youPode

Arquivo para abril, 2009

O futuro do Imposto de Renda

30 de abril de 2009

Termina daqui a pouco, a meia-noite, o prazo para que todo o cidadão envie, a Receita Federal, a sua declaração anual de rendimentos.
Tomara que nossos impostos este ano não paguem mais viagens de parlamentares e seus familiares para o exterior;
Que no Enem de 2010, as escolas públicas apresentem melhores resultados, e não fiquem, em sua totalidade, na rabeira dos colégios particulares;
Que os hospitais passem a servir a população e não aos políticos;
Que o pagamento de nossos impostos sirva efetivamente para ajudar o crescimento do país, e não o desenvolvimento pessoal de um grupo de espertalhões.

Redator do UOL é só preconceito

30 de abril de 2009

30/04/2009 - 19h04

“Sucesso” no G20, Lula sai da lista dos 100 mais influentes da “Time”

Do UOL Notícias

O UOL colocou há pouco, na rede, uma notícia de que Lula deixou de integrar a lista da ‘Time’ com as 100 personalidades mais influentes do mundo.
O curioso é que Lula aparece apenas no título, e meio ridicularizado, já que o redator levanta a suspeita de que ele não foi um “sucesso” no G20.
Só que, na relação da ‘Time’ do ano passado, Lula já não fazia parte. Portanto ele não saiu da lista.  E cá pra nós. A lista tem de tudo. A revista divide os 100 mais em cinco categorias.  E, na primeira delas, onde aparece por exemplo Barack Obama, figura também o nome do maior traficante de tóxicos do México, Joaquin Guzman
O piloto norte-americano que pousou um Boeing no rio Hudson também integra a relação da ‘Time’.  Na verdade, o comandante Chesley B. Sullenberger, é certamente um dos heróis do ano, pois com sua perícia salvou da morte quase uma centena de passageiros. Mas definitivamente ele não é nem uma das 100, ou das 1.000 ou mesmo das 10.000 pessoas que mais influenciam o mundo.
Em dezembro de 2008, a ‘Newsweek’, concorrente da ‘Time’, divulgou uma lista com as 50 personalidades mais influentes no mundo. E Lula é o número 18, na frente até mesmo de Bill Gates (22º), do Papa Bento XVI (37º) e de Osama Bin Laden (42ª).
O fato é que, para tristeza do redator do UOL, o sujeito que encabeça todas as listas como o homem mais influente e poderoso do mundo, o Presidente Barack Obama, já disse em público que Lula “é o cara”.

As previsões de José Dirceu

30 de abril de 2009

José Dirceu publica hoje em seu blog um comentário sobre a entrevista que Ricardo Kotscho, seu ex-companheiro de Planalto, fez com o presidente do Ibope, Carlos Alberto Montenegro, que fala na possibilidade de José Serra vencer as eleições presidenciais do ano que vem, já no primeiro turno.
Dirceu confessa  ter torcido pelo Flamengo, na época da infância em Passa Quatro,  diz que Serra não está eleito e que o Flamengo derrotará o Botafogo e se sagrará mais uma vez  campeão. “Espero – diz ele – não errar em nenhuma das duas previsões”.
O primeiro palpite de Dirceu será esclarecido no próximo domingo. O segundo só em outubro do próximo ano.

Assembléia pode cassar Nader

29 de abril de 2009

A batata do deputado José Nader Jr,  do PTB, começou a assar.
Amanhã, às 10 horas, ele irá prestar depoimento ao Corregedor da Assembléia, deputado Luiz Paulo, na Sindicância que vai apurar uma possível quebra de decoro parlamentar.
Nader foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e advocacia administrativa, já que teria intermediado o pagamento de propina, em troca da aprovação das contas do município de Carapebus, pelo Tribunal de Contas. E para isso  recebeu  R$ 20 mil.
A  Mesa Diretora da Alerj enviou, para a Corregedoria, uma cópia do relatório da CPI do TCE-RJ, e por conta disso o  deputado Luiz Paulo deve abrir o processo disciplinar contra o deputado .

