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Arquivo para janeiro, 2010

Cabral presenteia assassino

31 de janeiro de 2010

 Do compositor, escritor e acadêmico Paulo Coelho ao ‘Globo”, ao comentar a foto em que, às gargalhadas, o fanfarrão Sergio Cabral, acompanhado de sua trupe, entrega a camisa de número 10, da Seleção Brasileira, que já pertenceu a Pelé, ao mentiroso e assassino Tony Blair:
- Senti vergonha como brasileiro, quando vi uma camisa tão simbólica como a camisa 10 sendo entregue a um criminoso de guerra.

Comprando gato por lebre

31 de janeiro de 2010

 Elio Gaspari é o melhor e mais bem informado jornalista do país.
Mas mesmo os maiores e os melhores também erram.
Em sua coluna de hoje, na ‘Folha’ e no ‘Globo’, Gaspari cita Sergio Cabral duas vezes e, em ambas, se equivoca.
Diz a primeira nota:
“Fernando Gabeira criou um pesadelo para Sérgio Cabral. O ex-governador Anthony Garotinho conseguiu 20% na última pesquisa do Vox Populi, e Gabeira teve 18%. Somados, encostam em Cabral, com 39%.
Cabral tem força no Grande Rio e Garotinho no interior. Se Gabeira avançar na cidade, Cabral corre o risco de morrer no primeiro turno.
Cabral, contudo, tem uma arma secreta: Lula”.
Nas últimas eleições, Lula teve mais votos que Cabral, no Rio, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O raciocínio correto então é que, se Lula consegue transferir votos para Dilma, também poderá transferir para Cabral.
Certo?
Não, errado.
Lula, como se sabe, tem votos nas camadas populares. E essa é a que mais vem sofrendo no governo Cabral. Os transportes - metrô, trens e barcas - pioraram. A política de segurança e o enfrentamento de bandidos, matou centenas de inocentes. Teve o episódio dos muros que cercariam as favelas. Na área sindical, médicos, professores, policiais militares e bombeiros fazem passeatas semanais pedindo “Fora Cabral”. E, por culpa única e exclusiva do governador, o fato dele ter dado o equivalente a 30 voltas ao redor do  mundo, nesses tres anos de governo, criou a imagem de um político que não quer nada com o trabalho, e que prefere as delícias de Paris.
A segunda nota:
“A manobra que pode levar Henrique Meirelles à vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff é pesada, mas pode prevalecer.
O presidente do Banco Central tem a simpatia de Lula e é defendido pelo ex-ministro Antonio Palocci.
Meirelles serviria de contrapeso às inquietações que Dilma e o comissariado petista disseminaram no empresariado e no andar de cima. Nas últimas semanas o mercado financeiro tomou-se de súbita paixão por José Serra.
Lula, Palocci e Dilma não têm votos na convenção que escolherá a chapa, mas podem recorrer a um poderoso eleitor. Costurando por dentro, o governador Sérgio Cabral viabilizaria Meirelles. Ele tem quatro vezes mais convencionais que a bancada paulista do partido.
Henrique Meirelles não é um quadro do PMDB, característica que o credencia para o exercício do cargo.
Se Cabral emergir como seu grande eleitor, estará habilitado para se tornar uma ponte dourada entre os pleitos do partido e o Planalto num terceiro mandato petista”.
Está certo que a bancada do PMDB do Rio é muito maior que a de São Paulo. Aliás é a maior do país. São 10 deputados fluminenses,  contra três paulistas, sendo que o terceiro de São Paulo é  Michel Temer, eleito com a sobra de votos.
Mas tem um detalhe: Cabral não tem um único voto entre esses 10 deputados. Quem comanda a bancada chama-se Eduardo Cunha, que hoje é unha e carne com Michel Temer.
Cabral, lamentavelmente, não poderá fazer absolutamente nada em favor de Henrique Meirelles.
Até mesmo porque, se tivesse força para tal, faria para si próprio.
O que ocorre é que o partido, a nível nacional, não gosta e, pior, desconfia de Cabral. O episódio de nomeação do ministro Temporão é um bom exemplo. Lula o inventou, e Cabral que não o conhecia nem de nome, assumiu a candidatura.
Quando Michel Temer foi candidato à presidencia do PMDB, um grupo lançou Nelson Jobim.
O único governador do PMDB a aderir a Jobim - candidato que durou menos de 48 horas -  foi Sergio Cabral, que o trouxe ao Rio para destruir Temer. Esse não reclama, mas não esquece.
Cabral fará o que for possível para derrotar Temer.
Até mesmo porque o presidente da Câmara é grato a Garotinho.

