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Arquivo para a categoria ‘Concorrência’

Viva a Azul!

24 de março de 2009

A TAM cobrava R$ 389,00 por uma passagem do Rio a Porto Alegre.
A Azul chegou com uma tarifa de R$ 159,00.
Ontem a TAM aderiu a esse preço.

O negócio dos cartórios

23 de março de 2009

Que cartório é o melhor negócio do mundo, isso não é novidade.
Acho que não existe outro ramo de negócio que mexa com tanto dinheiro ao vivo.
As padarias já tiveram a sua época. Hoje elas já aceitam cartões de crédito.
Bancas de jornal vendem cada dia menos jornais e, por isso, se viram obrigadas a diversificar suas mercadorias, para que continuassem abertas.
Nem jogo do bicho mexe com tanto dinheiro. Aliás, é uma injustiça perseguir os bicheiros enquanto os cartórios continuam abertos. Joga no bicho quem quer, enquanto nos cartórios você é obrigado a entrar mesmo não querendo.
Pois muito bem. Para atender a uma burocracia, fui obrigado hoje a reconhecer a firma de duas assinaturas.  Como não tinha firma no cartório próximo ao local onde me encontrava, abri uma nova. Para isso bastaria assinar um livro e uma ficha. Mas você paga para assinar. Ou seja: você escolhe o cartório que ganhará dinheiro com sua assinatura, mas para que ele tenha esse direito você precisa pagar R$ 4,51. Só que para abrir a firma, é necessário apresentar carteira de identidade  - cópia e original. A cópia fica arquivada. Mas antes, você tem que  autenticá-la e isso custa R$ 4,89.
Finalmente vem o reconhecimento da firma, mais R$ 4,77 por documento.
Total R$ 18,94.
Em 1962, quando governava São Paulo , Adhemar de Barros concedeu uma audiência a um dos caciques paulistas. Não cacique político como os de hoje. Mas cacique daqueles que pintam o corpo seminu e usam cocar de penas. São Paulo ainda hoje tem pouco mais de duas dezenas de aldeias e uns cinco mil indígenas das tribos Guarani, Terena, Kaigang e Krenak, sem falar nos Pankararu que vivem na região metropolitana.
Ao pedirem a audiência, Adhemar pensou que o cacique iria pedir uma nova demarcação de terra, ou acesso aos serviços de saúde, ou coisas do gênero.
 Mas ficou surpreso  com a reivindicação:
- Índio quer cartório.
Passados quase 50 anos, o pedido ainda hoje faz sentido.