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Arquivo para a categoria ‘Poder’

Volta ao mundo

28 de março de 2009

O jornalista Jorge Bastos Moreno publica hoje, em ‘O Globo’, uma pequena entrevista com o governador Sergio Cabral, que estava em Denver, nos Estados Unidos.
Eis um trecho:
Moreno - Achei uma injustiça ele (Pezão) não ter recebido o Faz Diferença: é o único vice que de fato é o titular. Quando voltas?
Cabral - Ao exterior? Na próxima quarta. Chego aí no sábado (hoje) e em seguida vou para Londres para me encontrar com o Lula.
Moreno - Definitivamente, assim não dá.
Cabral - Concordo, tanto que estou pensando até em criar um escritório de representação no Rio, para quando eu estiver em trânsito pelo Brasil.

Cesar está certo

26 de março de 2009

Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:                   
“Como uma cidade que quer sediar os Jogos Olímpicos-2016 não mostra capacidade para completar com 100 milhões de reais a Cidade da Musica?
Esse será o equipamento chave para os eventos culturais dos Jogos.
Como os avaliadores julgarão as propostas de bilhões de reais, se algo real e concreto não se completa?
A reforma do Maracanã para o PAN custou 100 milhões de reais.
O projeto para 2014 está orçado em 400 milhões de reais. Um total de 500 milhões de reais apenas para reformas.
Os avaliadores do COI não entendem nada de partidos políticos e disputas eleitorais no Brasil”.
Cesar está certíssimo. Picuinhas nesse momento não fazem o menor sentido.
Não tem porque não concluir a obra, sem prejuízo da auditoria que está em andamento.
Ou será que no dia 27 de abril, quando chegarem aqui os 16 membros do Comitê Olímpico Internacional para inspecionarem as condições da cidade, os organizadores da cidade-candidata vão esconder a Cidade da Música?

Fichtner, a Dilma de Cabral

23 de março de 2009

 Régis Fichtner está para Sergio Cabral, assim como Dilma Rousseff está para Lula. E ambos ocupam a chefia da Casa Civil.
Cabral conheceu Fichtner através de sua primeira mulher, Suzana, formada em Direito e sua colega de turma. Certa vez, numa sexta-feira, Cabral, já deputado, foi a um barzinho buscar a mulher que comemorava um aniversário. Ele o conheceu nesse dia. Quando assumiu a presidência da Assembléia Legislativa convidou-o para ser o procurador-geral da Casa.
Desde essa época, Fichtner é o braço direito de Cabral. E o esquerdo também. Há quem diga que ele é o governador de fato do Rio. E Cabral o de direito.
Quando o governador candidatou-se ao Senado, Fichtner foi seu primeiro suplente.
Na época em que Cabral apoiou Molon para prefeito do Rio, Fichtner foi o vice.
Ao anunciar que recuava no episódio do Santos Dumont, Cabral fez questão de dizer que atendia a uma recomendação de um dos maiores advogados cariocas: Régis Fichtner. Ele ainda não é dos maiores, embora possa vir a sê-lo.
Não é a primeira vez que Cabral dá o crédito de uma ação simpática do governo a seu chefe da Casa Civil.
Esse crédito faz parte da estratégia do governador de preparar Fichtner para as eleições de 2010.
Cabral trabalha com pesquisas, e sabe que perto de 100% dos usuários de aeroportos são favoráveis a que o Santos Dumont funcione com mais empresas aéreas, mais rotas e com passagens mais baratas. Por isso o recuo.
Cabral adoraria ver Fichtner no Senado. Mas se as composições políticas o obrigarem, a Dilma de Cabral sairá para a Câmara.
E se o chefe for reeleito, ele se licencia e volta para o governo do Rio.