O maquiavelismo de Cabral

31 de janeiro de 2010

De Ilimar Franco, hoje no ‘Globo’:
“Quando estiveram juntos no Rio, na segunda-feira, o presidente Lula chamou o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), e ponderou que ele deveria refletir muito antes de abandonar seu mandato para tentar uma vaga no Senado”.
Lula falou com Lindberg o que Sergio Cabral gostaria de ter falado. Para o governador, o melhor é que, em Nova Iguaçu, tudo continue como está.
Primeiro, porque isso municipalizaria a figura do petista, com quem Cabral tem hoje uma inimizade íntima.
Segundo, porque se Lindberg se elege Senador, daqui a quatro ele será candidato forte ao governo do Rio.
E, por último, porém o mais importante: Cabral não é amigo de ninguém, com exceção de Régis Fichtner. A saída de Lindinho da prefeitura seria ótima para a campanha de Jorge Picciani ao Senado, pois ele passaria a ter no comando da maior cidade da Baixada, a vice Sheila Gama, uma aliada de confiança. E Cabral quer derrotar Picciani, mas não pode fazer isso abertamente.
Por isso, pediu a Lula que falasse com o “aliado”. E o Presidente, inocente, fez o jogo de Cabral, mas com outros objetivos: primeiro acreditando, de verdade, ser esse o melhor caminho para Lindberg, que assim não correria um risco desnecessário; e segundo porque isso facilitaria a vida de Benedita da Silva.
Cabral é mesmo maquiavélico.

A pressão de Lula e o casal das alianças

31 de janeiro de 2010

Esse blog disse, na semana passada,  que o casal Cabral tinha parte de culpa no estresse do Presidente na crise de hipertensão, que o obrigou a suspender a viagem a Davos.
Teve gente que pensou ser isso pura implicância do blog.
O fato é que, na segunda-feira, o Presidente deveria ter chegado a Brasília por volta das 11 da noite. E ele desembarcou às 2 da madrugada, para viajar no dia seguinte a Porto Alegre e, na quarta, ao Recife.
E por que esse atraso na viagem ao Rio?
Porque na última hora, o Presidente foi convidado para ir ao Laranjeiras, assistir a benção das alianças do casal Adriana e Sergio Cabral, casados a quase 10 anos, numa cerimônia fajuta onde o padre foi chamado na tarde do mesmo dia.
Quem reclamou da noite (de segunda-feira) mal dormida foi o Presidente Lula, ao deixar ontem o Incor, onde se submeteu a um check-up.

Cabral contrata mentiroso

30 de janeiro de 2010
No encontro,Carlos Nuzman (a esquerda) serviu de intérprete de Cabral

