youPode

Arquivo para setembro, 2009

Uma viagem cara

30 de setembro de 2009

A viagem de Sergio Cabral para Copenhague, no jatinho particular do controvertido empresário Eike Batista, ainda vai custar caro para o governador.
Já para o empresário, vai custar muito mais caro.
Ganhe ou não o Rio, o privilégio de sediar as olímpiadas de 2016.

Pesquisa reprova Cabral

30 de setembro de 2009

Segundo o blog de Cesar Maia, em uma pesquisa telefônica feita dia 21 de setembro pelo IBPS, no Rio de Janeiro, o governo Sergio Cabral é reprovado em tudo.
De 0 a 10, ele não conseguiu uma única nota 5.
Saúde 3,5, Segurança Pública 3,1, Educação 4,1, Obras 4,4, Transportes 3,9, Geração de empregos 4,3.
Na pesquisa, 82% dizem que não tem candididato a governador, enquanto Cabral e Garotinho tem 3% cada um.
Na pesquisa induzida, Cabral teve 32%, e os demais somam 47%

Zito, o bibelô de Cabral

30 de setembro de 2009

  No dia 20 de setembro de 2008, Sergio Cabral foi a Duque de Caxias participar do comício de seu candidato a Prefeito, Washington Reis, do PMDB.
Sobre o seu adversário Zito, Sergio Cabral disse que ele deveria trocar o 45, do PSDB:
- Eu sugiro que ele mude o número de campanha para 171 - disparou Cabral - sugerindo que Zito fosse um estelionatário.
No discurso, o governador chamou o tucano, que hoje preside o PSDB no Rio, de “truculento”, “metido a valentão” e “mentiroso”.
Zito por sua vez, disse que achava “ridículo um governador ser usado como bibelô”.
O prefeito de Caxias hoje é o grande aliado de Cabral na Baixada Fluminense.
Ele é o responsável pela implosão da candidatura de Fernando Gabeira, dentro do PSDB, à serviço do governador. Ontem, ele foi a  Belo Horizonte, e disse que levará o partido a apoiar Sergio Cabral, no próximo ano, caso Aécio Neves seja o candidato à Presidente.
Tudo leva a crer que Cabral tinha alguma razão no dia 20 de setembro de 2008.

As verbas olímpicas

30 de setembro de 2009

Os moradores de Chicago estão preocupados com a possibilidade da cidade norte-americana vencer a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016, já que “os gastos são considerados excessivos e existe o risco de os políticos embolsarem a verba dos Jogos”, segundo informa ‘O Globo’.
Imagina essa dinheirama sendo administrada por políticos brasileiros.

Cesar Maia sobre 2010

30 de setembro de 2009

Eis a análise que Cesar Maia faz hoje, em seu blog, sobre a sucessão presidencial em 2010:
“1. O quadro eleitoral de 2010 vai sendo desenhado com 4 candidaturas: Serra, Dilma, Ciro e Marina. Potencialmente todas as quatro são competitivas. Ou seja, se tiverem instrumentos análogos para desenvolver suas campanhas, todos os 4 podem vencer, e isso dependerá da performance em campanha.           
2. Uma campanha presidencial no Brasil tem 4 componentes: visibilidade básica indicada pelas pesquisas de opinião pré-eleitorais; condições de captação de recursos;  tempo de TV; e capilaridade dada pela estrutura política de apoio nos estados, incluindo os candidatos a governador que o apoiam de fato.                 
3. a) As pesquisa de opinião mostram que o nome que vem no final, Marina, parte de quase 10% e, portanto é competitiva numa campanha de dois turnos. Os demais, por maior razão. b) Todos os candidatos têm condições de captação de recursos, mesmo que diferenciadas, mas suficientes para TV, Rádio, papelaria, mobilidade, hospedagem, equipe, etc. Como se sabe, na parte final da campanha a captação de recursos será proporcional à probabilidade de eleição dada pelas pesquisas.                 
4. c) Tempo de TV é o primeiro elemento diferenciador. Serra conta com o tempo expressivo do PSDB e DEM. Dilma ainda mais, com pelo menos o do PMDB e PT. Ciro com um tempo insuficiente, se apenas tiver o tempo do PSB terá que buscar alianças que dobrem seu tempo. De qualquer forma, numa campanha de dois turnos o tempo que tem, articulado a uma boa performance de campanha pode levá-lo para a faixa dos 20% e torná-lo competitivo para o segundo turno.            
5. Pior o caso de Marina com o reduzido tempo do PV. Nesse caso, ou conquista aliados que recoloquem seu tempo de TV a pelo menos o nível de Ciro, ou enfrentará uma campanha com esse obstáculo difícil de ser ultrapassado. d) O último elemento, outra vez diferencia a favor de Serra e Dilma. Ciro tem alguma capilaridade, via PSB. Mas terá que ter candidatos a governador articulados com sua candidatura, em pelo menos 15 estados, sendo que entre estes os 10 com maior peso eleitoral. Se sua candidatura em abril de 2010 sinalizar clara possibilidade de estar à frente de Dilma, será menos problemático conseguir desenhar acordos que o aproximem de 15 candidatos a governador.
6. Já Marina enfrenta aqui um obstáculo quase intransponível, a menos que surpreendesse em pesquisas no entorno de abril, ultrapassando Ciro e Dilma ou colando neles quando poderia fechar alianças que lhe dessem a capilaridade necessária.         
7. A exposição até junho de 2010 pode iludir Ciro e Marina, pois as condições até lá estarão igualadas a Serra e Dilma na pré-campanha. Mas se acreditarem que são suficientes e não levarem em conta que o tempo de TV e a capilaridade desmancharão o que conquistaram antes, a campanha pode os surpreender:  negativamente”.

