youPode

Arquivo para junho, 2010

Garotinho: o perde e ganha

30 de junho de 2010

QUEM PERDE
Garotinho - Ele começou a perder quando Rosinha ainda era governadora. A greve de fome a que ele se submeteu, na sede do PMDB, marcou o ex-governador definitivamente. Garotinho perde, e talvez para o todo e sempre. Política é muito dinâmica, mas difícilmente ele terá outra chance de concorrer a um cargo majoritário.
PR - O partido é outro prejudicado. Acreditou em Garotinho, deu espaço para ele em seu programa de TV, em rede nacional, e agora fica sem candidato. Não adiantará de nada, o ex-governador dizer que será o puxador da legenda do partido. Ele poderia fazer uma boa bancada sendo candidato a governador.
Fernando Gabeira - Perde com a impossibilidade de haver um segundo turno. Ele não avançará nem na Baixada, nem no interior.
José Serra - Outro perdedor. Perde com a derrota de Gabeira e, ainda, com a possibilidade, embora remota, de que Garotinho viesse a apoiar o seu nome.
Marcelo Crivella - Garotinho era o único candidato com quem Crivella poderia se coligar. É candidato forte, mas está sózinho. Conta com a militância da Universal, com o apoio de Lula, mas sem tempo de TV.
QUEM  GANHA
Sergio Cabral - É o maior beneficiário da renuncia. Vencerá a eleição no primeiro turno. Se não fizer nenhuma besteira na campanha, pode até  pegar hepatite durante o período eleitoral. E ganha do mesmo jeito.
Dilma Rousseff - Fica livre da saia justa que subir em dois palanques. Agora só desfilará com Cabral.
Lei da Ficha Limpa - Não foi a única razão, mas certamente a nova lei pesou na decisão de Garotinho. Ou será que vale a pena gastar uma fortuna à toa? Se tivesse apenas frustrado com a política, Garotinho não concorreria a Câmara dos Deputados.
TSE - Poderá agora empurrar com a barriga o processo contra Garotinho. Normalmente a votação do mérito só se daria após a eleição. Agora poderá demorar ainda mais.
Imprensa - Blindou o governo Cabral durante todo o seu mandato. Agora poderá até se aventurar a fazer algumas críticas pontuais.

Correção: Rio não terá 2º turno

30 de junho de 2010

A renuncia de Garotinho acaba com a possibilidade do segundo turno na eleição do Rio.
Sergio Cabral ganha fácil no primeiro.
Mesmo que Fernando Gabeira não renuncie até a meia-noite de hoje…