No encontro,Carlos Nuzman (a esquerda) serviu de intérprete de Cabral

Sergio Cabral escolhe a dedo as pessoas que o cercam.
Hoje pela manhã, ele convidou o ex-Primeiro-Ministro britânico Tony Blair para ser o consultor das Olimpíadas de 2016, já que Londres ganhou o privilégio de ser sede dos Jogos Olimpícos quando ele estava no poder.  Nada uma coisa a ver com a outra. Mas o fanfarrão age assim.
Quanto Blair vai ganhar?
Para o governador isso não importa: “Eu iniciei contatos com empresas e tenho certeza de que elas não nos faltarão, como não faltaram durante a campanha para o Rio ser a sede olímpica em 2016. Agora, farei um chamamento geral ao setor privado para contratar o ex-primeiro-ministro. Em maio, ele já deve dar uma palestra no Rio e assinar o contrato” – disse ele.
Acostumado a cobrar, por palestra, cerca de US$ 3 mil o minuto, Blair vai embolsar US$ 150 mil para um blá-blá-blá de 50 minutos sobre sabe-se lá o que -  fora as passagens, hotel, refeições e mordomias. Se ele será contrato ou não, isso é outra história. Rudolph Giulliani também seria, e sua proposta terminou na lixeira do gabinete de Cabral.
Mas a notícia certamente alegrou o britânico. Afinal, ontem ele teve um dia de cão.
Blair é destaque hoje em todos os jornais do mundo, depois do depoimento de mais de seis horas no chamado Inquérito Chicot  - uma comissão independente que apura a participação desastrosa do Reino Unido, na invasão do Iraque, em 2003. Na platéia estavam parentes de mais de 150 soldados britânicos mortos nos seis anos de presença das tropas britânicas no Iraque.
Do lado de fora,  o contratado de Cabral era saudado como assassino, terrorista e  mentiroso – e todos pediam a sua condenação como criminoso de guerra.
Para escapar dos manifestantes, Blair chegou ao local do depoimento com duas e meia de antecedência e entrou por uma garagem subterrânea.
Caso algum instituto decida fazer uma pesquisa para saber quais os 10 homens mais odiados do mundo, Blair estará com certeza entre eles. Na frente até mesmo de seu colega Bush, que o convenceu a entrar na aventura do Iraque, com a desculpa de que Saddam possuía um arsenal de armas químicas – o que nunca foi descoberto.

Roteiro dos blocos do Rio

30 de janeiro de 2010

Bloco de Carnaval no Rio virou coisa séria. E para profissional.
Quando eu era menino, morador do Flamengo, havia um bloco que, toda a noite, depois das 20 horas, descia do Morro Azul e percorria as ruas do bairro, atrapalhando o trânsito e, principalmente, os bondes que existam na época.
Eram os chamados blocos do sujo. E não era privilégio apenas do Flamengo. Cada bairro da cidade se divertia com o seu bloco. Eles saiam diariamente, a partir do dia 2 de janeiro, e iam até a sexta-feira anterior ao Carnaval.
Quarta-feira de Cinzas era o dia do ‘Chave de Ouro’, que sofria forte repressão policial devido a Quaresma. Seu desfile durava minutos, às vezes segundos, entre algum ponto do Meier e do Engenho Novo. E o batuque só voltava no Sábado de Aleluia, assim mesmo depois da meia-noite, quando já se comemorava o Domingo de Páscoa.
Aos poucos, isso foi acabando. Os blocos deixaram de sair durante o ano, e o ‘Chave de Ouro’ é hoje tão profissional como os demais.
Há anos, os clubes organizam bailes de Carnaval no sábado seguinte, o chamado “Enterro dos Ossos”, e o desfile das Campeãs das Escolas de Samba acontece no mesmo dia.
Hoje, bloco que se preze tem camiseta, muitos tem cordão de isolamento, a totalidaded tem samba próprio e, a maioria exibe até patrocínio. Por isso, a família de Walter Alfaiate quis cobrar royaltes para que uns carnavalescos que divertem na Cinelândia pudessem homenagear o sambista.
Para que vocês vejam como o Carnaval hoje se profissionalizou, basta visitar o site Diário do Rio. Lá estão listados centenas de blocos da cidade e, o mais curioso, existe um mapa do Google que mostra o local e como chegar a cada um deles.

Prefeito está amadurecendo

29 de janeiro de 2010

  Cléo Guimarães, interina do ‘Gente Boa’, informa que o prefeito “Eduardo Paes optou por não desfilar este ano na Sapucaí. O prefeito teme que o assédio da imprensa acabe atrapalhando a evolução da escola enquanto estiver na avenida – ele gosta de sair na Portela sua queridinha. Ao desfile das campeãs , no entanto, Paes disse que vai”.
Na verdade, ele deve ir assistir aos dois dias de desfile oficial. Só não vai é desfilar, o que faz muito bem.
Quando a Portela fez o seu ensaio técnico, há duas semanas, o prefeito apareceu no Sambódromo e ganhou uma vaia sem fim.
Esse blog fez inclusive um apelo para que ele não desfilasse, “por amor a Portela”, já que a escola não merecia isso.
 