Lula contra os golpistas

30 de setembro de 2009

Enfim, na imprensa, um artigo que coloca nos seus devidos lugares a opção acertada de Lula em dar abrigo, na embaixada brasileira de Tegucigalpa, a um Presidente eleito democraticamente, e que deveria estar no exercício de seu mandato.
Lula e seu Chaceler Celso Amorim fizeram tudo certo, apesar das críticas dos golpistas brasileiros.
O artigo em questão é do jornalista Élio Gaspari:
“Lula disse bem: “O Brasil não acata ultimato de governo golpista. E nem o reconheço como um governo interino (…). O Brasil não tem o que conversar com esses senhores que usurparam o poder.” Os golpistas hondurenhos depuseram um presidente remetendo-o, de pijama, para outro país, preservam-se à custa de choques de toque de recolher e invadiram emissoras. Eles encarnam a praga golpista que infelicitou a América Latina por quase um século. Foram mais de 300 as quarteladas, uma dúzia das quais no Brasil, que resultaram em 29 anos de ditaduras. Na essência, destinaramse a colocar no poder interesses políticos e econômicos que não tinham votos nem disposição para respeitar o jogo democrático.
Decide-se em Honduras se a praga ressurge ou se foi para o lixo da História.
Nesse sentido, o governo de Nosso Guia tem sido um fator de estabilidade para governos eleitos democraticamente.
Se o Brasil deixasse, os secessionistas de Santa Cruz de La Sierra já teriam defenestrado Evo Morales. Lula inibiu a ação do lobby golpista venezuelano em Washington. Se o Planalto soprasse ventos de contrariedade, o mandato do presidente paraguaio Fernando Lugo estaria a perigo.
Para quem acredita que a intervenção diplomática é uma heresia, no Paraguai persiste a gratidão a Fernando Henrique Cardoso por ter conjurado um golpe contra Juan Carlos Wasmosy em 1996. Em todos os casos, a ação do Brasil buscou a preservação de governos eleitos pela vontade popular.
No século do golpismo dava-se o contrário. Em 1964, o governo brasileiro impediu o retorno de Juan Perón a Buenos Aires, obrigando-o a voltar à Europa quando seu avião pousou para uma escala no Galeão.
A ditadura militar ajudou generais uruguaios, bolivianos e chilenos a sufocar as liberdades públicas em seus países. (Fazendo-se justiça, em 1982 o general João Figueiredo meteu-se nos assuntos do Suriname, evitando uma invasão americana. Ele convenceu o presidente Ronald Reagan a botar o revólver no coldre. Nas suas memórias, Reagan registrou a sabedoria da diplomacia brasileira.) O “abrigo” dado ao presidente Manuel Zelaya pelo governo brasileiro ofende as normas do direito de asilo.
Pior: a transformação da embaixada do Brasil em palanque é um ato de desrespeito explícito. Já o cerco militar de uma representação diplomática é um ato de hostilidade. Fechar a fronteira para impedir a entrada no país de uma delegação da OEA é coisa de aloprados. A essência do problema continua a mesma: o presidente de Honduras, deportado no meio da noite, deve retornar ao cargo, como pedem a ONU e a OEA.
Lula não deve ter azia com os ataques que sofre por conta de sua ação. Juscelino Kubitschek comeu o pão que Asmodeu amassou porque deu asilo ao general português Humberto Delgado. Amaciou sua relação com a ditadura salazarista e, com isso, o Brasil tornou-se um baluarte do fascismo português. Ernesto Geisel foi acusado de ter um viés socialista porque restabeleceu as relações do Brasil com a China e reconheceu o governo do MPLA em Angola.
As cartas que estão na mesa são duas: o Brasil pode ser um elemento ativo para a dissuasão de golpismo, ou não. Nosso Guia escolheu a carta certa”.

