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Arquivo para julho, 2009

Ancelmo na internet

31 de julho de 2009

A coluna de Ancelmo Góes é certamente uma das mais, senão a mais, lida de ‘O Globo’.
O blog Ancelmo.com é certamente um dos mais, senão o mais, lido do Globo online.
Só que quem é leitor da versão eletrônica, não tem acesso a versão impressa. Para isso, é preciso ser assinante do jornal.
Ancelmo já resolveu a questão para seus leitores.
Todos os dias, a partir das 13 horas, ele coloca no blog o texto da coluna que escreveu para o jornal.
Quem sabe, a partir de agora, esse horário vá se reduzindo…

Cabral precisa de Lula

31 de julho de 2009

Ilimar Franco publica hoje em sua coluna ‘Panorama Político’, do ‘Globo’, a seguinte nota:
“O apoio do Presidente Lula é fundamental para a reeleição do governador Sergio Cabral, de acordo com a pesquisa telefonica feita pelo IBPS. O candidato do Presidente teria 23% dos votos dos pesquisados, e outros 38% também poderiam votar. Cabral lidera com 28%, seguido de Fernando Gabeira, com 21%. Depois vêm Anthony Garotinho com 17%, e Lindberg Farias com 9%. Foram ouvidas 2.000 pessoas de 23 a 27 de julho”.
A pesquisa, encomendada sabe-se lá por quem, mostra um Cabral mais forte no Rio do que o próprio Lula, o que é esquisito.
A situação de Cabral vai se complicar, um pouco mais, quando pesquisarem os sem telefones.

Sarney se diz vítima da mídia

31 de julho de 2009

O senador José Sarney em artigo hoje. na ‘Folha’, fala sobre o “Fim dos Direitos Individuais”, e se coloca como vítima da imprensa: “Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?”
É o seguinte o artigo de Sarney:
“A teorização da arte da política começa com Aristóteles. Ele foi o primeiro a querer saber tudo sobre o seu tempo e como os homens faziam para gerir essa máquina do tempo. Baixinho e careca, não lhe faltava senso de humor. Contam que lhe indagaram por que gostava de belas mulheres, e ele respondeu que só um cego lhe indagaria isso.
Mas larguemos as mulheres e voltemos à política, a arte de harmonizar conflitos, já que é mais esta do que ciência. Hitler tinha horror à política. Na tentativa de evitar a Guerra Mundial, um seu general disse que era chegada a hora da política e ele respondeu: “abomino a política”. O ser autoritário é sempre amargurado com a política: o move a força como solução e, para alcançá-la, veste-se do ressentimento, da inveja, do puritanismo, como uma máscara para esconder a hipocrisia.
O conde Afonso Celso, que escreveu um livro delicioso sobre os anos que passou no Congresso, conta que dois grupos eram constantes em cada legislatura, embora mudassem os seus integrantes: os que viviam à custa da honra da Casa e os que faziam política à custa da honra dos colegas. Em geral, eram sepulcros caiados.
Foi Lênin quem aplicou como método as leis da guerra à política. Ele não a via como um instrumento democrático para a conquista do poder, mas como uma disputa cuja finalidade não era o jogo das ideias, e sim, como na guerra, uma luta entre inimigos não para vencer o adversário, mas exterminá-lo -e nisso toda crueldade devia ser usada. Daí o pensamento dele tão divulgado de que os fins justificam os meios. Quem lê os seus textos sobre o uso do terror fica arrepiado, porque seus exemplos são buscados nos piores momentos do terror da Revolução Francesa, em 1793/94.
Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições”.

Antes tarde do que nunca

30 de julho de 2009

Disse hoje o Presidente Lula:
“Não é um problema meu. Não votei para eleger o presidente Sarney a presidente do Senado, nem para senador. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele fica presidente é o Senado”.
Até que enfim!

É preciso fazer a faxina

30 de julho de 2009

Quando a crise do Senado começou, o presidente José Sarney disse que não havia sido eleito para varrer o lixo da cozinha da Casa.
Na eleição do próximo ano, os senadores que disputarem novo mandato – dois terços serão renovados  – serão varridos com o lixo pelo eleitorado.
O candidato que incluir o vocábulo “faxina” em seu discurso, seja ele de que partido fôr, estará eleito.
A vassoura e o espírito janista está de volta.

A frase do dia

30 de julho de 2009

Do governador de Minas, Aécio Neves:
“O Senado precisa renovar-se, precisa modernizar-se, precisa oxigenar-se, e isso já era para ter sido feito há muito tempo”.
Renovação, modernização e oxigenação é com ele mesmo.