Vice de Serra e a merenda escolar

30 de junho de 2010

O deputado Brizola Neto detona o deputado Índio da Costa, novo  vice de José Serra.
Quem achava que era só o homem do Ficha Limpa, depara agora com a CPI da Merenda Escolar, relatada pelo tucana Andrea Gouvêa Vieira.
Veja o que Brizola diz em seu Tijolaço:
” O Blog do Noblat acaba de anunciar que o vice do Serra será o deputado Índio da Costa, do DEM. Apresenta-o como o relator do ficha-limpa. Mas não é bem assim. Ele foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar, quasndo eu ainda era vereador. A CPI foi pedida pelo meu amigo e deputado Edson santos (PT) e relatada pela – atenção – vereadora tucana  Andrea Gouvêa Vieira. Vou transcrever o texto que está numa das páginas dela na internet, de onde tirei também a ilustração:
O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.
Na primeira parte do relatório, a CPI concluiu que o então Secretário de Administração, Índio da Costa, deveria ter cancelado a licitação porque as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a vender para as escolas dos bairros, descentralizando o fornecimento, e pelo melhor preço. Ao contrário, a licitação acabou por provocar a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.
Como evidência incontestável do prejuízo aos cofres públicos, o relatório revelou que o pregão presencial adotado depois da instalação da CPI pelo
sucessor do Secretário Índio, um ano depois, possibilitou uma economia de cerca de R$ 11 milhões na compra da mesma merenda escolar.
Durante o processo licitatório, segundo o relatório da CPI, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção o fato de a empresa Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.
Uma das empresas eliminadas – a única que conseguiu na Justiça liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços – mostrou, quase um ano depois, quando a Justiça obrigou a abertura do envelope, que se não tivesse sido desabilitada, teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município.
A Prefeitura não conseguiu demonstrar, de forma objetiva, como a empresa Milano conseguiu um resultado tão favorável. A única explicação dada pelo
então Secretário de Administração, Índio da Costa, e pelos diretores da Milano, de que o acerto se deu em virtude do estudo das concorrências anteriores, levou a CPI a duas conclusões:
1- Se era possível antecipar resultados, houve falha nas regras do edital.
2- Se a Administração municipal aceitou pagar, pelo mesmo produto, preços significativamente diferenciados, sem que houvesse uma explicação objetiva para esse fato – custo de logística, por exemplo – não cumpriu um dos preceitos da licitação que é comprar pelo menor preço.
As duas conclusões deveriam ter levado a Secretaria de Administração a, obrigatoriamente, cancelar a licitação.
Na segunda parte do relatório apresentado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira, a CPI concluiu que houve omissão, negligência e despreparo na fiscalização do contrato assinado com a empresa Milano, que reiteradamente entregou, durante todo o ano, carne bovina e frango fora das condições exigidas, trazendo complicações ao funcionamento já precário de muitas escolas, dificultando o preparo das refeições, e, em muitas ocasiões reduzindo a quantidade de alimento, principalmente carne e frango, no prato das crianças.
Depoimentos de merendeiras e o relatório das visitas às escolas feito pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), enviado à CPI, comprovaram a omissão da Secretaria de Educação que, apesar da continuada e permanente reclamação das escolas, não se posicionou de forma adequada para exigir o cumprimento do contrato.
Ao contrário, disse a CPI, o total de multas, de R$ 8.330,28, ao longo do ano, num contrato de R$ 75 milhões, claramente induziu a empresa Milano a insistir na entrega do alimento fora dos padrões contratuais, diante de tão pequena penalização.
Documento em poder da CPI revelou que auditoria da Controladoria Geral do Município responsabilizou a Secretaria de Educação pela fragilidade no acompanhamento da execução do contrato, vindo ao encontro das conclusões da CPI.
O documento propôs as devidas ações para responsabilização civil e criminal dos infratores, em especial dos dois secretários – de Administração e de Educação, principais responsáveis, no mínimo, pela relapsia no trato da coisa e do dinheiro públicos. O primeiro, Índio da Costa, ao homologar uma licitação cujo resultado era evidentemente contrário ao interesse da administração; e a segunda, Sonia Mograbi, ao negligenciar por completo a fiscalização da execução do contrato. “Em ambos os casos, é de ser aferida tanto a responsabilidade pessoal dos secretários quanto a dos agentes a eles subordinados, quer na condução da licitação, que levou à elaboração do contrato, no caso da SMA, quer na fiscalização e acompanhamento da sua execução, no caso da SME”.
Além do Ministério Público Estadual, a CPI encaminhou o relatório ao Ministério Público Federal, uma vez que parte dos recursos da merenda escolar são repasses de verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Também foram encaminhadas cópias do relatório à Delegacia de Polícia Fazendária, ao Tribunal de Contas do Município e à Prefeitura do Rio.
Há muito mais material sobre o tema na página da vereadora, repito, do PSDB, e nos jornais cariocas. Quem quiser – imagino que a imprensa queira – procurar, vai achar muito…”

