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As falhas do Datafolha

23 de março de 2009

A pesquisa do Datafolha sobre as eleições no Rio tem alguns equívocos.
Se Gabeira fôr candidato, Cesar Maia estará fora. E vice-versa.
Se Cesar Maia se candidatar, Denise Frossard não disputará.
Crivella sabe que não poderá se candidatar contra Wagner Montes.
O Datafolha imagina Garotinho no PMDB, com Cabral como vice de Dilma.
Mas não imagina um cenário, mais do que provável, que é uma disputa da qual participe também um candidato do PT.

Afinal, o  prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias está trabalhando para isso.

Dirceu esteve com Cabral

16 de março de 2009

O ex-ministro José Dirceu esteve com Sergio Cabral na semana passada, na segunda-feira para ser mais preciso, conversando sobre a eleição para o governo do Rio.
Dirceu foi acompanhado do ministro Edson Santos, e encontrou Cabral junto de Jorge Picciani, presidente da Assembléia, e mais os secretários Régis Fichtner e Wilson Carlos.
Cabral está disposto a abrir mais espaço para o PT em seu governo, inclusive com secretarias, mas pede que o partido descarte imediatamente a pré-candidatura do prefeito Lindberg Farias, que quer sucedê-lo. Cabral já teve um atrito público com o prefeito de Nova Iguaçu, mas o PT tem dificuldades em impedir a candidatura de imediato.
O melhor seria Cabral abrir logo o espaço para o PT, e com isso enfraquecer a ala contrária.
Depois da conversa com José Dirceu, Cabral almoçou com Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT, que negou que o ex-chefe da Casa Civil fale em nome do PT.
Fala sim e mais do que isso. Facilita as conversas  de Berzoini. O presidente do PT  sabe disso e é grato a Dirceu.

Nervos a flor da pele

16 de março de 2009

Na semana passada, o youPode falou da maneira ríspida como o governador do Rio se dirigiu ao prefeito de Nova Iguaçu, após receber uma vaia no palanque onde estava o Presidente Lula.

Em sua coluna em ‘O Globo’, Jorge Bastos Moreno dá mais detalhes:

“Ao discursar na solenidade de entrega de mais escolas técnicas para o estado, Sergio Cabral foi interrompido, algumas vezes, por timidas vaias do público.

Ao voltar para o seu lugar e notar a presença do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, sentado atrás dele, na segunda fila, Cabral virou-se aos berros:

- Lindberg, da próxima vez que você trouxer claques, vai dar merda!

Assustado, o prefeito, que inicialmente pensou que o abordagem fosse de cumprimento, balançou a cabeça, negando ter sido o maestro das vaias.

Aí o governador ficou mais furioso e gritou novamente:

- Vai dar merda! Vai dar merda!”