Cabral não paga as vítimas da ditadura

29 de julho de 2009

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) abandonou a Comissão Especial de Reparação,  incumbida de analisar os requerimentos de vítimas de prisão e tortura durante o regime militar, criada pelo governo do Rio, em 2001.
Segundo os ofícios assinados pelo presidente da ABI, jornalista Maurício Azêdo, e enviados a Subsecretaria de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, a entidade decidiu abandonar o órgão “por entender que essa Comissão tem existência meramente simbólica, já que as decisões que emite não são acatadas nem consideradas pelo Governo do Estado”.
Segundo Azêdo, desde que a  Comissão foi instituída, no Governo Rosinha Garotinho, mas de mil processos foram analisados, cerca de 900 tiveram parecer favorável, mas “apenas  140 ensejaram o pagamento da reparação moral às vítimas de prisão e torturas pela ditadura militar. O último desses pagamentos, salvo engano, foi efetuado em junho de 2006 – há quase três anos, portanto”.
O presidente diz ainda que a “ABI não quer associar-se a qualquer iniciativa oficial que gere nas vítimas do regime militar expectativas e esperanças que não se concretizem”.
A reparação a que cada um dos torturados ou presos na ditadura tem direito, é no valor de R$ 20 mil, e ninguém, ao que se saiba, recebeu  essa indenização durante o governo Sergio Cabral. 
Em resposta a Azêdo, a subscretária de Direitos Humanos, Betânia Freitas,  disse que os processos julgados continuam válidos, o que a ABI “não duvida, até porque seria estranho, para dizer o mínimo, que tais documentos administrativos tivessem perdido validade”. Segundo ela,  sete pagamentos foram realizados de acordo com a ordem numérica do processo.
Sobre isso, diz o presidente da ABI que “não nos parece adequado nem justo o critério de realização dos pagamentos considerando a ordem numérica dos processos. Há requerentes muito idosos, outros muito doentes, que não terão como aguardar em vida a chegada do número de seu processo para obter a reparação pecuniária que esperam há anos, pelo que sofreram há mais de quatro décadas”.
A posição da ABI foi comunicada aos outros três integrantes do Conselho: a OAB, o Grupo Tortura Nunca Mais, e ao Conselho Regional de Medicina.
Os textos dos oficios enviados ao governo estão publicados no último número do jornal da ABI, que começou a circular na semana passada.

Agenda de Cabral

29 de julho de 2009

Para que os leitores vejam como é estafante a vida do governador de um grande Estado, como é o caso do Rio de Janeiro, esse blog publicará, a partir de segunda-feira, diariamente, a agenda do Sr. Sergio Cabral.
Ele sempre tem um compromisso por volta das 9, 10 horas da manhã.
Geralmente,  é a assinatura de algum convênio, que transfere para outra esfera, aquilo que o Estado deveria fazer.
E aí termina o seu dia. Pelo menos, segundo a agenda que sua assessoria distribui.
Para que ele possa se organizar melhor e, também, para que não surja a menor suspeita de perseguição, a publicação aqui só será feita a partir da próxima semana, dia 3 de agosto.
Quem sabe até lá, o governador encontre o que fazer.

A frase do dia

29 de julho de 2009

 Por falar em Ciro Gomes, é dele a frase do dia, ao comentar o seu desconhecimento sobre São Paulo:
“Hoje em dia, com Google GPS, é mole”.

Ciro Gomes, candidato no Rio?

29 de julho de 2009

   Não deve ter o menor fundamento, pois o amigo Aécio Neves faria um apelo para que o fato não se concretizasse. Mas que ele provocaria um tsunami, não resta dúvidas.
Está publicado, hoje, no blog do ex-prefeito Cesar Maia:
“1. Mais um imbróglio. Quando tudo parecia caminhar para um painel de quatro candidatos a governador do Estado do Rio em 2010 -Gabeira, Cabral, Garotinho, Lindbergh- eis que surge outro nome. Pelo menos em pesquisa. Com Ciro Gomes sempre na frente de Dilma no Estado do Rio para presidente, um instituto de pesquisa testou seu nome para Governador.   
2. Nem tão surpreendentemente, em função do resultado de 2002, Ciro aparece embolado em primeiro lugar. Diz o técnico que informou (com reserva de fonte) a este Ex-Blog: - No caso dele, nem será preciso falsificar o domicílio eleitoral, como terá que fazê-lo em SP. No Rio ele já tem a residência de sua esposa que também é domicílio eleitoral dele. Basta registrar.                     
3. A informação não foi dada só a este Ex-Blog. Um dirigente do PDT se animou e reagiu: - E ele ainda poderá ter o Wagner Montes puxando a chapa de deputado estadual”.