Cabral anuncia o que não fez

29 de janeiro de 2010

   O governador Sergio Cabral anunciou hoje, em Londres, o que poderia ser dito no Rio: o Palácio Gustavo Capanema, que foi sede do Ministério da Educação e da Cultura, considerado um marco da arquitetura brasileira,  será o QG do Comitê Organizador da Rio 2016 e da Autoridade Olímpica.
E daí?
Daí que a questão dos cartolas já está encaminhada:  Carlos Alberto Nuzman e Orlando Silva terão seus gabinetes naquela jóia do Rio de Janeiro. E obviamente isso não  foi decidido em Londres.
Mas diz o fanfarrão:
“Essa escolha é mais uma prova de que a preocupação com o legado já começou, porque o Palácio Gustavo Capanema é lindíssimo, um prédio projetado com equipe que incluiu Le Corbusier. e que estava ali, ocioso, com pouco uso. Foi uma decisão extraordinária para o Rio de Janeiro, um grande presente para a cidade - disse Cabral.
Em primeiro lugar não existe legado para cidade. Esse presente foi dado ao Rio pelo Presidente Getúlio Vargas, em 1936. Portando, 27 anos antes do nascimento do fanfarrão.
E o legado foi deixado por Juscelino Kubistchek quando ele mudou a capital para Brasília, em 1960, tres anos antes do nascimento do governador. Não se pode dizer nem que JK foi generoso com a cidade, já que ele não podia levar o prédio construído por Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Eduardo Reidy, além de ter um belíssimo painel de ajulelos de Portinari, os jardins de Burle Marx, as esculturas de Bruno Giorgi, e as telas de Guignard e Pancetti.
Em segundo lugar, Cabral diz que o prédio está ocioso, o que não é verdade. Ele não está funcionando com a sua capacidade máxima,  já que a sede do Ministério mudou-se há 50 anos.
Em terceiro lugar, o governador nada teve a ver com essa decisão. Nem foi ele quem pediu, nem foi ele quem cedeu. A idéia foi de Nuzman, e quem trabalhou para viabilizá-la foi o ministro Orlando Silva, que conseguiu a aprovação do ministério do Planejamento.
Então porque anunciar isso em Londres? Por que lá ninguém perguntaria ao fanfarrão, os assuntos sobre os quais ele  não quer responder.
Depois de visitar o Parque Olímpico – o que ele já havia feito no final do ano passado, juntamente com o Presidente da República (para uma visita de 40 minutos, ele ficou uma semana fora do país) – Cabral disse que “Londres decidiu construir o seu Parque Olímpico em uma área onde havia mais crimes e traficantes. A partir dos jogos, Londres entregará uma região recuperada e para uso diversificado a cidade”.
Se esse é, na verdade, um extraordinário exemplo de legado, por que então não construir nossa  Vila Olímpica no morro do Borel,  no dos Macacos ou no Complexo do Alemão?
Diz o governador:
“É decisivo para o êxito de um desafio como sediar as Olimpíadas de 2016, ter a humildade de aprender com quem fez e está fazendo”.
Que bom, para ele, que as próximas Olimpíadas serão em Londres, a maior e mais importante cidade européia, e a que recebe mais turistas em todo o mundo, mais até que a sua querida Paris. E sorte a do governador que os jogos não serão em Angola, Bolívia ou Afaganistão.
Mas diz ele ainda:
“É natural a ansiedade da sociedade, da imprensa, das organizações cobrando o próximo passo”.
Mas quem está ansioso?
Eu não conheço ninguém que esteja. Até agora, o único ansioso dessa história é o próprio governador, que se arvorou em dar um passeio em Londres. Mesmo que o fanfarrão seja reeleito, ele deixará o governo em 2015, portanto um ano antes das Olimpíadas.
Ele poderia argumentar que, mesmo não estando no comando do governo em 2016, ele tem que tomar as providências necessárias até lá,  para que tudo se realize a contento.
Poderia até ter razão se as Olimpíadas fossem do Estado do Rio de Janeiro. Só que elas são da cidade do Rio de Janeiro, e o responsável por tudo é o Prefeito Eduardo Paes, que curiosamente não viajou para Londres.  Ponto para o prefeito que, certamente decidiu ficar aqui,  pois tem mais o que fazer em seu gabinete de trabalho.
Cabral não tem nada a ver com nada.
Nem o livro de compromissos ele assinou.
Nem mesmo como testemunha.
Cabral está em Londres…  de alegre que ele é.

