 27), terá que optar por uma fusão. Só não sabe se com o PMDB ou o PSDB”.
                               * * *
No Rio, o ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, saiu na frente, ao procurar o deputado Anthony Garotinho e propor um acordo para as prefeituras da Capital e do interior do Rio de Janeiro.
Garotinho, hoje no PR, tem enorme influencia no PMDB no interior do Estado.
Para a Capital, está praticamente certo o lançamento de Rodrigo Maia para a Prefeitura, tendo como vice Clarisse Garotinho.
                               * * *
Quem achar isso exdrúxulo, mire-se no exemplo da Bahia citado pela reportagem da ‘Folha’.
Alguém já imaginou Geddel Vieira Lima de mãos dadas com os herdeiros políticos de Antonio Carlos Magalhães?
O velho senador deve estar esmurrando seu túmulo…

Gabeira insiste em paz e amor

27 de julho de 2010

     Do jornalista Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O pessimismo tomou conta dos partidos que apoiam a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio. Por isso, querem que ele mude sua estratégia eleitoral e aposte no confronto. Avaliam que Gabeira comete o erro de querer repetir no estado a campanha light que fez para a prefeitura.
E concluem: a ausência de Anthony Garotinho (PR) fragilizou a campanha da oposição.
Gabeira, no entanto, não dá mostras de que seguirá a orientação. Ontem, em batepapo com militantes, ele disse que não vai bater no governador Sérgio Cabral (PMDB) no debate da Bandeirantes, dia 12, como estratégia para incentivá-lo a ir nos da Rede TV e da Globo.
Ele disse que ainda não decidiu sobre os outros debates.
De qualquer forma, irá ao primeiro esperando ser bem tratado, o que faremos, sem deixarmos de questionar tudo que precisa ser questionado, diz”.

Rio e a luta pelos evangélicos

2 de julho de 2010

  Dos repórteres Cássio Bruno, Fabio Vasconcellos e Duilo Victor, de ‘O Globo’:
“Com a desistência de Anthony Garotinho de disputar o governo do Rio, as atenções dos comandos de campanha do governador Sérgio Cabral (PMDB) e do deputado federal Fernando Gabeira (PV) estão voltadas para o eleitorado do ex-governador, estimado, segundo pesquisas, em cerca de dois milhões de votos, boa parte vinculada aos evangélicos. Gabeira disse que espera a ajuda da candidata à Presidência do PV, Marina Silva, que é evangélica, para atrair esses eleitores. No PMDB, a estratégia será recorrer à ala do partido ou a lideranças da coligação com trânsito nesse setor.
Apesar do interesse comum, PV e PMDB têm objetivos distintos. O grupo de Cabral acredita que o eleitorado de Garotinho poderá ajudá-lo a definir as eleições no primeiro turno. Já a equipe de Gabeira quer levar a disputa para o segundo turno. A avaliação é a de que Fernando Peregrino, o candidato do PR ao governo do Rio lançado por Garotinho anteontem, não terá tempo suficiente para conquistar os votos do ex-governador.
Inicialmente, o caminho de Gabeira deverá ser os fiéis da Assembleia de Deus, igreja da qual Marina é membro. Mas a tarefa não será fácil, já que o principal líder da congregação no Rio é o pastor Manoel Ferreira, que apoiava a candidatura de Garotinho. No interior, Gabeira terá bases de campanha em cidades-chave, como Campos, que era administrada pela mulher do ex-governador, Rosinha Garotinho. Ela teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
- A ponte (com os evangélicos) pode ser a Marina, que é da Assembleia de Deus - disse Gabeira.
Segundo o presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, o maior desafio será fazer Marina se aproximar desses fiéis:
- Teremos de passar por cima ou por debaixo da porteira - afirmou Sirkis, referindo-se ao pastor Manoel Ferreira.
Os verdes trabalham ainda com a possibilidade do que eles chamam de “voto de protesto”, ou seja, eleitores que votariam em Garotinho, mas se recusam a apoiar Cabral.
No PMDB, o deputado estadual Edson Albertassi e o pastor Everaldo (PSC), suplente do deputado Jorge Picciani, que concorre ao Senado, são apontados como possíveis articuladores de uma aproximação com os evangélicos que apoiavam Garotinho. Outro que poderia participar dessa articulação é o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), também vinculado ao eleitorado evangélico:
- No Rio, já estou trabalhando para conquistar apoios do meio evangélico para a ministra Dilma Rousseff. E, claro, sou do PMDB e posso fazer isso também para o governador Sérgio Cabral. Mas não sou o único que pode ajudar nessa articulação - diz Cunha.
Garotinho passou o dia seguinte à sua desistência de concorrer ao governo em seu escritório, no Rio. Recebeu correligionários e candidatos do PR, preparando a campanha. A estratégia de Garotinho, que concorrerá a deputado federal, será a de colar sua imagem à de Fernando Peregrino, o candidato do PR ao governo”.

