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Arquivo para agosto, 2009

Quem Cabral irá apoiar?

31 de agosto de 2009

Afinal, quem Sergio Cabral acredita que poderá melhor encaminhar, no próximo governo, a reinvindação do Rio de Janeiro sobre a questão do pré-sal?
Dilma Rousseff, que ele diz apoiar, mas que dividiu os royaltes com todo o país, e não apenas com os estados produtores?
Ou José Serra, seu adversário, mas que está do seu lado na questão dos royaltes?
Façam suas apostas.

O paspalhão

31 de agosto de 2009

Lula é um sujeito cativante.
Chamou Cabral, Serra e Hartung ao palácio da Alvorada, no domingo, deu um prato de comida pra cada um, e depois fez o que quis.
Empurrou, de uma só vez, os três com a barriga.
E o pouco que não está na projeto, estará emendado no Congresso.
Hartung não conta muito politicamente.
Serra é da oposição.
E Cabral é mesmo um bobo. Um autêntico paspalhão.

C’est magnifique!

31 de agosto de 2009

O Cerimonial do Palácio Guanabara está enviando mensagens a uma infinidade de puxa-sacos do governador do Rio,  para que confirme presença, em Paris, no dia 14 de setembro, quando Sergio Cabral  será agraciado com a Legião de Honra, no grau de Oficial – a penúltima honraria da classe.
É como se ele fosse um Sargento da Legião de Honra.
A comenda teve grande importância durante as guerras que a França participou: as duas mundiais, e mais a da Indochina e da Argélia.
Como era distribuída aos borbotões, chegou a ter, em 1962, mais de 300 mil condecorados.
De Gaulle decidiu então que o século XX haveria de acabar com apenas 125 mil pessoas.
Hoje, ganhar uma medalha dessas é bem mais difícil. São apenas 93 mil medalhados.
E Sergio Cabral tem o orgulho, a satisfação e a honra de ser um desses 93 mil.
Certamente, ela foi obtida graças a um gesto singelo: o governo do Rio encomendou uma missa para as vítimas do vôo da Air France, e aqui esteve o presidente do Senado da França que, ao invés de enfrentar as águas turbulentas de Fernando de Noronha, preferiu jogou flores na Baía de Guanabara.
Vamos ver quem estará em Paris com Cabral.

O DEM e o pré-sal

31 de agosto de 2009

 Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:
“1. A cada dia fica mais claro que Dilma vai ficar sem discurso em 2010. Mãe do PAC, será mãe da polêmica e dos atrasos. Na Saúde, será cobrada a explicar a centralização do Tamiflu e das informações. Segurança só faz piorar.  O bolsa-família será de todos. Marina saiu e levou o meio-ambiente. Ciro vai tratar da economia. Capacidade administrativa ficará com Serra. Lula sabe disso, e resolveu colocar em cima da mesa o Pré-Sal, mesmo sabendo que seus desdobramentos práticos permitiriam abrir com mais cuidado o debate, incluindo especialistas.      
2. A ideia de uma medida provisória foi sepultada. Claro, pois o governo quer que esse assunto tramite por meses no Congresso. O conflito sobre a distribuição dos royalties veio bem a calhar. Se não tocasse na legislação atual estaria tudo resolvido. Mas a polêmica e o tempo são necessários. Para isso, cria fatos, usa os governadores, fala de repartições, para deixar todos com água na boca e enviar um projeto de lei para os embates no “coliseu”. Quanto mais tempo e mais polêmica, melhor.
3. A única coisa prática, e perigosa, é o modelo empresarial. Para que criar uma empresa estatal nova? Por que não trabalhar com a Petrobras? E com a ANP? Perigosa porque o que se diz é que dessa empresa nova sairão antecipações de receitas, com lançamento de derivativos. Ou seja, leva-se a leilão papéis novos de direitos sobre a extração futura de petróleo no pré-sal.            
4. O valor desse papel terá uma margem de possibilidades para nenhum especulador botar defeito. E se estiver vinculado à disponibilidade física da produção, é provável que quem depende de petróleo a longo prazo se interesse.    
5. Com isso, se atravessa 2010 com o Pré-Sal no cardápio eleitoral, com todo o menu de promessas, sonhos, hipóteses, especulações, discussões, compromissos, de forma a dar à candidata de Lula um discurso em relação ao futuro, onde tudo caberá. E com algum dinheiro no bolso. Por esta razão o “lançamento” tem que ter esse marketing de grande espetáculo, preparando um 2010 com presentes de todos os tipos, carregados num trenó voador, cheio de renas”.