Raul Castro condena bloqueio

29 de abril de 2009

Havana acolhe, a partir de hoje, mais uma reunião dos Países Não Alinhados a nível de Chanceleres. O encontro foi aberto há pouco pelo Presidente de Cuba, Raul Castro, que pediu mais uma vez  o fim do bloqueio, e reafirmou sua intenção de discutir “tudo com o governo dos Estados Unidos, em igualdade de condições. Mas não negociamos nossa soberania, nem nosso sistema político e social, e o direito de autodeterminação de nossos assuntos internos”.
Em seu discurso, Castro disse que as medidas “recentemente anunciadas pelo Presidente Obama são positivas, mas de alcance mínimo. O bloqueio permanece intacto. E não há pretexto político, nem moral, que justifique a continuidade dessa política;
- Cuba – disse ele – não impôs sanção nenhuma contra os Estados Unidos nem contra seus cidadãos.  Não é Cuba que impede os empresários de fazer  negócios com os nossos. Não é Cuba que persegue as transações financeiras realizadas por bancos norte-americanos. Não é Cuba que tem uma base militar em território dos Estados Unidos contra a vontade de seu povo, etc. etc. etc. para não fazer uma interminável lista. Portanto não é Cuba que tem de promover  gestos.

O PT do Rio e as boquinhas

29 de abril de 2009

É dura (e frustante) a vida do eleitor do PT no Rio de Janeiro.
Aqui, o grupo que ficou conhecido como ’Partido da Boquinha’ quer aderir de imediato a candidatura do governador Sergio Cabral à reeleição.
Para o Senado, no próximo ano, duas cadeiras estarão em disputa: a do próprio Sergio Cabral, atualmente ocupada por Paulo Duque, e a do senador Marcelo Crivella.
Uma das vagas ao Senado, pelo PMDB, será do presidente da Assembléia , deputado Jorge Picciani, que, politicamente, é quem manda de fato no governo. A negociação de Cabral para apoiar Dilma Rousseff, ou quem quer que seja o candidato do PT, inclui o apoio a Picciani.
Quem seria então o outro senador que o PT apoiaria?
O lógico seria a secretária Benedita da Silva, que abriu mão de sua candidatura a Prefeitura do Rio para tentar, no próximo ano, a volta ao Senado.
Mas Lula deixaria o senador Marcelo Crivella na mão? Não há hipótese.
O Presidente já deu provas do carinho que tem, pelo senador, em todas as eleições majoritárias que ele disputou. Vladimir Palmeira, candidato ao governo, e Alessandro Molon, candidato a prefeito, são testemunhas (e vítimas) disso.
Crivella é do partido do vice José Alencar, e é o mais fiel lulista no Rio de Janeiro, incluindo nessa relação petistas com cargo de comando. Ao contrário de muitos neo-lulistas, entre eles o próprio Sergio Cabral, não se tem notícias de críticas de Crivella a Lula, e muito menos imitações debochadas do Presidente.
Ao PT poderia caber, então, a vice-governadoria. Mas Cabral vai abrir mão do vice Pezão?
Se fizer isso, será o primeiro caso de um governador que, disputando a reeleição, não consiga chegar nem mesmo ao segundo turno.
O PT da Boquinha, influenciado, é verdade, pelos sábios aloprados de Brasília, pode chegar a 2010 sem ganhar nenhum dos cargos majoritários no Rio.
E pior: apostando errado, em janeiro de 2011, data da posse do futuro governador,  ele perderá todas as boquinhas.

Os 18 da Boquinha

29 de abril de 2009

Pelo menos 18 dos 44 membros do diretório do PT fluminense integram o “partido da boquinha”.
Foram eles que quiseram impedir que 10 das 40 inserções de 30 segundos que vão ao ar em maio, na TV, fossem dedicadas à candidatura do prefeito Lindberg Farias a sucessão de Sergio Cabral.
Para o pessoal da boquinha não é necessário testar candidatura alguma.
É melhor aderir ao PMDB e abocanhar logo uma meia dúzia de penduricalhos

Cabral lidera o fracasso na educação

29 de abril de 2009

O governo do Rio poderia fazer a gentileza de tirar do ar a publicidade que trata da educação no Rio de Janeiro.
O fracasso da rede publica do Estado está evidenciado no resultado do Enem – o Exame Nacional do Ensino Médio, de 2008.
Das 100 melhores escolas do Rio de Janeiro, apenas uma é estadual, o Colégio de Aplicação da UERJ. Doze são federais e 87 são particulares.
Entre as 200, o Estado tem apenas cinco.
Das 250 melhores, só sete são estaduais.
Das 250 piores, sete são particulares e as restantes 243 são do Estado.
Ficou claro que dar computador para cada um dos professores da rede pública, só favoreceu mesmo o fornecedor.

