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PV boicota Gabeira

Da repórter Ludmilla de Lima, de ‘O Globo’:
“Na tentativa de fortalecer a coligação, que chegou a ser ameaçada por sucessivos impasses, o pré-candidato ao governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, participou ontem à noite de um ato com a presença do ex-prefeito Cesar Maia, pré-candidato ao Senado pelo DEM, e de outros líderes do PSDB e do PPS. O presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, que vem medindo forças com Gabeira no partido, não compareceu ao evento, que reuniu cerca de 400 pessoas a maioria, pré-candidatos a deputado do PPS e do PSDB na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
A vereadora Aspásia Camargo, do PV, pivô da crise interna e que insiste na sua pré-candidatura ao Senado, também não foi ao encontro. Gabeira, ao falar sobre a polêmica no PV, demonstrou, mais uma vez, estar descontente com Sirkis: Sei que ele tem sido o meu maior adversário disse o verde, confirmando que o objetivo de Sirkis ao tentar manter a pré-candidatura de Aspásia possa ser desestabilizar a coligação. O desejo talvez seja esse (criar instabilidade), mas não vai conseguir porque já estamos definidos, e a coligação está seguindo. A própria Marina sabe disso e respalda.
O pré-candidato voltou a pedir que o PV não inicie uma campanha eleitoral contestando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu sobre a impossibilidade de uma coligação lançar mais de dois nomes ao Senado.
Durante o ato, foi reafirmada a pré-candidatura ao Senado de Marcelo Cerqueira, do PPS, que estava presente. O grupo de Sirkis chegou a cogitar a substituição de Cerqueira por Aspásia.
Ao discursar, Cesar Maia rasgou elogios a Gabeira, e contou uma conversa que teve com o filho, Rodrigo Maia (presidente nacional do DEM), sobre o verde. Segundo o exprefeito, o político do PV é comparável a Pedro II e ao expresidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): “Talvez (Gabeira) seja o único político brasileiro, palavras do Rodrigo, que reúne ao mesmo tempo competência, experiência politica e consciência.  Aí eu disse para ele: será que eu posso citar o Pedro II também? E ele disse: pai, não esquece o Fernando Henrique, raro na política brasileira”.
Cesar disse ainda que o filho pediu que ele fosse mais incisivo em relação à aliança. O ato marcou o primeiro encontro público dos dois após o PV tentar barrar Cesar na coligação.
- Como posso fazer para as pessoas acreditarem (no apoio)? Eu fiz o seguinte: vesti a camisa do Gabeira. Eu vesti a camisa do nosso candidato a governador disse, tirando o blazer e mostrando a roupa, apenas listrada de verde.
Também no evento, o ex-governador Marcello Alencar, do PSDB, chamou Gabeira de celebridade e revelou que, mais de uma vez, convidou Gabeira a entrar no PSDB.
O ato reuniu ainda o vice de Gabeira, Márcio Fortes, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, do DEM, e o presidente regional do PPS, Comte Bittencourt”.

 

Deputado diz que Marta lhe pedirá desculpas

 
 
Da ‘Folha’:
“O pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, disse ontem que a pré-candidata ao Senado por São Paulo Marta Suplicy (PT) ainda lhe pedirá desculpas por suas declarações sobre o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.
“Daqui a alguns anos a Marta vai me pedir desculpas, e eu certamente vou aceitar”, disse Gabeira no Facebook.
Anteontem, em São Paulo, Marta disse que a mídia tem dois pesos e duas medidas ao tratar do passado guerrilheiro da ex-ministra Dilma Rousseff.
“Notaram (…) que do Gabeira ninguém fala? Esse sim sequestrou. Eu não estou desrespeitando ele, ao contrário, mas ele sequestrou. Ele era o escolhido para matar o embaixador. Ninguém fala porque o Gabeira é candidato ao governo do Rio e se aliou com o PSDB”, disse.
No Rio, Gabeira disse que iria ignorar a acusação: “Já faz muitos anos que ignoro as coisas que a Marta diz”. Ele acrescentou que “não é verdade” que tenha sido escalado para matar Elbrick: “Tenho uma visão bastante clara do sequestro. Hoje o condeno como forma de luta”.
As declarações de Marta foram criticadas por um envolvido no sequestro, o historiador Daniel Aarão Reis Filho, e por Vladimir Palmeira, um dos presos soltos em troca de Elbrick.
“Isso aí é uma bobeira. Gabeira não participou da captura do embaixador, ele era um elemento auxiliar. Tinha alugado a casa para onde foi levado o embaixador e por isso ele foi envolvido”, diz Reis Filho, que nega que Gabeira tenha sido indicado para matar Elbrick: “Gabeira de jeito nenhum estava escalado para fazer [isso]“.
Palmeira também disse que a versão de Marta é “altamente discutível”: “O Gabeira era simpatizante. Não tinha atividades armadas àquela altura”.

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