A estratégia do papo furado

1 de julho de 2010

Garotinho diz que desistiu de concorrer ao governo do Rio por diversas razões:
1. “Não consegui uma aliança”
2. “Como disputar a eleição sem tempo de televisão?”
3. “Se o TRE foi capaz de fazer comigo o que fêz agora, imaginem o que poderia fazer durante a campanha”.
4. “Pensei também no massacre que a grande mídia, comprada a preço de ouro pelo governador Cabral, iria fazer contra mim e a minha família”.
5. “Cabral e sua guangue iria promover uma campanha milionária para me destruir”.
                  * * *
Se Garotinho, ex-governador, político experiente, capaz de eleger a mulher no primeiro turno, ex-candidato à Presidente da República, com todas as credenciais para um embate com o governador do  Estado, se confessa fraco para enfrentá-lo, por que diabos o professor Fernando Peregrino conseguirá essa proeza?
Diz Garotinho que escolheu a estratégia certa e um excelente candidato; “Vamos virar o jogo e vamos ser vitoriosos”.
                  * * *
Ora, Garotinho, o povo não é bobo.
Peregrino vai para o sacrifício.
E Cabral agradece a sua renuncia.
Agora, ele não precisará fazer nenhuma campanha milionária.

O dicionário de Garotinho

1 de julho de 2010

Diz o governador Garotinho no Twitter:
“Desistir” é uma palavra que não existe no meu dicionário! Minha decisão foi estratégica…”
O dicionário Aurélio ensina que “desistir” é verbo intransitivo, e seu significado é  o mesmo que “não continuar, abster-se, renunciar”.
               * * *
Garotinho portanto não desistiu.
Ele apenas não continua candidato.
Ou decidiu abster-se da disputa para o governo do Rio.
Ou então renunciou à luta contra o “desgoverno, a corrupção que contaminou todo o Estado, as suas (de Cabral) mentiras, e de que maneira ele tenta comprar antecipadamente a eleição”.
                * * *
Como tenta comprar a eleição?
Se Garotinho renunciou à luta, é porque a eleição já foi comprada.

Garotinho: o perde e ganha

30 de junho de 2010

QUEM PERDE
Garotinho - Ele começou a perder quando Rosinha ainda era governadora. A greve de fome a que ele se submeteu, na sede do PMDB, marcou o ex-governador definitivamente. Garotinho perde, e talvez para o todo e sempre. Política é muito dinâmica, mas difícilmente ele terá outra chance de concorrer a um cargo majoritário.
PR - O partido é outro prejudicado. Acreditou em Garotinho, deu espaço para ele em seu programa de TV, em rede nacional, e agora fica sem candidato. Não adiantará de nada, o ex-governador dizer que será o puxador da legenda do partido. Ele poderia fazer uma boa bancada sendo candidato a governador.
Fernando Gabeira - Perde com a impossibilidade de haver um segundo turno. Ele não avançará nem na Baixada, nem no interior.
José Serra - Outro perdedor. Perde com a derrota de Gabeira e, ainda, com a possibilidade, embora remota, de que Garotinho viesse a apoiar o seu nome.
Marcelo Crivella - Garotinho era o único candidato com quem Crivella poderia se coligar. É candidato forte, mas está sózinho. Conta com a militância da Universal, com o apoio de Lula, mas sem tempo de TV.
QUEM  GANHA
Sergio Cabral - É o maior beneficiário da renuncia. Vencerá a eleição no primeiro turno. Se não fizer nenhuma besteira na campanha, pode até  pegar hepatite durante o período eleitoral. E ganha do mesmo jeito.
Dilma Rousseff - Fica livre da saia justa que subir em dois palanques. Agora só desfilará com Cabral.
Lei da Ficha Limpa - Não foi a única razão, mas certamente a nova lei pesou na decisão de Garotinho. Ou será que vale a pena gastar uma fortuna à toa? Se tivesse apenas frustrado com a política, Garotinho não concorreria a Câmara dos Deputados.
TSE - Poderá agora empurrar com a barriga o processo contra Garotinho. Normalmente a votação do mérito só se daria após a eleição. Agora poderá demorar ainda mais.
Imprensa - Blindou o governo Cabral durante todo o seu mandato. Agora poderá até se aventurar a fazer algumas críticas pontuais.

Correção: Rio não terá 2º turno

30 de junho de 2010

A renuncia de Garotinho acaba com a possibilidade do segundo turno na eleição do Rio.
Sergio Cabral ganha fácil no primeiro.
Mesmo que Fernando Gabeira não renuncie até a meia-noite de hoje…