Trapalhadas de Cabral

29 de setembro de 2009

Sergio Cabral continua falastrão. E agora também trapalhão.
Em entrevista ao repórter Lello Lopes, da UOL, em Copenhague, o governador garantiu que  o voto de Joseph Blatter, presidente da FIFA e membro do COI, será para o Rio de Janeiro.
Nem que isso fosse verdade, Cabral deveria dizer.
Só mesmo um sujeito infantil e inábil como ele é capaz de revelar um voto que será secreto.
O suíço Blatter certamente apoiará a candidatura de Madri, por questões regionais, podendo, num segundo ou terceiro turno, votar no Rio de Janeiro, caso Madri seja eliminado.
Além disso, Blatter que jantará hoje com Lula, em Brasília, disse ontem, no Rio, com todas as letras que “a candidatura do Rio tem muita simpatia internacional”, mas advertiu:
- Mas só simpatia não garante nada.
Cabral, o trapalhão, ainda disse a UOL que o camaronês Issa  Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, também dará apoio ao Rio. É bem possível que isso seja verdade, pois os africanos estão com o Rio graças ao trabalho de Nuzman, de Pelé e do chanceler Celso Amorim. Cabral não pôs os pés na África.
As declarações do governador, típicas de um aluno da escolinha do Professor Raimundo, devem ser debitadas ao fuso horário, já que a diferença de Copenhague para o Rio é de cinco horas.
Ou quem sabe ao efeito do jetleg.
Ou ainda ao fato dele ter viajado para Copenhague, segundo o repórter da UOL, no jatinho particular de seu maior - embora recente -  amigo, o empresário Eike Batista, o brasileiro mais rico do país e maior patrocinador privado da candidatura carioca.
Essa deve ter sido uma viagem e tanto.

A frase do dia

29 de setembro de 2009

 De Ricardo Teixeira, presidente da CBF:
“Faço minhas as palavras de [Joseph] Blatter: a Olimpíada tem audiência de 6 bilhões de pessoas; a Copa, de 26 bilhões e tem 12 cidades-sedes, contra só uma da Olimpíada”.

Nova Vila Olímpica

29 de setembro de 2009

Uma das obras que o Rio será obrigado a construir, caso ganhe os Jogos de 2016, será uma nova Vila Olímpica.
Alguém tem idéia do que foi feito da Vila construída para o PAN?
Esta aí uma boa pauta para os jornais.
Os apartamentos foram todos vendidos, já estão ocupados, as obras terminaram?
Se ganharmos sexta-feira, construiremos mais um elefante branco, que custará uma fortuna para os cofres públicos, já que a iniciativa privada não colocará um níquel sequer.

Transparência zero

29 de setembro de 2009

Tudo no Governo Sergio Cabral é nebuloso.
As viagens são o ponto forte dessa nebulosidade, até mesmo porque o que Cabral mais faz é viajar.
‘O Globo’, de hoje, publica que a assessoria do Prefeito Eduardo Paes informou que estão na Dinamarca um grupo de 12 pessoas. Cita o nome de cada um deles e informa quem está bancando as despesas.
Já sobre a comitiva de Cabral o assunto é secreto. Eis o texto do ‘Globo’:
“O Estado deu poucos detalhes sobre a viagem. Além do governador Sergio Cabral e da primeira-dama Adriana, teriam viajado uma equipe de televisão, uma assessora de imprensa, e pelo menos três secretários: Marcia Lins (Turismo), Régis Fichtner (Gabinete Civil) e Joaquim Levy (Fazenda)”.