Índio da Costa, o ficha limpa

30 de junho de 2010

Biografia de Índio da Costa, publicada por ele em seu blog:
Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa
Nascido no Rio de Janeiro, em 1970, Bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes, com especialização em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Mandatos Eletivos:
Vereador da Cidade do Rio de Janeiro, pelo antigo Partido da Frente Liberal (PFL) e atualmente Democratas (DEM), eleito em 1996, 2000 e 2004.
Na Câmara de Vereadores, integrou comissões de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira; Constituição e Justiça; Educação e Cultura e Turismo. É co-autor da política de turismo da cidade do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que apresentou e aprovou leis simples que atuam no dia a dia, como a que obriga as pessoas a limparem a sujeira de seus cachorros nas calçadas e a que autoriza música ao vivo em restaurantes da Cidade.
Deputado Federal, do Partido Democratas (DEM), eleito em 2006.
É membro da CCJ - Comissão de Constituição e Justiça; da Comissão de Defesa do Consumidor; e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
É relator do Estatuto da Metrópole
Propôs e é o Relator de projeto de lei que impõem FICHA LIMPA aos políticos
Publicações:
Administração Pública no Século XXI – Foco no Cidadão; Qualitymark, 2007.
A Reforma do Poder: o caso da Secretaria de Administração do RJ; Qualitymark 2003.
Autor do Prefácio: A Harmonia do conflito: a arte da estratégia de Sun Tzu, Lima, Carlos; Qualitymark, 1998.
Funções Públicas:
Conselho Municipal de Desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro – COMUDES 1993
Desenvolveu projetos para a terceirização da poda de árvores e dos transportes na coleta de lixo da Cidade, acabando com as greves que havia na Comlurb; além da proposta da concessão da Marina da Glória.
Prefeitinho, Parque do Flamengo 1994/1995
Iluminou a praia do Flamengo, organizou o espaço público e gerou segurança através de estudos inglês e canadense de aumento de visão do policiamento.
Administrador Regional Copacabana e Leme - 1995/1996
Ganhou o primeiro lugar em todos os prêmios a que concorreu de gestão pública local e relação com a comunidade, reorganizou o espaço público, envolveu os moradores num projeto reconhecido pela ONU, chamado Simplesmente Copacabana que dividiu a região em pequenas área físicas e temáticas em busca de soluções.
Secretário Municipal de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro - 2001/2006
Atuou com foco na desburocratização, criando um sistema de Administração matricial, reduzindo níveis hierárquicos, prazos e custos. Valorizou a transparência e o Servidor Público de carreira.
Membro do Instituto de Novas Idéias para o Rio de Janeiro – INIRIO 2003 em diante
Criou o Instituto para cuidar do Rio, a partir da análise de fatos e dados.
Utiliza sistema inovador de gestão, desenvolvido pela PARS, com informações dos equipamentos e serviços públicos por região do Rio. Tudo geo-processado.
Estas informações são comparadas com os índices internacionais de qualidade em cada setor.
Desenvolveu com a PARS sistema inovador de gestão onde se mantém a memória do trabalho, independente das pessoas saírem da organização.
O INIRIO também estuda sistemas e campanhas eleitorais, políticas públicas e gestão pública, em busca de modelos que reconciliem a população à política.
O INIRIO funciona com voluntários e através de contribuições privadas, em rede com profissionais especializados em diversas áreas de conhecimento.
O INIRIO não tem vínculos com o governo e não recebe recursos públicos.
Vida empresarial
Sócio cotista da Baqueta Participações LTDA, que é sócia da 3X, empresa de licenciamento de produtos.
Estas empresas não trabalham para o setor público.

Jefferson, maior derrotado

30 de junho de 2010

Roberto Jefferson perdeu todas.
Como jogou tudo, acabou perdendo mais do que o próprio Álvaro Dias.
O vice de Serra não será do PSDB.
O PTB não foi ouvido sobre a escolha.
Jefferson soube de Índio da Costa pelo Twitter.
O escolhido é do Rio de Janeiro.
Rodrigo Maia, que o presidente do PTB queria detonar, foi o maior vitorioso nesse episódio.
O DEM, ao contrário do que Jefferson pensa, não é uma merda.
E pior: ele não tem para onde fugir. Vai com Serra e o DEM até o fim.

Rodrigo Maia, todo poderoso

30 de junho de 2010

Rodrigo Maia, presidente do DEM, tem hoje mais prestígio com José Serra do que Sergio Guerra, presidente do PSDB.

Serra e o vice

30 de junho de 2010

Índio da Costa, o vice de Serra

30 de junho de 2010

O presidente do DEM, Rodrigo Maia, fez barba, cabelo e bigode ao indicar Índio da Costa para ser o vice de Serra.
Ele é o relator da Lei da Ficha Limpa, é do Sudeste, é do Rio, protegido dos Maias e uma espécie do que foi Eduardo Paes no passado.
E mais: os votos que ele teria em sua reeleição para a Câmara, irão agora Rodrigo, que a essa altura não precisará nem fazer campanha.

Caim e Abel; Álvaro e Osmar

30 de junho de 2010

Sinhozinho humilhou Porcina

30 de junho de 2010

Álvaro Dias adora um dossiê.
Quem sabe ele prepare, agora, um sobre a sua não candidatura?
Vice de Serra, ele não teve nem ao menos um encontro com o cabeça de chapa.
Foi defenestrado com humilhação.