Gaspari, Lula e a doença de Dilma

29 de abril de 2009

Esse artigo do jornalista Elio Gaspari está publicado hoje na ‘Folha’ e no ‘Globo’:
 ”Lula e Dilma Rousseff tornaram-se personagens de um dilema que poderá marcar a história do país. Ambos deverão decidir se o câncer linfático da ministra é ou não um impedimento para que ela se lance numa campanha presidencial, com o compromisso de governar o país por quatro anos.
Se o Brasil tem 100 milhões de técnicos de futebol, daqui a pouco terá 100 milhões de oncologistas. A eles se juntam feiticeiros que pretendem transformar um câncer em anabolizante politico. Quando o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que, com a doença, Dilma talvez “possa se fortalecer”, subordina um problema real às fantasias da marquetagem. (O câncer de pele de John McCain, operado em 2000 e 2002, foi mantido longe de sua agenda.)
Quando Lula diz que Dilma “não tem mais nada”, está recorrendo ao vodu político. É compreensível que deseje o melhor para sua candidata, mas, na posição que ocupa, propaga uma atitude emocional que confunde o problema e compromete sua própria capacidade de decidir. Nosso Guia considera “burrice” e desrespeito especular sobre o assunto, mas burrice seria não fazê-lo. Tanto é assim que ambos especulam sobre o prognóstico, sabendo que, no sentido clínico da expressão, nenhum médico é capaz de dizer que a candidata “não tem mais nada”.
Julgamentos contaminados por interesses estranhos à medicina já causaram danos à vida do país e dos próprios pacientes. Os fatores políticos contaminam questões médicas quando buscam prognósticos que confirmem desejos. É o “dá para levar”. Nele, em 1985, perdeu a vida Tancredo Neves. O presidente eleito escondia seus padecimentos, coisa que Dilma Rousseff não fez. Sofria de dores no abdome e tinha até mesmo dificuldade para caminhar, mas acreditou que podia “levar” até o dia de sua posse. Não deu. Chegou ao hospital com um quadro infeccioso, caiu num teatro de mentiras e inépcias que terminou matando-o. A morte de Tancredo custou ao país a posse de um vice abatido pela ilegitimidade e nela esteve a raiz das limitações que marcaram todo o governo de José Sarney.
Noutro caso, em 1966, o chefe do serviço médico da Presidência diagnosticou que o marechal Arthur da Costa e Silva, ministro do Exército e candidato à Presidência, “estava mais entupido que pardieiro”. Um de seus colaboradores diretos recebeu a informação e respondeu: “Agora não tem volta”. Em 1969, Costa e Silva sofreu uma isquemia cerebral e os comandantes militares atiraram o país no maior período de anarquia militar de sua história.
Nos dois casos, a estratégia do “vai dar” enfeitiçou os feiticeiros. Num, Tancredo não fez o que devia. No outro, Costa e Silva candidatou-se ao que não podia. Pensando-se que “ia dar”, aumentou-se o risco e chegou-se a uma situação na qual só restava o desfecho trágico.
Lula tem no Planalto um exemplo oposto. José Alencar tratou o seu câncer com honesta exposição e, depois de seis cirurgias, uma das quais com 18 horas de duração, pode assegurar que conservou a capacidade para exercer o cargo de vice-presidente. Contudo, como dizia Stanislaw Ponte Preta, o vice acorda mais cedo para ficar mais tempo sem fazer nada.
No melhor cenário, Lula poderá seguir seu próprio conselho: “Com essas coisas a gente não brinca”.

Cesar, a política e a imprensa

29 de abril de 2009

O ex-prefeito Cesar Maia abre hoje seu blog com um texto sobre “Política e Credibilidade da Imprensa”. Veja o que diz:
“1. O jogo política-imprensa é sempre um jogo perigoso. Em tese, nos regimes autoritários os governos impõem à imprensa a censura e o noticiário. No extremo oposto, estão os governos frágeis cujas ações são meras reações ao noticiário. Se a linha do noticiário é uma, é nesta que esses governos frágeis entram, simplesmente “suitando a imprensa” e gerando uma espiral linha do noticiário-governo-mais da mesma linha do noticiário, etc.    
2. O problema é quando a imprensa (um ou outro órgão de imprensa) acha que esse último jogo é o que interessa, pois mostra seu poder de definir as prioridades de governo. No entanto, o distinto público não entende bem essas relações de causa e efeito, pois não sabe quem veio primeiro, a galinha ou o ovo. Pior quando os governos frágeis resolvem agradar duplamente a imprensa. De um lado, priorizando as prioridades da imprensa, e do outro, aplicando muito em publicidade neste veículo.                       
3. O distinto público, na maioria das vezes, confunde e inverte a equação, pensando que é a verba da publicidade que faz a imprensa repetir as matérias do governo. Não consegue diferenciar causa e efeito e troca o poder da imprensa pelo poder do governo através de publicidade. O jogo, nesse caso, é de alto risco para a imprensa, pois afeta o seu maior patrimônio: a credibilidade. O jogo começa de um lado e termina percebido do outro”.