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08.08.09 17H19M

BOPE SAI DA ROCINHA, SEM CORPO DE ENGENHEIRA E ABRE CRISE NA SEGURANÇA

// Postado por Eucimar de Oliveira

0,,14994862-FMMP,00Dezenas de policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, a tropa de Elite do Bope, deixaram na tarde deste sábado a favela da Rocinha, a maior do Rio,  onde tentavam localizar um cemitério clandestino no qual estaria o corpo da engenheira Patrícia Amieiro. A operação causou profundo mal-estar na Polícia Civil e no promotor Homero de Freitas, seguros de que Patrícia foi morta por PMs do trigésimo primeiro batalhão e não por traficantes da Rocinha como tentavam confirmar os policiais do Bope.  O governador Sérgio Cabral não vê indícios de crise.Blog sobre o caso da engenheira. Visite

A operação, segundo Homero, não poderia se configurar como uma apuração paralela do caso a cargo da Polícia Militar. Todo problema começou quando policias do trigésimo primeiro batalhão, o mesmo dos quatro policiais acusados da morte de Patrícia, ouviram uma testemunha dizer que ela teria sido levada para o alto do morro da Rocinha na noite do seu desaparecimento, em junho do ano passado.

Segundo esta testemunha, um flanelinha, amigos seus que moram na Rocinha viram Patrícia por lá. Ela estaria num carro acompanhada de um homem. Foi quando uma outra pessoa se aproximou, mandou que ela saísse e que seu acompanhante levasse o automóvel do local. A testemunha encontrada pela PM disse ainda que um outro amigo teria visto, dias depois, o corpo de uma mulher loura na Floresta da Tijuca, área contígua à Rocinha, com as mesmas roupas com as quais foi vista pela última vez.

 A operação na Rocinha foi chefiada por um alto oficial do Bope, tropa de origem do atual comandante da PM. Além dos policiais do Bope, dela também participaram PMs do batalhão dos policiais acusados do assassinato. Durante muitos meses, policiais civis e seus peritos fizeram vários levantamentos que acabaram concluindo pela culpa dos militares.

O corpo de Patrícia, segundo algumas informações, teria até sido queimado em outro local que não a Rocinha, numa favela sob o controle das milícias formadas por policiais militares. A atuação do Bope na Rocinha provocou intenso tiroteio e até a paralisação das obras do PAC.A

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