Um ato covarde e insano

31 de agosto de 2009

 A derruba da passarela do Bar Vinte - limite entre Ipanema e Leblon - foi de uma violência sem precedentes em um regime democrático.
A última obra que foi ao chão, no Rio, foi na época da ditadura militar: o  Presidente Geisel mandou demolir o Palácio Monroe, antiga sede do Senado, por acreditar que o prédio servia de abrigo para antigos políticos que frequentavam o local para falar mal de seu governo.
Imagine se amanhã alguém não goste da Cidade da Musica, na Barra, do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, ou do Obelisco na Cinelândia?
Por que não derrubar o prédio do Doi-Codi na Tijuca?
E o Sambódromo, monumento a serviço da contraveção, ou a Linha Vermelha, antro de marginais e assaltantes?
Recolher destroços, para guardar como reliquia, ou vender pedaços da obra para arrencadar fundos, é de um ridículo atroz.
Na verdade, demolidores de obras públicas e camelôs de pedaços de concretos deveriam estar presos.
O Prefeito Eduardo Paes mandou derrubar a obra de Paulo Casé, mas não teve a coragem de ir assistir a sua demolição.
O domingo, 30 de agosto, foi certamente o pior dia de sua administração.

NYT: “Marina abala cenário”

31 de agosto de 2009

Deu no ‘New York Times’, segundo matéria de hoje do ‘Estadão’:
“A entrada de Marina Silva na corrida sucessória de 2010 como possível candidata à Presidência pelo PV foi destaque no jornal americano The New York Times deste fim de semana. Em uma reportagem intitulada “Uma criança da Amazônia que mexeu com a política de um país”, o diário traça o perfil da parlamentar do Acre e diz que a sua pré-candidatura “abala” o atual cenário eleitoral brasileiro.
Publicado no sábado, o texto conta a história “de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma das maiores forças da política brasileira”. Sustenta que a sua mudança de partido e a eventual candidatura representam “uma inspiração para o povo brasileiro” em sua busca por um presidente para substituir Luiz Inácio Lula da Silva.
O jornal chega a fazer uma comparação entre as origens humildes de ambos e lembra que sua vitória nas urnas representaria uma nova conquista histórica para o País. O texto aborda a sua infância sofrida, a perda da mãe, a hepatite, as doenças da floresta, a chegada à faculdade em Rio Branco e as lutas ao lado de Chico Mendes e suas conquistas como ministra do Meio Ambiente e senadora. “Um ícone do movimento ambientalista”, destaca.
O New York Times aponta a candidatura de Marina como de oposição ao nome escolhido por Lula para a sucessão, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff”.

A visibilidade e as chances de Dilma

31 de agosto de 2009

De Lauro Jardim no Radar, da ‘Veja’:
“As intenções de voto em Dilma Rousseff empacaram nas últimas pesquisas. Mas o cenário não lhe é exatamente desfavorável. Uma pesquisa do Vox Populi feita para o PT traz duas informações relevantes para mostrar que ela tem chance na corrida para 2010. A primeira é que quase 50% dos eleitores ainda não sabem que Dilma é a candidata de Lula. A segunda: 25% dos brasileiros dizem que votariam num candidato indicado pelo presidente. E outros 44% responderam “talvez” quando perguntados sobre o assunto”.

A administração Lina Vieira

31 de agosto de 2009

 As repórteres Juliana Rocha e Juliana Sofia, da sucursal da ‘Folha’, em Brasília, revelam hoje que “em 10 dos 11 meses em que ocupou o cargo de secretaria da Receita Federal, Lina Maria Vieira autorizou 30 mil dispensas remuneradas de servidores do fisco. Isso significa que, a cada dia útil deste período, foram 143 liberações de funcionários para participar de eventos sindicais, palestras e atividades fora das repartições”.
“Os dias não trabalhados não foram descontados dos contracheques. A remuneração média na Receita Federal é uma das mais altas da Esplanada dos Ministérios. Um auditor fiscal recebe salário inicial de R$ 13,6 mil e os analistas, de R$ 8 mil. A Receita tem em seus quadros 12 mil auditores fiscais e seis mil analistas tributários.
A liberação em massa de servidores provocou mal-estar na cúpula da Receita e chegou ao gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A maior preocupação é com os eventos relacionados ao sindicato. Para críticos do trabalho de Lina, a liberação de auditores é um dos motivos para a piora nos resultados da fiscalização”.
Foi coisa de doido.

Zeca Pagodinho na festa do pré-sal

31 de agosto de 2009

 A festa que o governo promove hoje no Centro de Convenções Ulysses Guimarães terá 3 mil convidados.
Para assistir Lula apresentar a proposta do novo marco regulatório para a exploração e produção do petróleo na camada pré-sal foram convidados políticos, atletas, dirigentes sindicais, artistas e até o sambista Zeca Pagodinho.
O modelo a ser apresentado foi discutido, por mais de um ano, em uma comissão coordenada pela ministra Dilma Rousseff.
Ontem à noite ele sofreu poucas mudanças.
Mas do que mudanças, o projeto passou a ser omisso em alguns pontos, deixando a discussão para o Congresso, que poderá inclusive adotar a proposta feita inicialmente por Dilma - o que é o mais provável.
Talvez isso explique a presença na solenidade do compositor e cantor Zeca Pagodinho, responsável pelo sucesso do “Deixa a Vida me Levar”.
Quem viver verá.

Curiosidade de criança

31 de agosto de 2009