Cabide de coordenação e execução

21 de março de 2009

Na carreira diplomática, Roma é um dos melhores postos.
E graças às circunstâncias da cidade eterna, lá vivem quando embaixadores. Um cuida da Embaixada propriamente dita, outro do Vaticano, outro da FAO e um quarto do Consulado, que lá tem nível de embaixador.
No Senado da República, uma espécie de Roma brasiliense, existiam pelo menos quatro diretores que exerciam a mesma função: diretor do Gabinete de Coordenação e Execução.
Não se sabe se sobrou algum diretor nessa função,  que estaria agora fazendo o trabalho dos demais. Ou se eram apenas esses quatros que coordenavam e executavam ninguém sabe exatamente o que.
Eles não foram parar lá por acaso. Alguém os nomeou.
E não é possível que o responsável pelas nomeações não seja punido. Esse cargo tem toda a pinta se ser, apesar do nome pomposo, um mero cabide de empregos.

Alô, alô IG! Alô, alô Zé Dirceu!

20 de março de 2009

O IG, portal de notícias que abriga também diversos blogs, está devendo explicações e, mais do que isso, providências, com relação ao blog de José Dirceu.

Pelo menos no Rio de Janeiro, quem tenta acessar o blog do ex-ministro, não consegue ler o seu conteúdo e, pior, tem todas as suas janelas do computador apagadas.

Para quem duvida, aí vai o endereço: www.zedirceu.com.br

Você entra no site e navega sem problemas.

Mas se acessar o blog, tudo vai para o espaço e o computador é fechado.

Só pode ser sabotagem.

Raposa em galinheiro

20 de março de 2009

José Sarney, que aniversaria dia 24 de abril, está no seu inferno astral.

Em 1984, as diretas foram enterradas no dia 25 de abril, e aí começou a tomar corpo a candidatura indireta de Tancredo Neves, no colégio eleitoral, tendo Sarney como vice.

Agora, Sarney tem de esperar passar seu aniversário para ver se as coisas melhoram para o seu lado.

Quem pensava que ele havia chegado ao fundo do poço, constatou que o poço é mais fundo.

O homem que comanda o Senado e, por consequência, comandará a moralização da Casa, é o mesmo que nomeou 70% dos diretores.

Um corte ridículo

19 de março de 2009

Sarney quer reduzir os 181 diretores do Senado, e ficar só com a metade, ou seja, 90
Se depois deste corte drástico, os 90 integrantes da diretoria pedirem emprestado o plenário da Casa para fazer uma reunião, não haverá cadeira para todos.

O Senado é integrado por 81 senadores.

Demissão urgente

19 de março de 2009

 A ‘Folha de S.Paulo’ informa que o Senado tem pelo menos 29 diretores que nem concursados são.
José Sarney já decidiu que não afastará ninguém dos cargos, até que a FGV conclua seus estudos.
Não seria o caso de afastar esses 29 não apenas de seus cargos, mas do próprio Senado?

Trabalho inútil

19 de março de 2009

José Sarney contratou os serviços da Fundação Getúlio Vargas para que ela faça a reestruturação administrativa do Senado.
Mas antes mesmo que o trabalho seja iniciado, Sarney já anunciou que cortará à metade os 181 cargos de diretores.
Mas por que um corte de 50%? Por que não 60%. Ou  40%?
Se Sarney  já sabe quanto deve cortar, por que pagar a FGV e esperar seis meses para que ela conclua os trabalhos?

A farra vai continuar

18 de março de 2009

O Senado tem diretores de subscretarias e diretores de coordenação.

É óbvio que quem deveria mandar numa subsecretaria deveria ser um subsecretário.

E quem mandaria na coordenação com certeza seria um coordenador.

Mas todos viraram diretores para ganhar mais uns trocados, ou mais muitos trocados.

Agora, a Fundação Getúlio Vargas fará a reengenharia nos cargos do Senado e, óbviamente, passará a faca nas 136 diretorias da Casa.

Mas como se sabe, ninguém pode ter o salário reduzido.

Portanto, os 136 apaniguados deixarão de ser diretores, mas conservarão seus salários.