Galega tá cansada do governo

29 de janeiro de 2010

Dona Marisa Letícia, primeira-dama do país, parece estar cansada do poder.
Mais do governo do que de propriamente de Brasília.
No primeiro mandato, D. Marisa sempre foi figura central de todas as cerimônias oficiais, inclusive no próprio Palácio do Planalto.
Para se ter uma idéia, ela participou até mesmo da foto oficial de Lula com seu ministério.
Sem falar nos que foram nomeados por influencia sua. Tem até ministro do Supremo Tribunal Federal.
Hoje, ela anda sumida.
Basta dar uma leitura rápida nos jornais para perceber isso.
Há pouco, o jornalista Lauro Jardim postou uma nota dizendo que não teve “médico, nem ministro: quem convenceu Lula a não viajar para Davos foi a primeira-dama Marisa. “Só ela comanda o imperador”, disse um auxiliar do Presidente”.
No dia do piripaque, Lula participou de um comício ao lado de Dilma e sentenciou:
— De vez em quando, as pessoas falam que a Dilma é braba. E eu vou lhe contar uma coisa. Mulher tem mais é que ser braba mesmo. Quem tem que ficar arreganhando os dentes todas as horas é o homem. A mulher tem que ser séria mesmo.
O registro está no ‘Globo’ de ontem, em reportagem assinada por Letícia Lins.
Na semana passada, dia 21, Silvio Navarro publicou no Painel, da ‘Folha’:
“O presidente Lula discursava anteontem, durante lançamento de uma escola técnica em Araçuaí (MG), quando se desculpou por não citar uma a uma as autoridades presentes no encontro devido à agenda apertada.
-Tenho que ser rápido porque tenho mais dois eventos em Juiz de Fora…
Imediatamente a platéia reagiu decepcionada.
-Vocês sabem que é longe -, emendou.
Como o público continuava contrariado, Lula coçou a cabeça e recorreu à desculpa que, enfim, colou:
-Tenho que ser rápido porque a galega está me esperando em Brasília! E a galega não é mole…”
O controle da galega sobre o Presidente, todos sabem, é coisa antiga.
Mas a prova maior da irritação de D. Marisa com o ti-ti-ti governamental, ela deu no dia do aniversário do marido, quando organizou uma feijoada-supresa, na Granja do Torto, para comemorar os 64 anos do Presidente.
Lauro Jardim, na época, dia 5 de novembro, deu uma nota informando que, “fora a família Lula da Silva, estavam no máximo uns dez convidados, que ouviram Noca da Portela cantar enquanto rolava a feijoada. Entre os amigos do rei, Jorge Samek, presidente de Itaipu; Sigmaringa Seixas, advogado e ex-deputado petista; os médicos Roberto Kalil, Nana Miúra e Claudia Cozer; Ricardo Kotscho; o vice José Alencar; e mais uns velhos sindicalistas amigos dos tempos de Lula no ABC”.
E sabem quantos ministros? Nenhum.
Dona Marisa quer distância de todos eles.
Depois do episódio de Recife, ela deve estar mais do que convencida que esse pessoal do governo é que faz com que a pressão do Lula suba para 18 por 12.
A propósito. O maior sucesso de Noca da Portela é o samba “É preciso muito amor”.
Aí vai um trecho:
“Pra satisfazer essa mulher eu faço das tripas coração
Pra ela sempre digo sim, pra ela nunca digo não
Porque senão ela chora e diz que vai embora
Ô, diz que vai embora
Porque senão ela chora e diz que vai embora
Ô, diz que vai embora”.

Fugindo da Lei Seca

29 de janeiro de 2010

As blitz da Lei Seca, no Rio de Janeiro, são sempre realizadas nos mesmos pontos.
Pelo menos na Zona Sul da cidade.
Por isso, o carioca já descobriu uma maneira de fugir delas, além do Twitter, que transmite online onde cada uma dessas blitz está atuando.
Quando você enxergar aquele imenso balão, basta entrar na primeira rua a direita. Lá existe sempre uma meia duzia de malandros, que passa com o seu carro pela barreira, após o pagamento da módica quantia de R$ 50,00.
O curioso é que esses ‘motoristas’ nunca se submetem ao bafômetro.
Eles nunca são parados.